Variação de setembro foi a menor para o mês desde o início
da série histórica, em 2002; no mês passado, índice de desemprego nas
seis principais regiões metropolitanas ficou em 5,3%
Daniela Amorim, da Agência Estado
RIO - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões
metropolitanas do País ficou em 5,4% em setembro, de 5,3% em agosto.
Apesar do aumento, o IBGE informou que o movimento não significou uma
variação estatisticamente significativa. A taxa de 5,4% de setembro foi
a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal
de Emprego, em 2002.
O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas
ouvidos pelo AE Projeções (de 5,0% a 5,5%), mas acima da mediana de
5,3%.
Renda
O rendimento médio real dos trabalhadores subiu 0,1% em setembro ante agosto e 4,5% na comparação com setembro de 2011.
A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 41,3
bilhões em setembro, um aumento de 0,9% em relação a agosto. Na
comparação com setembro de 2011, a massa cresceu 6,5%.
Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou também R$ 41,3
bilhões em agosto, uma alta de 1,3% em relação a julho. Na comparação
com agosto de 2011, houve aumento de 7,1% na massa de renda efetiva. O
rendimento médio real dos trabalhadores em setembro foi de R$ 1.771,20,
contra R$ 1.768,89 em agosto.
Ocupação
O aumento da população ocupada em setembro não foi suficiente para
absorver o crescimento no número de pessoas à procura de trabalho em
setembro, o que resultou no ligeiro aumento da taxa de desemprego na
passagem de agosto para setembro, de 5,3% para 5,4%.
A população desocupada somou 1,3 milhão de pessoas em setembro, um
aumento de 3,0% em relação ao mês anterior, segundo o IBGE. No entanto,
houve queda de 8,6% na comparação com setembro de 2011, o equivalente a
menos 125 mil pessoas procurando emprego.
Já a população ocupada totalizou 23,2 milhões, um aumento de 0,9% em
setembro ante agosto, o mesmo que 212 mil ocupados a mais. Em relação a
setembro do ano passado, o aumento foi de 2,3%, um adicional de 512 mil
trabalhadores.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou
em 11,4 milhões, número considerável estável na comparação com agosto.
Em relação a setembro de 2011, houve aumento de 3,6%, o mesmo que 393
mil postos de trabalho formais a mais.