Uso da linha chilena por pipeiros é ilegal e tem provocado acidentes
POR: BERNARDO RUST E MARIANE PESSANHA

Mayara Mendes levou quatro pontos no rosto ao ser atingida por linha
Ela está presente nas brincadeiras de crianças e até adultos, colore os céus e está nas páginas do livro “O Caçador de Pipas”, do escritor afegão-americano Khaled Hosseini. A pipa, ou papagaio, é um dos brinquedos mais democráticos do mundo e capaz de garantir a diversão por menos de R$ 2. Mas, em mãos erradas, esse brinquedo pode se transformar em tragédia. A auxiliar financeiro Mayara Mendes é um exemplo disso. Ela levou quatro pontos no rosto depois de um acidente causado por uma linha de pipa.
Mayara conta que estava indo para casa, voltando do trabalho, de moto, em Guarus, quando percebeu que foi atingida por um objeto. Segundos depois sentiu o sangue escorrer pelo rosto e parou para ver o que tinha acontecido. Nervosa, pediu ajuda à mãe, que a socorreu e a levou para o Hospital Ferreira Machado.
“Na hora, eu tive que tirar a máscara que estava usando e limpar meu rosto porque o sangue veio para o olho e eu não enxergava mais nada. Tive medo de acabar sendo atropelada enquanto ia para a casa da minha mãe. Só não aconteceu coisa pior porque eu estava usando a máscara. Depois do acidente, comprei uma antena, que já coloquei na moto para aumentar a minha segurança. Que isso sirva de alerta para as pessoas. Linha de pipa, com cerol ou outros materiais, não é só brincadeira e pode causar a morte”, diz Mayara.
A antena, citada por Mayara, é um item de segurança que já chegou a ser obrigatório no Estado do Rio de Janeiro, através da Lei 7.374/2016, de 27 de junho 2017. Entretanto, em maio do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tornou-a inconstitucional ao considerar que cabe à União legislar sobre trânsito.
Outro item de segurança importante para quem anda de moto é o capacete, mas Mayara não estava usando porque, segundo ela, a distância entre o trabalho e a casa dela, era próxima. A auxiliar financeiro explica ainda que no dia do acidente fez um percurso diferente do normal porque a rua onde passa estava cheia de gente soltando pipa. “Achei que pudesse ser perigoso, por estar de moto e desviei o caminho. Acabou que a outra rua também estava cheia de pipas”, diz. Vale ressaltar que a pipa, com linha comum, não traz nenhum risco à vida. Porém, se utilizada com cerol ou a linha chilena torna-se um risco nas ruas.
Lei Estadual
No ano passado, o Governador Wilson Witzel reeditou a Lei nº 7784, de 2017, que “proíbe a comercialização, o uso, o porte e a posse da substância constituída de vidro moído e cola (cerol), além da linha encerada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio (linha chilena), e de qualquer produto utilizado na prática de soltar pipas que possua elementos cortantes, e dá outras providências.” Ao texto original foi acrescentada a proibição à “feitura informal”.
Por ser uma Lei Estadual a competência da fiscalização é da Polícia Militar. Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que “Segundo o comando do 8º BPM, o batalhão não atendeu a nenhum registro relevante sobre casos envolvendo linha chilena. Vale ressaltar que o batalhão segue atuando ostensivamente e de maneira estratégica em toda a região para reprimir ações dessa natureza e que caso sejam encontradas linhas chilenas, os detentores serão conduzidos junto com o material à delegacia mais próxima para registro dos fatos.”
Ainda de acordo com a nota, diante de incidentes sobre linha chilena, a população pode acionar as equipes da Polícia Militar através do número 190. O anonimato é garantido.
No âmbito municipal, tramita na Câmara de Vereadores um Projeto de Lei do vereador e presidente da Casa, Fred Machado, que prevê que seja disponibilizado o serviço do Disque- Denúncia, para que sejam feitas denúncias de uso, fabricação ou comercialização de produtos. Também dispõe sobre multa para quem descumprir a proibição, sendo pessoa física ou estabelecimento comercial.
Segundo a assessoria do vereador, o Projeto de Lei foi formulado diante da necessidade de estabelecer a proibição do uso e comercialização de materiais como “cerol” e “linha chilena”, uma vez que são comumente utilizados por adultos e menores de idade que soltam pipa.
POR: BERNARDO RUST E MARIANE PESSANHA

Mayara Mendes levou quatro pontos no rosto ao ser atingida por linha
Ela está presente nas brincadeiras de crianças e até adultos, colore os céus e está nas páginas do livro “O Caçador de Pipas”, do escritor afegão-americano Khaled Hosseini. A pipa, ou papagaio, é um dos brinquedos mais democráticos do mundo e capaz de garantir a diversão por menos de R$ 2. Mas, em mãos erradas, esse brinquedo pode se transformar em tragédia. A auxiliar financeiro Mayara Mendes é um exemplo disso. Ela levou quatro pontos no rosto depois de um acidente causado por uma linha de pipa.
Mayara conta que estava indo para casa, voltando do trabalho, de moto, em Guarus, quando percebeu que foi atingida por um objeto. Segundos depois sentiu o sangue escorrer pelo rosto e parou para ver o que tinha acontecido. Nervosa, pediu ajuda à mãe, que a socorreu e a levou para o Hospital Ferreira Machado.
“Na hora, eu tive que tirar a máscara que estava usando e limpar meu rosto porque o sangue veio para o olho e eu não enxergava mais nada. Tive medo de acabar sendo atropelada enquanto ia para a casa da minha mãe. Só não aconteceu coisa pior porque eu estava usando a máscara. Depois do acidente, comprei uma antena, que já coloquei na moto para aumentar a minha segurança. Que isso sirva de alerta para as pessoas. Linha de pipa, com cerol ou outros materiais, não é só brincadeira e pode causar a morte”, diz Mayara.
A antena, citada por Mayara, é um item de segurança que já chegou a ser obrigatório no Estado do Rio de Janeiro, através da Lei 7.374/2016, de 27 de junho 2017. Entretanto, em maio do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tornou-a inconstitucional ao considerar que cabe à União legislar sobre trânsito.
Outro item de segurança importante para quem anda de moto é o capacete, mas Mayara não estava usando porque, segundo ela, a distância entre o trabalho e a casa dela, era próxima. A auxiliar financeiro explica ainda que no dia do acidente fez um percurso diferente do normal porque a rua onde passa estava cheia de gente soltando pipa. “Achei que pudesse ser perigoso, por estar de moto e desviei o caminho. Acabou que a outra rua também estava cheia de pipas”, diz. Vale ressaltar que a pipa, com linha comum, não traz nenhum risco à vida. Porém, se utilizada com cerol ou a linha chilena torna-se um risco nas ruas.
Lei Estadual
No ano passado, o Governador Wilson Witzel reeditou a Lei nº 7784, de 2017, que “proíbe a comercialização, o uso, o porte e a posse da substância constituída de vidro moído e cola (cerol), além da linha encerada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio (linha chilena), e de qualquer produto utilizado na prática de soltar pipas que possua elementos cortantes, e dá outras providências.” Ao texto original foi acrescentada a proibição à “feitura informal”.
Por ser uma Lei Estadual a competência da fiscalização é da Polícia Militar. Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que “Segundo o comando do 8º BPM, o batalhão não atendeu a nenhum registro relevante sobre casos envolvendo linha chilena. Vale ressaltar que o batalhão segue atuando ostensivamente e de maneira estratégica em toda a região para reprimir ações dessa natureza e que caso sejam encontradas linhas chilenas, os detentores serão conduzidos junto com o material à delegacia mais próxima para registro dos fatos.”
Ainda de acordo com a nota, diante de incidentes sobre linha chilena, a população pode acionar as equipes da Polícia Militar através do número 190. O anonimato é garantido.
No âmbito municipal, tramita na Câmara de Vereadores um Projeto de Lei do vereador e presidente da Casa, Fred Machado, que prevê que seja disponibilizado o serviço do Disque- Denúncia, para que sejam feitas denúncias de uso, fabricação ou comercialização de produtos. Também dispõe sobre multa para quem descumprir a proibição, sendo pessoa física ou estabelecimento comercial.
Segundo a assessoria do vereador, o Projeto de Lei foi formulado diante da necessidade de estabelecer a proibição do uso e comercialização de materiais como “cerol” e “linha chilena”, uma vez que são comumente utilizados por adultos e menores de idade que soltam pipa.

Flagrantes
Apesar de proibidos, tanto o uso quanto à comercialização de linha chilena e cerol, a equipe do Jornal Terceira Via encontrou algumas irregularidades. No Parque Prazeres, por exemplo, um grupo de cinco a oito menores, todos com idades entre 8 e 14 anos, foram flagrados utilizando a linha chilena. O grupo ainda se arriscou atravessando a rua sem o devido cuidado. Carros e motos dividiam espaço com as crianças.
Com um corte em uma das mãos, causado pela linha chilena, um dos menores disse que acidente assim é normal acontecer, pela linha ser “potente”, e que “já se acostumou”.
Já no Novo Jóquei, a equipe flagrou um adolescente que estava tentando soltar a pipa, enrolada na fiação elétrica. Ele ignorava o risco de sofrer uma descarga elétrica ou até mesmo acabar rompendo um dos fios e causar um acidente na rede elétrica.
A equipe também flagrou a comercialização da linha chilena. No bairro da Penha, a equipe de reportagem encontrou uma tenda montada na Avenida Newton Guaraná, que é a principal e mais movimentada via do bairro, com todo o material à mostra, inclusive a linha chilena. Uma viatura da Polícia Militar passou pelo local e sequer olhou para a barraca.
Já no Parque Aurora, em uma loja na Avenida Nossa Senhora do Carmo, a linha chilena é comercializada sem qualquer tipo de medo ou temor por parte dos proprietários. Além da venda ilegal, havia aglomeração de pessoas na porta do estabelecimento.
Sem estatísticas
Apesar de acidentes como o de Mayara acontecerem nas ruas de Campos, não há registros sobre acidentes envolvendo pipas no Hospital Ferreira Machado. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, essas estatísticas não são computadas. No 5º GBM, a situação não é diferente. Segundo a corporação, normalmente é feito o registro do acidente, mas não a causa. Já a Prefeitura de Campos informou que as fiscalizações são realizadas em armarinhos, porém, não é especificado o tipo de crime pelo qual o comércio foi autuado.
Para denunciar
Ainda de acordo com a prefeitura uma forma importante de coibir a venda de produto como o cerol é por denúncia, pois, através dela, a fiscalização vai até o fornecedor que estiver infringindo a lei estadual. “Ações conjuntas, de combate a utilização deste produto, estão previstas para serem realizadas em breve envolvendo a Secretaria de Segurança Pública, Superintendência do Procon e outros órgãos de segurança. Canais de contato da superintendência do Procon:
Os números disponibilizados, exclusivamente, para whatsapp são: (22) 9817-93645, 98179-3399, 98179-3579, 98179-3736, 98175-0791. Denúncias direcionadas ao órgão podem ser enviadas ao endereço eletrônico atendimento.procon@campos.
O dia em que Campos ficou três dias sem energia por causa de uma pipa
POR ALOYSIO BALBI
Campos ostenta na história a posição de ser a primeira cidade da América Latina a ter luz elétrica, mas isso não impediu o fato de ser a única cidade que ficou sem energia elétrica por 72 horas, exatos três dias por causa de uma pipa. Foi no ano de 1975, quando a rede elétrica no interior do estado do Rio de Janeiro era gerida pela extinta Companhia de Energia do Rio de Janeiro- CERJ-. A pipa danificou um transformador, quando populares tentaram retirá-la do equipamento. Houve um efeito cascata em toda rede e nenhuma manobra conseguiu resolver o problema. Nem mesmo a termelétrica de Furnas, em Guarus, conseguiu transmitir energia para a rede. O comércio teve seu funcionamento comprometido, a indústria parou e os restaurantes amargaram grande prejuízos.
Muitos campistas saíram da cidade e as escolas não funcionaram. O engenheiro da então CERJ, que chegou a ocupar o cargo de superintendente na região, Pedro Franco, hoje aposentado, disse que pipas sempre foram problemas quando soltas em áreas por onde passam fios energizados, mas que esse caso foi inusitado. Uma operação de guerra foi montada para restabelecer a energia, o que durou quatro dias. Ninguém foi responsabilizado.
Campos coleciona prejuízos e tragédias provocadas por essa combinação entre pipas e rede elétrica. Uma que chama a atenção aconteceu em julho de 2013, quando a menina Vitória Carvalho Dias, de 11 anos, morreu ao receber uma forte descarga elétrica enquanto brincava na calçada em Guarus. Vitória Carvalho Dias estava com outras crianças. Segundo familiares, um menino teria tentado puxar uma pipa que estava presa na rede elétrica. Um dos fios arrebentou e atingiu Vitória e outra criança de dois anos, que sobreviveu.
O isolamento parece mesmo estar fazendo as pessoas voltarem a soltar pipa em Campos, embora essa seja uma temporada desta brincadeira lúdica, mas que já fez muitas vítimas desde quando inventaram o chamado cerol – mistura de cacos de vidro mistura com cola – colocado nas vinhas e rabiolas das pipas. Hoje em Campos, o número de consumidores de energia elétrica prejudicados por interferências na rede elétrica provocadas por pipas passou de 9,4 mil, de janeiro a abril de 2019, para 42,5 mil no mesmo período deste ano, segundo dados da Enel.
Apesar de proibidos, tanto o uso quanto à comercialização de linha chilena e cerol, a equipe do Jornal Terceira Via encontrou algumas irregularidades. No Parque Prazeres, por exemplo, um grupo de cinco a oito menores, todos com idades entre 8 e 14 anos, foram flagrados utilizando a linha chilena. O grupo ainda se arriscou atravessando a rua sem o devido cuidado. Carros e motos dividiam espaço com as crianças.
Com um corte em uma das mãos, causado pela linha chilena, um dos menores disse que acidente assim é normal acontecer, pela linha ser “potente”, e que “já se acostumou”.
Já no Novo Jóquei, a equipe flagrou um adolescente que estava tentando soltar a pipa, enrolada na fiação elétrica. Ele ignorava o risco de sofrer uma descarga elétrica ou até mesmo acabar rompendo um dos fios e causar um acidente na rede elétrica.
A equipe também flagrou a comercialização da linha chilena. No bairro da Penha, a equipe de reportagem encontrou uma tenda montada na Avenida Newton Guaraná, que é a principal e mais movimentada via do bairro, com todo o material à mostra, inclusive a linha chilena. Uma viatura da Polícia Militar passou pelo local e sequer olhou para a barraca.
Já no Parque Aurora, em uma loja na Avenida Nossa Senhora do Carmo, a linha chilena é comercializada sem qualquer tipo de medo ou temor por parte dos proprietários. Além da venda ilegal, havia aglomeração de pessoas na porta do estabelecimento.
Sem estatísticas
Apesar de acidentes como o de Mayara acontecerem nas ruas de Campos, não há registros sobre acidentes envolvendo pipas no Hospital Ferreira Machado. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, essas estatísticas não são computadas. No 5º GBM, a situação não é diferente. Segundo a corporação, normalmente é feito o registro do acidente, mas não a causa. Já a Prefeitura de Campos informou que as fiscalizações são realizadas em armarinhos, porém, não é especificado o tipo de crime pelo qual o comércio foi autuado.
Para denunciar
Ainda de acordo com a prefeitura uma forma importante de coibir a venda de produto como o cerol é por denúncia, pois, através dela, a fiscalização vai até o fornecedor que estiver infringindo a lei estadual. “Ações conjuntas, de combate a utilização deste produto, estão previstas para serem realizadas em breve envolvendo a Secretaria de Segurança Pública, Superintendência do Procon e outros órgãos de segurança. Canais de contato da superintendência do Procon:
Os números disponibilizados, exclusivamente, para whatsapp são: (22) 9817-93645, 98179-3399, 98179-3579, 98179-3736, 98175-0791. Denúncias direcionadas ao órgão podem ser enviadas ao endereço eletrônico atendimento.procon@campos.
O dia em que Campos ficou três dias sem energia por causa de uma pipa
POR ALOYSIO BALBI
Campos ostenta na história a posição de ser a primeira cidade da América Latina a ter luz elétrica, mas isso não impediu o fato de ser a única cidade que ficou sem energia elétrica por 72 horas, exatos três dias por causa de uma pipa. Foi no ano de 1975, quando a rede elétrica no interior do estado do Rio de Janeiro era gerida pela extinta Companhia de Energia do Rio de Janeiro- CERJ-. A pipa danificou um transformador, quando populares tentaram retirá-la do equipamento. Houve um efeito cascata em toda rede e nenhuma manobra conseguiu resolver o problema. Nem mesmo a termelétrica de Furnas, em Guarus, conseguiu transmitir energia para a rede. O comércio teve seu funcionamento comprometido, a indústria parou e os restaurantes amargaram grande prejuízos.
Muitos campistas saíram da cidade e as escolas não funcionaram. O engenheiro da então CERJ, que chegou a ocupar o cargo de superintendente na região, Pedro Franco, hoje aposentado, disse que pipas sempre foram problemas quando soltas em áreas por onde passam fios energizados, mas que esse caso foi inusitado. Uma operação de guerra foi montada para restabelecer a energia, o que durou quatro dias. Ninguém foi responsabilizado.
Campos coleciona prejuízos e tragédias provocadas por essa combinação entre pipas e rede elétrica. Uma que chama a atenção aconteceu em julho de 2013, quando a menina Vitória Carvalho Dias, de 11 anos, morreu ao receber uma forte descarga elétrica enquanto brincava na calçada em Guarus. Vitória Carvalho Dias estava com outras crianças. Segundo familiares, um menino teria tentado puxar uma pipa que estava presa na rede elétrica. Um dos fios arrebentou e atingiu Vitória e outra criança de dois anos, que sobreviveu.
O isolamento parece mesmo estar fazendo as pessoas voltarem a soltar pipa em Campos, embora essa seja uma temporada desta brincadeira lúdica, mas que já fez muitas vítimas desde quando inventaram o chamado cerol – mistura de cacos de vidro mistura com cola – colocado nas vinhas e rabiolas das pipas. Hoje em Campos, o número de consumidores de energia elétrica prejudicados por interferências na rede elétrica provocadas por pipas passou de 9,4 mil, de janeiro a abril de 2019, para 42,5 mil no mesmo período deste ano, segundo dados da Enel.
Fonte Terceira Via


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