quinta-feira, 14 de abril de 2022

Usina Nova Canabrava recupera inscrição estadual e dará início à safra 2022

Expectativa é de que operação gere mais de 6 mil empregos diretos e indiretos na região

(Foto: Divulgação)

A Usina Nova Canabrava, localizada em Campos, obteve tutela de urgência nesta quarta-feira (13), suspendendo o impedimento da inscrição estadual que impedia a empresa de comercializar etanol produzido por ela. A inscrição havia sido suspensa pela secretaria estadual de Fazenda desde no último dia 9 de fevereiro.

Em seu despacho, a juíza Cristiana Aparecida de Souza Santos, da 11ª Vara da Fazenda Pública, acatou os argumentos da defesa, sustentando que o cancelamento da inscrição estadual de forma preventiva “é ato desproporcional, acarretando impedimento para o livre exercício de suas atividades”.

Ainda segundo o entendimento da magistrada, “os documentos anexados aos autos demonstram que a autora, arrendatária da atividade empresarial, de fato exerce suas atividades, bem como vem cumprindo as obrigações assumidas junto à Justiça do Trabalho”.

A notícia coincide com o início da safra da cana-de-açúcar, que começa neste mês de abril e se estende até novembro, com a contratação de mais de dois mil trabalhadores diretos e mais de quatro mil indiretos.

Desde que foi arrendada judicialmente, em abril de 2018, pela 4ª Vara do Trabalho de Campos, o grupo Nova Canabrava conseguiu quitar 2.289 ações trabalhistas, que ultrapassam o valor de R$ 55 milhões.

Desde que assumiu a usina, a nova administração já investiu cerca de R$ 500 milhões, sendo R$ 22 milhões apenas na produção agrícola. Antes sem canavial próprio, hoje a Nova Canabrava dispõe de 2,3 mil hectares arrendados, e ainda compra matéria-prima de 1,5 mil pequenos proprietários rurais, donos de um total de 14 mil hectares.

O novo grupo gestou esclareceu que o histórico de problemas acumulados pelos ex-gestores da Canabrava nada tem a ver com a atual administração. O pior ano da empresa foi o de 2017, na gestão do Banco Brasil Plural, quando a usina deixou de produzir. A Justiça chegou a marcar, para fevereiro de 2018, o leilão de todo o parque fabril da usina, um dos mais modernos do Brasil; mas, às vésperas do certame, o fundo de pensão Postalis conseguiu a sua suspensão. O arrendamento judicial foi a saída para as mais de 3 mil ações trabalhistas que havia na época, das quais 2.289 já foram solucionadas.

Ainda segundo a atual administração, muitos dos trabalhadores que não tiveram suas verbas rescisórias quitadas pela gestão anterior e precisaram acionar o judiciário para conseguir reaver seus direitos conseguiram receber suas ações e, hoje, voltaram a trabalhar na empresa.
Terceira Via

Nenhum comentário: