Delegada informou que até não há indícios de homofobia, mas investiga questões de ordem espiritual
POR CLÍCIA CRUZ
A delegada titular da 134ª DP (Centro), Natália Patrão, informou na noite desta terça-feira (22), que a Polícia Civil está investigando a agressão sofrida pelo fotógrafo Igor Gomes, no último final de semana, num bar na Rua Álvaro Tâmega, na região da Pelinca, em Campos. A delegada disse que a fim de garantir o êxito da investigação em curso, está sendo prudente e econômica na divulgação das diligências policiais produzidas.
“Neste momento, é possível informar que a vítima foi submetida a um novo depoimento, contudo não se recorda da dinâmica dos fatos com todas as suas circunstâncias. O estabelecimento em questão não possui sistemas internos ou externos de monitoramento, o que prejudica o acesso a potenciais evidências visuais. Já foram arrecadadas e analisadas imagens provenientes de fontes externas ao estabelecimento”, disse o comunicado.
Natália Patrão também informou que diversas testemunhas já foram ouvidas e outras ainda serão e que até o momento não há qualquer indício que a agressão esteja relacionada à homofobia.
“Embora sejam apenas conjecturas superficiais e desprovidas de comprovação, há especulações de que o motivo por trás da agressão possa estar associado a questões de ordem espiritual. Na busca por um inquérito policial integralmente esclarecedor e exitoso, é nossa intenção compartilhar informações somente ao término das investigações, em detrimento de comunicados imediatos”, finalizou Natália Patrão.
Entenda o caso
O fotógrafo Igor Gomes, de 27 anos, foi agredido com um soco no rosto, na madrugada de sábado (19), em um bar na região da Avenida Pelinca, em Campos. A vítima teve uma fratura grave no lado direito, que resultou em dores e inchaço.
Enquanto se dirigia ao banheiro, no segundo andar do estabelecimento, Igor conta que viu uma mulher e dois homens. O fotógrafo se lembra apenas de ter cumprimentado a mulher e logo depois estava sendo socorrido por conhecidos que estavam no local.
Um dos homens desferiu um soco contra ele e o jovem teve perda de consciência e fratura do osso zigomático direito [osso que forma a parte mais saliente da face e o contorno inferior dos olhos].
“Na hora do soco, eu fiquei completamente desacordado. Ela [uma conhecida] disse que quando me viu já estava me socorrendo, e levando para casa. Eu sou candomblecista, por isso, amigos comentaram que foi intolerância religiosa e o fato de eu ser gay. Achei estranho por se tratar de um ambiente simpatizante […] Mas já sei de uma mulher que foi a ‘causa’ desse acontecimento”, declara.
O jovem foi atendido no Hospital Ferreira Machado, onde recebeu os primeiros socorros, depois seguiu até a delegacia para registrar a ocorrência. A vítima irá nesta terça-feira (22) ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito.
Fonte:J3News


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