terça-feira, 11 de maio de 2021

Grupo paramilitar chefiado por Marquinho Catiri, que atua em Del Castilho, é alvo de operação da Polícia Civil


A roupa com a inscrição da polícia apreendida pelos agentes 
Foto: Reprodução

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, uma operação para cumprir quatro mandados de prisão e 21 de busca e apreensão contra uma milícia que atua na comunidade Fernão Cardim, em Del Castilho, na Zona Norte do Rio, e em Saracuruna, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os investigadores, Marcos Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri é o chefe do grupo paramilitar que atua nas duas localidades. Ele foi preso por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) em 2018 e solto seis dias depois, após receber um habeas corpus do desembargador Siro Darlan, no Tribunal de Justiça do Rio. Catiri — atualmente considerado foragido — é um dos alvos da operação.

A ação desta terça é um desdobramento da investigação de um assassinato que aconteceu em janeiro do ano passado em Saracuruna. Até as 8h30, seis suspeitos haviam sido presos — dois deles por terem tido a prisão decretada pela Justiça e outros quatro em flagrante.

Ao longo das investigações, os agentes identificaram que o bando de Marquinhos Catiri estaria por trás da execução de Guilherme Bahia dos Santos. Além disso, a Polícia Civil afirma que a organização criminosa pratica diversos crimes, principalmente extorsão, ameaça, exploração de serviços de TV a cabo – conhecido como “gato net” —, de mototáxis e de segurança nas regiões de Saracuruna e na comunidade Fernão Cardim.

Na Fernão Cardim, após a prisão de um homem, os agentes encontraram roupas com inscrição da polícia que, segundo os agentes, eram usadas nas extorsão feitas contra comerciantes e moradores. Além disso, os policiais encontraram cadernos com anotações e radiotransmissores.

Os mandados de prisão preventiva e de apreensão foram expedidos pela 1ª Vara Especializada da Capital. Ao todo, 150 policiais participam da ação. Ainda não se sabe a identidade dos presos. Eles serão levados para a sede da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.
Extra/Show Francisco

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