
Os casos de dengue em Campos estão em ritmo de desaceleração. A cidade, que entrou em situação de epidemia pela doença em março, quando quase 800 casos foram confirmados, caminha para uma estabilização. Porém, apesar disso, o município mantém o alerta para que a população mantenha os cuidados.
De janeiro até a última sexta-feira (5), foram registrados 1.673 casos de dengue confirmados laboratorialmente e clínico epidemiológico. Deste total, um óbito em decorrência da doença, sendo um paciente de 84 anos, morador de Travessão. Há ainda três casos confirmados de chikungunya e não há confirmação para zika. A estatística mensal de casos aponta que 167 casos da dengue e o óbito foram registrados em janeiro, 387 casos em fevereiro e 776 em março, 244 em abril e 89 em maio. Os três casos de chikungunya foram registrados em abril.
De acordo com o diretor do Centro de Referência da Dengue, Doutor Luiz José de Souza, o órgão que chegou a atender 140 pessoas por dia, com sintomas da doença, atualmente atende 70 pacientes. Para ele, a “explosão” de casos de dengue não aconteceu neste mês de maio por dois motivos: a falta de chuva intensa e possível imunidade adquirida pela covid-19.
“A gente vive, sim, uma queda nos casos da doença. Tivemos um pico extremamente preocupante em março, quando os casos subiram muito, mas agora a tendência é de queda. Dois fatores que podem explicar essa queda estão ligados ao sistema imunológico da população. Como tivemos a pandemia de covid, muitas pessoas podem não ter contraído a dengue, justamente por já ter sido infectado por essa outra doença. Isso é o que chamamos de imunidade cruzada. Outra hipótese é que tem chovido muito pouco. A infestação do mosquito é sempre mais intensa em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas. Com pouca ou muita chuva, os cuidados devem ser mantidos", disse o médico.
Segundo a prefeitura, apesar da queda no número de casos da doença, o trabalho de prevenção e controle ao mosquito é contínuo, como visitação domiciliar e bloqueio aeroespacial com fumacê. Ao todo, 24 bairros foram vistoriados pelas equipes do CCZ no período de 20 de janeiro a 31 de março. Nesse trabalho, segundo o levantamento, foram visitados 19.602 imóveis, eliminados 539 focos do mosquito, além do recolhimento de 532 pneus. Também foram teladas 64 caixas d’água.
Segundo Levantamento Rápido de índice de Infestação do ano
Outra forma de rastrear a doença pela cidade é o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti) que foi feito pela segunda vez neste ano. Concluído na no dia 12 deste mês, a coleta de dados envolveu 100 agentes, além de supervisores e pessoal de apoio técnico administrativo. A pesquisa amostral permite o conhecimento de forma rápida do índice de infestação do vetor, auxiliando nas tomadas de decisões das próximas ações de prevenção e combate.
Fonte;Fmanhã


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