
Roubos, furtos, uso de drogas e quaisquer outros tipos de delitos vão continuar acontecendo em Campos, independente da postura do político ou da autoridade policial que se estabeleça por aqui. Por outro lado, é inegável que o Programa Segurança Presente, que completa neste domingo (15) quatro meses de ações, está sendo fundamental para diminuir o índice destas ocorrências e dissuadir qualquer um que planeje ir contra a lei estabelecida: afinal, nenhum dos delinquentes sabe em qual esquina vai topar com um policial determinado a cessar até as menores infrações penais.
Atualmente, o programa foi responsável em Campos pelo cumprimento de 29 mandados de prisão - entre eles homicidas e traficantes - através de abordagem e consulta do sistema integrado. Já são 50 prisões em flagrante e 710 pessoas conduzidas para as duas delegacias (146ª DP de Guarus e 134ª DP do Centro).
O comandante da força, o tenente Luciano Tavares, também comentou sobre as inúmeras armas brancas, réplicas de arma de fogo apreendidas, além da recuperação de vários celulares, veículos e bicicletas subtraídos em atos ilícitos. Isso tudo acontece nas principais áreas do Centro de Campos e também nas principais avenidas do subdistrito de Guarus.
O Programa Segurança Presente é carinhosamente chamado por aqui de Campos Presente e não pertence à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Não há vínculo com o 8º Batalhão de Polícia Militar (8ºBPM), responsável pela área: é um programa elaborado pela Secretaria Estadual de Governo há anos e trazido para o interior quando a pasta se encontrava nas mãos do atual deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL).
— O Segurança Presente é hoje uma das grandes marcas da gestão do governador Cláudio Castro. Durante o período em que estive na Secretaria de Governo, pude coordenar o processo de expansão do programa para o interior do Estado do Rio, com investimentos para dar mais segurança à população... Em Campos, inauguramos o Segurança Presente no dia 15 de janeiro deste ano e as marcas são excelentes. Apreensões, prisões e, sobretudo, a integração dos agentes com a população — destaca o deputado.
A integração é um de seus pontos mais fortes, além do reforço ao escasso efetivo do 8ºBPM que divide 862 agentes entre quatro grandes municípios: Campos, São João da Barra, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana.
— Nosso intuito é suplementar o efetivo do Batalhão. Por isso, nós estamos sempre nos comunicando e acompanhando os índices de criminalidade, de uma forma que um vá ajudando o outro. Hoje, temos 22 homens fixos com a gente. Além disso, temos 50 outras vagas extras, para estímulo operacional: essas vagas estão disponíveis para qualquer Policial Militar do Rio de Janeiro, de qualquer batalhão, se voluntariar para prestar turnos de 12h conosco — explicou o tenente Luciano Tavares.
CDL pede policiamento durante a madrugada no Centro
Durante o dia a responsabilidade do policiamento no Centro de Campos fica por conta dos agentes do Segurança Presente e do 8ºBPM, mas quando chega a noite e todo o movimento se esvai, as ruas ficam desertas e escuras. É quando a bandidagem aparece para atacar e invadir estabelecimentos da área. Os prejuízos materiais causados são incontáveis e sempre acompanhados por um rastro de destruição.
O problema se agravou de tal maneira que a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) teve que intervir e pedir uma solução aos comandantes das forças de segurança, assim como Rodrigo Bacellar e o Ministério Público Estadual.
Apesar dos rumores iniciais de que o Segurança Presente, que funciona das 7h às 22h, seria o responsável por reforçar esse policiamento, tudo aponta para que, no dia 16 de junho, isso fique a cargo do 8ºBPM. O Batalhão deverá disponibilizar seis policiais e seis viaturas, das 22h às 6h, para fazer o tão necessário reforço na área Central.
Autoridades e especialistas reconhecem trabalho bem-feito
Pelas ruas não faltam elogios da população ao programa, assim como acontece dentro das delegacias e por parte de estudiosos da área de Segurança. Para o pesquisador e policial Federal, Roberto Uchôa, “o programa traz uma sensação de segurança na área de atuação, onde há grande fluxo de comércio e de pessoas, muito boa para a população”.
Entretanto, Uchôa faz algumas ressalvas, tentando se afastar do senso comum e olhar a implementação de um ângulo mais acadêmico: “Os efeitos concretos nos índices só poderão ser vistos em uma janela maior, de médio e longo prazo, a partir dos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), pois há a possibilidade da criminalidade sair dos locais atualmente cobertos pela operação e ir para outras zonas. Mas, por enquanto, tem sido um sucesso e muito bem avaliado”.
Os delegados titulares das duas delegacias responsáveis pela circunscrição de Campos, à 134ª DP (Centro) e à 146ªDP (Guarus), Natália Patrão e Pedro Emílio Braga, respectivamente, também teceram elogios à iniciativa da Secretaria de Governo de trazer para Campos o Segurança Presente, que já é uma realidade no Grande Rio e Baixada Fluminense, com possibilidade de expansão.
— Transeuntes, trabalhadores, estudantes e estabelecimentos comerciais mais observados e tutelados pelo Estado. O reflexo vem sendo tanto preventivo, quanto repressivo, pois temos altos índices de captura pós crime pelo Programa. Os infratores também aprendem com o efeito pedagógico da prisão de seus pares — explicou Natália Patrão.
Pedro Emílio Braga concluiu: “Penso que o Segurança Presente é um avanço determinante no status da Segurança Pública da cidade. Com ele alcançaremos resultados importantes em policiamento ostensivo que têm sido desafios complexos nos últimos anos. A atuação destes agentes em Guarus faz os índices de criminalidade cada vez mais seguirem na descendente”.
Fonte:Fmanhã


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