Valorização do cobre impulsiona o aumento dos roubos de aparelhos de ar-condicionado em Campos
Contra a receptação|Devido ao aumento dos furtos de aparelhos de ar-condicionado, operação foi realizada em ferro-velho na semana passada (Fotos: Silvana Rust/Reprodução)
O furto de aparelhos de ar-condicionado tem avançado silenciosamente em Campos dos Goytacazes. Por trás destes crimes, uma mesma motivação: o cobre, material valorizado no mercado de sucata. O impacto, no entanto, vai além do prejuízo financeiro. Ele afeta o sono, a rotina e a permanência de comerciantes no Centro da cidade.É um padrão que se repete. As ações acontecem quase sempre de madrugada, mesmo diante de câmeras de segurança, alarmes, sensores e até fios de alta tensão. Nada disso tem sido suficiente para inibir os criminosos.

Os alvos preferenciais são condensadoras de ar-condicionado e fiações, aparentes ou não. Os equipamentos são desmontados no próprio local para reduzir peso, facilitar a fuga e chamar menos a atenção. Terrenos baldios e imóveis abandonados têm sido usados como rota de escape. O cobre segue em evidência, assim como peças de bronze. Mas, pelo Centro de Campos, nem corrimãos de entrada de loja, relógios de energia, e tampas de bueiro, escapam.
Os relatos, embora distintos, convergem para o mesmo cenário de prejuízos financeiros elevados, sensação de insegurança e risco real de comerciantes fecharem as portas.


Recorrente|Pontos comerciais têm sofrido prejuízos
O impacto direto no dia a dia
Na Rua Treze de Maio, a gerente de um espaço de depilação, Larissa Siqueira, já perdeu a conta de quantas vezes foi necessário recomeçar. O furto mais recente, há pouco mais de duas semanas, foi o quarto em um ano. Sempre de madrugada. Sempre o mesmo alvo.
O impacto direto no dia a dia
Na Rua Treze de Maio, a gerente de um espaço de depilação, Larissa Siqueira, já perdeu a conta de quantas vezes foi necessário recomeçar. O furto mais recente, há pouco mais de duas semanas, foi o quarto em um ano. Sempre de madrugada. Sempre o mesmo alvo.

Larissa Siqueira
“Temos câmera, sensor, e isso foi o que evitou um prejuízo ainda maior. O sensor acionou e a gente chegou rápido. Se não fosse isso, poderiam ter levado muito mais. Eles vêm direto nos aparelhos, desmontam tudo aqui mesmo, levam peça por peça. É menos peso, chama menos atenção”, relata.
Segundo Larissa, só no último furto o prejuízo foi de cerca de R$ 16 mil. Somando todos os episódios, passa de R$ 90 mil. “Se continuar assim com o assalto de novo, minha patroa disse que vai fechar as portas, porque já não aguenta mais. E além do prejuízo, fica também o medo. Qualquer barulho vira terror. A sensação de insegurança é constante”, diz. Em uma das ocorrências, ela chegou a encontrar o criminoso saindo do local. “A gente chegou e ele estava indo embora. A polícia ainda não tinha chegado”, diz.
Para ela, o abandono do entorno facilita os crimes. “Depois das 22h você não vê mais polícia. E ainda tem muito terreno abandonado, muito mato. No dia do furto, eles pularam exatamente para um terreno baldio do lado”, afirma.
A poucos quarteirões dali, na Rua Marechal Deodoro, uma loja de tintas também foi alvo. O crime só foi percebido quando o ar-condicionado parou de funcionar. “Chamamos o técnico e ele constatou que estava tudo quebrado, que tinham furtado a fiação. O prejuízo ficou em torno de R$ 6 mil A gente faz boletim, tem seguro, mas fica o medo de acontecer de novo”, conta a auxiliar administrativa Lidiane Pacheco.
Ela relata que a violência no entorno é frequente. “Roubaram uma moto aqui na frente, na hora do almoço. E teve um dia, no depósito de bebidas do meu marido, também no Centro, que uma moça entrou apavorada à noite dizendo que tinha sido assaltada. Meu marido falou com dois policiais que estavam perto, menos de 500 metros, e ouviu que eles não podiam fazer nada porque não era a área de atuação deles”, lembra.
“Temos câmera, sensor, e isso foi o que evitou um prejuízo ainda maior. O sensor acionou e a gente chegou rápido. Se não fosse isso, poderiam ter levado muito mais. Eles vêm direto nos aparelhos, desmontam tudo aqui mesmo, levam peça por peça. É menos peso, chama menos atenção”, relata.
Segundo Larissa, só no último furto o prejuízo foi de cerca de R$ 16 mil. Somando todos os episódios, passa de R$ 90 mil. “Se continuar assim com o assalto de novo, minha patroa disse que vai fechar as portas, porque já não aguenta mais. E além do prejuízo, fica também o medo. Qualquer barulho vira terror. A sensação de insegurança é constante”, diz. Em uma das ocorrências, ela chegou a encontrar o criminoso saindo do local. “A gente chegou e ele estava indo embora. A polícia ainda não tinha chegado”, diz.
Para ela, o abandono do entorno facilita os crimes. “Depois das 22h você não vê mais polícia. E ainda tem muito terreno abandonado, muito mato. No dia do furto, eles pularam exatamente para um terreno baldio do lado”, afirma.
A poucos quarteirões dali, na Rua Marechal Deodoro, uma loja de tintas também foi alvo. O crime só foi percebido quando o ar-condicionado parou de funcionar. “Chamamos o técnico e ele constatou que estava tudo quebrado, que tinham furtado a fiação. O prejuízo ficou em torno de R$ 6 mil A gente faz boletim, tem seguro, mas fica o medo de acontecer de novo”, conta a auxiliar administrativa Lidiane Pacheco.
Ela relata que a violência no entorno é frequente. “Roubaram uma moto aqui na frente, na hora do almoço. E teve um dia, no depósito de bebidas do meu marido, também no Centro, que uma moça entrou apavorada à noite dizendo que tinha sido assaltada. Meu marido falou com dois policiais que estavam perto, menos de 500 metros, e ouviu que eles não podiam fazer nada porque não era a área de atuação deles”, lembra.

Semana passada|Forças de segurança fizeram operação em ferro-velho
Aulas suspensas
Nem a proximidade de um batalhão impediu a ação criminosa. Quase em frente ao 8º BPM e próximo à base da Operação Segurança Presente, na Rua Tenente Coronel Cardoso, um instituto de formação técnica teve toda a fiação de cobre arrancada na madrugada de sábado (27), obrigando a suspensão das aulas.
“Foi cerca de R$ 6 mil de prejuízo. Eles cortaram todos os fios. Isso não é algo rápido, demora pelo menos uma hora para fazer. Tenho alunos que vêm de outras cidades só para estudar no sábado. Eu estou tendo prejuízo, pagando segurança à noite pra ficar aqui. A gente não tem mais segurança nesse país, muito menos no município que a gente vive. A verdade é que estamos perdidos”, relata a diretora Amália Conde.
Aulas suspensas
Nem a proximidade de um batalhão impediu a ação criminosa. Quase em frente ao 8º BPM e próximo à base da Operação Segurança Presente, na Rua Tenente Coronel Cardoso, um instituto de formação técnica teve toda a fiação de cobre arrancada na madrugada de sábado (27), obrigando a suspensão das aulas.
“Foi cerca de R$ 6 mil de prejuízo. Eles cortaram todos os fios. Isso não é algo rápido, demora pelo menos uma hora para fazer. Tenho alunos que vêm de outras cidades só para estudar no sábado. Eu estou tendo prejuízo, pagando segurança à noite pra ficar aqui. A gente não tem mais segurança nesse país, muito menos no município que a gente vive. A verdade é que estamos perdidos”, relata a diretora Amália Conde.

Eduardo Peixoto
Na área da Praça São Salvador, ao lado do Museu Histórico, também alvo recente de furto, um salão de beleza foi invadido na madrugada de 18 de maio. “Foi pelo telhado, entre quatro e cinco da manhã. O cara estava com escada. Tinham celulares à vista, mas ele levou o ar-condicionado. Quebrou tudo”, conta o proprietário Eduardo Peixoto.
Para ele, o comércio do Centro vive em alerta permanente. “A gente procura Guarda Municipal, Segurança Presente, Polícia Militar, mas não tem respaldo para trabalhar tranquilo. Temos que, diariamente, ficar driblando as dificuldades”, diz.
Outro tradicional comércio no centro de Campos, no cruzamento das ruas Treze de Maio e João Pessoa, passou pelo problema neste ano. Calhas de bronze furtadas foram substituídas pelas tradicionais, de cano PVC. E os fios de ar-condicionado ainda não tiveram reposição.
Material valorizado
De acordo com apuração da reportagem, estabelecimentos de reciclagem clandestinos atuariam como ponto de escoamento desses materiais, incentivando a prática dos crimes.
Em Campos, o quilo do cobre limpo é comprado por cerca de R$ 55. Quando ainda está envolto pela isolação termoplástica, o valor cai para menos da metade. Ferros-velhos indicam preços de até R$ 25 o quilo para o material sem tratamento. Já o cobre limpo, prensado e pronto para revenda pode chegar a R$ 65 o quilo ao ser direcionado para a indústria de transformação.
Essa diferença de valor gera ainda um efeito colateral: o dano ambiental. Em vez de retirar a proteção de forma manual, parte dos envolvidos queima os fios para deixar apenas o metal, espalhando fumaça preta, densa e de cheiro forte. A prática é irregular, poluente e recorrente em áreas afastadas ou pouco fiscalizadas.
O que dizem as autoridades
Diante do relato de comerciantes sobre a negativa de atendimento policial sob a justificativa de “área de atuação”, situação que estaria relacionada ao direcionamento dos programas RAS e PROEIS, a reportagem do J3News questionou a Polícia Militar.
A Assessoria de Imprensa da SEPM esclareceu que, de acordo com o comando do 8° BPM, com relação ao reforço da segurança em áreas comerciais, especialmente após as 22h, o policiamento passa a ser predominantemente motorizado, ampliando a cobertura territorial e reduzindo o tempo de resposta às ocorrências. As viaturas são posicionadas em pontos estratégicos, com presença ostensiva para aumentar a sensação de segurança e inibir a ação de criminosos. Paralelamente, ressaltou que são intensificadas blitzes e abordagens a veículos e pessoas em fundada suspeita, com foco na prevenção de crimes e na apreensão de armas, drogas e veículos irregulares.
“Importante destacar que, no enfrentamento aos furtos e roubos de cobre e outros metais, o planejamento operacional é realizado a partir das informações constantes nos Registros de Ocorrência confeccionados pela Polícia Civil. Esses dados subsidiam as ações das seções de Planejamento Operacional e Inteligência, que identificam áreas e horários de maior vulnerabilidade para direcionar o policiamento ostensivo e as abordagens qualificadas, disse o órgão.
E completa: “Como resultado das estratégias adotadas, os roubos e furtos a estabelecimentos comerciais registraram redução de 70% no período de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando a efetividade das ações desenvolvidas pelo 8º BPM no combate à criminalidade e na preservação da segurança da população”.
A reportagem também procurou a Prefeitura de Campos para esclarecer quais ações vêm sendo adotadas diante dos recorrentes furtos no Centro da cidade. Entre os questionamentos enviados estão o mapeamento de pontos críticos por meio do programa Centro+Seguro, a existência de um cadastro de ferros-velhos e estabelecimentos de compra e venda de sucata no município e quantos deles possuem alvará regular, além da fiscalização desses locais. Também foi perguntado sobre a manutenção e limpeza de terrenos baldios apontados por comerciantes como rotas de fuga e esconderijo para criminosos. Não houve resposta até o fechamento da edição.
Já a Polícia Civil informou, em resposta parcial, que a 134ª DP realiza diligencias estratégicas para identificar tanto os autores dos furtos quanto os receptadores de materiais metálicos, em parceria com a Polícia Militar. A corporação destacou ainda as ações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) no âmbito da Operação Caminhos do Cobre, com fiscalizações em ferros-velhos em todo o estado, prisões, apreensões de toneladas de material metálico e bloqueio de valores milionários. No entanto, não foram fornecidos dados específicos sobre registros, investigações ou apreensões em Campos, apesar de novo pedido da reportagem.
Operação na semana passada
Na última quarta-feira (1º) uma operação conjunta da Polícia Civil com a Guarda Municipal foi realizada no Centro de Campos, a partir de trabalho de inteligência para identificar possíveis locais usados no armazenamento de materiais furtados, como fios de cobre, hidrômetros e relógios. Segundo o delegado da 134ª DP, Carlos Augusto Guimarães, o foco da ação foi atingir a receptação.
“De nada adianta tirar da circulação quem furta se os receptadores continuam agindo livremente. Nosso objetivo é identificar se há material produto de furto nesses locais monitorados”, afirmou. Durante a diligência, não foram encontrados fios ou hidrômetros, apenas relógios já recolhidos pela concessionária de energia Enel. Nenhuma prisão foi realizada.
O delegado destacou ainda a orientação para que comerciantes evitem adquirir esse tipo de material, alertando que muitos desses objetos têm baixo valor de revenda, mas geram grandes prejuízos sociais e urbanos.
Na área da Praça São Salvador, ao lado do Museu Histórico, também alvo recente de furto, um salão de beleza foi invadido na madrugada de 18 de maio. “Foi pelo telhado, entre quatro e cinco da manhã. O cara estava com escada. Tinham celulares à vista, mas ele levou o ar-condicionado. Quebrou tudo”, conta o proprietário Eduardo Peixoto.
Para ele, o comércio do Centro vive em alerta permanente. “A gente procura Guarda Municipal, Segurança Presente, Polícia Militar, mas não tem respaldo para trabalhar tranquilo. Temos que, diariamente, ficar driblando as dificuldades”, diz.
Outro tradicional comércio no centro de Campos, no cruzamento das ruas Treze de Maio e João Pessoa, passou pelo problema neste ano. Calhas de bronze furtadas foram substituídas pelas tradicionais, de cano PVC. E os fios de ar-condicionado ainda não tiveram reposição.
Material valorizado
De acordo com apuração da reportagem, estabelecimentos de reciclagem clandestinos atuariam como ponto de escoamento desses materiais, incentivando a prática dos crimes.
Em Campos, o quilo do cobre limpo é comprado por cerca de R$ 55. Quando ainda está envolto pela isolação termoplástica, o valor cai para menos da metade. Ferros-velhos indicam preços de até R$ 25 o quilo para o material sem tratamento. Já o cobre limpo, prensado e pronto para revenda pode chegar a R$ 65 o quilo ao ser direcionado para a indústria de transformação.
Essa diferença de valor gera ainda um efeito colateral: o dano ambiental. Em vez de retirar a proteção de forma manual, parte dos envolvidos queima os fios para deixar apenas o metal, espalhando fumaça preta, densa e de cheiro forte. A prática é irregular, poluente e recorrente em áreas afastadas ou pouco fiscalizadas.
O que dizem as autoridades
Diante do relato de comerciantes sobre a negativa de atendimento policial sob a justificativa de “área de atuação”, situação que estaria relacionada ao direcionamento dos programas RAS e PROEIS, a reportagem do J3News questionou a Polícia Militar.
A Assessoria de Imprensa da SEPM esclareceu que, de acordo com o comando do 8° BPM, com relação ao reforço da segurança em áreas comerciais, especialmente após as 22h, o policiamento passa a ser predominantemente motorizado, ampliando a cobertura territorial e reduzindo o tempo de resposta às ocorrências. As viaturas são posicionadas em pontos estratégicos, com presença ostensiva para aumentar a sensação de segurança e inibir a ação de criminosos. Paralelamente, ressaltou que são intensificadas blitzes e abordagens a veículos e pessoas em fundada suspeita, com foco na prevenção de crimes e na apreensão de armas, drogas e veículos irregulares.
“Importante destacar que, no enfrentamento aos furtos e roubos de cobre e outros metais, o planejamento operacional é realizado a partir das informações constantes nos Registros de Ocorrência confeccionados pela Polícia Civil. Esses dados subsidiam as ações das seções de Planejamento Operacional e Inteligência, que identificam áreas e horários de maior vulnerabilidade para direcionar o policiamento ostensivo e as abordagens qualificadas, disse o órgão.
E completa: “Como resultado das estratégias adotadas, os roubos e furtos a estabelecimentos comerciais registraram redução de 70% no período de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando a efetividade das ações desenvolvidas pelo 8º BPM no combate à criminalidade e na preservação da segurança da população”.
A reportagem também procurou a Prefeitura de Campos para esclarecer quais ações vêm sendo adotadas diante dos recorrentes furtos no Centro da cidade. Entre os questionamentos enviados estão o mapeamento de pontos críticos por meio do programa Centro+Seguro, a existência de um cadastro de ferros-velhos e estabelecimentos de compra e venda de sucata no município e quantos deles possuem alvará regular, além da fiscalização desses locais. Também foi perguntado sobre a manutenção e limpeza de terrenos baldios apontados por comerciantes como rotas de fuga e esconderijo para criminosos. Não houve resposta até o fechamento da edição.
Já a Polícia Civil informou, em resposta parcial, que a 134ª DP realiza diligencias estratégicas para identificar tanto os autores dos furtos quanto os receptadores de materiais metálicos, em parceria com a Polícia Militar. A corporação destacou ainda as ações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) no âmbito da Operação Caminhos do Cobre, com fiscalizações em ferros-velhos em todo o estado, prisões, apreensões de toneladas de material metálico e bloqueio de valores milionários. No entanto, não foram fornecidos dados específicos sobre registros, investigações ou apreensões em Campos, apesar de novo pedido da reportagem.
Operação na semana passada
Na última quarta-feira (1º) uma operação conjunta da Polícia Civil com a Guarda Municipal foi realizada no Centro de Campos, a partir de trabalho de inteligência para identificar possíveis locais usados no armazenamento de materiais furtados, como fios de cobre, hidrômetros e relógios. Segundo o delegado da 134ª DP, Carlos Augusto Guimarães, o foco da ação foi atingir a receptação.
“De nada adianta tirar da circulação quem furta se os receptadores continuam agindo livremente. Nosso objetivo é identificar se há material produto de furto nesses locais monitorados”, afirmou. Durante a diligência, não foram encontrados fios ou hidrômetros, apenas relógios já recolhidos pela concessionária de energia Enel. Nenhuma prisão foi realizada.
O delegado destacou ainda a orientação para que comerciantes evitem adquirir esse tipo de material, alertando que muitos desses objetos têm baixo valor de revenda, mas geram grandes prejuízos sociais e urbanos.
Fonte: J3News


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