
Durante as terapias, são trabalhadas atividades como percurso na grama e contato com textura tipo neve, lembrando o frio e o inverno. A proposta é que os pacientes possam colocar as mãos, os pés e sentirem diferentes sensações. Na terapia com o grupo reduzido, são assistidas de três a quatro crianças juntas, para que seja realizado um trabalho personalizado.
O coordenador do CTE, Iago Faria, afirmou que são trabalhadas habilidades motoras, com um percurso envolvendo argolas e obstáculos que exijam coordenação, equilíbrio e planejamento motor; estímulos sensoriais com materiais que remetam ao inverno, como algodão, gelo artificial, entre outros aspectos cognitivos, por meio de atividades que envolvem associação de cores. Além disso, a ação promove interação social e inclusão, favorecendo trocas espontâneas, respeito ao outro e vivência em grupo. A atividade proporciona ganhos terapêuticos importantes, aliando desenvolvimento, diversão e integração.
— A importância dessas terapias vai muito além das atividades em si. Cada proposta realizada, seja uma brincadeira, um percurso motor ou uma atividade sensorial, tem um objetivo terapêutico pensado para favorecer o desenvolvimento integral da criança — ressaltou Iago, destacando que, para o público com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo, trabalhar de forma lúdica é essencial para estimular habilidades motoras, cognitivas, sensoriais, sociais e emocionais de forma integrada e respeitosa com o tempo de cada um.
Iago enfatizou ainda, que, mais do que promover avanços isolados, busca-se criar experiências significativas que fortaleçam a autonomia, a comunicação e o vínculo com o outro. “Por isso, momentos como esse têm um valor imenso no processo terapêutico e no fortalecimento da relação entre a criança, a família e a equipe profissional”.

AsCom



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