
Estátua de Tiradentes vandalizada / Rodrigo Silveira
A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar o ato de vandalismo contra a estátua de Tiradentes, que ficou sem cabeça após ter sido danificada no último sábado (05), no Centro de Campos. Nesta terça-feira (08), agentes da 134ª DP estiveram na Praça Barão Tiradentes e realizaram o registro fotográfico da estátua, analisaram a estrutura e verificaram a existência de câmeras de segurança no entorno.
Segundo a delegada Natalia Patrão, titular da delegacia, também foi feito contato com Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Campos, que informou, segundo Natalia, que o município não possui câmeras que consigam capturar imagens naquele local. Para a delegada, a inexistência de câmeras de monitoramento da prefeitura no local dificulta a investigação sobre a autoria da destruição da estátua. Uma perícia será feita nesta quarta-feira (09).

Segundo a delegada Natalia Patrão, titular da delegacia, também foi feito contato com Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Campos, que informou, segundo Natalia, que o município não possui câmeras que consigam capturar imagens naquele local. Para a delegada, a inexistência de câmeras de monitoramento da prefeitura no local dificulta a investigação sobre a autoria da destruição da estátua. Uma perícia será feita nesta quarta-feira (09).

Câmera da Prefeitura de Campos não está mais no local / Foto: Divulgação
Ainda segundo Patrão, o caso começou a ser investigado através de ação penal pública incondicionada, ou seja, sem a necessidade de registro de ocorrência feito por alguém, já que o fato não foi comunicado à policial.
O ato de vandalismo contra a estátua de Tiradentes
De acordo com o funcionário de um estacionamento localizado na rua Carlos Lacerda, o ataque à estátua aconteceu após as 3h de sábado, já que o estabelecimento funcionou até esse horário por conta da festa do Santíssimo Salvador e nada tinha acontecido até então.
A historiadora e diretora do Arquivo Público Municipal de Campos, Rafaela Machado, fez um alerta sobre o ocorrido, que reflete, na visão dela, a pouca atenção ao patrimônio cultural e histórico do município. "Há muito tempo estamos perdendo o corredor cultural. Testemunhamos o seu definhar ao longo do tempo. A verdade é que aquele trecho da nossa cidade mostra bem que não temos sido atuantes e preocupados com o nosso patrimônio, e o vizinho Hotel Flávio é prova disso. O corredor cultural definhou ao longo de tempo, a ponto de hoje só restar a icônica estátua de Tiradentes - há muito avariada e sofrida, sem corda e sem placa de identificação.Espero que não apenas o responsável por ato tão leviano e vil seja responsabilizado, mas que a municipalidade entenda a importância da educação patrimonial como forma de conscientização cidadã. Perdemos as peças que faziam homenagem a Zumbi (onde está a família que estava no local?), o Hotel Flávio definha dia a dia. Agora a estátua de Tiradentes - que enforcado e esquartejado na história - é vilipendiado no presente", declarou.
A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Auxiliadora Freitas, também se manifestou sobre a destruição da estátua. "Realmente , temos muito o que trabalhar. Ao longo do tempo nosso patrimônio foi abandonado, por muitos gestores e proprietários dos mesmos. Recuperar tudo é urgente. A tarefa é coletiva, plural. Temos que, como sempre proponho, levar a importância do cuidado com nosso patrimônio ao cidadão campista e nas escolas, de forma sistemática e potente. A não ser, os que trabalham com a cultura e a história de nossa terra, poucos entendem, porque não a conhecem, cuidam desta riqueza que possuímos. Uma campanha, talvez, via imprensa e outros meios de comunicação, em forma de responsabilidade social seria um dos caminhos necessários para levar nossa gente a conhecer, amar e então cuidar deste patrimônio a céu aberto que temos. Enfim, é um desafio. Poder público e sociedade juntos", afirmou Auxiliadora.
Em nota divulgada no último sábado (5), a seção de comunicação social do 8º BPM comunicou que "estava com o policiamento maciço no centro de Campos em vista a festa do Santíssimo Salvador; infelizmente não fomos comunicados e nem acionados no momento do vandalismo e que investigação futura é a cargo da Polícia Civil, a quem constitucionalmente cabe a repressão do delito".
O ato de vandalismo contra a estátua de Tiradentes
De acordo com o funcionário de um estacionamento localizado na rua Carlos Lacerda, o ataque à estátua aconteceu após as 3h de sábado, já que o estabelecimento funcionou até esse horário por conta da festa do Santíssimo Salvador e nada tinha acontecido até então.
A historiadora e diretora do Arquivo Público Municipal de Campos, Rafaela Machado, fez um alerta sobre o ocorrido, que reflete, na visão dela, a pouca atenção ao patrimônio cultural e histórico do município. "Há muito tempo estamos perdendo o corredor cultural. Testemunhamos o seu definhar ao longo do tempo. A verdade é que aquele trecho da nossa cidade mostra bem que não temos sido atuantes e preocupados com o nosso patrimônio, e o vizinho Hotel Flávio é prova disso. O corredor cultural definhou ao longo de tempo, a ponto de hoje só restar a icônica estátua de Tiradentes - há muito avariada e sofrida, sem corda e sem placa de identificação.Espero que não apenas o responsável por ato tão leviano e vil seja responsabilizado, mas que a municipalidade entenda a importância da educação patrimonial como forma de conscientização cidadã. Perdemos as peças que faziam homenagem a Zumbi (onde está a família que estava no local?), o Hotel Flávio definha dia a dia. Agora a estátua de Tiradentes - que enforcado e esquartejado na história - é vilipendiado no presente", declarou.
A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Auxiliadora Freitas, também se manifestou sobre a destruição da estátua. "Realmente , temos muito o que trabalhar. Ao longo do tempo nosso patrimônio foi abandonado, por muitos gestores e proprietários dos mesmos. Recuperar tudo é urgente. A tarefa é coletiva, plural. Temos que, como sempre proponho, levar a importância do cuidado com nosso patrimônio ao cidadão campista e nas escolas, de forma sistemática e potente. A não ser, os que trabalham com a cultura e a história de nossa terra, poucos entendem, porque não a conhecem, cuidam desta riqueza que possuímos. Uma campanha, talvez, via imprensa e outros meios de comunicação, em forma de responsabilidade social seria um dos caminhos necessários para levar nossa gente a conhecer, amar e então cuidar deste patrimônio a céu aberto que temos. Enfim, é um desafio. Poder público e sociedade juntos", afirmou Auxiliadora.
Em nota divulgada no último sábado (5), a seção de comunicação social do 8º BPM comunicou que "estava com o policiamento maciço no centro de Campos em vista a festa do Santíssimo Salvador; infelizmente não fomos comunicados e nem acionados no momento do vandalismo e que investigação futura é a cargo da Polícia Civil, a quem constitucionalmente cabe a repressão do delito".
Fonte:Fmanhã


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