sábado, 19 de fevereiro de 2022

Número de mortos em Petrópolis sobe para 136; Polícia Civil já registra 213 desaparecidos

Mais de 15 mil toneladas de entulho são retiradas de vias públicas em três dias


Bairro Castelânea em Petrópolis, após fortes chuvas que atingiram a região Serrana do Rio (Foto: divulgação/ Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Segundo último levantamento divulgado pela Defesa Civil de Petrópolis, na Região Serrana Fluminense, o número total de corpos localizados até o momento é de 136, sendo 81 mulheres, 50 homens e 22 crianças. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) já registrou 213 desaparecidos.

Ainda em relação aos números da tragédia, a Secretaria de Infraestrutura e Obras de Petrópolis estima que foram retiradas mais de 15 mil toneladas de resíduos das vias públicas, tais como: entulhos, lama, barro, vegetação e veículos.

Nas principais estradas de Petrópolis, desde quarta-feira, as ações contam com o apoio de dez caminhões, quatro retroescavadeiras, quatro escavadeiras, além de caminhão-pipa e pás mecânicas para a retirada da lama acumulada com as fortes chuvas.

“Nosso papel, agora, é atender a população, colocar a vida na cidade para funcionar novamente. Mobilizamos equipes e maquinário, e vamos investir o que for preciso para a reconstrução desse município e para tentar minimizar a dor dessas famílias vítimas da chuva”, disse o governador Cláudio Castro.

A ação da Secid tem ajudado comerciantes no descarte de mercadorias e objetos que se perderam com a tragédia em Petrópolis. A secretaria afirma ter realizado mais de 30 viagens na última quarta-feira (16) para a retirada dos detritos. Em relação às estradas estaduais, a única que se encontra totalmente bloqueada ao tráfego de veículos é a RJ-107.

A Estrada da Serra Velha, como também é conhecida, foi bastante afetada com as chuvas do último dia 15. As principais intercorrências da via são as quedas de árvores, barreiras e paralelos arrancados em alguns trechos pela força da água. No entanto, como a estrada recebe obras desde dezembro do ano passado, maquinário e equipes já trabalham nela, agora, para a desobstrução.

Já o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj) trabalha na desobstrução dos acessos às comunidades assistidas, devido aos deslizamentos de encostas. As ruas da entrada de Caxambu desapareceram, encobertas por lama e entulhos que isolaram a comunidade. Desde quarta-feira (16), porém, a autarquia trabalha com o apoio de retroescavadeiras e caminhões supervácuo para auxílio das comunidades.
Fonte:Terceira Via

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