Apenas 50 em cada 100 crianças estão imunizadas contra meningite em Campos

Especialistas alertam sobre necessidade de manter vacinação em dia
As últimas mortes em decorrência de meningite em Campos, especialmente a de uma criança de três anos, que ocorreu no último dia 11, tem preocupado as autoridades em saúde do município, devido à baixa procura pelas vacinas que previnem a doença. De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, somente 50, em cada 100 crianças, se imunizaram contra as meningites.
Este ano foram confirmados 15 casos de meningites, três deles importados de outros municípios. Deste número, quatro são da forma mais grave da doença, que é a meningite meningocócica. Mediante os casos, a Vigilância Epidemiológica vem intensificando as ações voltadas para controle da patologia, como a imunização em massa nos bairros onde foram registrados os casos da doença: Penha, Tócos, Morro do Coco e Jockey.
“Uma baixa cobertura vacinal favorece a entrada de doenças na cidade, principalmente, porque, quando se trata das meningites, crianças e adolescentes são os principais portadores do meningococo na nasofaringe”, alerta o superintendente da Rede Campos de Saúde Pública, o infectologista Charbell Kury, após a ocorrência de quatro casos de meningite meningocócica em um curto período de tempo, no município.
O médico reforça a importância da vacinação, também, contra a influenza (gripe) e a infecção do vírus SARS-Cov-2, que causa a Covid-19. “Estamos com uma cobertura (para as meningites) muito baixa, de 55% a 60%. A vacina é de suma importância, porque ao se imunizar, eliminamos esse meningococo do nariz”, destacou.
Charbell também informou que o período de sazonalidade favorece à disseminação desses microrganismos através das vias respiratórias. Charbell reforça, ainda, que há uma forte relação entre doenças virais, por exemplo, bronquiolite e gripe, com o aparecimento desse tipo de meningite.

As últimas mortes em decorrência de meningite em Campos, especialmente a de uma criança de três anos, que ocorreu no último dia 11, tem preocupado as autoridades em saúde do município, devido à baixa procura pelas vacinas que previnem a doença. De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, somente 50, em cada 100 crianças, se imunizaram contra as meningites.
Este ano foram confirmados 15 casos de meningites, três deles importados de outros municípios. Deste número, quatro são da forma mais grave da doença, que é a meningite meningocócica. Mediante os casos, a Vigilância Epidemiológica vem intensificando as ações voltadas para controle da patologia, como a imunização em massa nos bairros onde foram registrados os casos da doença: Penha, Tócos, Morro do Coco e Jockey.
“Uma baixa cobertura vacinal favorece a entrada de doenças na cidade, principalmente, porque, quando se trata das meningites, crianças e adolescentes são os principais portadores do meningococo na nasofaringe”, alerta o superintendente da Rede Campos de Saúde Pública, o infectologista Charbell Kury, após a ocorrência de quatro casos de meningite meningocócica em um curto período de tempo, no município.
O médico reforça a importância da vacinação, também, contra a influenza (gripe) e a infecção do vírus SARS-Cov-2, que causa a Covid-19. “Estamos com uma cobertura (para as meningites) muito baixa, de 55% a 60%. A vacina é de suma importância, porque ao se imunizar, eliminamos esse meningococo do nariz”, destacou.
Charbell também informou que o período de sazonalidade favorece à disseminação desses microrganismos através das vias respiratórias. Charbell reforça, ainda, que há uma forte relação entre doenças virais, por exemplo, bronquiolite e gripe, com o aparecimento desse tipo de meningite.

Charbell Kury
“Observamos muitos casos de viroses respiratórias, como quadros gripais, doenças respiratórias mais severas e crianças com infecções virais repetidas. Acontece que, muitas delas não tomaram a vacina contra a influenza, que deixa a imunidade mais baixa, é uma porta de entrada que vai permitir que aquele meningococo, que está no nariz, vire uma doença meningocócica”, realçou o médico, enfatizando, que a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) tem que ser atingida. “Nós não temos um surto, ainda, mas estamos em um estado hiperendêmico, o que significa que falta muito pouco para chegarmos a isso, pois estamos no inverno. Por isso, o nosso apelo”.
Doses aplicadas
De janeiro a julho deste ano, já foram imunizadas contra as meningites no município, 13.142 pessoas. A vacinação contra a meningite (Meningo C) deve ser dada em crianças menores de um ano em três doses, sendo a primeira com três meses, a segunda com cinco meses e a última ao completar um ano. Dos 11 aos 14 anos, deve receber uma dose da vacina ACWY. De gripe, foram aplicadas 108.886 doses, o que representa apenas 37,91% do público-alvo.
Já de Covid-19, do início da vacinação até o dia 31 de julho, foram 418.407 pessoas (primeira dose); 379.066 pessoas (segunda dose e dose única); 227.643 pessoas (terceira dose); 104.067 (quarta dose) e 45.600 da bivalente.
Sintomas da meningite
A meningite é uma síndrome que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia. As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:
l Vacina meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C.
l Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.
l Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenza sorotipo B, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
l Meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C.
l Meningocócica ACWY (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A,C,W e Y.
“Observamos muitos casos de viroses respiratórias, como quadros gripais, doenças respiratórias mais severas e crianças com infecções virais repetidas. Acontece que, muitas delas não tomaram a vacina contra a influenza, que deixa a imunidade mais baixa, é uma porta de entrada que vai permitir que aquele meningococo, que está no nariz, vire uma doença meningocócica”, realçou o médico, enfatizando, que a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) tem que ser atingida. “Nós não temos um surto, ainda, mas estamos em um estado hiperendêmico, o que significa que falta muito pouco para chegarmos a isso, pois estamos no inverno. Por isso, o nosso apelo”.
Doses aplicadas
De janeiro a julho deste ano, já foram imunizadas contra as meningites no município, 13.142 pessoas. A vacinação contra a meningite (Meningo C) deve ser dada em crianças menores de um ano em três doses, sendo a primeira com três meses, a segunda com cinco meses e a última ao completar um ano. Dos 11 aos 14 anos, deve receber uma dose da vacina ACWY. De gripe, foram aplicadas 108.886 doses, o que representa apenas 37,91% do público-alvo.
Já de Covid-19, do início da vacinação até o dia 31 de julho, foram 418.407 pessoas (primeira dose); 379.066 pessoas (segunda dose e dose única); 227.643 pessoas (terceira dose); 104.067 (quarta dose) e 45.600 da bivalente.
Sintomas da meningite
A meningite é uma síndrome que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia. As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:
l Vacina meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C.
l Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.
l Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenza sorotipo B, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
l Meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C.
l Meningocócica ACWY (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A,C,W e Y.
Fonte: AsCom


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