sábado, 17 de setembro de 2022

Pilotos de motos aquáticas reclamam de falta de infraestrutura em Lagoa de Cima

Assunto ganhou repercussão na quinta-feira após o Jornal Terceira Via receber flagrantes de irregularidades

Heneilton Pessanha

O grupo “Família Campos jet”, que reúne amigos que praticam manobras com moto aquática, vai se encontrar, nesta sexta-feira (16), com pessoas ligadas à Prefeitura de Campos para solicitar melhorias de infraestrutura para a Lagoa de Cima. O assunto ganhou repercussão na quinta-feira (15), quando o Jornal Terceira Via recebeu flagrantes de carros circulando dentro da lagoa para desembarcar as motos aquáticas.

De acordo com o administrador do grupo “Família Campos jet”, o empresário Heneilton Pessanha Ferreira, em Lagoa de Cima não existe uma rampa pública para facilitar o acesso das motos à água.

“A gente desce pelo estacionamento da Lagoa de Cima e pagamos ao dono do estacionamento para deixar os veículos lá. O que aconteceu na quinta foi que a maré estava baixa e nós entramos rapidamente com os carros na água porque não temos rampa ou outro acesso. Mas toda manobra foi feita com muito cuidado para proteger os banhistas, pois é impossível levantar sozinho os 400 quilos de um jet sky. Nenhum carro ficou dentro da água”, garantiu.


Segundo Heneilton, este tipo de rampa é utilizado em municípios como São Fidélis, Búzios, Cabo Frio e São João da Barra para facilitar o embarque e desembarque das motos aquáticas. “Somos um grupo ativo e responsável com as causas sociais. Participamos de eventos pelo Brasil inteiro representando Campos e o estado do Rio de Janeiro. Arrecadamos alimentos e doamos para quem mais precisa. Recentemente, doamos sete toneladas de alimentos, mas o que precisamos mesmo é de infraestrutura para continuarmos com nossa prática na Lagoa de Cima com ainda mais responsabilidade”, afirma.

Compra de raias

De acordo com Heneilton, chegaram, nesta sexta-feira (16), a Campos raias de demarcação com boias para promover mais segurança na Lagoa de Cima. “Gastamos R$ 700 com este material e fomos nós quem compramos, sem ajuda de nenhum político ou do poder público, enquanto a obrigação seria da prefeitura”, afirma.

O grupo é formado por 180 participantes de Campos, Macaé, Nova Friburgo e de outras cidades próximas. Segundo Heneitlon, todos são habilitados e engajados em causas sociais.

O Jornal Terceira Via entrou em contato com a Prefeitura de Campos. Por meio de nota, o órgão informou que “tem investido na recuperação de ativos turísticos do Município que foram abandonados na gestão passada e que Lagoa de Cima está entre as prioridades do governo Wladimir Garotinho. Quanto à questão das motos aquáticas no balneário, conforme portaria número 54 de 20 de Maio de 2022 publicada no Diário Oficial da União, fica a cargo da Marinha do Brasil fiscalizar, habilitar e regular normas e padrões e direcioná-las aos condutores. O Município esclarece ainda que se encontra à disposição da instituição para qualquer apoio necessário”.

Foto: divulgação
Integrantes do grupo em encontros – Foto: divulgação
Foto: divulgação

Fonte: Terceira Via

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