No dia 15 de janeiro acontece a 289ª edição da Festa mais tradicional da Baixada Campista
POR GABRIELA LESSA
Chegada | Devotos participam da primeira missa à meia noite
A Festa de Santo Amaro reúne tradição e fé, sendo um misto de devoção, história e espetáculo. Marcada pela data 15 de janeiro, o evento mobiliza muitos campistas a peregrinarem pelo percurso de cerca de 40 km, partindo da Praça do Santíssimo Salvador, no Centro de Campos dos Goytacazes, até Santo Amaro, 3º distrito do município. A programação para a 289ª edição teve início no último dia 6 e vai até a data oficial, com novenário, missas e a tradicional cavalhada.

Edvar Jr. | Emoção e fé no caminho
Segundo o assessor da Diocese de Campos, Ricardo Gomes, a tradição da festa e da devoção ao Santo Amaro teve início em 1648, com a chegada dos monges beneditinos, vindos de Roma, na Itália. “Frei Fernando trouxe da Bahia a imagem para Campos, que iniciou a devoção, mas em 1733 a festa começa, com a construção da capela primitiva no local onde está a igreja hoje, que passou por ampliação de 1854 a 1857. Aos poucos, essa devoção se expandiu por toda a cidade de Campos e Estado do Rio e se tornou uma das grandes festas religiosas, recebendo devotos de todo o Brasil”, explica.
Um desses devotos é o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL), Edvar Chagas, que faz a caminhada até Santo Amaro há três anos. “Além do sentimento de fé, o percurso nos passa muita emoção com a participação da comunidade, além dos pontos históricos, que mereciam maior destaque. A fé nos dá força para realizar essa jornada de devoção. Percorro o caminho até a igreja e uso um cajado, que favorece a circulação de sangue nos braços”, compartilha.

Os peregrinos fazem o trajeto para agradecer pelos milagres vividos e pela intercessão de Santo Amaro. O empresário Joilson Barcelos, de 58 anos, já fez a caminhada por oito vezes e desabafa dizendo que só consegue pela fé, pois é um caminho muito longo. “A caminhada é feita por uma conquista recebida, que veio através da fé. Por mais que a gente canse no meio do caminho, vem a esperança ao coração, em decorrência do milagre alcançado, que parecia impossível, mas, diante de Deus e intercessão de Santo Amaro, houve a conquista. Então eu persisto!”, fala.
Apoio aos romeiros
Segundo a Prefeitura de Campos, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo está terminando de montar o esquema da Caminhada de Santo Amaro, mas adianta que o Município estará presente na celebração, como em todos os anos. Um mutirão de limpeza foi iniciado no distrito, para receber os romeiros e devotos.
O Grupamento de Resgate Voluntário (GRV) também disponibilizará apoio, em colaboração com a Prefeitura e o sistema de emergência municipal, o qual é integrante. Segundo Emílio Martins, coordenador do GRV, eles participarão com a equipe e ambulância, como fazem desde 2017. “O apoio é iniciado ao entardecer do dia 14, seguindo pela madrugada afora, havendo troca de equipes no dia seguinte e continuando até final da tarde do dia 15”, informa.

Segundo o assessor da Diocese de Campos, Ricardo Gomes, a tradição da festa e da devoção ao Santo Amaro teve início em 1648, com a chegada dos monges beneditinos, vindos de Roma, na Itália. “Frei Fernando trouxe da Bahia a imagem para Campos, que iniciou a devoção, mas em 1733 a festa começa, com a construção da capela primitiva no local onde está a igreja hoje, que passou por ampliação de 1854 a 1857. Aos poucos, essa devoção se expandiu por toda a cidade de Campos e Estado do Rio e se tornou uma das grandes festas religiosas, recebendo devotos de todo o Brasil”, explica.
Um desses devotos é o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL), Edvar Chagas, que faz a caminhada até Santo Amaro há três anos. “Além do sentimento de fé, o percurso nos passa muita emoção com a participação da comunidade, além dos pontos históricos, que mereciam maior destaque. A fé nos dá força para realizar essa jornada de devoção. Percorro o caminho até a igreja e uso um cajado, que favorece a circulação de sangue nos braços”, compartilha.

Os peregrinos fazem o trajeto para agradecer pelos milagres vividos e pela intercessão de Santo Amaro. O empresário Joilson Barcelos, de 58 anos, já fez a caminhada por oito vezes e desabafa dizendo que só consegue pela fé, pois é um caminho muito longo. “A caminhada é feita por uma conquista recebida, que veio através da fé. Por mais que a gente canse no meio do caminho, vem a esperança ao coração, em decorrência do milagre alcançado, que parecia impossível, mas, diante de Deus e intercessão de Santo Amaro, houve a conquista. Então eu persisto!”, fala.
Apoio aos romeiros
Segundo a Prefeitura de Campos, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo está terminando de montar o esquema da Caminhada de Santo Amaro, mas adianta que o Município estará presente na celebração, como em todos os anos. Um mutirão de limpeza foi iniciado no distrito, para receber os romeiros e devotos.
O Grupamento de Resgate Voluntário (GRV) também disponibilizará apoio, em colaboração com a Prefeitura e o sistema de emergência municipal, o qual é integrante. Segundo Emílio Martins, coordenador do GRV, eles participarão com a equipe e ambulância, como fazem desde 2017. “O apoio é iniciado ao entardecer do dia 14, seguindo pela madrugada afora, havendo troca de equipes no dia seguinte e continuando até final da tarde do dia 15”, informa.

Na estrada | Romeiros no trajeto de Campos a Santo Amaro
Emílio Martins explica que as emergências que mais acontecem envolvem crises hipertensivas, desidratação, bolhas nos pés, cãibras, mal súbito, atropelamentos, quedas de bicicletas, cortes, entre outros. Então, ele deixa algumas orientações: “É importante usar calçados confortáveis para caminhar, alimentação leve, roupas leves, se hidratar, programar seu tempo de saída; se possível, utilizar roupa ou algum objeto refletivo; se utilizar moto, carro, bicicleta ou veículos de tração animal, redobrar o cuidado, obedecer a circulação, respeitar principalmente os romeiros que caminham a pé. É um momento de fé, não é uma prova de resistência, velocidade”, pontua.

Cavalhada
Uma das características da Festa é a tradicional Cavalhada, que é uma manifestação cultural e retrata a pacificação entre os povos. De acordo com a escritora e pesquisadora de cultura popular Gisele Gonçalves, a cavalhada em Campos é a única em atividade no Estado do Rio de Janeiro.
“É, sem dúvidas, extremamente relevante para a nossa cultura local e regional, já que sua encenação atravessa os séculos e persiste. A apresentação ocorre na tarde do dia 15 de janeiro e conta com 24 cavaleiros (12 mouros e 12 cristãos), sendo as vestes vermelhas para os mouros e azuis para os cristãos. Ela representa o povo da Baixada Campista, a memória coletiva, a cultura que se expressa nos detalhes, desde as vestes até o adestramento dos animais. É um legado passado de pai para filho, que se manifesta no dia a dia dos cavaleiros, das artesãs e famílias envolvidas”, conta Gisele.
Essa tradição faz parte da história da família de Wanderson da Silva, que tem 24 anos e participa da cavalhada desde os nove. “A tradição da família começou pelo meu avô, passou para o meu pai e agora está em mim. Durante 30 anos meu pai correu como capitão da cavalhada. Se Deus quiser, a tradição será mantida nas próximas gerações da nossa família”, diz.
Programação
• Dia 15 de Janeiro (sábado):
– Missas: 00h, 1h30, 3h, 5h, 7h, 9h, 13h, 15h, 17h e 19h, na igreja de Santo Amaro.
A missa das 11h será presidida pelo Bispo de Campos, Dom Roberto Francisco.
– Às 15h: cavalhada.
Emílio Martins explica que as emergências que mais acontecem envolvem crises hipertensivas, desidratação, bolhas nos pés, cãibras, mal súbito, atropelamentos, quedas de bicicletas, cortes, entre outros. Então, ele deixa algumas orientações: “É importante usar calçados confortáveis para caminhar, alimentação leve, roupas leves, se hidratar, programar seu tempo de saída; se possível, utilizar roupa ou algum objeto refletivo; se utilizar moto, carro, bicicleta ou veículos de tração animal, redobrar o cuidado, obedecer a circulação, respeitar principalmente os romeiros que caminham a pé. É um momento de fé, não é uma prova de resistência, velocidade”, pontua.

Cavalhada
Uma das características da Festa é a tradicional Cavalhada, que é uma manifestação cultural e retrata a pacificação entre os povos. De acordo com a escritora e pesquisadora de cultura popular Gisele Gonçalves, a cavalhada em Campos é a única em atividade no Estado do Rio de Janeiro.
“É, sem dúvidas, extremamente relevante para a nossa cultura local e regional, já que sua encenação atravessa os séculos e persiste. A apresentação ocorre na tarde do dia 15 de janeiro e conta com 24 cavaleiros (12 mouros e 12 cristãos), sendo as vestes vermelhas para os mouros e azuis para os cristãos. Ela representa o povo da Baixada Campista, a memória coletiva, a cultura que se expressa nos detalhes, desde as vestes até o adestramento dos animais. É um legado passado de pai para filho, que se manifesta no dia a dia dos cavaleiros, das artesãs e famílias envolvidas”, conta Gisele.
Essa tradição faz parte da história da família de Wanderson da Silva, que tem 24 anos e participa da cavalhada desde os nove. “A tradição da família começou pelo meu avô, passou para o meu pai e agora está em mim. Durante 30 anos meu pai correu como capitão da cavalhada. Se Deus quiser, a tradição será mantida nas próximas gerações da nossa família”, diz.
Programação
• Dia 15 de Janeiro (sábado):
– Missas: 00h, 1h30, 3h, 5h, 7h, 9h, 13h, 15h, 17h e 19h, na igreja de Santo Amaro.
A missa das 11h será presidida pelo Bispo de Campos, Dom Roberto Francisco.
– Às 15h: cavalhada.
Fonte: Terceira Via
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