Banheiro na área de desembarque, lanchonete e rede wi-fi foram pedidos feitos à administradora do espaço pela entidade

A administração do Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos, voltou a ser alvo de reclamação dos campistas. Nesta terça-feira (18), representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) estiveram no local e afirmaram que demandas apresentadas à Infra — empresa privada responsável pela manutenção do local — acordadas em uma reunião realizada há cerca de um mês, não foram atendidas. Em junho, o J3News trouxe uma reportagem especial sobre a unidade e mostrou a insatisfação dos usuários (veja aqui).
“Continua ainda sem lanchonete, está sem lanchonete. Aqui no desembarque ainda está sem sanitário. Ainda para quem desembarca tem que esperar as malas chegarem, mas sem sanitário ainda. O wi-fi parece que já começaram a preparar a instalação, mas ainda não foi concluída a nova rede de wi-fi. Refrigeração também está prometida, mas ainda não foi cumprida”, disse o presidente da CDL, Edvar Chagas.
O empresário ressaltou, ainda, o aumento da demanda. “Precisamos melhorar o número de voos, melhorar a nossa malha aérea. Só para vocês terem noção, ontem o voo Campos-Campinas saiu lotado. Ou seja, todos os passageiros eram realmente de Campos-Campinas. Só um parece que era conexão. Então você vê que está um link muito forte de Campos-Campinas. Precisamos de mais voos, né? Vamos ter agora em outubro, mas precisamos ter um horário especial”, defendeu.
Municipalizado em 2013, o Bartolomeu Lisandro seguiu sendo administrado provisoriamente pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal do Governo Federal que já havia realizado algumas melhorias. Ainda assim, a unidade permaneceu carente de investimentos estruturantes, o que até os dias atuais resulta em reclamações.
A Infraero deixou em definitivo o Bartolomeu Lisandro no segundo semestre de 2017, quando, após rápida gestão compartilhada de poucos meses, chamada de “operação assistida”, a administração foi assumida temporariamente pela Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), iniciando o processo para passar a administração a uma empresa privada. Por cerca de um ano e meio o aeroporto seguiu sendo gerido pela Codemca, com a licitação para concessão do aeroporto a uma empresa privada sendo lançada em dezembro de 2018.
A concessão por 30 anos saiu em janeiro de 2019 para a empresa Infra Construtora e Serviços Ltda. (INFRA), que venceu três concorrentes. Ela assumiu a administração pouco depois e, com a gestão privada, a expectativa era de investimentos totais de R$ 98 milhões no período de concessão, sendo R$ 28 milhões nos primeiros cinco anos, conforme o contrato. De início, a promessa era de adequação e modernização da unidade, com a construção de um novo Terminal de Passageiros (TPS), com 1.200 m², que beneficiaria, especialmente, o setor offshore, com o transporte para as plataformas de petróleo. O espaço também ganharia um novo pátio para aeronaves com 20 mil m².
O novo TPS saiu a partir de uma adaptação do antigo Terminal de Cargas Alfandegadas, que estava abandonado, a cerca de 50 metros aos fundos do antigo prédio de embarque e desembarque construído há mais de 50 anos. O local tem suprido as necessidades, mas há carências como problemas com o intenso calor e também a falta de lanchonetes e ao menos um restaurante. O espaço está sendo reformado, com expectativa de ser entregue nas próximas semanas, mas, não há informação de como será sua utilização. Hoje, quem quiser se alimentar ou simplesmente comprar um refrigerante enquanto aguarda o embarque, é obrigado a deixar a área do aeroporto e procurar um bar no bairro ao lado.
A equipe de reportagem não conseguiu contato com a administradora do Aeroporto Bartolomeu Lisandro. Ainda assim, respeitando o princípio do contraditório, aguarda e publicará resposta da empresa para o fato.
Fonte: Terceira Via


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