Setor vai gerar quase 10 mil empregos e produzir 120 milhões de litros de etanol
POR ALOYSIO BALBI
Uma missa na terça-feira (10) vai marcar o início da safra da cana-de-açúcar da Coagro/Sapucaia que, segundo seu presidente, Frederico Paes, será 10% maior que a do ano passado. O parque fabril receberá no curso da safra mais de 1 milhão e 100 mil toneladas de cana-de-açúcar, que serão transformadas em 65 milhões de litros de etanol e 300 mil sacos de 50kg de açúcar, gerando três mil empregos diretos e outros dois mil indiretos, além de uma receita de R$ 400 milhões resultante do pagamento de cooperados, funcionários e imposto.
A usina Nova Canabrava, que começou a moer há cerca de 10 dias, estima uma produção semelhante de etanol e de geração de empregos. Somando as duas previsões, serão então 2,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar com mais de 120 milhões de litros de etanol. Juntando a Coagro e a Nova Canabrava, o setor vai gerar algo em torno de 10 mil empregos durante a safra, que se estenderá até outubro.
Na avaliação de Frederico Paes, com mais um mês de safra por parte da Coagro em comparação ao ano passado, a geração de emprego e de impostos do setor será expressiva.
“Estamos prontos para uma grande safra. A Coagro fará toda a colheita mecanizada, a exemplo de safras anteriores, moendo canas cruas, conforme as regras ambientais, sem nenhum tipo de queima. Por questões de estratégia de mercado, continuaremos destinando 90% da matéria-prima para a produção de etanol e 10% para o açúcar, de modo a atender nossos parceiros na região e continuar consolidando nossa marca neste setor”, disse Frederico.

A antecipação do início da safra se deu em decorrência das chuvas no final do ano passado, garantindo uma boa oferta de matéria-prima.
“Os safristas, com chamamos de forma afetiva os trabalhadores neste período, terão esse ano mais um mês de atividade, o que reflete, inclusive, em parte do 13º salário. O dinheiro que vamos produzir ficará todo na região, sendo 60% destinados aos fornecedores cooperativados e funcionários. Quando falo em três mil empregos diretos, não afirmo que a Coagro abrirá três mil vagas. Mas são postos de trabalho que não existiriam se não houvesse a Coagro. Os outros dois mil indiretos são relacionados à empregabilidade no entorno, na prestação sequencial de serviços ao setor”, disse o presidente da Coagro.

Coagro/Paraíso
Outra notícia relevante do setor refere-se à unidade Paraíso, em Tócos, na Baixada Campista. As obras de uma usina modelo já começaram e serão intensificadas a partir de julho, para que Coagro/Paraíso possa moer na safra de 2023.
A nova unidade, que terá alta tecnologia, vai atender fornecedores de cana da Baixada Campista e dos municípios de Quissamã, Carapebus e Conceição de Macabu.
“A cana já está sendo plantada na Baixada Campista em larga escala. Hoje com o preço do diesel, transportar cana para Sapucaia, na margem esquerda do Rio Paraíba, implica em um custo alto. Com a unidade, bem moderna, em Paraíso, atenderemos à Baixada e também aos municípios de Quissamã, Carapebus e Conceição. Essas três cidades já tiveram usinas e mantêm a tradição agrícola”, concluiu Frederico.
Fonte: Terceira Via


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