
Troféu da Copa do Mundo / Foto: Divulgação
Começa neste domingo (20) a 22ª edição da Copa do Mundo de Futebol, a primeira delas realizada no Oriente Médio, com final marcada para o dia 18 de dezembro. Maior campeã, com cinco conquistas, mas sem levantar o troféu há 20 anos, a Seleção Brasileira chega com o status de ser a líder do ranking oficial da Fifa, com campanha invicta nas Eliminatórias Sul-Americanas. Além do Brasil, outras 31 seleções disputam esta Copa, a última com 32 países, já que, a partir da próxima edição, serão 48 os participantes. Qatar e Equador fazem o único jogo do primeiro dia, às 13h (de Brasília), no estádio Al Bayt, em Al Khor.
Entre as novidades desta Copa, está a permissão para até cinco substituições de cada seleção por partida, dando continuidade à regra adotada em torneios nacionais desde o pico da pandemia da Covid-19. Já foi uma inovação o crescimento da lista de convocados, de 23 para 26 jogadores em cada equipe.
Também pela primeira vez na história, a Copa acontecerá nos meses de novembro e dezembro. A decisão foi tomada pela Fifa para evitar as altas temperaturas registradas no Qatar no meio do ano, quando costumeiramente acontecem as Copas. Ainda assim, sistemas de climatização podem ser utilizados durante partidas, pois já existem em vários estádios do país, entre eles sete dos oito que vão receber partidas do torneio.
No que se refere à tecnologia, 12 câmeras superiores foram instaladas nos estádios para rastrear a bola e a posição exata dos jogadores, possibilitando a identificação semiautomática do impedimento. Na bola oficial, consta um sensor que vai determinar o momento exato do passe ou da finalização.
Entre os craques que vão desfilar o seu talento no Qatar, destacam-se o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo, que marcaram a atual geração do futebol e provavelmente vão se despedir das Copas. Com 35 e 37 anos, respectivamente, eles terão 39 e 41 em 2026, devendo ficar de fora das convocações dos seus países para a disputa nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Outro nesta condição é o croata Luka Modric, justamente quem furou o domínio de Messi e Cristiano Ronaldo no prêmio de melhor jogador do mundo, vencendo-o em 2018 após ser vice-campeão e o melhor jogador do Mundial na Rússia.
Na arbitragem, pela primeira vez mulheres foram escolhidas como árbitras principais. São três ao todo (a francesa Stéphanie Frappart, a ruandesa Salima Mukansanga e a japonesa Yoshimi Yamashita), fora as auxiliares, entre estas a brasileira Neuza Back.
Outro fato referente à arbitragem foi informado nessa sexta-feira (18) pela Fifa, durante evento no Qatar. Trata-se da não divulgação dos áudios de conversas entre os árbitros principais e os árbitros de vídeo, limitando-se apenas à comunicação do árbitro no campo.
— As conversas entre os profissionais não serão públicas. Sabemos que essa discussão existe. Mas, neste momento, não existe essa possibilidade de ouvir as conversas entre árbitro e VAR — disse o presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.
Fora do contexto exclusivamente do futebol, foi vetada pelo governo do Qatar a venda de cerveja nos estádios durante a Copa, ficando permitidas apenas bebidas sem álcool.
— Depois de discussões entre as autoridades locais e a Fifa, foi decidido que a venda de bebidas alcoólicas será restrita à Fifa Fan Festival e a outros lugares licenciados destinados aos fãs, retirando os pontos de venda de cerveja do perímetro dos estádios da Copa do Mundo de 2022. Não haverá impacto na venda de Bud Zero, que vai continuar disponível em todos os estádios do Qatar — comunicou a Fifa.
O Qatar é um país que segue as tradições da religião muçulmana, sendo proibido o consumo de álcool.

Treino da Seleção Brasileira em Turim / Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Brasil embarca rumo ao sonho do hexa
Com estreia marcada para quinta-feira (24), pelo Grupo G, a Seleção Brasileira embarca neste sábado (19) para o Qatar. Foi encerrada nessa sexta a semana de treinos na Itália, ocorrida no Centro de Treinamento da Juventus, em Turim.
O último treino do Brasil em solo italiano contou com a chegada dos observadores Fernando Lázaro, Lucas Oliveira e Ricardo Gomes, completando a delegação que embarca para o Mundial. Após o trabalho, o técnico Tite agradeceu aos italianos pela hospitalidade nos últimos dias, bem como à Juventus, por ter disponibilizado as suas instalações.
— Muito obrigado pela participação e por disponibilizar todo o centro, e que nós tenhamos a condição de fazer um grande Mundial e retribuir todo o carinho que vocês italianos tiveram conosco! Um abraço e felicidade — disse Tite.
Entre os jogadores, é grande a expectativa pelo início da Copa.
— Se a gente pegar para ver os ex-campeões, a gente vê a importância da Copa do Mundo para o Brasil. Ser um campeão do mundo é ficar marcado na história da sua vida, da sua família, dos netos, do Brasil. Por onde você passar, vai ser reconhecido por isso. Os ex-campeões do mundo se orgulham muito. Nós, brasileiros, todos; familiares também se orgulham muito. É isso que a gente pensa. É isso que a gente quer para a nossa vida. E é isso que a gente veio buscar aqui — disse na quinta-feira (18) o zagueiro Marquinhos, que vai disputar a sua segunda Copa. Hoje com 28 anos, ele também esteve na seleção que chegou às quartas de final há quatro anos.
A responsabilidade também foi destacada pelo lateral-direito Danilo, outro indo para o segundo Mundial.
— Apesar de ter mais de 30 (tem 31 anos), eu também estou ansioso para jogar a Copa do Mundo (risos). Mais uma Copa! Mas a gente, sim, fala muito sobre isso, experiência. É um momento único a Copa do Mundo, não dá para normalizar isso. O legal desse grupo é que ele é realmente uma mistura entre os experientes e os mais jovens. Os jovens têm um senso de responsabilidade que eu nunca tinha visto antes assim no futebol em geral. Isso é uma coisa que faz a diferença — comentou Danilo na terça-feira (15), tendo sido o primeiro convocado a a conceder coletiva de imprensa.
Fmanhã


Nenhum comentário:
Postar um comentário