Por Fabrício Freitas
Sócio da empresa afirmou que o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público / Foto: Reprodução
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assalto à funerária Boa Viagem, ocorrido em 8 de junho de 2022, em Campos dos Goytacazes, e indiciou José Fabiano Oliveira e o vigia que estava de plantão na noite do crime. As informações foram reveladas por Luciano, sócio da empresa, em entrevista a Barbosa Lemos, no programa Hora da Verdade, da Rádio Difusora FM. Segundo ele, o relatório final da 134ª DP já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.
Luciano afirmou ter sido surpreendido pelo desfecho da apuração. De acordo com o empresário, a investigação reuniu elementos para o indiciamento dos dois citados e o material foi devolvido ao Ministério Público, que agora decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.
O assalto aconteceu na sede da empresa, na Rua Tenente Coronel Cardoso, nº 573. Segundo o relato levado ao ar, três homens armados invadiram a funerária durante a madrugada, renderam as pessoas que estavam no local e colocaram uma família que era atendida naquele momento dentro de um banheiro. Luciano disse que a ação ocorreu em meio a um momento de luto e deixou forte abalo emocional.
Ainda conforme a entrevista, um familiar que aguardava do lado de fora, dentro de um carro, percebeu a movimentação e conseguiu acionar uma patrulha. A chegada da polícia terminou com a prisão dos assaltantes ainda nas proximidades da funerária. Com eles, os agentes encontraram R$ 159.199, além de outros materiais mencionados no inquérito.
Durante o programa, Barbosa Lemos afirmou que, desde a época do crime, havia a suspeita de que os autores receberam informações sobre o dia em que a empresa mantinha dinheiro em caixa para pagamento de funcionários. Segundo o que foi relatado na entrevista, a investigação avançou com base em imagens do circuito interno, depoimentos e outras provas até apontar indícios de participação do ex-sócio e do vigia.
Um dos pontos destacados por Luciano foi a conduta do vigia naquela noite. Segundo ele, as imagens analisadas pela polícia indicariam que o funcionário não foi colocado no banheiro com as demais vítimas, permaneceu com o celular nas mãos e não teria acionado a polícia durante o assalto. Para a empresa, esses elementos ajudaram a sustentar o indiciamento.
Luciano também disse que o caso tem peso pessoal e familiar. Segundo ele, José Fabiano é parente da família e foi sócio da empresa por anos. O empresário afirmou ainda que, após desentendimentos societários, o ex-sócio teria aberto um plano concorrente com nome semelhante, o que acabou sendo discutido judicialmente. Na entrevista, ele associou esse ambiente de conflito ao desgaste vivido por seu pai, Cláudio Rangel, que sofreu um AVC e morreu em julho de 2024.
Ao falar sobre o andamento do caso, Luciano afirmou que cabe agora ao Ministério Público e à Justiça avaliar a consistência do material reunido pela polícia. Disse ainda que não faz julgamento antecipado, mas defende que tudo seja esclarecido. Segundo ele, se a inocência for comprovada, isso deverá ser reconhecido; se houver confirmação de participação como mandante, o responsável deverá responder pelos atos.
No material citado durante o programa, também foi informado que um dos envolvidos no assalto permaneceria preso, enquanto outros já teriam sido soltos e voltado a responder por novos episódios.
O caso segue agora sob análise do Ministério Público, quase quatro anos após o assalto que atingiu uma das empresas mais conhecidas do setor funerário de Campos.
O Ururau mantém espaço aberto para manifestação de todos os citados na matéria.
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