Manifestação destaca valores da unidade e critica postura do governo municipal

Foto: Silvana Rust
Em meio à crise que se tornou a interdição açodada da UTI Neonatal Nicola Albano, diversos pediatras e neonatologistas que atuam na cidade de Macaé, emitiram, na quinta (21), nota de apoio à unidade hospitalar destacando sua história e seus valores durante os mais de 20 anos de existência. A preocupação geral dos médicos é com a possibilidade de interrupção definitiva da UTI Neonatal que atende a 38 municípios de toda região devido a um convênio com o governo do Estado. Os profissionais criticam a postura da gestão da Saúde de Macaé, composta, entre outras, pela Secretaria de Saúde e pela Vigilância Sanitária, responsáveis pela interdição da unidade.
A médica neonatologista Cecília Siqueira Azevedo é uma das que emitiram nota. Ela afirma que “uma das principais causas de sequela neurológica em um recém-nascido é devido à asfixia perinatal, e a UTI Nicola Albano é a única instituição da região que dispõe de equipamentos para a realização de hipotermia terapêutica ativa e eletroneuromonitorização contínua”, destaca. A médica ainda ressalta que, quando necessária uma transferência, “não podemos esquecer os riscos inerentes ao transporte de um recém-nascido”, além de destacar que “mesmo recebendo esses pacientes de alta complexidade, a taxa de mortalidade da UTI é baixa, e o bom prognóstico, especialmente neurológico, desses bebês, é alto”. A pediatra chama atenção das autoridades locais e lamenta a possibilidade de Macaé e região perderem esse tipo de atendimento de qualidade que faz diferença na vida de centenas de famílias.
Já Camila Martins Quitete, também médica neonatologista, proclama sua profunda tristeza diante da possibilidade da descontinuação dos serviços da UTI Nicola Albano. Camila destaca que teve o prazer de exercer na UTI macaense protocolos de tratamentos atualizados e semelhantes aos realizados no Canadá enquanto fazia residência naquele país. “Somo a única unidade em Macaé, e em um raio de 37 outros municípios, especializada no tratamento de bebês que sofreram asfixia perinatal e referência para bebês prematuros ou portadores de más formações congênitas em toda região”, ressalta Camila.
A Dra. Mayra Rodrigues Chaves Sant’Ana se diz indignada perante os ataques sofridos pela UTI Nicola Albano, uma vez que, segundo a médica pediatra neonatal, a unidade presta serviço de excelência. Mayra afirma que “todos os profissionais médicos que trabalham nessa UTI são especializados em neonatologia e possuem treinamento contínuo”, e destaca que “a UTI tem baixo índice de mortalidade o que demonstra que prestamos um serviço de excelência”.
O médico-pediatra Carlos André Chacar Lima, também assina a nota expressando seu descontentamento diante da situação. Carlos diz que estão sendo propagadas ao público ”inverdades ou distorções” em relação à Nicola Albano. Segundo o médico, não se pode fechar os olhos para essa unidade que há mais de 20 anos destaca-se pelo baixo índice de mortalidade infantil. Carlos André finaliza sua nota dizendo que não está se manifestando apenas como médico integrante da equipe, mas “como pai que muitas das vezes acaba por partilhar do sofrimento alheio envolvendo família e seus bebês”.
Manifestando sua tristeza e indignação, a médica Caroline Amite Coelho também assina uma nota nesse sentido. “É a única UTI neurológica do interior do estado, e por meio do serviço SOS ASFIXIA, que garante o único tratamento disponível para reversão dos efeitos da asfixia perinatal, evitando que os recém-nascidos asfíxicos se tornem crianças neuropatas e acamadas”, diz. A médica também registra: “espero que as autoridades que zelam pela saúde da população percebam o quanto não ter esta referência especializada no atendimento dos bebês irá impactar no desenvolvimento dessas crianças”, finaliza.
A médica pediatra neonatologista Camila Baptista Rodrigues de Souza, reforça a série de manifestações dos médicos ao expor sua insatisfação frente a interdição das atividades da Nicola Albano. E destaca, também, o baixo índice de mortalidade da unidade, além da equipe de profissionais qualificados. A médica ressalta que a UTI dispõe dos recursos e tecnologia necessários para uma boa assistência aos bebês prematuros, além de ser a única UTI Neurológica na região que emprega a hipotermia terapêutica como tratamento neuroprotetor para os bebês com asfixia perinatal, que é uma das principais causas de mortalidade infantil. “Em virtude disso, nos preocupa o impacto dessa interdição na linha de cuidados dos recém-nascidos e de suas famílias, que estão sendo privadas de receber um atendimento qualificado em saúde”, finaliza.
A interdição
No dia 15 de agosto, a prefeitura de Macaé interditou a UTI Nicola Albano, baseada em denúncias anônimas e um processo interno que transitava desde 2021, sem que a unidade tivesse acesso. Apesar disso, e após a interdição, as adequações foram feitas, mas ainda assim, o local não foi autorizado a voltar com as internações. A unidade só foi reaberta para novos pacientes apenas após uma determinação judicial, a pedido da Nicola Albano. A direção da unidade em sua ação que tramita na justiça chama atenção para, entre outras arbitrariedades, a decisão açodada por parte da VISA uma vez que não houve nenhum plano de ação alternativo, por parte dos gestores municipais, que garantisse a linha de cuidados de crianças em estado crítico. Atualmente, cerca de 90% dos atendimentos da UTI Neonatal Nicola Albano é voltado para pacientes do SUS, para pais com baixo poder aquisitivo. Agora, mesmo com a liberação de funcionamento, a Vigilância Sanitária segue fazendo exigências de adequação que não cabem serem feitas, já que não tem respaldo nas normas federais que regem o setor.
A direção da Nicola Albano frisa que a interdição se deu, além de um procedimento interno do qual não teve acesso, a uma denúncia anônima feita ao Ministério Público do Trabalho, que citava, inclusive, que no local havia menores de idade trabalhando, o que segundo a administração da UTI não tem fundamento. A ordem final para a interdição partiu do secretário de Saúde macaense, Alexandre Cruz – que não é médico e não possui experiência na área – e estava baseada em laudos técnicos, que estão em desacordo com as normas nacionais que regram o funcionamento de UTI’s. Com isso, vários recém-nascidos de toda a região, que necessitavam de atendimento especializado, para evitar danos irreparáveis aos cérebros dos bebês ou até a morte, foram impedidos de serem internados na unidade.
Em meio à crise que se tornou a interdição açodada da UTI Neonatal Nicola Albano, diversos pediatras e neonatologistas que atuam na cidade de Macaé, emitiram, na quinta (21), nota de apoio à unidade hospitalar destacando sua história e seus valores durante os mais de 20 anos de existência. A preocupação geral dos médicos é com a possibilidade de interrupção definitiva da UTI Neonatal que atende a 38 municípios de toda região devido a um convênio com o governo do Estado. Os profissionais criticam a postura da gestão da Saúde de Macaé, composta, entre outras, pela Secretaria de Saúde e pela Vigilância Sanitária, responsáveis pela interdição da unidade.
A médica neonatologista Cecília Siqueira Azevedo é uma das que emitiram nota. Ela afirma que “uma das principais causas de sequela neurológica em um recém-nascido é devido à asfixia perinatal, e a UTI Nicola Albano é a única instituição da região que dispõe de equipamentos para a realização de hipotermia terapêutica ativa e eletroneuromonitorização contínua”, destaca. A médica ainda ressalta que, quando necessária uma transferência, “não podemos esquecer os riscos inerentes ao transporte de um recém-nascido”, além de destacar que “mesmo recebendo esses pacientes de alta complexidade, a taxa de mortalidade da UTI é baixa, e o bom prognóstico, especialmente neurológico, desses bebês, é alto”. A pediatra chama atenção das autoridades locais e lamenta a possibilidade de Macaé e região perderem esse tipo de atendimento de qualidade que faz diferença na vida de centenas de famílias.
Já Camila Martins Quitete, também médica neonatologista, proclama sua profunda tristeza diante da possibilidade da descontinuação dos serviços da UTI Nicola Albano. Camila destaca que teve o prazer de exercer na UTI macaense protocolos de tratamentos atualizados e semelhantes aos realizados no Canadá enquanto fazia residência naquele país. “Somo a única unidade em Macaé, e em um raio de 37 outros municípios, especializada no tratamento de bebês que sofreram asfixia perinatal e referência para bebês prematuros ou portadores de más formações congênitas em toda região”, ressalta Camila.
A Dra. Mayra Rodrigues Chaves Sant’Ana se diz indignada perante os ataques sofridos pela UTI Nicola Albano, uma vez que, segundo a médica pediatra neonatal, a unidade presta serviço de excelência. Mayra afirma que “todos os profissionais médicos que trabalham nessa UTI são especializados em neonatologia e possuem treinamento contínuo”, e destaca que “a UTI tem baixo índice de mortalidade o que demonstra que prestamos um serviço de excelência”.
O médico-pediatra Carlos André Chacar Lima, também assina a nota expressando seu descontentamento diante da situação. Carlos diz que estão sendo propagadas ao público ”inverdades ou distorções” em relação à Nicola Albano. Segundo o médico, não se pode fechar os olhos para essa unidade que há mais de 20 anos destaca-se pelo baixo índice de mortalidade infantil. Carlos André finaliza sua nota dizendo que não está se manifestando apenas como médico integrante da equipe, mas “como pai que muitas das vezes acaba por partilhar do sofrimento alheio envolvendo família e seus bebês”.
Manifestando sua tristeza e indignação, a médica Caroline Amite Coelho também assina uma nota nesse sentido. “É a única UTI neurológica do interior do estado, e por meio do serviço SOS ASFIXIA, que garante o único tratamento disponível para reversão dos efeitos da asfixia perinatal, evitando que os recém-nascidos asfíxicos se tornem crianças neuropatas e acamadas”, diz. A médica também registra: “espero que as autoridades que zelam pela saúde da população percebam o quanto não ter esta referência especializada no atendimento dos bebês irá impactar no desenvolvimento dessas crianças”, finaliza.
A médica pediatra neonatologista Camila Baptista Rodrigues de Souza, reforça a série de manifestações dos médicos ao expor sua insatisfação frente a interdição das atividades da Nicola Albano. E destaca, também, o baixo índice de mortalidade da unidade, além da equipe de profissionais qualificados. A médica ressalta que a UTI dispõe dos recursos e tecnologia necessários para uma boa assistência aos bebês prematuros, além de ser a única UTI Neurológica na região que emprega a hipotermia terapêutica como tratamento neuroprotetor para os bebês com asfixia perinatal, que é uma das principais causas de mortalidade infantil. “Em virtude disso, nos preocupa o impacto dessa interdição na linha de cuidados dos recém-nascidos e de suas famílias, que estão sendo privadas de receber um atendimento qualificado em saúde”, finaliza.
A interdição
No dia 15 de agosto, a prefeitura de Macaé interditou a UTI Nicola Albano, baseada em denúncias anônimas e um processo interno que transitava desde 2021, sem que a unidade tivesse acesso. Apesar disso, e após a interdição, as adequações foram feitas, mas ainda assim, o local não foi autorizado a voltar com as internações. A unidade só foi reaberta para novos pacientes apenas após uma determinação judicial, a pedido da Nicola Albano. A direção da unidade em sua ação que tramita na justiça chama atenção para, entre outras arbitrariedades, a decisão açodada por parte da VISA uma vez que não houve nenhum plano de ação alternativo, por parte dos gestores municipais, que garantisse a linha de cuidados de crianças em estado crítico. Atualmente, cerca de 90% dos atendimentos da UTI Neonatal Nicola Albano é voltado para pacientes do SUS, para pais com baixo poder aquisitivo. Agora, mesmo com a liberação de funcionamento, a Vigilância Sanitária segue fazendo exigências de adequação que não cabem serem feitas, já que não tem respaldo nas normas federais que regem o setor.
A direção da Nicola Albano frisa que a interdição se deu, além de um procedimento interno do qual não teve acesso, a uma denúncia anônima feita ao Ministério Público do Trabalho, que citava, inclusive, que no local havia menores de idade trabalhando, o que segundo a administração da UTI não tem fundamento. A ordem final para a interdição partiu do secretário de Saúde macaense, Alexandre Cruz – que não é médico e não possui experiência na área – e estava baseada em laudos técnicos, que estão em desacordo com as normas nacionais que regram o funcionamento de UTI’s. Com isso, vários recém-nascidos de toda a região, que necessitavam de atendimento especializado, para evitar danos irreparáveis aos cérebros dos bebês ou até a morte, foram impedidos de serem internados na unidade.
Fonte: J3News

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