sexta-feira, 12 de maio de 2023

Trabalhadores de montagem e manutenção, que atuam no Porto do Açu, entram em greve

Assembleia foi realizada nesta sexta / Reprodução de vídeo

Cerca de 2.500 trabalhadores que atuam em empresas de montagem e manutenção no Porto do Açu, em São João da Barra, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia extraordinária nesta sexta-feira (12). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Montagem e Manutenção Industrial de Itaboraí e São João da Barra (Sintramon), a categoria reivindica melhores condições de trabalho e as propostas apresentadas pela classe patronal ainda não estão de acordo com o que os trabalhadores almejam.

A assembleia extraordinária foi realizada no início da manhã, próximo ao Porto do Açu. Desde o dia 28 de abril que os trabalhadores decidiram entrar em estado de greve e nesta quarta uma nova proposta feita pela classe empresarial foi rejeitada.

Presidente do Sintramon, Paulo César / Divulgação

— No dia 28, nós tivemos uma proposta que foi rejeita pela classe trabalhadora. Hoje nós voltamos com uma proposta que, na visão do sindicato, se enquadra mais com a realidade do trabalhador, mas quem decide isso não sou eu. A proposta é de R$ 500 no ticket alimentação; R$ 180 de ajuda de custo; adiantamento salarial, que não tínhamos, a partir do próximo mês; folga de pagamento integral; custo do seguro de vida pago pela empresa; e 7% de reajuste salarial para quem até R$ 4.700 — explicou o presidente do Sintramon, Paulo César dos Santos, durante a assembleia que foi transmitida ao vivo nas redes sociais.

A decisão de cruzar os braços foi tomada pela maioria dos trabalhadores que participaram da assembleia. Já a proposta apresentada nesta quarta-feira foi rejeitada por todos. O diretor do Sintramon, Jean Paulo, também falou sobre a situação. Ele disse que a maioria da mão-de-obra de montagem e manutenção industrial é de gente de fora da região. “Muitos trabalhadores são obrigados pela empresa a alugar imóveis por aqui só para que não tenha que ser pago passagem para suas cidades de origens. Muitos são fora e quando precisam voltar para casa, não tem ajuda de custo nenhuma”, comentou.
Fonte:Fmanhã

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