Equipamento, porém, só pode ser exigido em unidades de saúde
POR CLÍCIA CRUZ
UENF | Universidade alega autonomia para
decidir medidas sanitárias (Fotos: Silvana Rust)
O uso de máscaras em Campos, tanto em áreas abertas, quanto em ambientes fechados é facultativo. Mesmo assim, estabelecimentos comerciais, supermercados, bares, lanchonetes, restaurantes, bancos e escolas vêm solicitando aos seus funcionários que continuem a usar o equipamento de proteção individual. Embora a medida seja tratada como uma recomendação, trabalhadores afirmam que não há espaço para escolha individual. No entanto, especialistas alertam que proprietários e empregadores não podem exigir o uso do item, nem podem tomar medidas contra os colaboradores que decidirem não usá-lo.
No Centro da cidade e dentro dos shoppings, é notório que a utilização da máscara segue sendo orientada para os funcionários. O mesmo acontece nas escolas. Muitas delas vêm emitindo comunicados em suas redes sociais, informando que os funcionários continuarão usando o equipamento e pedindo aos pais que reforcem com os filhos sua importância. Tanto unidades de ensino particulares quanto públicas solicitaram aos responsáveis que, apesar do decreto em vigor permitir que a máscara não seja utilizada, os alunos sigam fazendo uso do item.
A funcionária de uma escola da rede particular, que prefere não se identificar, diz que a direção solicitou que os funcionários permanecessem usando a máscara e elogia a medida. “Os diretores pediram que nós continuemos utilizando, tanto para proteção da equipe, como também para proteção do aluno e eu não vi problema. Tudo que for pra proteger minha saúde, acho válido”, disse a professora.

decidir medidas sanitárias (Fotos: Silvana Rust)
O uso de máscaras em Campos, tanto em áreas abertas, quanto em ambientes fechados é facultativo. Mesmo assim, estabelecimentos comerciais, supermercados, bares, lanchonetes, restaurantes, bancos e escolas vêm solicitando aos seus funcionários que continuem a usar o equipamento de proteção individual. Embora a medida seja tratada como uma recomendação, trabalhadores afirmam que não há espaço para escolha individual. No entanto, especialistas alertam que proprietários e empregadores não podem exigir o uso do item, nem podem tomar medidas contra os colaboradores que decidirem não usá-lo.
No Centro da cidade e dentro dos shoppings, é notório que a utilização da máscara segue sendo orientada para os funcionários. O mesmo acontece nas escolas. Muitas delas vêm emitindo comunicados em suas redes sociais, informando que os funcionários continuarão usando o equipamento e pedindo aos pais que reforcem com os filhos sua importância. Tanto unidades de ensino particulares quanto públicas solicitaram aos responsáveis que, apesar do decreto em vigor permitir que a máscara não seja utilizada, os alunos sigam fazendo uso do item.
A funcionária de uma escola da rede particular, que prefere não se identificar, diz que a direção solicitou que os funcionários permanecessem usando a máscara e elogia a medida. “Os diretores pediram que nós continuemos utilizando, tanto para proteção da equipe, como também para proteção do aluno e eu não vi problema. Tudo que for pra proteger minha saúde, acho válido”, disse a professora.

Isaías Pedro | Garçom prefere manter uso
da máscara no trabalho

da máscara no trabalho

Mateus Titoneli | Sócio de restaurante
optou por dispensar o equipamento
Em um restaurante no Centro da cidade, o sócio Mateus Titoneli dispensou o uso, mas os funcionários, por decisão própria, preferiram manter. “Percebi que alguns clientes, quando chegavam e viam todo mundo de máscara, ficavam desconfortáveis de entrar sem ela. E, como no dia a dia a correria aqui é grande e a máscara atrapalha a nossa comunicação à distância, optei por tirar. Estou vacinado com as três doses e acredito que já posso relaxar um pouco”, conta.
Já os funcionários Isaías Pedro e Bruno César Barreto preferem continuar utilizando a máscara. “Além de me sentir mais seguro, continuo usando para preservar a minha mãe, que tem problemas de saúde. Então, seguindo aquilo que a gente vem ouvindo dos médicos, eu preferi continuar usando durante o expediente”, conta o garçom Bruno.
Isaías Pedro, que além de garçom é responsável pela higienização com álcool de toda a parte de baixo do salão do restaurante, também não pretende abrir mão do equipamento de proteção agora. “Por enquanto, não vou deixar de usar não. Acho que ainda está muito no começo. Vou esperar um pouco pra ver como o cenário vai ficar”, diz.

optou por dispensar o equipamento
Em um restaurante no Centro da cidade, o sócio Mateus Titoneli dispensou o uso, mas os funcionários, por decisão própria, preferiram manter. “Percebi que alguns clientes, quando chegavam e viam todo mundo de máscara, ficavam desconfortáveis de entrar sem ela. E, como no dia a dia a correria aqui é grande e a máscara atrapalha a nossa comunicação à distância, optei por tirar. Estou vacinado com as três doses e acredito que já posso relaxar um pouco”, conta.
Já os funcionários Isaías Pedro e Bruno César Barreto preferem continuar utilizando a máscara. “Além de me sentir mais seguro, continuo usando para preservar a minha mãe, que tem problemas de saúde. Então, seguindo aquilo que a gente vem ouvindo dos médicos, eu preferi continuar usando durante o expediente”, conta o garçom Bruno.
Isaías Pedro, que além de garçom é responsável pela higienização com álcool de toda a parte de baixo do salão do restaurante, também não pretende abrir mão do equipamento de proteção agora. “Por enquanto, não vou deixar de usar não. Acho que ainda está muito no começo. Vou esperar um pouco pra ver como o cenário vai ficar”, diz.

Irmã Abigail | “Enquanto estiverem
sendo resgistrados casos, vou usar”

sendo resgistrados casos, vou usar”

Clóvis | Empresário se diz aliviado por
não precisar usar máscara
Nas ruas, as opiniões se dividem. A Irmã Abigail Rodrigues Moço prefere continuar fazendo uso da máscara. “Estou usando há dois anos e enquanto estiverem sendo registrados casos de Covid-19, vou usar. Tenho má circulação, febre reumática e acho mais prudente”, diz a freira da Congregação Jesus Crucificado.
Já o empresário Clóvis Rangel comemora poder andar nas ruas sem o equipamento de proteção individual. “Hoje, só uso mesmo em situações determinadas no decreto, como clínicas e hospitais. Fora isso, prefiro andar sem. Eu respiro mal com a máscara, fico muito cansado. Para mim, é uma liberdade não precisar usar”, diz Clóvis.

não precisar usar máscara
Nas ruas, as opiniões se dividem. A Irmã Abigail Rodrigues Moço prefere continuar fazendo uso da máscara. “Estou usando há dois anos e enquanto estiverem sendo registrados casos de Covid-19, vou usar. Tenho má circulação, febre reumática e acho mais prudente”, diz a freira da Congregação Jesus Crucificado.
Já o empresário Clóvis Rangel comemora poder andar nas ruas sem o equipamento de proteção individual. “Hoje, só uso mesmo em situações determinadas no decreto, como clínicas e hospitais. Fora isso, prefiro andar sem. Eu respiro mal com a máscara, fico muito cansado. Para mim, é uma liberdade não precisar usar”, diz Clóvis.

Opinião dividida | Amigas, Rosinéia prefere usar equipamento de proteção, enquanto
Shayanne dispensa acessório e aposta na proteção da vacina
As amigas Rosinéia Barbosa e Shaynne Kellen têm opiniões diferentes. Enquanto Rosinéia não tira a máscara na rua de jeito nenhum, Shaynne diz que já não aguentava mais usar o equipamento.
Shaynne aposta na eficácia da vacina. Ela afirma já ter sido imunizada com três doses e acredita, também, que o momento em que poucos casos da Covid-19 estão sendo registrados proporciona a oportunidade de sair sem máscara. Já Rosinéia está de olho nos acontecimentos também fora do país e cita a China, que precisou voltar a adotar restrições.
Universidades mantém obrigatoriedade
As universidades afirmam que têm liberdade dentro dos campi para decidirem sobre regras sanitárias, e citam o artigo 207 da Constituição, que lhes garante, entre outras, “autonomia administrativa”.
A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) optou por continuar exigindo o uso da máscara e vai liberar apenas a flexibilização para aqueles que usam as dependências externas da universidade para a prática de atividades físicas.
O vice-diretor da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos, Rodrigo Monteiro, informou que a Universidade também optou por manter a obrigatoriedade do uso dentro de suas dependências.
Uso da máscara do ponto de vista legal
De acordo com o advogado Carlos Alexandre de Azevedo Campos, no entanto, as recomendações dos estabelecimentos pela continuidade do uso da máscara não se sobrepõem ao decreto da Prefeitura de Campos e nem podem ser usadas para justificar medidas contra os funcionários no âmbito das relações de trabalho.
“O decreto que vigora em Campos é claro com relação à utilização ser facultativa, o indivíduo decide se utiliza ou não. Neste momento, por exemplo, a demissão de funcionário pela recusa de usar máscara seria sem justa causa”, diz Carlos Alexandre.
A exceção, diz o advogado, é apenas para estabelecimentos destinados à prestação de serviços de saúde, como hospitais, incluindo os veterinários, consultórios, clínicas, laboratórios e farmácias que realizam o teste de Covid-19 e administram medicamentos injetáveis, já que o uso do equipamento de proteção individual segue obrigatório nestes locais.
As amigas Rosinéia Barbosa e Shaynne Kellen têm opiniões diferentes. Enquanto Rosinéia não tira a máscara na rua de jeito nenhum, Shaynne diz que já não aguentava mais usar o equipamento.
Shaynne aposta na eficácia da vacina. Ela afirma já ter sido imunizada com três doses e acredita, também, que o momento em que poucos casos da Covid-19 estão sendo registrados proporciona a oportunidade de sair sem máscara. Já Rosinéia está de olho nos acontecimentos também fora do país e cita a China, que precisou voltar a adotar restrições.
Universidades mantém obrigatoriedade
As universidades afirmam que têm liberdade dentro dos campi para decidirem sobre regras sanitárias, e citam o artigo 207 da Constituição, que lhes garante, entre outras, “autonomia administrativa”.
A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) optou por continuar exigindo o uso da máscara e vai liberar apenas a flexibilização para aqueles que usam as dependências externas da universidade para a prática de atividades físicas.
O vice-diretor da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos, Rodrigo Monteiro, informou que a Universidade também optou por manter a obrigatoriedade do uso dentro de suas dependências.
Uso da máscara do ponto de vista legal
De acordo com o advogado Carlos Alexandre de Azevedo Campos, no entanto, as recomendações dos estabelecimentos pela continuidade do uso da máscara não se sobrepõem ao decreto da Prefeitura de Campos e nem podem ser usadas para justificar medidas contra os funcionários no âmbito das relações de trabalho.
“O decreto que vigora em Campos é claro com relação à utilização ser facultativa, o indivíduo decide se utiliza ou não. Neste momento, por exemplo, a demissão de funcionário pela recusa de usar máscara seria sem justa causa”, diz Carlos Alexandre.
A exceção, diz o advogado, é apenas para estabelecimentos destinados à prestação de serviços de saúde, como hospitais, incluindo os veterinários, consultórios, clínicas, laboratórios e farmácias que realizam o teste de Covid-19 e administram medicamentos injetáveis, já que o uso do equipamento de proteção individual segue obrigatório nestes locais.
Fonte:Terceira Via


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