A gripe pode causar complicações graves, especialmente entre os grupos de risco. Confira as principais dúvidas sobre a doença, a vacinação e as formas de prevenção.

Com a chegada dos períodos de maior circulação dos vírus respiratórios, a vacinação contra a gripe continua sendo uma das medidas mais importantes para prevenir complicações e reduzir o número de internações. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a doença, a transmissão do vírus e a eficácia da vacina.

A gripe, causada pelo vírus influenza, vai muito além de um simples mal-estar. Nos casos mais graves, a doença pode provocar pneumonia, agravar problemas de saúde já existentes e até levar à morte, principalmente entre pessoas que fazem parte dos grupos mais vulneráveis.

Entre os grupos de maior risco estão crianças pequenas, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto) e idosos, que têm mais chances de apresentar agravamento do quadro clínico.
Uma das dúvidas mais comuns é se a vacina pode causar gripe. Especialistas esclarecem que isso não acontece. A vacina é produzida com partículas inativas do vírus, capazes apenas de estimular a produção de anticorpos pelo organismo, sem provocar a doença. Mesmo após a vacinação, uma pessoa pode contrair gripe, mas a imunização reduz significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença.

A necessidade de vacinação anual também gera questionamentos. Isso ocorre porque o vírus influenza sofre mutações frequentes, exigindo a atualização da vacina para garantir proteção contra as variantes mais recentes em circulação.
Outro ponto importante é a transmissão da doença. Diferentemente do que muitos imaginam, uma pessoa pode transmitir o vírus até um dia antes do aparecimento dos sintomas e continuar transmitindo por até sete dias após o início da infecção.

Além do contato direto entre pessoas, a contaminação também pode ocorrer por meio de superfícies e objetos. O vírus consegue sobreviver por algumas horas em locais como celulares, maçanetas e corrimãos, tornando a higienização frequente das mãos uma medida essencial para a prevenção.
Em relação à segurança da vacina, os efeitos colaterais costumam ser leves, geralmente limitados a dor ou sensibilidade no local da aplicação. Reações graves são extremamente raras, e a vacina é considerada segura e eficaz.
A imunização não é indicada para crianças menores de 6 meses e para pessoas que apresentaram reação alérgica grave, conhecida como anafilaxia, após doses anteriores. Nesses casos, é recomendada avaliação médica especializada.

Muitas pessoas também têm dificuldade para diferenciar gripe, resfriado e outras infecções respiratórias. A gripe normalmente surge de forma repentina, acompanhada de febre alta, dores no corpo, cansaço intenso e mal-estar. Já os resfriados costumam apresentar sintomas mais leves.
Quando a dúvida é entre gripe e Covid-19, a orientação é procurar atendimento médico, já que as duas doenças podem apresentar sintomas semelhantes, como febre, tosse, coriza e fadiga.

A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e nos pontos de vacinação definidos durante as campanhas de imunização. A recomendação é que a população procure os locais de vacinação e mantenha a proteção em dia.
Além de proteger quem recebe a dose, a vacinação ajuda a reduzir a circulação do vírus e contribui para a proteção de toda a comunidade.
AsCom

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