domingo, 7 de maio de 2023

Câmara Federal prestes a receber mais um deputado da região

De olho em Brasília
As atenções estão voltadas para a Câmara Federal, onde discussões bastante esperadas, como os PLs das Fake News e do Arcabouço Fiscal, devem ser colocados em pauta, medindo a força do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa. Da região, o único deputado federal até o momento, Murillo Gouvêa (União), já revelou à Folha que vota favorável ao PL da Fake News, mas que ainda conversará com seus pares e equipe para se posicionar sobre o projeto do arcabouço. A recente saída de deputados da Câmara pode colocar, ainda neste mês, mais um representante do Norte e Noroeste Fluminense em Brasília.

Nas Comissões
Além de direcionar sua atenção às pautas, digamos nacionais, o deputado de primeiro mandato Murillo Gouvêa tem tentado conquistar espaço para colocar em discussão assuntos demandados a ele não só de Itaperuna, sua cidade natal, mas de todo Norte e Noroeste Fluminense. Gouvêa é titular nas comissões de Agricultura e de Defesa pelos Direitos das Pessoas com Deficiência na Câmara Federal. Nessa última, ele já é cotado para assumir a vice-presidência.

Audiência
Nesta semana, o deputado comemorou, nas suas redes sociais, que conseguiu marcar para o próximo dia 23, às 13h, uma audiência pública para debater o Projeto de Lei n°1372-2019, que cria o Fundo Nacional de Apoio às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e institui a destinação de 0,5% dos prêmios da Mega Sena da Loteria da Caixa Econômica Federal para as instituições. “Esse projeto fomentaria o tratamento de pessoas com deficiência através do maior movimento filantrópico do país”, postou.

Chance a Caio
Pela dança das cadeiras dos deputados federais do PSD do Rio de Janeiro na Câmara, Murillo pode ganhar em Brasília um reforço da região nas lutas por demandas do interior do Rio. Apesar de ser o terceiro suplente do PSD, o campista Caio Vianna ganhou nesta semana mais uma chance de assumir uma vaga. É que o deputado federal Daniel Soranz (PSD) está de volta à secretaria de Saúde do Rio. O parlamentar, que já tinha sido secretário de Eduardo Paes no início do mandato, teve sua nomeação publicada na edição dessa quinta-feira (4) do Diário Oficial.

Bancada do PSD
Antes de Soranz, o deputado federal Hugo Leal (PSD) também deixou o cargo para assumir a secretaria estadual de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, no dia 21 de abril. Na última eleição, o PSD conseguiu eleger quatro candidatos a deputado federal, que foram, além de Hugo e Soranz, Pedro Paulo e Laura Carneiro. Apesar de Caio ser o terceiro suplente, os outros dois à frente dele são hoje do primeiro escalão do prefeito do Rio de Janeiro, que já falou sobre o seu empenho pessoal para que Caio possa assumir a vaga de deputado federal.

Trâmites
O primeiro suplente é Marcelo Calero, que está no comando da secretaria de Cultura do Rio, enquanto Renan Ferreirinha é secretário de Educação de Paes. Sobre a dança das cadeiras, a Câmara dos Deputados informou que aguarda resposta do suplente Calero, que foi convocado para assumir a vaga de Hugo Leal. Segundo a Casa, ele tem 30 dias para se manifestar sobre o assunto. Caso Calero abra mão de assumir a vaga, a Câmara convocaria o segundo suplente, Renan Ferreirinha, mas este vai ser convocado para o lugar de Soranz.

Expectativa
O próprio prefeito Eduardo Paes garante que tanto Calero quanto Ferreirinha voltam para o seu governo. Com qualquer um dos dois recusando a vaga em Brasília, acontecerá a convocação de Caio, que tem evitado falar sobre o assunto, já que, desde fevereiro, vive a expectativa frustrada de chegar à Câmara. Aliados do político acreditam que em, no máximo, duas semanas ele assuma. Nos bastidores, o empenho pessoal de Paes por Caio é uma forma de o prefeito do Rio fortalecer sua base no interior, de olho em uma possível disputa ao Governo do Estado em 2026.

Mostra a que veio
Se Caio conseguir finalmente chegar a ocupar um cargo eletivo, mesmo que como suplente, terá a chance de mostrar que pode ser mais que um sobrenome e uma expectativa baseada na trajetória política do pai dele, o ex-prefeito Arnaldo Vianna. Segundo colocado na disputa a prefeito de Campos em 2020, Caio trocou o PDT pelo PSD na última eleição. Apesar de ter obtido 36.453 votos no total, destes, 27.706 como o mais votado em Campos, ele não se elegeu e teve um tímido desempenho nas urnas em Niterói, onde era secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Entre os mais de 400 mil eleitores niteroienses, Caio só teve 34 votos.
Fonte:Ponto Final Fmanhã

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