domingo, 16 de janeiro de 2022

Ômicron se mostra forte no Brasil e menos letal que a delta

Quando o primeiro paciente contaminado com a variante ômicron foi confirmado no país, no final de novembro, pouco se podia prever ou mensurar sobre o alcance ou letalidade da nova cepa. A população, ansiosa para as comemorações de fim de ano, via um cenário epidemiológico razoavelmente estável, com o avanço da vacinação e a queda no número de infecções e de óbitos por covid-19. À época, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, chegou a afirmar que a nova cepa 'não é variante de desespero' e que o Brasil estaria preparado para uma nova onda de casos do novo coronavírus.

Um mês e meio depois, a ômicron tem se revelado forte. O tsunami de infecções provocado pela nova variante registra, dia após dia, recorde no número de casos: no mundo, foram mais de 3,2 milhões em 24 horas; no Brasil, a média móvel subiu mais de 600%.

Ao contrário do que previa Queiroga, o país não conseguiu acompanhar a evolução da situação pandêmica. Com a explosão de casos do novo coronavírus, algumas capitais brasileiras já estão sofrendo com grandes filas e lotação de leitos hospitalares. O avanço da variante também provoca a falta de profissionais de saúde na linha de frente do combate aos efeitos da doença, devido ao afastamento de profissionais. Além disso, prefeituras e secretarias de saúde lutam contra a falta de estoque de testes para a detecção do vírus e para o mapeamento da cepa.

Um estudo feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular, constatou que a variante prevaleceu em 98,7% das amostras analisadas no Brasil. Os pesquisadores analisaram 8.121 amostras coletadas entre 2 e 8 de janeiro de 2022.

Desde o dia 1º de dezembro de 2021, os pesquisadores testaram um total de 58.304 amostras em 478 municípios de 24 estados e do Distrito Federal. A ômicron foi identificada em 191 municípios de 17 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e também no Distrito Federal.

Fonte: Correio Braziliense

Nenhum comentário: