Expectativas para festas este ano são melhores que em 2020; reuniões em família ganham destaque
POR OCINEI TRINDADE
Grupo da Família Bravo fará a tradicional reunião no Rio de Janeiro (Foto: Acervo pessoal)
Muitas pessoas vão celebrar o Natal e o Réveillon este ano mais de perto. Diferentemente do que foi no fim de 2020, quando aglomerações eram descartadas por autoridades sanitárias devido à Covid-19. Com a vacinação e a flexibilização de protocolos, encontros contarão com um número maior de participantes no fim de 2021. Higiene das mãos e uso de máscaras em locais fechados seguem recomendados por especialistas. Afinal, a pandemia ainda não acabou. Celebrar em casa com a família ou com um pequeno grupo é a intenção de muitas pessoas. Comemorar está liberado, mas com cautela.

Muitas pessoas vão celebrar o Natal e o Réveillon este ano mais de perto. Diferentemente do que foi no fim de 2020, quando aglomerações eram descartadas por autoridades sanitárias devido à Covid-19. Com a vacinação e a flexibilização de protocolos, encontros contarão com um número maior de participantes no fim de 2021. Higiene das mãos e uso de máscaras em locais fechados seguem recomendados por especialistas. Afinal, a pandemia ainda não acabou. Celebrar em casa com a família ou com um pequeno grupo é a intenção de muitas pessoas. Comemorar está liberado, mas com cautela.

Nizia Bravo
A calígrafa Nizia Bravo, de 89 anos, diz que sempre gostou de muita gente aglomerada no Natal, pois a família é numerosa. O Natal em 2020 foi muito restrito e calado em Campos. Porém, este ano, com a vacinação, a família quase toda estará reunida no Rio de Janeiro. “Eu me sinto mais segura por estar vacinada. O Natal sempre foi um dia de grande celebração e reencontro. Fico feliz por estar novamente com filhas, netos, irmãos, sobrinhos e amigos. É especial celebrar o nascimento de Jesus em grupo”, diz.

A calígrafa Nizia Bravo, de 89 anos, diz que sempre gostou de muita gente aglomerada no Natal, pois a família é numerosa. O Natal em 2020 foi muito restrito e calado em Campos. Porém, este ano, com a vacinação, a família quase toda estará reunida no Rio de Janeiro. “Eu me sinto mais segura por estar vacinada. O Natal sempre foi um dia de grande celebração e reencontro. Fico feliz por estar novamente com filhas, netos, irmãos, sobrinhos e amigos. É especial celebrar o nascimento de Jesus em grupo”, diz.

Para a professora Jane Rangel ainda não é hora de aglomerar
A professora Jane Rangel não defende aglomeração neste momento, apesar da flexibilização e do número de pessoas vacinadas contra a Covid. “Ano passado passei o fim de ano em casa com uma prima. Este ano será do mesmo modo. Há um clima de liberação que me preocupa, sem falar do número grande de pessoas não vacinadas ou que não completaram a imunização. A desigualdade social reflete mais na pandemia. Há quem banalize. Filantropia e solidariedade são necessárias não só no Natal. Há muito luto ainda. Vou me manter distanciada”, comenta.
Nas redes sociais do Jornal Terceira Via, dezenas de internautas participaram de uma enquete em que foi perguntado o que elas pretendem fazer no Natal e no Réveillon. A maioria disse que pretende ficar em casa com a família. Elizabeth Ofrante postou: “Quero ficar quietinha em casa”. Joziel de Oliveira comentou que não é momento aglomeração. “Ainda não. Só ano no que vem, com mais segurança na área das ciências”. Outro internauta, Gilberto Albuquerque, foi enfático: “Estou na torcida para que cancelem todos os eventos de fim de ano, e também o Carnaval. A variante Ômicron já chegou no Brasil, e, se bobearem, teremos um 2022 igual a 2021”, especula.
Mais pessoas destacaram que estar com a família neste momento do ano é o mais importante. “Ainda não é tempo de grandes comemorações. Muitos amados, entes queridos se foram. Cuidado e esperança são as palavras”, escreveu Saral Cars, na conta do Terceira Via no Instagram. Opiniões como as de Margarida Correa, Naira Peçanha, Maria Batista se assemelham na rede social. “Ficarei em casa com a família, agradecendo por estarmos vivos, por estarmos vacinados e respeitando os protocolos”, disse Eliana Motta.

A professora Jane Rangel não defende aglomeração neste momento, apesar da flexibilização e do número de pessoas vacinadas contra a Covid. “Ano passado passei o fim de ano em casa com uma prima. Este ano será do mesmo modo. Há um clima de liberação que me preocupa, sem falar do número grande de pessoas não vacinadas ou que não completaram a imunização. A desigualdade social reflete mais na pandemia. Há quem banalize. Filantropia e solidariedade são necessárias não só no Natal. Há muito luto ainda. Vou me manter distanciada”, comenta.
Nas redes sociais do Jornal Terceira Via, dezenas de internautas participaram de uma enquete em que foi perguntado o que elas pretendem fazer no Natal e no Réveillon. A maioria disse que pretende ficar em casa com a família. Elizabeth Ofrante postou: “Quero ficar quietinha em casa”. Joziel de Oliveira comentou que não é momento aglomeração. “Ainda não. Só ano no que vem, com mais segurança na área das ciências”. Outro internauta, Gilberto Albuquerque, foi enfático: “Estou na torcida para que cancelem todos os eventos de fim de ano, e também o Carnaval. A variante Ômicron já chegou no Brasil, e, se bobearem, teremos um 2022 igual a 2021”, especula.
Mais pessoas destacaram que estar com a família neste momento do ano é o mais importante. “Ainda não é tempo de grandes comemorações. Muitos amados, entes queridos se foram. Cuidado e esperança são as palavras”, escreveu Saral Cars, na conta do Terceira Via no Instagram. Opiniões como as de Margarida Correa, Naira Peçanha, Maria Batista se assemelham na rede social. “Ficarei em casa com a família, agradecendo por estarmos vivos, por estarmos vacinados e respeitando os protocolos”, disse Eliana Motta.

Campista Hericarla Domingues volta à cidade para o Natal após uma década afastada (Foto: Acervo pessoal)
De volta a Campos para o Natal
A gerente comercial Hericarla Domingues é campista, mas vive em Manaus há uma década. No fim de 2020, ela contraiu Covid. Ficou longe da família e sem comemoração. Voltou a Campos após oito anos para rever a mãe e os parentes. “Minha volta a Campos é um sonho. Estou cuidando da minha mãe, matando as saudades. Quero ficar em casa com minha família”, frisa.
Para Hericarla, ninguém deve se descuidar. “Para mim, que trabalho no comércio, o efeito da Covid foi devastador. Queda nas vendas e mortes de muitos clientes queridos. O lado emocional foi bastante abalado. Eu tive Covid. Foi puro luto em Manaus no ano passado, com silêncio total ou muitas sirenes e sepultamentos. Este ano será bem diferente. Creio que a vacina ajuda muito, mas a doença está aí e não acredito que há normalidade para festas de fim de ano”, afirma.
Recomendações
O médico infectologista Nélio Artilles diz que as orientações para as festas de fim de ano são conhecidas: evitar grandes aglomerações. “A possibilidade de reuniões familiares, em princípio, não há problema maior. Mas é importante se manterem em ambiente arejado. É importante que as pessoas estejam vacinadas. Há uma tendência das pessoas relaxarem. Uma reunião mais íntima deixa todos mais protegidos. Em casos de maiores aglomerações, máscaras e distanciamento físico devem ser mantidos”, considera.

De volta a Campos para o Natal
A gerente comercial Hericarla Domingues é campista, mas vive em Manaus há uma década. No fim de 2020, ela contraiu Covid. Ficou longe da família e sem comemoração. Voltou a Campos após oito anos para rever a mãe e os parentes. “Minha volta a Campos é um sonho. Estou cuidando da minha mãe, matando as saudades. Quero ficar em casa com minha família”, frisa.
Para Hericarla, ninguém deve se descuidar. “Para mim, que trabalho no comércio, o efeito da Covid foi devastador. Queda nas vendas e mortes de muitos clientes queridos. O lado emocional foi bastante abalado. Eu tive Covid. Foi puro luto em Manaus no ano passado, com silêncio total ou muitas sirenes e sepultamentos. Este ano será bem diferente. Creio que a vacina ajuda muito, mas a doença está aí e não acredito que há normalidade para festas de fim de ano”, afirma.
Recomendações
O médico infectologista Nélio Artilles diz que as orientações para as festas de fim de ano são conhecidas: evitar grandes aglomerações. “A possibilidade de reuniões familiares, em princípio, não há problema maior. Mas é importante se manterem em ambiente arejado. É importante que as pessoas estejam vacinadas. Há uma tendência das pessoas relaxarem. Uma reunião mais íntima deixa todos mais protegidos. Em casos de maiores aglomerações, máscaras e distanciamento físico devem ser mantidos”, considera.

Médico infectologista Nélio Artiles
A quantidade de pessoas que não se vacinaram preocupa o especialista. “São cerca de 20 milhões de pessoas ainda não vacinadas no Brasil. Os não vacinados são fontes de mutações do vírus. Com a imunização, diminui muito a chance de infecção. Se houver, a possibilidade é de menor de gravidade. Quanto à variante Ômicron do coronavírus, ainda temos poucas informações sobre ela. Aparentemente, os casos relatados até agora são casos leves, sem mortes relacionadas a esta cepa. Porém, se há esta mutação, outras poderão existir. Por isso, é importante o ciclo vacinal completo”, conclui.
A quantidade de pessoas que não se vacinaram preocupa o especialista. “São cerca de 20 milhões de pessoas ainda não vacinadas no Brasil. Os não vacinados são fontes de mutações do vírus. Com a imunização, diminui muito a chance de infecção. Se houver, a possibilidade é de menor de gravidade. Quanto à variante Ômicron do coronavírus, ainda temos poucas informações sobre ela. Aparentemente, os casos relatados até agora são casos leves, sem mortes relacionadas a esta cepa. Porém, se há esta mutação, outras poderão existir. Por isso, é importante o ciclo vacinal completo”, conclui.
Fonte:Terceira Via
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