
O resultado expõe um paradoxo: apesar de ser um dos maiores recebedores de royalties do petróleo no Brasil, Campos não consegue converter essa riqueza em melhoria efetiva da qualidade de vida de sua população. O IPS evidencia fragilidades em áreas como educação básica de qualidade, saúde, segurança pública, moradia, acesso à informação e saneamento. A distância entre a receita municipal e a realidade vivida pelos cidadãos revela problemas de gestão e de alocação de recursos.
As causas desse desempenho estão relacionadas à dependência excessiva do petróleo, à falta de políticas consistentes de diversificação econômica e à baixa eficiência dos investimentos públicos em serviços essenciais. A concentração de renda e a persistência de desigualdades sociais agravam o quadro, impedindo que o município acompanhe cidades de porte semelhante que alcançaram melhores indicadores sociais.
O futuro, no entanto, pode ser diferente. Campos precisa reorientar sua estratégia de desenvolvimento, priorizando educação, inovação e inclusão social. Investimentos em infraestrutura urbana sustentável, políticas de saúde preventiva e programas de capacitação profissional podem transformar a realidade local. Mais que gerir grandes receitas, o desafio é utilizá-las de forma inteligente e transparente, para que a cidade deixe de figurar nas últimas posições e possa oferecer condições dignas a quem nela vive.
Leia o relatório da pesquisa do IPS na íntegra: https://imazon.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Relatorio_IPS-Brasil2025-web.pdf
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