quinta-feira, 20 de maio de 2021

Segundo morto na Cidade de Deus durante abordagem de PMs é identificado

O protesto realizado após as mortes Foto: Reprodução

O segundo homem morto durante uma abordagem feita por policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) na Eua Edogard Werneck, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, na última terça-feira, foi identificado pela Polícia Civil. O nome dele é Jhonathan Muniz Pereira, tinha 23 anos e estava na garupa da moto dirigida pelo mototaxista Edvaldo Viana, de 41, morto na mesma ação. As informações são do site "G1".

— Ele trabalhava em reciclagem, não andava armado. Eu já andei com ele. Jamais andaria com uma pessoa que andasse assim. Erraram, gente, erraram — disse Beatriz Costa, amiga de Jhonathan, em entrevista ao "RJTV".

Também ao telejornal, um parente do rapaz afirmou que só quer justiça:

— É a única coisa que eu quero. Eu sei que é o que todo mundo pede: eu quero justiça, eu quero justiça. Mas é o que a gente pode fazer.

De acordo com o G1, a mãe de Jhonathan foi ao Instituto Médico-Legal (IML) fazer a liberação do corpo. Ela só soube da morte na tarde desta quarta-feira. Parentes também contaram que o jovem trabalhava com reciclagem e nunca teve envolvimento com tráfico de drogas.

A família mostrou à equipe do "RVTV" um saco com moedas e anéis que estava com Jhonathan e afirmou que era a única coisa que ele carregava e que foi devolvida. Os parentes questionaram onde estaria a suposta arma que o rapaz portaria.

A família de Edvaldo também nega envolvimento dele com crimes. De acordo com parentes, ele trabalhava como mototaxista e teria feito uma bandalha no trânsito, no local onde foi morto, para chegar mais cedo em casa. O corpo de Edvaldo será sepultado às 15h desta quinta, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Norte da capital.
Corregedoria apura ação

A Polícia Militar informou que o secretário da corporação, coronel Rogério Figueredo de Lacerda, determinou que a Corregedoria da PM apure a ação ocorrida na Rua Edgard Werneck, em Jacarepaguá. De acordo com a corporação, "os policiais do 18ºBPM (Jacarepaguá) que participaram da ocorrência foram ouvidos na Delegacia de Homicídios da Capital, e um fuzil da equipe foi recolhido para perícia".

Após as mortes,moradores realizaram um protesto e tentaram bloquear ruas. Homens do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) atuaram junto às equipes do 18º BPM para estabilizar a região.

Já a Polícia Civil informou que "de acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), as investigações estão em andamento". Segundo a corporação, os PMs envolvidos já prestaram depoimento. O fuzil apreendido com um deles foi passará por um confronto balístico.
Extra/Show Francisco

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