De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 22 mil pessoas haviam recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19

(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)
Ameaçado de interrupção na última quarta-feira, o calendário de vacinação contra a Covid-19 em Campos ganhou algum fôlego com as últimas remessas de vacinas pelo Governo do Estado do Rio. A previsão é de que a Prefeitura comece a imunizar idosos com idades a partir de 64 anos ainda esta semana. De acordo com o Município, até o fechamento desta edição, 21.829 pessoas haviam sido completamente imunizadas, com a aplicação de duas doses de uma das vacinas ministradas pela secretaria municipal de Saúde: a CoronaVac, do Instituto Butantan, ou a Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz. O número corresponde a 7% da população vacinável do Município, segundo levantamento feito pelo Jornal Terceira Via. O total de campistas que receberam pelo menos uma dose é de 71.502, ou 23% deste mesmo grupo.
Os números foram obtidos a partir de dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi excluída do cálculo a faixa etária dos 15 aos 19 anos, uma vez que engloba indivíduos abaixo da idade a partir da qual a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a vacinação, que é 18 anos. Com isso, foi identificada em Campos uma população vacinável composta por 316.468 pessoas dos 20 aos mais de 100 anos, entre as quais 148.694 (47%) são homens e 167.774 (53%), mulheres.
Quando se leva em consideração a população total do Município, que é de 463.731, ainda segundo o Censo 2010, a taxa de pessoas totalmente imunizadas cai para 5%. Já a de campistas que receberam somente uma dose das vacinas chega a 15%.
Em ambos os cenários, os números são melhores que a média nacional. De acordo com dados obtidos pelo o consórcio de veículos de imprensa formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, 3,84% da população do país havia sido completamente imunizada até o fechamento desta reportagem. Já 11,79% dos brasileiros haviam tomado uma dose de vacina contra a Covid-19.
Quase 50 mil à espera da segunda dose
De acordo com os números divulgados pela Prefeitura, 49.673 pessoas ainda devem tomar a segunda dose da vacina em Campos. A recomendação das autoridades de Saúde é de que o reforço seja aplicado de 14 a 28 dias após a primeira dose, para a CoronaVac, ou depois de 3 meses, para a Oxford/AstraZeneca.
Na última terça-feira (13), o Ministério da Saúde divulgou uma lista contendo números de pessoas que passaram do prazo de tomar a segunda dose de vacinas contra a Covid-19 por estado. Com 143.015 pessoas que deixaram de completar a imunização, o Rio de Janeiro é o terceiro colocado, atrás apenas de São Paulo (343.925) e da Bahia (148.877).
Porém, a Prefeitura garante que fenômeno não se repete em Campos. “As pessoas que tomaram a primeira dose retornam para tomar a segunda. Atualmente, 30% a 40% das pessoas vão ao posto para tomar a segunda dose”, afirmou, em nota.
A Prefeitura informou, ainda, que a segunda dose é aplicada em os postos de vacinação do Município.
A importância do reforço
O médico infectologista Nélio Artiles explica que a vacina é a única forma de proteção contra o novo coronavírus que tem eficiência comprovada pela ciência. Mesmo assim, apenas uma dose não é suficiente para imunizar o paciente, no caso da CoronaVac e Oxford/AstraZeneca.
“A vacinação contra a Covid-19 é a única forma eficaz no combate e proteção contra a doença. Não existe uma forma mais eficiente do que oferecer ao organismo um estímulo imunológico para que haja formação de anticorpos. Mas, para que isso aconteça, a pessoa tem que ter tomado as duas doses da vacina, seja da Astrazeneca ou da CoronaVac, cada uma com seu tempo específico”, explicou Nélio.
Artiles alerta, ainda, para os riscos de não retornar para a aplicação do reforço e afirma que “estar vacinado não significa estar imunizado”.
“A imunização completa só acontece com a segunda dose. Então, quem tomou a primeira, não deixe de tomar a segunda, porque só assim você vai ter uma proteção real para essa doença tão séria, que tem preocupado a todos nós”, finalizou o médico.
O desafio de vacinar mais
Conforme a vacinação progride, a idade do público alvo avança em direção à base da pirâmide etária, o que faz com que o número de pessoas a serem imunizada cresça na medida que pessoas cada vez mais jovens são incorporadas ao calendário.
A Prefeitura afirma que tomou medidas para lidar com o aumento da demanda. “Estamos trabalhando com a ampliação constante dos locais de vacinação, fazendo a divisão por horário da chegada dos pacientes, seguindo as mulheres, no período da manhã, e os homens, no período da tarde, e reforçando as equipes de cada um dos locais de vacinação”, diz.
Na última quinta-feira (15), em entrevista concedida à imprensa durante a entrega de 5.590 novas doses da vacina da Oxford/AstraZeneca e medicamentos do kit intubação, o secretário municipal de Saúde, Adelsir Barreto, afirmou que cada grupo etário imunizado pela Prefeitura demanda, em média, quatro mil doses de vacinas.
O desafio da Prefeitura, porém, deve se ampliar a partir de agora, na medida que pessoas com idades a partir de 64 anos representam mais de 90% da população de Campos.
Ameaçado de interrupção na última quarta-feira, o calendário de vacinação contra a Covid-19 em Campos ganhou algum fôlego com as últimas remessas de vacinas pelo Governo do Estado do Rio. A previsão é de que a Prefeitura comece a imunizar idosos com idades a partir de 64 anos ainda esta semana. De acordo com o Município, até o fechamento desta edição, 21.829 pessoas haviam sido completamente imunizadas, com a aplicação de duas doses de uma das vacinas ministradas pela secretaria municipal de Saúde: a CoronaVac, do Instituto Butantan, ou a Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz. O número corresponde a 7% da população vacinável do Município, segundo levantamento feito pelo Jornal Terceira Via. O total de campistas que receberam pelo menos uma dose é de 71.502, ou 23% deste mesmo grupo.
Os números foram obtidos a partir de dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi excluída do cálculo a faixa etária dos 15 aos 19 anos, uma vez que engloba indivíduos abaixo da idade a partir da qual a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a vacinação, que é 18 anos. Com isso, foi identificada em Campos uma população vacinável composta por 316.468 pessoas dos 20 aos mais de 100 anos, entre as quais 148.694 (47%) são homens e 167.774 (53%), mulheres.
Quando se leva em consideração a população total do Município, que é de 463.731, ainda segundo o Censo 2010, a taxa de pessoas totalmente imunizadas cai para 5%. Já a de campistas que receberam somente uma dose das vacinas chega a 15%.
Em ambos os cenários, os números são melhores que a média nacional. De acordo com dados obtidos pelo o consórcio de veículos de imprensa formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, 3,84% da população do país havia sido completamente imunizada até o fechamento desta reportagem. Já 11,79% dos brasileiros haviam tomado uma dose de vacina contra a Covid-19.
Quase 50 mil à espera da segunda dose
De acordo com os números divulgados pela Prefeitura, 49.673 pessoas ainda devem tomar a segunda dose da vacina em Campos. A recomendação das autoridades de Saúde é de que o reforço seja aplicado de 14 a 28 dias após a primeira dose, para a CoronaVac, ou depois de 3 meses, para a Oxford/AstraZeneca.
Na última terça-feira (13), o Ministério da Saúde divulgou uma lista contendo números de pessoas que passaram do prazo de tomar a segunda dose de vacinas contra a Covid-19 por estado. Com 143.015 pessoas que deixaram de completar a imunização, o Rio de Janeiro é o terceiro colocado, atrás apenas de São Paulo (343.925) e da Bahia (148.877).
Porém, a Prefeitura garante que fenômeno não se repete em Campos. “As pessoas que tomaram a primeira dose retornam para tomar a segunda. Atualmente, 30% a 40% das pessoas vão ao posto para tomar a segunda dose”, afirmou, em nota.
A Prefeitura informou, ainda, que a segunda dose é aplicada em os postos de vacinação do Município.
A importância do reforço
O médico infectologista Nélio Artiles explica que a vacina é a única forma de proteção contra o novo coronavírus que tem eficiência comprovada pela ciência. Mesmo assim, apenas uma dose não é suficiente para imunizar o paciente, no caso da CoronaVac e Oxford/AstraZeneca.
“A vacinação contra a Covid-19 é a única forma eficaz no combate e proteção contra a doença. Não existe uma forma mais eficiente do que oferecer ao organismo um estímulo imunológico para que haja formação de anticorpos. Mas, para que isso aconteça, a pessoa tem que ter tomado as duas doses da vacina, seja da Astrazeneca ou da CoronaVac, cada uma com seu tempo específico”, explicou Nélio.
Artiles alerta, ainda, para os riscos de não retornar para a aplicação do reforço e afirma que “estar vacinado não significa estar imunizado”.
“A imunização completa só acontece com a segunda dose. Então, quem tomou a primeira, não deixe de tomar a segunda, porque só assim você vai ter uma proteção real para essa doença tão séria, que tem preocupado a todos nós”, finalizou o médico.
O desafio de vacinar mais
Conforme a vacinação progride, a idade do público alvo avança em direção à base da pirâmide etária, o que faz com que o número de pessoas a serem imunizada cresça na medida que pessoas cada vez mais jovens são incorporadas ao calendário.
A Prefeitura afirma que tomou medidas para lidar com o aumento da demanda. “Estamos trabalhando com a ampliação constante dos locais de vacinação, fazendo a divisão por horário da chegada dos pacientes, seguindo as mulheres, no período da manhã, e os homens, no período da tarde, e reforçando as equipes de cada um dos locais de vacinação”, diz.
Na última quinta-feira (15), em entrevista concedida à imprensa durante a entrega de 5.590 novas doses da vacina da Oxford/AstraZeneca e medicamentos do kit intubação, o secretário municipal de Saúde, Adelsir Barreto, afirmou que cada grupo etário imunizado pela Prefeitura demanda, em média, quatro mil doses de vacinas.
O desafio da Prefeitura, porém, deve se ampliar a partir de agora, na medida que pessoas com idades a partir de 64 anos representam mais de 90% da população de Campos.
Fonte Terceira Via


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