Os participantes destacaram principalmente a forma de se lidar com o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, traçando o perfil de atuação do abusador e ressaltando a importância da denúncia ao identificar um caso suspeito ou confirmado, além das maneiras de prevenção.
“É muito importante estarmos atentos ao avanço da pedofilia na era digital. Os pais precisam controlar o conteúdo assistido pelos filhos através da internet, já que muitas vezes o abusador pode estar ‘escondido’ por trás de um perfil falso (fake). Isso sujeita a criança ou adolescente a crimes decorrentes deste acesso com pedidos de fotos e vídeos cada vez mais ousados. De posse desse material, o criminoso faz chantagem exigindo dinheiro ou mais conteúdos pornográficos, podendo chegar até ao estupro virtual”, alertou o delegado.
Bezerra revelou que 70% dos casos de abusos de violência sexual contra crianças e adolescentes ocorrem dentro de casa e que mais de 90% dos autores são membros ou pessoas muito próximas da família: parente, vizinho ou amigo.
“Geralmente essa pessoa procura ser bastante agradável, gentil e carinhosa com os pais e as crianças, objetivando conquistar a confiança da família, a fim de ter liberdade para praticar o crime. Um dos principais sinais que podem evidenciar o abuso sofrido é a mudança repentina no comportamento dos filhos: queda no rendimento escolar, sair da rotina e o isolamento social, entre outros”, destacou.
O delegado também orientou que os pais precisam quebrar um tabu cultural e conversar com os filhos a respeito de sexo, antes que um pedófilo o faça. “O abusador pode explorar a falta de conhecimento da criança ou excesso de curiosidade de um pré-adolescente ou adolescente para conduzi-lo a um abuso. É preciso explicar aos filhos quais as partes do corpo que podem ou não ser tocadas”.
Bárbara e Eliana também reforçaram a importância de denunciar os casos de abusos ou exploração sexual, já que apenas 10% deles chegam ao conhecimento da Polícia. No município, as denúncias, que podem ser anônimas, devem ser feitas através do Disque 100, Conselho Tutelar (99706-7750, DDD 22), Polícia Civil (2789-1205) e Polícia Militar (190). O Creas disponibiliza um telefone de orientação aos moradores: 99955-5008, DDD 22.
Números em SFI – Segundo os dados mais recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão ligado diretamente à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, referentes a 2019, em SFI houve o registro de um caso de importunação sexual, vítima de 0 a 17 anos, cor parda, sexo feminino e sem nenhuma relação entre ela e o autor.
Já os casos de estupro no município, naquele ano, para a mesma faixa etária, atingiram 14 registros, sendo uma vítima do sexo masculino e 13 do sexo feminino. Somente em um deles não havia relação de laços (familiar, parentesco, outros) entre a criança/adolescente e o autor.
Dia histórico – A prefeita Francimara Barbosa Lemos, que sancionou a Lei Municipal Nº 577/2017 instituindo a Semana Municipal de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, destacou que “todo dia é dia de proteger crianças e adolescentes da violência sexual, mas o dia 18 representa o histórico dessa luta”.
Já o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Humano, Fagner Azeredo, também reconheceu a importância da data: “18 de maio não é uma data qualquer. É um dia de reflexão e luta contra o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, campanha que não só aplaudo, mas também me engajo para que crimes como este não mais aconteçam. Esta data é para nos lembrar de que roubar a infância de uma criança é o pior crime que se pode cometer, e como operador do direito, faço a minha parte para combater esta prática, e como gestor público, faço minha parte na divulgação e mobilização contra este crime”.
Ascom SFI-RJ/Show Francisco




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