quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Tempestade de primavera com ruas alagadas em Campos e granizo nas regiões Serrana, Norte e Noroeste

Em Itaperuna, ruas ficaram alagadas e o teto da Câmara de Vereadores cedeu; ninguém ficou ferido
Uma frente fria fez o tempo fechar em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira (25). Em Campos, depois de uma segunda-feira de sol, a terça amanheceu com céu encoberto e pancadas isoladas de chuva. À tarde, houve chuva intensa que chegou a alagar algumas ruas do Centro. No Imbé, nas proximidades das serras e do Parque Estadual do Desengano também houve a incidência de chuva forte desde a manhã. A Secretaria de Defesa Civil do município informou, até o fechamento desta publicação, que “não houve chamados por conta da chuva”. Na Região Serrana do Estado, o município de Cordeiro registrou grande volume de granizo. No Norte e Noroeste, também houve ocorrência de granizo em São José de Ubá e Itaperuna.

De acordo com o técnico em meteorologia Carlos Augusto Souto, as chuvas são esperadas nos três últimos meses do ano.

“Historicamente, os meses de mais chuva em Campos e Região, são os meses de outubro, novembro e dezembro. É normal, estamos no final de outubro, está chegando novembro, é o período de chover mesmo. Essas chuvas vêm de uma frente fria, formam as Zonas de Convergência do Atlântico Sul, que é um fenômeno também comum. Estava previsto, e a tendência é chover mais na próxima semana, a partir de sexta, sábado e domingo”, avisa.

O técnico em meteorologia reforça ainda que existem uma série de fatores comuns que ocasionam essas chuvas nesta época do ano. “Temos muita umidade no ar, temos o aquecimento e isso turbina a formação de nuvens pesadas, principalmente cumunolimbus [tipo de nuvem caracterizada por um grande desenvolvimento vertical], e aí temos granizo, trovoadas, relâmpagos. É isso mesmo, não é surpreendente. As pessoas têm que se prevenir, já que o normal é isso acontecer em outubro, novembro e dezembro. Cabe às pessoas e aos órgãos de segurança, municipais e estaduais, tomar as providências necessárias”, alerta o técnico.

Carlos Augusto diz ainda que esta deverá ser a característica dessa estação. “A primavera certamente vai ser de chuva, o verão tem que esperar um pouco mais para a gente ter uma noção. Vai depender muito do comportamento da e da primavera e, principalmente, do fenômeno Latino La Niña”, finaliza.
Estragos no Estado e região

Em Itaperuna, os prejuízos ainda estão sendo contabilizados. Houve registro de queda de árvore nos bairros da Cehab e na Câmara de Vereadores o telhado cedeu. Uma equipe de engenharia da prefeitura deverá avaliar os danos na estrutura do local.

Em nota, a Prefeitura disse que: “A Secretaria de Defesa Civil e Ordem Pública de Itaperuna informa que a chuva que caiu na tarde desta terça-feira, no município, não era esperada, porém, durante cerca de 40 minutos, choveu 14 milímetros. Em alguns pontos da cidade houve queda de árvores e destelhamentos em casas. Os estragos foram causados pelo vento entre 80 e 100 km/h e muito granizo. Duas duas foram parcialmente interditadas: Amadeu Tinoco dê Lacerda, esquina com Tenente Otaviano, no Centro, é Bom Jesus, esquina com Casimiro de Abreu, no Aeroporto”.

Em Cordeiro, na Região Serrana, a chuva de granizo veio acompanhada de ventos fortes. Uma grossa camada de gelo se formou nas ruas, alterando a paisagem da cidade. De acordo com informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), foram registrados 48 mm de chuva no centro da cidade.

Também houve ocorrência de chuva de granizo em São José de Ubá, no Noroeste do Estado.















Terceira Via/Show Francisco

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