terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Influenciadores virtuais criados por empresas: a nova era do marketing digital

Nos últimos anos, uma revolução silenciosa tomou conta do marketing digital: os influenciadores virtuais. Diferente dos criadores de conteúdo humanos, essas personalidades são totalmente desenvolvidas por empresas por meio de softwares de modelagem 3D, inteligência artificial e estratégias de branding. Eles não envelhecem, não cometem deslizes pessoais e estão sempre disponíveis para representar marcas de forma controlada.

A pioneira nesse movimento foi a Lil Miquela, uma influenciadora digital criada em 2016 pela startup Brud, em Los Angeles. Com milhões de seguidores no Instagram, Miquela posta fotos, participa de campanhas de moda e até se envolve em causas sociais. Desde então, muitas empresas passaram a enxergar potencial nesse novo tipo de “celebridade sintética”. Marcas globais como Prada, Balmain e Samsung já recorreram a esses avatares para campanhas, justamente porque permitem narrativas criativas e uma estética futurista que chama a atenção.

No Brasil, exemplos como a influenciadora virtual Lu, da Magazine Luiza, reforçam a força desse recurso. Lu se tornou uma das principais estratégias de relacionamento da varejista, aparecendo em comerciais, nas redes sociais e até como porta-voz oficial em posicionamentos da empresa. Ela transmite simpatia, humaniza a marca e cria proximidade com os consumidores, ao mesmo tempo em que reforça a identidade da empresa de maneira única.

As vantagens para as empresas são claras: controle absoluto sobre a imagem do influenciador, ausência de riscos ligados a polêmicas pessoais e possibilidade de alinhar cada detalhe do discurso às estratégias de marketing. Além disso, esses personagens podem atuar em múltiplos idiomas, participar de diferentes campanhas simultaneamente e até mesmo ser “reprogramados” para se adaptar a tendências culturais e sociais.

Entretanto, esse fenômeno também gera questionamentos éticos. Até que ponto os seguidores sabem que estão interagindo com um avatar e não com uma pessoa real? A falta de transparência pode gerar críticas, principalmente em campanhas que buscam transmitir autenticidade. Outro ponto debatido é a substituição de influenciadores humanos, que podem perder espaço nesse mercado milionário para personagens virtuais que nunca dormem e nunca pedem cachê.

Ainda assim, o mercado parece promissor. Segundo estudos de consultorias especializadas, a tendência é que influenciadores virtuais se tornem cada vez mais presentes, tanto em nichos de moda e tecnologia quanto em segmentos como educação, entretenimento e até política. Para as empresas, trata-se de uma forma inovadora de gerar engajamento e criar narrativas envolventes. Baixar video Instagram

No fim, o sucesso desse fenômeno depende da aceitação do público. Enquanto alguns usuários veem os avatares como curiosidade ou inovação, outros já interagem com eles como se fossem figuras reais. O certo é que os influenciadores virtuais estão moldando o futuro do marketing e mostrando que, no universo digital, as fronteiras entre realidade e ficção são cada vez mais tênues.

Fonte: Izabelly Mendes.



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