segunda-feira, 17 de julho de 2023

Esteatose hepática: conheça causas e tratamento da doença

Especialista aponta sobrepeso e diabetes como fatores de risco

Risco | Doença caracterizada por acúmulo de gordura no fígado

A Esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, é um problema de saúde que acontece quando as células do fígado são infiltradas por células de gordura. É normal haver presença de gordura no fígado, no entanto quando este índice chega a 5% ou mais o quadro deve ser tratado o mais brevemente possível. Se não tratada corretamente, a Esteatose hepática pode provocar, a médio e longo prazo, uma inflamação capaz de evoluir para quadros mais graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado.

Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como também adquire um aspecto amarelado. O transplante, muitas vezes, pode ser a única indicação para situações mais críticas. O quadro é reversível com mudanças de estilo e hábitos de vida, que devem ser mais saudáveis e com as devidas orientações médicas. Cuide de sua saúde, a Esteatose Hepática é um problema sério que pode levar à morte.

A médica endocrinologista Patrícia Peixoto explica que, quando não é tratada corretamente, a doença pode causar problemas sérios. “Ela leva a um estado inflamatório, sendo hoje a mais frequente causa de doença hepática no mundo ocidental. O risco do paciente com essa doença é de evolução para esteatohepatite, fibrose e cirrose”, informa. Dra Patrícia também destaca que recentemente a nomenclatura da doença foi alterada. “Doença hepática esteatótica (SLD) é um novo termo abrangente com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) substituindo a doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD), essa mudança é recente, publicada no mês de junho”, relatou.

Segundo o Ministério da Saúde, existem duas classificações de Esteatose Hepática, que têm causas diferentes. Alcoólicas: provocadas pelo consumo excessivo de álcool (regular ou esporádico); e não alcoólicas: provocadas por hábitos e estilos de vida inadequados. Neste segundo caso, a condição pode ser provocada por uma série de fatores, como Sobrepeso; obesidade; gravidez; sedentarismo; diabetes; má alimentação; colesterol alto; pressão alta; perda ou ganho muito rápido de peso; uso de medicamentos (corticoides, estrógeno, amiodarona, antirretrovirais, diltiazen e tamoxifeno); e inflamações crônicas no fígado.

Tratamento
De acordo com Drª Patrícia, o tratamento deve focar na redução de gordura corporal e controle das alterações metabólicas, alinhado aos três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática de atividades físicas.

“Vale ressaltar que todos os tratamentos para obesidade vão ajudar na melhora do quadro hepático, inclusive a cirurgia bariátrica, os medicamentos podem ajudar, mas precisam ser aliados às mudanças de estilo de vida para tratar na raiz a causa do problema e ter um resultado satisfatório”, pontua.

Ainda segundo a endocrinologista, com o diagnóstico precoce e seguindo o tratamento adequado, os pacientes têm altas chances de regredir o quadro de gordura no fígado ou estabilizá-lo. Por isso, ela aconselha que pessoas com fatores de risco realizem consultas médicas frequentemente para avaliar a necessidade de monitoração da quantidade de gordura no fígado, assim como ter um panorama geral de toda a saúde do corpo.
Fonte: Terceira Via



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