
A poucos dias de possivelmente assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, após outras três tentativas frustradas de conquistar um cargo público, Caio Vianna (PSD) protagonizou, nesta semana, um episódio polêmico, que gerou um registro na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) por invasão de domicílio e pode render reflexos negativos na sua carreira política. Na segunda-feira (8), poucos dias após ser citado em processo da Vara de Família, o futuro deputado federal foi filmado retirando móveis e outros objetos do apartamento no Flamboyant onde mora sua ex-mulher, Luana Albernaz, e o filho dos dois, de 5 meses, enquanto eles estavam viajando. As imagens tomaram as redes sociais e provocaram reações em Campos e no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes, atual padrinho do político campista, ficou sabendo e não gostou da situação, que ganhou repercussão na mídia nacional.
Nessa quinta-feira (11), o Juizado Especial Criminal determinou que Caio restitua, em um prazo de 48 horas, a partir de sua citação, os móveis e demais objetos retirados do apartamento. De acordo com a advogada de Luana, Andrea Paes Gazire, até a tarde dessa sexta, Caio ainda não havia sido notificado, devido à dificuldade para localizá-lo. Por enquanto, Luana vem sendo amparada pela família e avalia o melhor lugar onde morar com o filho.
Após os vídeos viralizarem, Luana usou suas redes sociais, ainda na segunda-feira, para fazer um desabafo sobre a situação e publicou vídeos de como o apartamento ficou após a retirada dos objetos. “Imagina você ter um relacionamento de 10 anos com uma pessoa, engravidar e, no 8º mês de gestação (quando ficou sabendo, o que não quer dizer que era o início), o seu parceiro arruma uma amante e dois dias após o filho nascer, sai de casa. Imagina seu filho com 6 dias de vida ir para a UTI neonatal, e o pai simplesmente não dar a mínima e viajar para curtir. Imagina seu filho, agora com 5 meses, não receber ajuda financeira nenhuma do pai ou da família do pai. Imagina seu filho estar com aproximadamente 154 dias e o pai tê-lo visto apenas uns 20 dias; o avô paterno apenas no hospital e no dia da alta e a avó paterna uns 15 dias. Mas as fotos do dia de visita têm que ser tiradas, porque precisam fazer postagens na rede social para fingir que se importam e para fingir serem presentes. Agora imagina: você está na rua e o pai e a avó paterna invadem a casa em que você mora com seu filho de apenas 5 meses, junto com mais um monte de homens e pegam todos os móveis, eletrodomésticos e utensílios. Levam praticamente tudo! A pessoa não ser fiel no relacionamento? Pode dizer que não tem caráter e existe o perdão para quem quer dar. A pessoa não querer ver o filho ou ajudar financeiramente? A Justiça está aí para isso. Mas a pessoa invadir o apartamento onde você mora e levar praticamente tudo, se aproveitando de que você não está em casa… qual nome que dá?”, escreveu Luana em seu Instagram.
Segundo a advogada de Luana, em nenhum momento Caio comunicou ou pediu autorização para a retirada dos objetos da residência, “até mesmo porque Luana jamais facultaria ao ex-marido a retirada de bens e pertences, retirando do filho de ambos bens básicos para a manutenção diária. Luana sempre foi muito amenizadora, buscando sempre manter o mínimo de contato com Caio, interagindo com ele somente assuntos relacionados à criança, mas visando manter boa relação entre pai e filho”, destacou Andrea.
Ela informou, ainda, que, inicialmente, o caso foi registrado como invasão de domicílio e exercício arbitrário das próprias razões. “Lembrando que a capitulação pode sofrer alterações, conforme análise dos fatos e das provas, ficando a cargo da delegada responsável pelo caso”.
Em nota na segunda, ainda antes do registro na Deam, Caio afirmou que “trata-se de um assunto familiar, e a retirada de pertences decorreu do pedido de devolução do imóvel, que era alugado. Criaram um contexto que não condiz com a verdade. As providências com relação a difamação e gravação de vídeos sem autorização serão adotadas no momento oportuno”, disse. Sobre a decisão judicial, entretanto, Caio foi procurado pela Folha, mas não se pronunciou.
Embora o esvaziamento do apartamento tenha ocorrido nesta semana, o desgaste vem acontecendo desde o nascimento do filho do ex-casal. De acordo com a advogada, Caio já havia ingressado no imóvel de Luana anteriormente, no mês de fevereiro, junto com a atual companheira dele, e foi advertido por Luana.
Na Vara de Família, o processo está em trâmite, e Caio já foi citado desde o início do mês de maio. Entretanto, segundo a advogada, ainda não fez pagamento de valores a título de pensão.
Em nota ao portal “Metrópoles”, Caio alegou que “faz tudo pelo neném”.
Suplente está mais perto de assumir vaga
Com chances reais de assumir uma das vagas dos deputados licenciados Daniel Soranz e Hugo Leal, o filho do ex-prefeito de Campos Arnaldo Vianna volta a aparecer no cenário político. Apesar de ser o terceiro suplente do PSD, o campista Caio ganhou na última semana mais uma chance de assumir uma vaga, após o deputado federal Daniel Soranz (PSD) voltar a ser nomeado secretário municipal de Saúde do Rio. A posse dele está prevista para esta quarta-feira (17), entretanto, a pasta informou que Soranz tem até 30 dias para assumir o cargo.
Antes de Soranz, o deputado federal Hugo Leal (PSD) também deixou o cargo para assumir a secretaria estadual de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, no dia 21 de abril.
Na última eleição, o PSD conseguiu eleger quatro candidatos a deputado federal, que foram, além de Hugo e Soranz, Pedro Paulo e Laura Carneiro. Mesmo Caio sendo o terceiro suplente, os outros dois à frente dele são hoje do primeiro escalão do prefeito do Rio de Janeiro, que já falou sobre o seu empenho pessoal para que Caio possa assumir a vaga de deputado federal. O primeiro suplente é Marcelo Calero, que está no comando da secretaria de Cultura do Rio, enquanto Renan Ferreirinha é secretário de Educação de Paes.
Sobre a dança das cadeiras, a Câmara dos Deputados informou que o suplente Calero, que foi convocado para assumir a vaga de Hugo Leal, já abriu mão da vaga, sendo convocado o segundo suplente, que tem 30 dias para se manifestar sobre o assunto.
Segundo colocado na disputa a prefeito de Campos em 2020, Caio trocou o PDT pelo PSD na última eleição. Apesar de ter obtido 36.453 votos no total, destes 27.706 como o mais votado em Campos, ele se elegeu e teve um tímido desempenho nas urnas em Niterói, onde era secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Entre os mais 400 mil eleitores, Caio só teve 34 votos.
Se Caio conseguir finalmente chegar a ocupar um cargo eletivo, mesmo que como suplente, terá a chance de mostrar que pode ser mais que um sobrenome e uma expectativa baseada na trajetória política do pai dele, o ex-prefeito Arnaldo Vianna.
Nessa quinta-feira (11), o Juizado Especial Criminal determinou que Caio restitua, em um prazo de 48 horas, a partir de sua citação, os móveis e demais objetos retirados do apartamento. De acordo com a advogada de Luana, Andrea Paes Gazire, até a tarde dessa sexta, Caio ainda não havia sido notificado, devido à dificuldade para localizá-lo. Por enquanto, Luana vem sendo amparada pela família e avalia o melhor lugar onde morar com o filho.
Após os vídeos viralizarem, Luana usou suas redes sociais, ainda na segunda-feira, para fazer um desabafo sobre a situação e publicou vídeos de como o apartamento ficou após a retirada dos objetos. “Imagina você ter um relacionamento de 10 anos com uma pessoa, engravidar e, no 8º mês de gestação (quando ficou sabendo, o que não quer dizer que era o início), o seu parceiro arruma uma amante e dois dias após o filho nascer, sai de casa. Imagina seu filho com 6 dias de vida ir para a UTI neonatal, e o pai simplesmente não dar a mínima e viajar para curtir. Imagina seu filho, agora com 5 meses, não receber ajuda financeira nenhuma do pai ou da família do pai. Imagina seu filho estar com aproximadamente 154 dias e o pai tê-lo visto apenas uns 20 dias; o avô paterno apenas no hospital e no dia da alta e a avó paterna uns 15 dias. Mas as fotos do dia de visita têm que ser tiradas, porque precisam fazer postagens na rede social para fingir que se importam e para fingir serem presentes. Agora imagina: você está na rua e o pai e a avó paterna invadem a casa em que você mora com seu filho de apenas 5 meses, junto com mais um monte de homens e pegam todos os móveis, eletrodomésticos e utensílios. Levam praticamente tudo! A pessoa não ser fiel no relacionamento? Pode dizer que não tem caráter e existe o perdão para quem quer dar. A pessoa não querer ver o filho ou ajudar financeiramente? A Justiça está aí para isso. Mas a pessoa invadir o apartamento onde você mora e levar praticamente tudo, se aproveitando de que você não está em casa… qual nome que dá?”, escreveu Luana em seu Instagram.
Segundo a advogada de Luana, em nenhum momento Caio comunicou ou pediu autorização para a retirada dos objetos da residência, “até mesmo porque Luana jamais facultaria ao ex-marido a retirada de bens e pertences, retirando do filho de ambos bens básicos para a manutenção diária. Luana sempre foi muito amenizadora, buscando sempre manter o mínimo de contato com Caio, interagindo com ele somente assuntos relacionados à criança, mas visando manter boa relação entre pai e filho”, destacou Andrea.
Ela informou, ainda, que, inicialmente, o caso foi registrado como invasão de domicílio e exercício arbitrário das próprias razões. “Lembrando que a capitulação pode sofrer alterações, conforme análise dos fatos e das provas, ficando a cargo da delegada responsável pelo caso”.
Em nota na segunda, ainda antes do registro na Deam, Caio afirmou que “trata-se de um assunto familiar, e a retirada de pertences decorreu do pedido de devolução do imóvel, que era alugado. Criaram um contexto que não condiz com a verdade. As providências com relação a difamação e gravação de vídeos sem autorização serão adotadas no momento oportuno”, disse. Sobre a decisão judicial, entretanto, Caio foi procurado pela Folha, mas não se pronunciou.
Embora o esvaziamento do apartamento tenha ocorrido nesta semana, o desgaste vem acontecendo desde o nascimento do filho do ex-casal. De acordo com a advogada, Caio já havia ingressado no imóvel de Luana anteriormente, no mês de fevereiro, junto com a atual companheira dele, e foi advertido por Luana.
Na Vara de Família, o processo está em trâmite, e Caio já foi citado desde o início do mês de maio. Entretanto, segundo a advogada, ainda não fez pagamento de valores a título de pensão.
Em nota ao portal “Metrópoles”, Caio alegou que “faz tudo pelo neném”.
Suplente está mais perto de assumir vaga
Com chances reais de assumir uma das vagas dos deputados licenciados Daniel Soranz e Hugo Leal, o filho do ex-prefeito de Campos Arnaldo Vianna volta a aparecer no cenário político. Apesar de ser o terceiro suplente do PSD, o campista Caio ganhou na última semana mais uma chance de assumir uma vaga, após o deputado federal Daniel Soranz (PSD) voltar a ser nomeado secretário municipal de Saúde do Rio. A posse dele está prevista para esta quarta-feira (17), entretanto, a pasta informou que Soranz tem até 30 dias para assumir o cargo.
Antes de Soranz, o deputado federal Hugo Leal (PSD) também deixou o cargo para assumir a secretaria estadual de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, no dia 21 de abril.
Na última eleição, o PSD conseguiu eleger quatro candidatos a deputado federal, que foram, além de Hugo e Soranz, Pedro Paulo e Laura Carneiro. Mesmo Caio sendo o terceiro suplente, os outros dois à frente dele são hoje do primeiro escalão do prefeito do Rio de Janeiro, que já falou sobre o seu empenho pessoal para que Caio possa assumir a vaga de deputado federal. O primeiro suplente é Marcelo Calero, que está no comando da secretaria de Cultura do Rio, enquanto Renan Ferreirinha é secretário de Educação de Paes.
Sobre a dança das cadeiras, a Câmara dos Deputados informou que o suplente Calero, que foi convocado para assumir a vaga de Hugo Leal, já abriu mão da vaga, sendo convocado o segundo suplente, que tem 30 dias para se manifestar sobre o assunto.
Segundo colocado na disputa a prefeito de Campos em 2020, Caio trocou o PDT pelo PSD na última eleição. Apesar de ter obtido 36.453 votos no total, destes 27.706 como o mais votado em Campos, ele se elegeu e teve um tímido desempenho nas urnas em Niterói, onde era secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Entre os mais 400 mil eleitores, Caio só teve 34 votos.
Se Caio conseguir finalmente chegar a ocupar um cargo eletivo, mesmo que como suplente, terá a chance de mostrar que pode ser mais que um sobrenome e uma expectativa baseada na trajetória política do pai dele, o ex-prefeito Arnaldo Vianna.
Fonte:Fmanhã


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