A Justiça do Rio autorizou a transferência de 26 presos do Rio para unidades prisionais federais por pelo menos 3 anos

Complexo penitenciário em Bangu
Líderes das facções do tráfico de drogas em Campos, Luiz André Ribeiro Fiuza e Frâncio da Conceição Batista, mais conhecido como Nolita, tiveram a transferência para presídios federais determinada por decisão expedida nesta segunda-feira (19). Nesta segunda, uma reunião entre o governador do estado, Cláudio Castro, e o Ministro da Justiça, Flávio Dino, acertou uma parceria com o Governo Federal e a abertura de 31 vagas em unidades federais. Em entrevista ao J3News, no início do mês de junho, o delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 146ª Delegacia de Polícia, em Guarus, afirmou que, apesar de presos, esses líderes conseguem efetuar as ordens para serem cumpridas fora da unidade prisional e informou que pediria a transferência.
“Nós estamos realizando um trabalho de inteligência e vamos enviar os relatórios de Inteligência às autoridades que pode realizar as transferências dos líderes que estão presos, para presídios federais. Existem alguns em Campos, outros no Rio, mas mesmo de dentro das cadeias eles conseguem efetuar as ordens, por isso é importante a transferência, para que eles sejam definitivamente impedidos de exercer esse poder de mando”, disse o delegado no início de junho. Na entrevista realizada em junho, o delegado explicou que as ordens para esse tipo de ataque partem de dentro das unidades prisionais, dadas pelos líderes de facções criminosas, que mesmo encarcerados, continuam exercendo a liderança.
Nesta segunda, a Justiça do Rio autorizou a transferência de 26 presos do Rio para unidades prisionais federais por pelo menos 3 anos. Na decisão, o juiz Marcel Laguna Duque Estrada, da Vara de Execuções Penais (VEP), determina que os presos sejam mantidos na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1) até que a transferência seja efetivada, conforme informações divulgadas pelo portal G1.

Nolita é um dos presos transferidos por decisão desta segunda
Os dois campistas que aparecem na lista são apontados como chefes das duas facções que disputam território do tráfico de drogas em Campos. Frâncio Nolita responde por homicídio, tortura, corrupção de menores e tráfico de drogas. Ele está preso desde 2018. Luiz André Ribeiro Fiuza foi preso pela Polícia Federal, em janeiro de 2005, em uma casa de praia em São João da Barra. Na ocasião, materiais também foram apreendidos na cidade de Juiz de Fora. Ele também aparece como réu por homicídio qualificado no sistema da justiça estadual.
Reunião com Ministro da Justiça em vagas
Em reunião realizada nesta segunda, com representantes do governo Estadual e Federal, foi acertada a transferência de 31 presos de alta periculosidade do Rio de Janeiro para penitenciárias federais em outros estados. “Inicialmente, são 31 vagas no sistema penitenciário federal, mas a secretária [estadual de Administração Penitenciária do Rio, Maria Rosa Nebel] sabe que ela tem um crédito ilimitado no sistema penitenciário federal. Todas as transferências que forem necessárias e autorizadas pela Justiça serão feitas”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
Presos por tráfico de drogas em Campos são transferidos para Bangu
A Polícia Civil informou, na última quinta-feira (15), que cinco presos identificados como lideranças de facções que disputam território do tráfico de drogas em Campos foram transferidos do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca e da Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Uma sequência de crimes ocorridos em maio chocou a população de Campos, especialmente os moradores do subdistrito de Guarus. Um ataque armado a frequentadores de um bar no Parque Aeroporto e dois homicídios que ocorreram em sequencia e posteriormente, um duplo homicídio e três pessoas baleadas estão sendo investigados. Segundo o delegado, três suspeitos de participação na ação do Aeroporto estão devidamente identificados e há dois presos até o momento.
Segundo Carlos Augusto, a motivação do crime foi banal, porque não se trata de uma disputa de território do tráfico, e sim uma rixa, simplesmente por se tratarem de indivíduos de facções rivais. O delegado também explicou que os dois homens que foram assassinados nas ações são pessoas inocentes, que foram mortos a esmo.
* Com informações da G1 e Agência Brasil

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