Exame de sangue periódico é recomendado; em Campos, mais de 4 mil pessoas são atendidas no serviço público
POR OCINEI TRINDADE
Mal silencioso | Diabetes atinge cerca de 20 milhões de brasileiros (Foto: Supcom)
A cada seis segundos uma pessoa morre por causa da diabetes. O Dia Mundial da Diabetes é lembrado em 14 de novembro. O Brasil tem cerca de 20 milhões de pessoas com a doença, mas nem todas tratam. A Federação Internacional de Diabetes estima que até 2045 o número de diabéticos chegue a 784 milhões. Nos últimos anos, surgiram novos medicamentos e tecnologias que auxiliam no controle e no tratamento da doença.
Entretanto, a prevenção é a principal atitude para evitar diabetes. “É uma doença crônica e silenciosa”, diz a médica endocrinologista Patricia Peixoto.
Diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Quando não é controlada, a doença provoca uma série de distúrbios.

A cada seis segundos uma pessoa morre por causa da diabetes. O Dia Mundial da Diabetes é lembrado em 14 de novembro. O Brasil tem cerca de 20 milhões de pessoas com a doença, mas nem todas tratam. A Federação Internacional de Diabetes estima que até 2045 o número de diabéticos chegue a 784 milhões. Nos últimos anos, surgiram novos medicamentos e tecnologias que auxiliam no controle e no tratamento da doença.
Entretanto, a prevenção é a principal atitude para evitar diabetes. “É uma doença crônica e silenciosa”, diz a médica endocrinologista Patricia Peixoto.
Diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Quando não é controlada, a doença provoca uma série de distúrbios.

Avanço | A médica Patrícia Peixoto fala dos novos tratamentos (Foto: Silvana Rust)
“É preciso atenção à saúde mental, pois pessoas com diabetes ficam mais suscetíveis à depressão. As complicações vão de insuficiência renal, retinopatia com comprometimento da visão, vasculopatia e neuropatia periféricas; com quadros de dor crônica ou lesões em extremidades que podem levar à amputação; quadros de gastroparesia, diarreia ou constipação intestinal crônica, disfunção sexual que leva à disfunção erétil”, destaca Patricia Peixoto.
Um simples exame de sangue pode avaliar os índices de glicose. A detecção deve acontecer o mais cedo possível para que o tratamento seja iniciado. “É uma doença que demora a dar manifestações mais evidentes. Pessoas com sobrepeso ou obesidade, sedentárias, acima de 40 anos, com histórico familiar de diabetes tipo 2; quem toma medicamentos que aumentam a glicose; além de mulheres que tiveram diabetes gestacional e síndromes de ovários policísticos; todos têm risco maior de contrair diabetes. Devem fazer periodicamente um exame de sangue. É possível detectar a doença em uma pessoa ainda assintomática”, explica a médica.
Tratamentos inovadores
Nos últimos anos, surgiram novidades em relação ao tratamento da diabetes. Medicamentos inovadores que, além de tratar especificamente a glicose alta, oferecem proteção aos rins e ao sistema cardiovascular. Em termos técnicos são inibidores de DPP4 (Januvia, Onglyza, Nesina, Galvus); inibidores de SGLT2 (Forxiga, Jardiance); Agonistas de GLP1 (semaglutida liraglutida dulaglutida); combinação de insulina com agonista de GLP1.
A tecnologia auxilia no monitoramento e no controle da glicose. Para isto, é indicado o sensor de glicose. O equipamento fica preso à pele por 14 dias. Ele faz a leitura da glicemia do interstício ou tecido.
“Esses valores ou medição de glicemia são compatíveis com os da glicemia capilar, medida feita mais tradicionalmente com um furo no dedo. O sensor mede os níveis de glicose nos vasos sanguíneos. Pode ser realizada quantas vezes o paciente quiser, ou, como o médico definir. Isto permite muito mais informações a respeito dos níveis de glicose do paciente ao longo do dia e da noite. É utilizado em pessoas com diabetes dos tipos 1 e 2, e que fazem uso de insulina. O sensor armazena as informações, transformando-as em gráficos, com medidas de glicose e outros parâmetros para o tratamento. Isto permite saber se o controle da glicose está adequado, e facilita o acompanhamento médico online”, explica Patricia Peixoto.
Serviços e campanhas
Em Campos dos Goytacazes, no serviço público de saúde, mais de quatro mil pessoas diabéticas são atendidas. O Plano de Saúde Ases desempenha o Programa de Prevenção e Tratamento de Diabetes. Um grande grupo de pacientes é acompanhado por profissionais. Mesmo durante a pandemia de Covid houve monitoramento online com assistência médica, de enfermagem e de nutricionistas. Em breve, palestras no Hospital Geral Dr. Beda serão retomadas. “Há um grupo de pacientes com o controle muito bom por conta desse trabalho multidisciplinar. Buscamos também levar informações para as famílias do paciente. Há, ainda, o Programa de Qualidade de Vida do “IMNE+”, iniciado há poucas semanas, com olhar para pessoas com diabetes entre os funcionários do Grupo IMNE”, diz Patricia.
O Centro de Referência e Tratamento de Lesões Cutâneas e Pé Diabético é um serviço da Secretaria Municipal de Saúde. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são portas de entrada para atendimento desse público. “Cabe ao clínico geral ou ao médico da família identificar se o paciente é diabético, e se há necessidade de encaminhá-lo para o Programa Hiperdia. Atualmente há 4.194 pacientes cadastrados no programa. Eles são acompanhados na sede da Secretaria de Saúde, e também nas unidades especializadas, as UBS da Penha, Centro de Saúde de Guarus, UBS de Ururaí e de Tocos”, explica a nota da Prefeitura de Campos.
O Hospital da Beneficência Portuguesa dispõe de câmara hiperbárica, equipamento que auxilia em cicatrizações de feridas de pacientes diabéticos. “O procedimento é adotado quando houver recomendação médica para este tipo específico de tratamento”, diz Patricia Peixoto.
O Brasil gasta em torno de US$ 52,3 bilhões (R$ 281 bilhões) por ano no tratamento de adultos de 20 a 79 anos com diabetes. Isto resulta em US$ 3 mil dólares (R$16 mil) por pessoa, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.
O tratamento do diabetes não envolve só o uso de medicamentos. É necessário mudar o estilo de vida com melhoria alimentar; evitar ao máximo ou interromper o consumo de produtos ultraprocessados. “Devemos priorizar alimentos de verdade e praticar exercícios físicos regularmente; controlar o estresse e ter sono de qualidade. O estilo de vida mais saudável não é garantia para as pessoas não se tornarem diabéticas, mas diminui os riscos”, conclui Patricia Peixoto.
“É preciso atenção à saúde mental, pois pessoas com diabetes ficam mais suscetíveis à depressão. As complicações vão de insuficiência renal, retinopatia com comprometimento da visão, vasculopatia e neuropatia periféricas; com quadros de dor crônica ou lesões em extremidades que podem levar à amputação; quadros de gastroparesia, diarreia ou constipação intestinal crônica, disfunção sexual que leva à disfunção erétil”, destaca Patricia Peixoto.
Um simples exame de sangue pode avaliar os índices de glicose. A detecção deve acontecer o mais cedo possível para que o tratamento seja iniciado. “É uma doença que demora a dar manifestações mais evidentes. Pessoas com sobrepeso ou obesidade, sedentárias, acima de 40 anos, com histórico familiar de diabetes tipo 2; quem toma medicamentos que aumentam a glicose; além de mulheres que tiveram diabetes gestacional e síndromes de ovários policísticos; todos têm risco maior de contrair diabetes. Devem fazer periodicamente um exame de sangue. É possível detectar a doença em uma pessoa ainda assintomática”, explica a médica.
Tratamentos inovadores
Nos últimos anos, surgiram novidades em relação ao tratamento da diabetes. Medicamentos inovadores que, além de tratar especificamente a glicose alta, oferecem proteção aos rins e ao sistema cardiovascular. Em termos técnicos são inibidores de DPP4 (Januvia, Onglyza, Nesina, Galvus); inibidores de SGLT2 (Forxiga, Jardiance); Agonistas de GLP1 (semaglutida liraglutida dulaglutida); combinação de insulina com agonista de GLP1.
A tecnologia auxilia no monitoramento e no controle da glicose. Para isto, é indicado o sensor de glicose. O equipamento fica preso à pele por 14 dias. Ele faz a leitura da glicemia do interstício ou tecido.
“Esses valores ou medição de glicemia são compatíveis com os da glicemia capilar, medida feita mais tradicionalmente com um furo no dedo. O sensor mede os níveis de glicose nos vasos sanguíneos. Pode ser realizada quantas vezes o paciente quiser, ou, como o médico definir. Isto permite muito mais informações a respeito dos níveis de glicose do paciente ao longo do dia e da noite. É utilizado em pessoas com diabetes dos tipos 1 e 2, e que fazem uso de insulina. O sensor armazena as informações, transformando-as em gráficos, com medidas de glicose e outros parâmetros para o tratamento. Isto permite saber se o controle da glicose está adequado, e facilita o acompanhamento médico online”, explica Patricia Peixoto.
Serviços e campanhas
Em Campos dos Goytacazes, no serviço público de saúde, mais de quatro mil pessoas diabéticas são atendidas. O Plano de Saúde Ases desempenha o Programa de Prevenção e Tratamento de Diabetes. Um grande grupo de pacientes é acompanhado por profissionais. Mesmo durante a pandemia de Covid houve monitoramento online com assistência médica, de enfermagem e de nutricionistas. Em breve, palestras no Hospital Geral Dr. Beda serão retomadas. “Há um grupo de pacientes com o controle muito bom por conta desse trabalho multidisciplinar. Buscamos também levar informações para as famílias do paciente. Há, ainda, o Programa de Qualidade de Vida do “IMNE+”, iniciado há poucas semanas, com olhar para pessoas com diabetes entre os funcionários do Grupo IMNE”, diz Patricia.
O Centro de Referência e Tratamento de Lesões Cutâneas e Pé Diabético é um serviço da Secretaria Municipal de Saúde. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são portas de entrada para atendimento desse público. “Cabe ao clínico geral ou ao médico da família identificar se o paciente é diabético, e se há necessidade de encaminhá-lo para o Programa Hiperdia. Atualmente há 4.194 pacientes cadastrados no programa. Eles são acompanhados na sede da Secretaria de Saúde, e também nas unidades especializadas, as UBS da Penha, Centro de Saúde de Guarus, UBS de Ururaí e de Tocos”, explica a nota da Prefeitura de Campos.
O Hospital da Beneficência Portuguesa dispõe de câmara hiperbárica, equipamento que auxilia em cicatrizações de feridas de pacientes diabéticos. “O procedimento é adotado quando houver recomendação médica para este tipo específico de tratamento”, diz Patricia Peixoto.
O Brasil gasta em torno de US$ 52,3 bilhões (R$ 281 bilhões) por ano no tratamento de adultos de 20 a 79 anos com diabetes. Isto resulta em US$ 3 mil dólares (R$16 mil) por pessoa, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.
O tratamento do diabetes não envolve só o uso de medicamentos. É necessário mudar o estilo de vida com melhoria alimentar; evitar ao máximo ou interromper o consumo de produtos ultraprocessados. “Devemos priorizar alimentos de verdade e praticar exercícios físicos regularmente; controlar o estresse e ter sono de qualidade. O estilo de vida mais saudável não é garantia para as pessoas não se tornarem diabéticas, mas diminui os riscos”, conclui Patricia Peixoto.
Fonte:Terceira Via
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