domingo, 1 de março de 2026

Gigante do Oriente Médio avança para adquirir controle da Península Energy e Usina de Campos

Por Coluna do Balbi

Foto: Gabriel Carvalho

Fontes ligadas ao mercado de energia renovável no Brasil confirmaram a realização de uma reunião estratégica entre os sócios da Peninsula Energy — detentora da GC Usina Campos Solar dos Goytacazes — e representantes de um dos maiores fundos soberanos árabes. O encontro, realizado sob estrito protocolo de confidencialidade, teve como pauta central a aquisição da Holding Peninsula e de sua Sociedade de Propósito Específico (SPE) sediada em Campos na área de energia solar. As negociações, segundo apurado, já se encontram em estágio intermediário, com cifras que orbitam a casa dos oito dígitos em dólares. Caso concretizada, a transação posiciona o Norte Fluminense como um hub prioritário para o capital estrangeiro voltado à transição energética.

Usina de 200 MW promete solução para crise elétrica e boom de empregos

Enquanto as negociações corporativas avançam no topo da pirâmide, a realidade no solo de Campos dos Goytacazes está prestes a mudar drasticamente. A entrada em operação da GC Usina Campos Solar (200 MW) é aguardada como o divisor de águas para a infraestrutura da região.

Expectativa de uma média siderúrgica em Campos ou SJB para fundir o aço das plataformas desmontadas
Foto: Divulgação

Traçando expectativas econômicas para 2026/2027 existe o projeto de uma média siderúrgica em Campos ou São João da Barra. Ela fundiria o aço aproveitado do desmonte de plataformas de petróleo da Bacia de Campos. O aço fundido e beneficiado seguiria então por via marítima para os vários destinos. Não seria uma Volta Redonda não, mas o suficiente para a economia começar a dar a volta por cima.

Megaprojeto habitacional na Baixada Campista vai mexer com a cadeia produtiva
Foto: Divulgação

Ainda sobre expectativas para a economia do município, um dos segmentos que devem avançar, e que foi bem castigado nos últimos anos, é o da construção civil, principalmente por conta de um grande projeto habitacional popular na Baixada Campista. Isso mexe com a cadeira produtiva, gerando mão de obra, forçando o aumento da produção nas cerâmicas da Baixada, entre outros serviços. Deve começar a deslanchar a partir do segundo semestre.

Em meio ao crescimento populacional, MRV lança mais um empreendimento em Campos
Foto: Divulgação

O crescimento econômico de Campos dos Goytacazes tem sido observado por grandes empresas. O município avançou em pautas de sustentabilidade, aumentou o número de empregos formais e superou a média do Estado na economia, segundo estudos recentes. O cenário positivo atraiu mais moradores. O número de habitantes oficialmente falando pulou de 483 mil em 2022 para cerca de 519 mil em 2025, o que vem movimentando o mercado imobiliário local. A MRV, maior construtora da América Latina, lançou na semana passada o Parque Ilhabela, último condomínio do Reserva Parque das Ilhas — complexo residencial composto por outros dois empreendimentos, o Parque Marajó e o Parque Abrolhos, localizados no bairro da Pecuária. Cada edifício conta com sua torre ou blocos próprios. A mais nova das três edificações do complexo terá 320 unidades e consolida a presença da companhia na área.

O destino do prédio dos Correios na Praça São Salvador
Foto: Silvana Rust

Ainda não se sabe ao certo se o belo prédio dos Correios na Praça São Salvador está listado para ser leiloado como forma de fazer caixa para a estatal. O que pode ser adiantado é que, tecnicamente, o prédio de grandes colunas externas pertenceria à Prefeitura de Campos.

Aplausos para Edvar Júnior
Foto: Josh

Justa e merecida a Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores ao empresário e arquiteto Edvar de Freitas Chagas Júnior. Multifacetado, Júnior tem dado visibilidade a Campos através de suas redes sociais. Seu discurso de agradecimento passeou pela história do seu pai, igualmente marcante. Parabéns desta coluna!

Contagem regressiva para o J3 Run Fest
Foto: Silvana Rust

Contagem regressiva para a largada da terceira edição do J3 Run Fest, a maior corrida de rua da região, a acontecer no próximo dia 22. O evento vai subir mais um nível consolidando uma posição de calendário estadual em se tratando desse tipo de celebração à saúde e ao bem-estar.

Macaé Energy traz diretora de exploração da Petrobras
Foto: Divulgação

Macaé será o centro de discussões sobre energias, reunindo gigantes do setor. É que a Firjan organiza três dias intensos de debates para conectar empresas, executivos e fornecedores dos mercados de óleo, gás e energias. A Macaé Energy é uma feira que consolida em um mesmo espaço networking, oportunidades e conteúdo técnico qualificado com palestras e apresentações de grandes players. A diretora executiva de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, participa logo no primeiro dia de evento. Além dela, já estão confirmadas as participações de executivos da maior empresa independente de óleo e gás do Brasil, a PRIO, da petrolífera franco-britânica Perenco, e a ABPIP (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás). As palestras acontecem de 17 a 19 de março no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho.

Morre em Campos aos 81 anos o radialista esportivo Pessanha Filho

Radialista representou a comunicação campista e duas Copas do Mundo

Por Yan Tavares


Morreu em Campos na noite desta sexta-feira (27), aos 81 anos, o radialista esportivo Pessanha Filho. Ele estava internado há alguns meses em um hospital da cidade, para o tratamento de um câncer.

Em sua trajetória como comunicador, ele acompanhou Goytacaz e Americano pelo Brasil nos tempos áureos do futebol campista e representou o rádio da cidade nas Copas do Mundo de 1998 (França) e 2002 (Japão/Coreia do Sul).

Francisco Pessanha Junior completaria 82 anos em maio deste ano. Seu corpo será velado na tarde deste sábado (28), no auditório Miguel Ramalho, no IFF Centro. O sepultamento aconteceu no Cemitério do Caju.

Equipe do blog Show Francisco, deixa aqui registrado já sentindo saudades do amigo, pêsames para os familiares e amigos desse querido inesquecível.

Ressaca na Villa celebra cultura popular em março

Evento já é tradicional no calendário da cidade e acontece na Casa de Cultura Villa Maria nos dias 6 e 7

Por Yan Tavares
Despedida do Carnaval|Prédio histórico se prepara para receber foliões em março (Foto: Silvana Rust)

Já virou tradição. Em Campos, a festa da celebração à cultura popular não acaba no Carnaval. Mas, sim, no Ressaca na Villa. Em 2026, serão dois dias de evento na Casa de Cultura Villa Maria, com muita cultura, pertencimento e uma festa cheia de animação para toda a família. A oitava edição da Ressaca será realizada nos dias 6 e 7 de março, marcando o encerramento da programação de retorno às aulas e acolhimento aos calouros da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

“É um evento que já conquistou o seu espaço e a sua relevância no calendário da cidade. Muito além de celebrar o Carnaval, a Ressaca traz em sua proposta a expansão do nosso projeto na Diretoria de Cultura da Uenf, de promover e democratizar o acesso à cultura à sociedade”, comenta Giovane Nascimento, diretor de Cultura da Uenf e diretor da Villa Maria (Casa de Cultura da Uenf).
8ª edição|Evento também faz parte da programação de acolhimento aos calouros (Fotos: Divulgação)

A programação da Ressaca na Villa será iniciada na sexta-feira, dia 6, às 18h, com a abertura da exposição do estilista campista Nelcimar Pires, que também fará uma roda de conversa sobre seus trabalhos ao longo de tantos anos dedicados ao Carnaval. A bateria da escola de samba Congos, tradicional no Carnaval de São João da Barra, será um dos atrativos para o público nesta abertura.

“Quando recebi o convite, fiquei muito feliz e animado. O título de último hors concours (expressão francesa que significa fora de série) dos concursos de fantasias do antigo Hotel Glória me abriu várias portas, me deu a oportunidade de rodar vários países com exposições, mostrando que o Carnaval não é só ‘oba oba ‘, é uma festa que gera recursos para família. Quem for à Villa Maria no próximo dia 6, vai poder conhecer de perto um pouco desse trabalho e dessa história”, destaca o carnavalesco.


Já no sábado, dia 7, o evento começa às 15h com programação dedicada ao público infantil com oficina de musicalização e boi pintadinho. Na programação ainda tem muita música com samba e marchinhas de Carnaval, além de área kids e área gastronômica, garantindo atrativos para toda a família. Durante o dia, o público poderá conhecer ainda o documentário “Bambas da Planície”. O trabalho visa resgatar a história do samba campista com seus grandes baluartes. O trabalho será exibido no jardim da Villa.

Ainda no sábado tem o som do Bloco Bonita da Peste, trazendo o maracatu e outros ritmos. Em seguida, sobe ao palco a banda RessacaTu, um movimento que celebra a cultura nacional, exaltando as raízes afro-brasileiras enquanto dialoga com o pop, o Carnaval e a música urbana. Para fechar, tem show da cantora Carol Travassos. No repertório, marchinhas, axé e samba-enredo.
J3News

Ponte Barcelos Martins sem prazo de liberação e Rio Paraíba atinge 9,44 metros

 Níveldo rio, que já tinha ultrapassado pela manhã a situação de alerta após bater 9,17m, chegou a 9,44m nesta tarde

Por Yan Tavares
Foto: Josh

As fortes chuvas que atingiram Campos e região impuseram uma nova realidade ao maior município em extensão territorial do Estado do Rio. Marcante e histórica na planície goitacá, a Ponte Barcelos Martins precisou ser interditada pela secretaria municipal de Defesa Civil, sob risco iminente de queda.

Pouco depois de chegar ao local, a Defesa Civil fez uma nova aferição no rio. O nível, que já tinha ultrapassado pela manhã a situação de alerta após bater 9,17m, chegou a 9,44m nesta tarde. Por conta da cheia do Rio Paraíba e principalmente pela interdição da Ponte Barcelos Martins, a movimentação de público na Orla de Guarus aumentou, espeialmente na cabeceira da ponte.

O fotógrafo e comunicador Josh visitou o local e registrou a situação da ponte, o suporte dado pela Guarda Municipal à Defesa Civil na interdição e a movimentação da população na região.
J3News

Firjan Norte Fluminense celebra 45 anos

Atuação pelo desenvolvimento regional envolve diferentes segmentos econômicos

Por Ocinei Trindade
Firjan NF|Protagonismo regional (Fotos: Divulgação)

A Representação Regional no Norte Fluminense da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) completou 45 anos. Sua trajetória em defesa do desenvolvimento econômico e social começou em 16 de fevereiro de 1981, em Campos dos Goytacazes. Em mais de quatro décadas, a Firjan NF se firmou como protagonista em pautas estruturantes que impactaram diretamente o crescimento empresarial e a qualidade de vida da população.
Luiz Césio Caetano (Foto: Josh)

Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o Norte Fluminense é um dos pilares da economia do Estado. “Há 45 anos, a sede regional contribui para a transformação de Campos e região, sendo protagonista na construção de um ambiente mais competitivo, moderno e sustentável. Consolidou-se como referência na defesa da indústria e na promoção de novos horizontes logísticos e energéticos. Celebrar essa trajetória é renovar o compromisso com o desenvolvimento que beneficia toda a sociedade fluminense”, destacou.

Do primeiro núcleo, na Rua Conselheiro José Fernandes, à atual sede no Parque Tamandaré, a instituição ampliou sua atuação e consolidou o espaço como centro estratégico de debates e articulações nas áreas econômica, política e social, com foco no fortalecimento regional. O presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto de Siqueira, reforça que a entidade esteve no centro das principais conquistas regionais nas últimas décadas:
Francisco Roberto de Siqueira

“Desde a luta pelos royalties do petróleo até a duplicação da BR-101 e a implantação da EF-118, além da discussão de projetos de lei estratégicos, a Firjan tem colaborado de forma decisiva para ampliar a competitividade do estado. Celebramos os 45 anos mantendo o compromisso de construir novos avanços para o futuro do Norte Fluminense”, afirmou.

Pautas relevantes
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro tem atuado historicamente nas principais pautas estruturantes do Norte Fluminense. Desde a década de 1980, liderou a mobilização pela ampliação dos royalties do petróleo e pela criação das participações especiais da Bacia de Campos, movimento que contribuiu para a sanção da Lei do Petróleo, em 1997, elevando a alíquota de 5% para 10% e ampliando os recursos destinados ao estado e aos municípios produtores.
Sede|Firjan encampou debates estratégicos na defesa de Campos e região

A entidade tem protagonismo em debates estratégicos para o desenvolvimento regional, como a consolidação do Porto do Açu, melhorias na BR-101, implantação da EF-118, avanços na RJ-194, na Estrada dos Ceramistas e na Estrada do Contorno, além do fortalecimento de Macaé como hub de petróleo. A Firjan ainda participa das discussões sobre o PL 1440, que trata da reclassificação climática da região.

Produz estudos e análises para ampliar a competitividade do ambiente de negócios, disponibilizando esse conteúdo a entidades, ao poder público e à sociedade. Empresários e trabalhadores que contribuíram para o avanço da sociedade receberam a Medalha do Construtor do Desenvolvimento Regional. A Firjan NF ampliou sua atuação com a criação do Grupo Mulheres na Indústria e intensificou ações práticas com impacto direto na economia local.

“A realização da Rodada de Negócios com Fornecedores voltada ao Porto do Açu aproximou empresas da região, ampliando a competitividade e estimulando novos contratos. No ano passado, a Firjan NF entregou um laboratório ao Sindicato dos Ceramistas, fortalecendo a qualificação técnica, a inovação e a competitividade de um segmento tradicional e estratégico. A Federação mantém apoio às micro e pequenas empresas, além de desenvolver iniciativas voltadas à inclusão produtiva, responsabilidade social e geração de conhecimento técnico”, concluiu Francisco Roberto.
J3News

BR-356 fora das concessões de 2026

Trecho que liga Minas ao Porto do Açu não compõe calendário deste ano

Por Yan Tavares
Quem sabe na próxima…|A expectativa era de que o trecho que liga
Minas Gerais ao Porto do Açu já constasse na rodada inicial (Foto: Google Maps)


A BR-356, uma das principais rodovias da região, está fora do calendário das “concessões inteligentes” do Governo Federal em 2026. A programação deste ano, fornecida ao J3News pelo Ministério dos Transportes, não contempla a rodovia que corta várias cidades da região, como Campos e São João da Barra. A expectativa era de que o trecho que liga Minas Gerais ao Porto do Açu já constasse na rodada inicial.

As primeiras informações indicam que o novo modelo de concessão de rodovias federais é voltado a trechos com baixo volume histórico de tráfego, mas considerado de relevância estratégica. É onde se encaixa o trecho da BR-356 que liga Minas ao Porto do Açu, incluindo o segmento entre Campos e SJB. Mas a rodovia não consta no cronograma já divulgado pelo Governo.

O primeiro leilão está marcado para o mês de março. Trata-se do projeto “Rotas Gerais”, que envolve duas rodovias que cortam Minas Gerais: a BR-116 e a BR-251. A BR-251 é considerada uma das rodovias mais perigosas do país. É também uma das mais relevantes, pela ligação do Sudeste com o Nordeste, passando por Montes Claros (MG) e conectando-se à BR-116 (Rio-Bahia). A estrada é conhecida pelo alto índice de acidentes graves, especialmente no Norte de Minas.

A BR-356 se encaixa, não só na questão estratégica, por conta das operações do Porto do Açu, como traz o alerta no seu aumento de fluxo nos últimos anos, para a importância do reforço na segurança viária. Mas, por enquanto está em compasso de espera, como diz a nota do Ministérios dos Transportes:

“Os projetos de novas rodovias a serem concessionadas pelo Ministério dos Transportes, como a BR-356/MG, estão em fase de estruturação pela equipe técnica”, disse o órgão federal, acrescentando que assim que surgirem definições, serão amplamente divulgadas.

R$ 396 bilhões em 4 anos
De acordo com o Ministério, o plano das “concessões inteligentes” celebra um investimento em infraestrutura por todo o país, envolvendo oportunidades que totalizam R$ 396 bilhões em 4 anos, para 35 novos projetos de concessões rodoviárias. O órgão destaca que foram conquistados avanços na qualidade dos projetos, visando ampliar a base de investimentos privados, somando-se aos recursos públicos. Desta forma, o Governo Federal vislumbra a transformação da infraestrutura de transportes no Brasil, com sustentabilidade e eficiência. Na prática, a iniciativa prevê viabilizar tarifas de pedágio mais baixas e contratos mais equilibrados.

“Dentro deste cenário, apresentamos ao mercado nacional e internacional o pipeline de projetos de concessões do Governo Federal, destacando oportunidades de investimento em empreendimentos Rodoviários no Brasil”, enfatiza o Ministério dos Transportes na página em que apresenta o cronograma das concessões rodoviárias no país para 2026. Ao todo, são 13 projetos no cronograma das concessões com leilão previsto para 2026. Eles contemplam vários estados do país: São Paulo, Bahia, Rio Grande Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Pará, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.
J3News

Campistas pagam mais caro pela gasolina e pelo gás

Postos de Macaé e Cabo Frio cobram menos pelos combustíveis, segundo ANP

Doeu no bolso|Consumidores sentiram a direfença nos preços (Foto: Silvana Rust)

Um levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em janeiro de 2026 destacou que Campos começou o ano com alta nos preços da gasolina comum e do Gás Natural Veicular (GNV), em um comparativo com outros municípios de porte similar na região. De acordo com a ANP, a pesquisa de preços de revenda é feita a partir de critérios econômicos, tais como renda, população, número de postos revendedores e frota de veículos. Dessa forma, foram selecionadas 459 localidades pelo órgão nacional. Das regiões Norte e Noroeste Fluminense, apenas Campos, Macaé e Itaperuna aparecem. Cabo Frio, na Região dos Lagos, também está entre as cidades escolhidas.

Quando o assunto é gasolina comum, Campos e Itaperuna têm os maiores preços. O preço médio da gasolina comum revendida em Campos é R$6,67. Em Itaperuna, R$ 6,80. Cabo Frio e Macaé têm médias bem parecidas: R$ 6,53 e R$ 6,54, respectivamente. Foram consultados 24 postos em Campos, 32 em Cabo Frio, 34 em Macaé e 18 em Itaperuna.

Sobre a média de preços do GNV, o município de Campos aparece à frente de Macaé e Cabo Frio. O preço médio de Campos é de R$ 5,39, enquanto Cabo Frio tem média de revenda no valor de R$ 4,97 e Macaé R$ 4,95. Já Itaperuna, chega a R$ 6,49. Foram levados em conta 14 postos em Campos, 25 em Cabo Frio, 4 em Itaperuna e 15 em Macaé.

A reportagem percorreu postos de combustíveis e conferiu que na região central os preços praticados batem com a média apurada pela ANP. Os valores da gasolina comum variam de R$ 6,64 a R$ 6,69. Por outro lado, o J3News conferiu que há um estabelecimento, fora da área central, com valor destoante: R$ 5,89. “Sabemos que tem um posto em Campos com preço melhor, mas fica distante, praticamente na saída da cidade, e raramente consigo tempo para me deslocar até lá. Quem trabalha, por exemplo, em Guarus, como eu, acaba tendo que praticar esses valores da média apontada pela pesquisa mesmo. Que é uma média alta, de fato”, comenta a servidora pública Márcia Viana.

Álcool mais barato
Ao mesmo tempo que apresenta média alta de preços na gasolina comum e no GNV, o município de Campos aparece com baixa de preço no Etanol. O preço médio é de R$ 4,97. Itaperuna, desta vez, surge com média ainda menor: R$ 4,92. Já Cabo Frio e Macaé ultrapassam os R$ 5. Cabo Frio: R$ 5,21 e Macaé R$ 5,14. A pesquisa considerou 11 postos em Campos, 32 em Cabo Frio, 17 em Itaperuna e 26 em Macaé. “Moro em Cabo Frio e costumo viajar com alguma constância para Campos. Realmente, o álcool em Campos está mais barato. Diferente da gasolina”, diz o analista administrativo Lázaro Mathias.

Na gasolina aditivada, Itaperuna volta a apresentar o maior valor médio: R$ 6,94. Já Campos, Cabo Frio e Macaé têm praticamente a mesma média praticada: R$ 6,76 em Campos e R$ 6,78 em Cabo Frio e Macaé. Foram levados em conta 22 postos em Campos, 32 em Cabo Frio, 18 em Itaperuna e 34 em Macaé.

Em todos os tipos de combustíveis levantados pela ANP, as cidades da região têm preços médios que superam o Rio de Janeiro, capital do Estado. A reportagem tentou contato com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência no Estado do Rio de Janeiro e com o Procon RJ para obter informações sobre as definições de preços e a fiscalização em todo o RJ, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

PREÇOS MÉDIOS DE COMBUSTÍVEIS*

Janeiro de 2026 – Cidades com mais de 100 mil habitantes
Gasolina Comum Gasolina Aditivada Etanol GNV
Cidade – Preço Médio Cidade – Preço Médio Cidade – Preço Médio Cidade – Preço Médio
Itaperuna – R$ 6,80 Itaperuna – R$ 6,94 Macaé – R$ 5,14 Itaperuna – R$ 6,49
Campos – R$ 6,67 Cabo Frio – R$ 6,78 Cabo Frio – R$ 5,21 Campos – R$ 5,39
Macaé – R$ 6,54 Macaé – R$ 6,78 Campos – R$ 4,97 Cabo Frio – R$ 4,97
Cabo Frio – R$ 6,53 Campos – R$ 6,76 Itaperuna – R$ 4,92 Macaé – R$ 4,95
*Dados da ANP

Complexo Barra do Furado volta à pauta com R$ 900 milhões

Após décadas de promessas, retomada é anunciada, mas moradores do entorno vêem projeto com desconfiança

Por Nelson Nuffer




Em ruínas|Projeto foi lançado em 2012, mas abandonado dois anos depois (Fotos: Silvana Rust)

A equipe de reportagem do J3News esteve em Barra do Furado, na última quarta-feira (25), para acompanhar de perto a situação do Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado, projeto anunciado há três décadas e que volta ao centro do debate com a confirmação de sua retomada. O cenário encontrado mistura estruturas abandonadas e uma população que aprendeu a conviver com promessas interrompidas, mas que agora volta a alimentar expectativas diante de um novo anúncio.

O impulso atual vem da BR Offshore, holding de investimentos do setor de óleo e gás, que estrutura um projeto com valores estimados em cerca de R$ 900 milhões.

O complexo será instalado em Barra do Furado, localidade cortada pelo Canal das Flechas, canal artificial aberto entre as décadas de 1940 e 1950 para ligar a Lagoa Feia ao mar, permitindo drenagem, pesca e escoamento. Considerada uma das maiores lagoas de água doce do país, a Lagoa Feia sempre dependeu do canal para sua sangria natural, como aborda o professor, escritor e ambientalista, Arthur Soffiati, em seu livro “As Lagoas do Norte Fluminense: contribuição à história de uma luta”, lançado em 2013.

Ainda de acordo com Soffiati, para tentar manter a barra aberta, ao longo das décadas foram construídas duas estruturas conhecidas como molhes, grandes blocos rochosos lançados mar adentro, em projetos iniciados ainda nos anos 1980 pelo antigo Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS). O molhe sul fica do lado de Quissamã. O norte pertence a Campos.

Os “mares de pedra” ajudam a reduzir o impacto das ondas e até beneficiam a pesca artesanal, mas, de acordo com relatos de moradores que sobrevivem dessas águas, nunca resolveram definitivamente o problema. Por isso, periodicamente, a barra precisa ser reaberta com dragagens realizadas pelo poder público.

É nesse ponto, onde o canal encontra o mar, avançando para a Lagoa feia, que o Complexo foi
 projetado.



Sem muita expectativa|Diante de promessas anteriores, população vê com desconfiança o anúncio da retomada

Descomissionamento e da reciclagem naval
A proposta prevê a ampliação dos molhes,a instalação de estaleiro de reparos de embarcações offshore, base de apoio operacional para barcos que atuam na indústria do petróleo, uma espécie de “condomínio industrial” com operações de serviços e logística, com empresas fornecedoras do setor, terminal alfandegado, heliponto, estação de passageiros, terminal pesqueiro, entre outros. O estaleiro terá capacidade para manutenção de embarcações docadas, enquanto a base permitirá a atracação ao longo do cais, com área coberta para ancoragem dos navios. O projeto deverá ser executado em fases, assim como o projeto inicial.

“O cronograma preliminar do início das obras indica o seu início para o primeiro semestre de 2026, com duração de 24 meses. As licenças ambientais existentes já permitem o início de determinadas obras e deverão ser aditadas com a ampliação das atividades e empreendimentos previstos. O empreendimento da BR Offshore está em fase final de licenciamento e na fase final do projeto de engenharia”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Campos, Marcelo Neves.

A reportagem apurou com exclusividade que o lançamento oficial do empreendimento está previsto para o dia 21 de março, quando as autoridades farão o anúncio público do detalhamento do cronograma. A expectativa é de geração de mais de mil empregos diretos e até 1,4 mil indiretos.

O Complexo… complexo
A trajetória do Complexo Industrial é marcada por avanços e interrupções. Em 2006, Campos e Quissamã se uniram para viabilizar a instalação do empreendimento. Em julho de 2010, foi definido um modelo de gestão conjunta entre os municípios. Em setembro do mesmo ano, os prefeitos à época assinaram a ordem de serviço que autorizava o início das obras. Em 15 de fevereiro de 2012, uma cerimônia marcou o começo do estaqueamento do complexo, com a presença de autoridades municipais e estaduais. Em 2014, investimentos federais foram anunciados e a pedra fundamental do estaleiro foi lançada. No entanto, ainda naquele ano, as obras foram paralisadas pelo consórcio responsável, formado por grandes empreiteiras, e nunca mais retomadas.

Parte dessas estruturas abandonadas virou ponto turístico. Atualmente, é possível ver a construção do píer (onde moradores se arriscam mergulhando ou na pesca) e blocos de concreto conhecidos como “pé de galinha”, utilizados para estabilizar fundações e atuar como quebra-mares. E o que antes era o canteiro de obras, se transformou em, pelo menos, duas residências improvisadas, com luz elétrica ligada de forma clandestina na rede, televisão, geladeira, cama e até animais de estimação.

A reportagem registrou ainda a preocupação dos moradores com os impactos diretos e indiretos. Segundo relatos, antes do início da obra, em 2012, representantes das empresas envolvidas avisaram que o projeto tiraria os moradores do quarteirão depois da Creche de Barra do Furado (na esquina com a Rua José de Paula e Avenida Atlêntica), até o molhe de Quissamã, e que haveria uma proposta de compra das casas. Os bosques de mangue da margem direita e esquerda do Canal das Flechas e o de São Miguel, assim como a Ponta da Barra, também seriam afetados.
Manoel Lourenço Rangel

Expectativa e descrença
A paralisação e expectativa de significativa mudança vai deixando marcas na comunidade local. O pescador Manoel Lourenço Rangel, de 57 anos, morador da localidade desde criança, resume o sentimento de parte da comunidade. “Eu, sinceramente, só acredito vendo. Se eles quisessem fazer, isso já estava feito. Nossa esperança era que a obra, que foi prometida, viesse um terminal pesqueiro bom, que aí resolveria de vez nosso problema. Mas não acredito que saia, não. Tudo o que fizeram ali já acabou com o tempo. O problema agora é tirar a gente daqui. A gente se preocupa bastante”, disse.

Outro morador, que preferiu não se identificar, foi ainda mais crítico ao lembrar do histórico do empreendimento. “Isso aqui rolou foi muito dinheiro no bolso dos políticos na época. A empresa que estava à frente tinha ligação com escândalos, e por aí você vê. A gente sofre muito. É muita coisa errada que infelizmente não podemos fazer nada. Só esperar. Acho que vou morrer e esses lixos da obra vão continuar aí jogados”, disse.
Liete Cordeiro Reis

A comerciante Liete Cordeiro Reis, de 81 anos, dona de um restaurante em frente ao antigo canteiro de obras, acompanhou de perto o auge e o abandono do projeto. Em 2017, ela contou ao J3News que chegou a vender cerca de 120 refeições por dia no período em que as empresas atuavam no local.

Em nova conversa com a reportagem, em 2026, Liete voltou a falar sobre a retomada anunciada. “Eu não sei agora se eles vão retornar alguma coisa mesmo. Até agora está tudo parado. Às vezes vem alguém aqui, conversa com a gente, fala que a obra vai sair, pra gente se organizar para fornecer um número maior de alimentação, porque realmente aumenta o movimento. O ruim é que começa e não termina. Mas eu acredito que agora vai, pelo que o pessoal esteve aqui e falou”, afirmou.

Visita técnica
No último domingo (22), os prefeitos Wladimir Garotinho (Campos) e Marcelo Batista (Quissamã) estiveram juntos para uma visita técnica ao local. Os dois anunciaram apoio institucional ao empreendimento e destacaram a importância da integração entre os municípios para viabilizar o projeto.
Semana passada|Wladimir e Marcelo Batista estiveram no Complexo (Foto: Secom/Quissamã)
J3News

Homem assassinado em Nova Belém, São Francisco de Itabapoana

Augusto Nogueira Campos, 62 anos, conhecido como Augustinho foi morto a tiros enquanto dormia em sua residência na localidade de Nova Belém, (Carrapato) zona rural de São Francisco de Itabapoana. Segundo a polícia, o crime, provavelmente, aconteceu por volta de 1h da madrugada, deste sábado (28), quando muitos tiros foram ouvidos

Segundo informações repassadas por populares a redação do site São Francisco 24hs, na manhã deste sábado vizinhos avistaram a porta da residência arrombada, estando a vítima morta no interior da casa. O corpo foi encontrado caído ao lado da cama. Uma mensagem, escrita em uma folha de papel, foi colada com fita crepe em cima do corpo. “Língua é boa com batata”. A vítima morava sozinha. A polícia militar está no local.
São Francisco 24hs