Como reconhecer
Críticas constantes e desproporcionais, mesmo por pequenos erros.
Humilhações públicas (em reuniões, e-mails ou grupos).
Isolamento: exclusão de reuniões, tarefas ou informações importantes.
Exigências impossíveis ou mudanças de responsabilidade sem justificativa.
Boatos, sabotagem profissional ou desqualificação sistemática do seu trabalho.
Mensagens agressivas, ameaças veladas ou chantagens emocionais.
Primeiros passos — cuide de você
Respire e valide seus sentimentos. Não minimize: sentir ansiedade, vergonha ou tristeza é normal diante de abuso.
Registre tudo: datas, horários, o que foi dito/escrito, testemunhas. Guarde e-mails, prints de mensagens, gravações (verifique a legislação local sobre gravação). Esses registros são evidências fundamentais.
Busque apoio imediato: converse com colegas de confiança, amigos ou familiares; procure atendimento médico ou psicológico se estiver com sintomas (insônia, pânico, depressão).
Ação interna
4. Procure o RH ou outro canal formal da empresa: apresente os fatos e os registros. Peça protocolo de atendimento e prazos. Empresas sérias têm política contra assédio e devem investigar.
5. Use canais oficiais de denúncia: ouvidoria, comitê de ética, canal de compliance ou denúncia anônima (se existir). Solicite acompanhamento e medidas protetivas (afastamento temporário do agressor, mudança de setor, etc.).
6. Consulte o sindicato: eles podem orientar sobre procedimentos, acompanhar reclamações e oferecer suporte jurídico.
Apoio jurídico e medidas externas
7. Procure orientação jurídica: um advogado trabalhista orienta sobre provas, prazos e ações possíveis (reclamação trabalhista, pedido de dano moral).
8. Órgãos públicos: dependendo do país, é possível registrar queixa junto ao Ministério Público do Trabalho, inspetoria do trabalho ou órgãos equivalentes. Em situações de risco imediato, acione a autoridade competente.
Proteção e planejamento
9. Cuide da saúde mental: psicoterapia, grupos de apoio ou programas oferecidos pela empresa (quando existirem) são essenciais.
10. Avalie seu plano profissional: às vezes o melhor é sair de ambiente tóxico — planeje financeiramente e documente tudo antes de tomar decisões.
11. Seja estratégico: mantenha postura profissional, evite confrontos agressivos que possam ser usados contra você; foque em provas e procedimentos formais.
Se você é líder ou colega
Não minimize relatos: acolha e registre.
Aja com imparcialidade e siga protocolos.
Promova cultura de respeito, comunicação clara e feedback construtivo.
Intervenha como testemunha se presenciar abuso — o silêncio legitima o comportamento.
Prevenção organizacional
Empresas devem ter políticas claras contra assédio, canais seguros de denúncia, treinamentos sobre saúde mental e mecanismos de investigação independentes. Ambientes saudáveis priorizam respeito, limites e responsabilização do casamento.
Conclusão
Abuso emocional no trabalho é sério e tem consequências reais. Documente, busque apoio e use os canais formais — sua saúde vale mais do que um cargo. Se precisar, posso ajudar a montar um modelo de registro de ocorrências, um e-mail de denúncia ao RH ou um passo a passo jurídico básico adaptado à sua situação. Quer que eu faça?
Fonte: Izabelly Mendes.


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