O roteiro teve início no Sítio Arqueológico Cemitério de Manguinhos, local que guarda vestígios do período colonial e está associado ao desembarque de africanos escravizados na região. Muitos não resistiam à travessia transatlântica e eram enterrados ali mesmo, nas areias da Praia de Manguinhos. Hoje, o sítio é símbolo de resistência e memória, oferecendo aos alunos uma oportunidade única de refletir sobre os impactos do tráfico negreiro.

Em seguida, os estudantes visitaram a Fazenda São Pedro de Alcântara, uma das mais antigas propriedades rurais da cidade, que ainda conserva estruturas e objetos do período escravocrata. Com seus casarões, ferramentas e documentos, o local funciona como um museu a céu aberto e permite que os visitantes mergulhem na realidade da vida rural dos séculos passados.
A atividade foi organizada com o apoio da coordenadora geral da Escola em Tempo Integral, Shirleidy Dias Brito Gonçalves, e conduzida pelo professor-coordenador de Arte, Carlos Alberto Felix, que guiou os alunos durante a visita. A professora Gerciele Viana, responsável pela turma, também acompanhou o grupo.
O secretário municipal de Educação, Cultura e Tecnologia, Gustavo Terra, destacou a importância de experiências como essa para o desenvolvimento integral dos estudantes. “Estamos investindo em projetos que colocam o aluno como protagonista da sua própria história. Não queremos apenas formar estudantes, mas cidadãos conscientes, críticos e apaixonados pelo conhecimento”, afirmou.
O projeto “City Tour: Trilha da História” faz parte da proposta pedagógica da rede municipal de ensino e reforça o compromisso da educação pública com práticas contextualizadas, que valorizam a educação patrimonial.

AsCom



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