quarta-feira, 27 de abril de 2022

Comissão vai aferir autodeclaração de candidatos pretos e pardos nos processos seletivos da Uenf

Processo de implantação de bancas de heteroidentificação no ingresso de alunos é iniciativa do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

Equipe da UENF (Foto: Divulgação)

Por iniciativa do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (NEABI/UENF) realizou-se no dia 8 de abril, a primeira reunião para discussão sobre a implantação de comissões de heteroidentificação nos processos seletivos para ingresso ao ensino superiorda Uenf, com o objetivo de evitar fraudes na autodeclaração de estudantes pretos e pardos.

A reunião contou com as presenças da professora Clareth Reis, coordenadora do NEABI/UENF; professor Luis Passoni (Chefe de Gabinete da Reitoria), professor Olney Mota, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX), professora Márcia Giardinieri de Azevedo (Assessoria da PROEX), e da assistente social, Rossana Florencio.

Amparadas pela lei nº 8121, de 27 de setembro de 2018 e pela Portaria Normativa nº 4, de abril de 2018, que regulamenta o procedimento de heteroidentificação complementar à autodeclaração dos candidatos negros, nos concursos públicos federais, as comissões da Uenf vão aferir a veracidade da autodeclaração de candidatos negros (pretos e pardos) nos processos seletivos para ingresso de estudantes na instituição.

Atualmente, Neabi e Uenf estudam como oferecer um curso de formação para preparação de pessoas que vão compor as bancas.

“Acreditamos que esta formação é necessária para que tenhamos um aprofundamento maior acerca da necessidade da implantação destas bancas na Uenf, para garantia do direito a quem foi destinado, bem como para evitar fraudes”, explicou a professora Clareth Reis, coordenadora do Neabi.

Poderão se inscrever no curso de formação pessoas que fazem parte da comunidade interna, como professores, técnicos, estudantes, e também da comunidade externa da universidade.

“Almejamos dar início aos procedimentos de heteroidentificação, nos próximos processos seletivos para os cursos de graduação, por meio de uma comissão, previamente preparada, para analisar a autodeclaração étnico-racial dos candidatos”, ressalta Luís Passoni, professor e chefe de gabinete da Reitoria.

Fonte: Ascom/Uenf

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