Setor atingido diretamente pela crise imposta pelo coronavírus não recebe ajuda do governo

Crise econômica | A pandemia do novo coronavírus alterou a rotina dos hospitais para dar suporte acrescente demanda de pacientes com Covid. (Foto: Reprodução)
Muito tem-se falado nas dificuldades de diversos setores da economia brasileira diante da mais grave crise econômica, sanitária e social em um século, provocada pela pandemia do coronavírus, com expectativas de desemprego em massa e retrocessos alarmantes nos resultados operacionais das empresas. O Governo Federal, desde março, anuncia medidas no sentido de atender financeiramente de forma emergencial o setor produtivo nacional, mas entre o discurso e a prática existe, na verdade, um mar de burocracia que acaba impossibilitando as micro, médias e pequenas empresas de terem acesso aos recursos prometidos.
Apesar de números oficiais registrarem que são exatamente esse conjunto de empresas que mais geram empregos e renda no país, no fim da linha apenas as grandes corporações conseguem as tais linhas de créditos ofertadas pelos bancos oficiais.
Para piorar a situação, no meio desse turbilhão pandêmico que afeta diretamente a saúde de toda população, o setor hospitalar, que deveria receber tratamento direcionado e urgente por parte do governo, tem sido um dos que mais sofre. As medidas divulgadas para o segmento não chegam às empresas que mais precisam, sendo direcionadas aos grandes grupos de Saúde do país.
Na última segunda-feira (8/6) o Governo Federal anunciou mais uma política de auxílio aos hospitais privados do país, no entanto, pelas regras divulgadas, mais uma vez as empresas de pequeno porte do setor ficaram de fora da ajuda, agora de R$ 2 bilhões. A nova linha de crédito, cujo valor mínimo do empréstimo ficou estipulado em R$ 10 milhões e o máximo em R$ 200 milhões ao custo da TJLP (ou Selic) mais 1,5% ao ano, será direcionada apenas a hospitais e laboratórios com faturamento acima de R$ 300 milhões/ano, ou seja, uma pequena parte de todo setor que está em crise. No total, são cerca de quatro mil hospitais no país, sendo sua ampla maioria de pequeno ou médio porte. Existem poucos grandes grupos no Brasil com faturamento que atenda às exigências do governo, e tais grupos já possuem amplo acesso a capital externo barato advindo de fundos de investimentos estrangeiros.
Os hospitais, num aspecto geral, estão com sérios problemas de caixa devido às diversas medidas restritivas em seus funcionamentos por parte dos governos municipais, estaduais e federais. O que se vê são hospitais esvaziados por ordens governamentais para dar lugar aos tratamentos da Covi-19, adiando ou deixando sem atendimento adequado pacientes de outras especialidades.
Por outro lado, para piorar ainda mais a situação do setor, os custos operacionais com remédios e equipamentos deram um salto vertiginoso, impossibilitando de se fechar essa conta, uma vez que o faturamento médio do segmento caiu entre 30% e 70%. A expectativa é a pior, com previsão de fechamento de hospitais e demissão em massa de trabalhadores qualificados. Segundo o superintendente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Luiz Fernando Silva, em entrevista ao jornal O Globo, a situação é desesperadora.

Crise econômica | A pandemia do novo coronavírus alterou a rotina dos hospitais para dar suporte acrescente demanda de pacientes com Covid. (Foto: Reprodução)
Muito tem-se falado nas dificuldades de diversos setores da economia brasileira diante da mais grave crise econômica, sanitária e social em um século, provocada pela pandemia do coronavírus, com expectativas de desemprego em massa e retrocessos alarmantes nos resultados operacionais das empresas. O Governo Federal, desde março, anuncia medidas no sentido de atender financeiramente de forma emergencial o setor produtivo nacional, mas entre o discurso e a prática existe, na verdade, um mar de burocracia que acaba impossibilitando as micro, médias e pequenas empresas de terem acesso aos recursos prometidos.
Apesar de números oficiais registrarem que são exatamente esse conjunto de empresas que mais geram empregos e renda no país, no fim da linha apenas as grandes corporações conseguem as tais linhas de créditos ofertadas pelos bancos oficiais.
Para piorar a situação, no meio desse turbilhão pandêmico que afeta diretamente a saúde de toda população, o setor hospitalar, que deveria receber tratamento direcionado e urgente por parte do governo, tem sido um dos que mais sofre. As medidas divulgadas para o segmento não chegam às empresas que mais precisam, sendo direcionadas aos grandes grupos de Saúde do país.
Na última segunda-feira (8/6) o Governo Federal anunciou mais uma política de auxílio aos hospitais privados do país, no entanto, pelas regras divulgadas, mais uma vez as empresas de pequeno porte do setor ficaram de fora da ajuda, agora de R$ 2 bilhões. A nova linha de crédito, cujo valor mínimo do empréstimo ficou estipulado em R$ 10 milhões e o máximo em R$ 200 milhões ao custo da TJLP (ou Selic) mais 1,5% ao ano, será direcionada apenas a hospitais e laboratórios com faturamento acima de R$ 300 milhões/ano, ou seja, uma pequena parte de todo setor que está em crise. No total, são cerca de quatro mil hospitais no país, sendo sua ampla maioria de pequeno ou médio porte. Existem poucos grandes grupos no Brasil com faturamento que atenda às exigências do governo, e tais grupos já possuem amplo acesso a capital externo barato advindo de fundos de investimentos estrangeiros.
Os hospitais, num aspecto geral, estão com sérios problemas de caixa devido às diversas medidas restritivas em seus funcionamentos por parte dos governos municipais, estaduais e federais. O que se vê são hospitais esvaziados por ordens governamentais para dar lugar aos tratamentos da Covi-19, adiando ou deixando sem atendimento adequado pacientes de outras especialidades.
Por outro lado, para piorar ainda mais a situação do setor, os custos operacionais com remédios e equipamentos deram um salto vertiginoso, impossibilitando de se fechar essa conta, uma vez que o faturamento médio do segmento caiu entre 30% e 70%. A expectativa é a pior, com previsão de fechamento de hospitais e demissão em massa de trabalhadores qualificados. Segundo o superintendente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Luiz Fernando Silva, em entrevista ao jornal O Globo, a situação é desesperadora.


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