
Obras estão paradas (Foto: Carlos Grevi)
“Quando há cortes nos orçamentos das universidades estamos decretando, na verdade, a morte da ciência, da tecnologia e da formação e qualificação de quadros de excelência para o nosso país, ou seja, comprometemos o desenvolvimento econômico, político, social, científico e tecnológico do Brasil. Então é muito grave quando não se investe na educação dos nossos filhos. E eu falo aqui dos filhos do Brasil, dos brasileiros.” O desabafo é do professor Roberto Rosendo, diretor da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Campos, diante do corte de aproximadamente 19% na Lei Orçamentária Anual, aprovada pelo Congresso Nacional, nas verbas destinadas à UFF. Esse percentual é similar às reduções aplicadas às demais universidades federais.
Os recursos utilizados para gastos de custeio e de capital caíram de R$ 175,7 milhões para R$ 142,9 milhões, valor que é dividido para as 43 unidades da UFF em todo país e representa um corte de aproximadamente 32,9 milhões. Em Campos, a UFF tem hoje 3.330 alunos e nove cursos de graduação: Economia, Psicologia, Geográfica, Ciências Sociais, História e Serviço Social. Além disso, há ainda dois cursos de mestrado, sendo um de Geografia e outro em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas. Com o corte no orçamento, a universidade corre o risco de não conseguir pagar contas de água, energia elétrica e prestadores de serviços. Dessa forma há o risco de a universidade ser obrigada a deixar de oferecer alguns serviços e até cursos. Na capital, o corte levou a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a dizer que pode fechar as portas ainda este ano. Em Campos, o cenário é diferente, porém, não menos preocupante.
“Quando há cortes nos orçamentos das universidades estamos decretando, na verdade, a morte da ciência, da tecnologia e da formação e qualificação de quadros de excelência para o nosso país, ou seja, comprometemos o desenvolvimento econômico, político, social, científico e tecnológico do Brasil. Então é muito grave quando não se investe na educação dos nossos filhos. E eu falo aqui dos filhos do Brasil, dos brasileiros.” O desabafo é do professor Roberto Rosendo, diretor da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Campos, diante do corte de aproximadamente 19% na Lei Orçamentária Anual, aprovada pelo Congresso Nacional, nas verbas destinadas à UFF. Esse percentual é similar às reduções aplicadas às demais universidades federais.
Os recursos utilizados para gastos de custeio e de capital caíram de R$ 175,7 milhões para R$ 142,9 milhões, valor que é dividido para as 43 unidades da UFF em todo país e representa um corte de aproximadamente 32,9 milhões. Em Campos, a UFF tem hoje 3.330 alunos e nove cursos de graduação: Economia, Psicologia, Geográfica, Ciências Sociais, História e Serviço Social. Além disso, há ainda dois cursos de mestrado, sendo um de Geografia e outro em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas. Com o corte no orçamento, a universidade corre o risco de não conseguir pagar contas de água, energia elétrica e prestadores de serviços. Dessa forma há o risco de a universidade ser obrigada a deixar de oferecer alguns serviços e até cursos. Na capital, o corte levou a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a dizer que pode fechar as portas ainda este ano. Em Campos, o cenário é diferente, porém, não menos preocupante.

Roberto Rosendo
“Fechar a universidade no sentido real da palavra não vai acontecer, mas muitas atividades poderão deixar de funcionar, o que significa na prática que estamos reduzindo o tamanho da UFF Campos. Como uma universidade funciona, principalmente numa pandemia, sem água e energia elétrica? Porque é o que pode acontecer se não houver pagamento. Não vamos poder dar aulas presenciais. Por enquanto está remoto, tudo bem, mas daqui a pouco o ensino presencial deve voltar e nós não poderemos retornar à normalidade”.

Simone Pedro
Desprezo à ciência
Para a socióloga Simone Pedro, a diminuição dos recursos para as universidades federais expressa o desprezo do Governo Federal pela ciência e educação, indicando um desmonte dos espaços de produção de conhecimento. Ela ressalta ainda que essa redução pode ter um impacto negativo para a população que depende das instituições públicas para conseguirem ter acesso ao ensino superior. Simone fala também dos prejuízos para a ciência.
“A interrupção dos trabalhos de pesquisa e ensino desenvolvidos nas universidades possuem um impacto direto e indireto para a sociedade, pois estas instituições prestam informações a partir de análises rigorosas, em tempos de pandemia, sobretudo, as universidades têm sido a via mais segura de informação à população e ao próprio Poder Público”, acredita a socióloga.
Obras paradas
E a demora na aprovação do orçamento pelo Governo Federal acabou levando a empresa responsável pela construção do novo prédio, que vai abrigar o Campus da UFF, na Avenida 15 de Novembro, a interromper a obra no início de abril deste ano. O diretor da universidade explica que a UFF já tem o crédito de R$ 38 milhões relativos a emendas parlamentares. Desse montante, R$ 20 milhões já estão disponíveis e serão destinados à finalização do bloco A, que está com os trabalhos mais avançados. Os outros 18 milhões vão ser utilizados na obra do bloco B, porém, esse recurso ainda depende da realização de empenho, que envolve licitações e outros procedimentos administrativos para a locação do recurso na obra.
De acordo com Rosendo, o trabalho no novo prédio da UFF deve ser retomado em junho. A previsão para a finalização da obra do bloco A é de 12 meses, o que deve acontecer no segundo semestre do ano que vem, quando devem ser realizadas atividades acadêmicas no novo espaço.
“O Brasil precisa priorizar a educação. Infelizmente não há uma política sistemática de priorização da educação desde o nível elementar, fundamental, médio e superior. O que temos visto é que os sucessivos cortes no orçamento das universidades federais comprometem a base da ciência e tecnologia no país”, finaliza Rosendo.
Desprezo à ciência
Para a socióloga Simone Pedro, a diminuição dos recursos para as universidades federais expressa o desprezo do Governo Federal pela ciência e educação, indicando um desmonte dos espaços de produção de conhecimento. Ela ressalta ainda que essa redução pode ter um impacto negativo para a população que depende das instituições públicas para conseguirem ter acesso ao ensino superior. Simone fala também dos prejuízos para a ciência.
“A interrupção dos trabalhos de pesquisa e ensino desenvolvidos nas universidades possuem um impacto direto e indireto para a sociedade, pois estas instituições prestam informações a partir de análises rigorosas, em tempos de pandemia, sobretudo, as universidades têm sido a via mais segura de informação à população e ao próprio Poder Público”, acredita a socióloga.
Obras paradas
E a demora na aprovação do orçamento pelo Governo Federal acabou levando a empresa responsável pela construção do novo prédio, que vai abrigar o Campus da UFF, na Avenida 15 de Novembro, a interromper a obra no início de abril deste ano. O diretor da universidade explica que a UFF já tem o crédito de R$ 38 milhões relativos a emendas parlamentares. Desse montante, R$ 20 milhões já estão disponíveis e serão destinados à finalização do bloco A, que está com os trabalhos mais avançados. Os outros 18 milhões vão ser utilizados na obra do bloco B, porém, esse recurso ainda depende da realização de empenho, que envolve licitações e outros procedimentos administrativos para a locação do recurso na obra.
De acordo com Rosendo, o trabalho no novo prédio da UFF deve ser retomado em junho. A previsão para a finalização da obra do bloco A é de 12 meses, o que deve acontecer no segundo semestre do ano que vem, quando devem ser realizadas atividades acadêmicas no novo espaço.
“O Brasil precisa priorizar a educação. Infelizmente não há uma política sistemática de priorização da educação desde o nível elementar, fundamental, médio e superior. O que temos visto é que os sucessivos cortes no orçamento das universidades federais comprometem a base da ciência e tecnologia no país”, finaliza Rosendo.
Terceira Via/Show Francisco


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