Santo se negou a perseguir e matar cristãos, virando lenda a partir do sec. 13
POR CLÍCIA CRUZ
(Fotos: Silvana Rust)
No dia 23 de abril é comemorado o Dia de São Jorge. O santo é um dos poucos venerados pelas igrejas Católica e Ortodoxa, tendo a Igreja Anglicana também São Jorge entre os seus canonizados. No Brasil, é muito popular e aclamado tanto na igreja católica, como em cultos afro-brasileiros. Contudo, não há registros históricos que comprovem a existência do santo, mas uma história que foi passada de geração em geração. Segundo a tradição, São Jorge teria nascido por volta do ano 280 depois de Cristo, na Capadócia, atual Turquia e mais tarde teria se mudado para a região da Palestina. Anos depois teria se alistado no exército Romano, onde se negou a matar e perseguir cristãos, o que lhe teria custado a vida.

No dia 23 de abril é comemorado o Dia de São Jorge. O santo é um dos poucos venerados pelas igrejas Católica e Ortodoxa, tendo a Igreja Anglicana também São Jorge entre os seus canonizados. No Brasil, é muito popular e aclamado tanto na igreja católica, como em cultos afro-brasileiros. Contudo, não há registros históricos que comprovem a existência do santo, mas uma história que foi passada de geração em geração. Segundo a tradição, São Jorge teria nascido por volta do ano 280 depois de Cristo, na Capadócia, atual Turquia e mais tarde teria se mudado para a região da Palestina. Anos depois teria se alistado no exército Romano, onde se negou a matar e perseguir cristãos, o que lhe teria custado a vida.

Carlos Frederico
Devoto de São Jorge, o colunista Carlos Frederico Silva, conta que o santo surgiu em sua vida de forma inesperada. “Pessoas diferentes começaram a me presentear com objetos relacionados a São Jorge, um amigo me presenteou com uma tela, o outro com uma medalha, outro com um anel, e fui observando que cada vez mais tinha objetos de São Jorge, mas foi há quase 20 anos, num jogo de Tarô, que uma estudiosa me falou que São Jorge estava ao meu lado em todos os momentos da minha vida e que ele apareceu durante todo o meu jogo. A partir daí me tornei devoto, tenho muita fé, oro e, todos os anos, vou à Igreja de São Jorge, participo da procissão. Faço questão, isso fortalece a minha fé”, relata Frederico.
Em Campos, a Igreja de São Jorge que fica no Parque Prazeres vai celebrar a data com procissão e missa e ficará aberta durante todo o dia para receber os fiéis.
“São Jorge trata-se de um Mártir da nossa fé, pois ofereceu a si mesmo em martírio ao renunciar perseguir e matar cristãos. De saldado Romano tornou-se o grande herói da fé. Aqui em campos, no Parque São Jorge, Guarus, estamos construindo uma grande Igreja dedicada a esse guerreiro e convidamos a todos para nós ajudar nesta grande empreitada. Neste domingo, meio-dia, vamos fazer um almoço beneficente”, diz o Padre Lenilson Alves dos Santos.
Santo Guerreiro
São Jorge se tornou uma lenda a partir de 1290, quando Jacopo de Varazze compilou histórias num livro conhecido como “Lenda Dourada” com a história de uma cidade que sofria com um dragão que queimava casas e para acalmar o monstro, jovens virgens eram entregues para sacrifício. “Quando foi a vez da filha do rei, São Jorge teria aparecido montado em seu cavalo. Após vencer o dragão, o santo teria cortado a cabeça do animal.

Devoto de São Jorge, o colunista Carlos Frederico Silva, conta que o santo surgiu em sua vida de forma inesperada. “Pessoas diferentes começaram a me presentear com objetos relacionados a São Jorge, um amigo me presenteou com uma tela, o outro com uma medalha, outro com um anel, e fui observando que cada vez mais tinha objetos de São Jorge, mas foi há quase 20 anos, num jogo de Tarô, que uma estudiosa me falou que São Jorge estava ao meu lado em todos os momentos da minha vida e que ele apareceu durante todo o meu jogo. A partir daí me tornei devoto, tenho muita fé, oro e, todos os anos, vou à Igreja de São Jorge, participo da procissão. Faço questão, isso fortalece a minha fé”, relata Frederico.
Em Campos, a Igreja de São Jorge que fica no Parque Prazeres vai celebrar a data com procissão e missa e ficará aberta durante todo o dia para receber os fiéis.
“São Jorge trata-se de um Mártir da nossa fé, pois ofereceu a si mesmo em martírio ao renunciar perseguir e matar cristãos. De saldado Romano tornou-se o grande herói da fé. Aqui em campos, no Parque São Jorge, Guarus, estamos construindo uma grande Igreja dedicada a esse guerreiro e convidamos a todos para nós ajudar nesta grande empreitada. Neste domingo, meio-dia, vamos fazer um almoço beneficente”, diz o Padre Lenilson Alves dos Santos.
Santo Guerreiro
São Jorge se tornou uma lenda a partir de 1290, quando Jacopo de Varazze compilou histórias num livro conhecido como “Lenda Dourada” com a história de uma cidade que sofria com um dragão que queimava casas e para acalmar o monstro, jovens virgens eram entregues para sacrifício. “Quando foi a vez da filha do rei, São Jorge teria aparecido montado em seu cavalo. Após vencer o dragão, o santo teria cortado a cabeça do animal.

Adriano Câmara
Sincretismo religioso
O Babalorixá Adriano Câmara, o pai Odé Ifanawre, explica que no Candomblé, durante muitos anos, religiosos não podiam cultuar os orixás, por isso, utilizavam as imagens dos santos, que se assemelhavam às divindades africanas para fazerem os seus cultos, o que é conhecido como sincretismo religioso. “Ogum é Ogum e São Jorge é São Jorge. No Candomblé cultuamos Ogum e hoje temos a liberdade de expressar nossa fé, sem medo de sermos castigados ou mortos. Durante muitos anos nossos antepassados precisaram esconder o culto a Ogum embaixo da imagem de São Jorge. Hoje não precisamos mais. Eu, inclusive, sou devoto de São Jorge, mas ele não faz parte do culto do Candomblé”, explica.

Sincretismo religioso
O Babalorixá Adriano Câmara, o pai Odé Ifanawre, explica que no Candomblé, durante muitos anos, religiosos não podiam cultuar os orixás, por isso, utilizavam as imagens dos santos, que se assemelhavam às divindades africanas para fazerem os seus cultos, o que é conhecido como sincretismo religioso. “Ogum é Ogum e São Jorge é São Jorge. No Candomblé cultuamos Ogum e hoje temos a liberdade de expressar nossa fé, sem medo de sermos castigados ou mortos. Durante muitos anos nossos antepassados precisaram esconder o culto a Ogum embaixo da imagem de São Jorge. Hoje não precisamos mais. Eu, inclusive, sou devoto de São Jorge, mas ele não faz parte do culto do Candomblé”, explica.

Cristiane Ferreira da Silva
Cristiane Ferreira da Silva, a Yalorixá Cristiane de Oxum ressalta que São Jorge é muito importante para as religiões africanas, já que, através da imagem dele, foi possível manter cultos religiosos, propagando a fé em Ogum. “Foi através do sincretismo que os nossos antepassados conseguiram manter viva sua fé nos orixás, onde a partir daí foi criado o candomblé, uma religião de matriz afro-brasileira. O Candomblé só existe no Brasil, graças à inteligência dos nossos antepassados”, diz Cristiane.
Cristiane Ferreira da Silva, a Yalorixá Cristiane de Oxum ressalta que São Jorge é muito importante para as religiões africanas, já que, através da imagem dele, foi possível manter cultos religiosos, propagando a fé em Ogum. “Foi através do sincretismo que os nossos antepassados conseguiram manter viva sua fé nos orixás, onde a partir daí foi criado o candomblé, uma religião de matriz afro-brasileira. O Candomblé só existe no Brasil, graças à inteligência dos nossos antepassados”, diz Cristiane.
Fonte:J3News


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