
ÍCARO ABREU BARBOSA/Genilson Pessanha
Durante a crise, causada pela pandemia do novo coronavírus e as medidas de quarentena adotadas, diversos produtos do setor alimentício nas prateleiras de supermercados sofreram acréscimos de preço. Rodando por três supermercados diferentes, em Guarus, no Centro e no Parque Califórnia, é possível notar que produtos essenciais como leite, carnes, hortaliças e frutas, pesam cada vez mais no bolso dos campistas, em função do maior problema sanitário da última década.
— Tudo aquilo que entendemos que estava com o preço exorbitante a gente aponta para os fornecedores — contou o superintendente do Procon Campos, Douglas Leonardi. As frequentes denúncias da população sobre abusos de preços têm chegado ao órgão que já trabalha para que aconteçam ajustes.
Nos supermercados, itens comuns, incluídos na dieta de grande parte dos brasileiros, para um bom prato de arroz, feijão, carne e salada, são bases de parâmetro para a medição da escalada de preços, em diversos pontos da cidade, que segue a lei da oferta e procura, já observada e analisada por Adam Smith, economista e filósofo escocês, ainda no século XVIII. O quilo do arroz tem o preço entre R$3,19 e R$4,29; o feijão entre R$4,59 e R$6,49; óleo de soja varia de R$3,99 até R$4,39.
Pessoas que frequentam supermercados semanalmente, como a cuidadora de idosos Geiza dos Santos Antunes, contam que percebem aumentos significativos nos preços, o que acaba influindo na renda ao final do mês. “Estou percebendo que minha conta pulou dos R$170 para uma média de R$240, isso por conta do aumento do preço do leite, carne, do óleo, dos materiais de limpeza e açougue”, contou Geiza, enquanto realizava uma compra em Guarus.
A saída escolhida por muitos para contornar o aumento de preços é a seleção bem-feita do que comprar nas redes maiores de varejo e atacado, além de dar preferência ao que sabem ser mais em conta em açougues e lojas do setor hortigranjeiro. É o que faz o casal, Vinicius Teixeira e Débora Lima. “Como temos o cartão de fidelidade dessa rede de supermercados, acabamos não sentindo muito o aumento de preços”, explicou a advogada Débora, enquanto guardava as compras junto ao seu marido, Vinicius Teixeira, fisioterapeuta, no estacionamento do supermercado. Ele complementou:
— A verdade é que aumentaram o desconto para a gente, por isso, aqui (no supermercado aonde embarcavam as compras no carro) nós fazemos mais compras de alimentos não perecíveis.
Ainda fechado — Uma alternativa para o setor de hortigranjeiro, o Hortifruti, na rua Tenente Coronel Cardoso, foi interditado no último domingo (12), e autuado pela 134ª Delegacia de Polícia (Centro) por desrespeito ao decreto municipal que determina medidas de prevenção ao novo coronavírus. Segundo Douglas Leonardi, o Procon ainda está em “tratativa com a rede Hortifruti a respeito de ajustamento de conduta”, por tal razão, a data de reabertura ainda não foi determinada.
Fonte:Fmanhã


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