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sexta-feira, 13 de março de 2015
Ônibus partem de Campos e Macaé para ato no Rio
Manhã de mobilização em Campos e Macaé na organização da partida de militantes da região para a manifestação no Rio, nesta tarde. Petroleiros e outras categorias profissionais organizadas, além de estudantes e aposentados, vão participar do protesto em defesa da Petrobrás, da Reforma Política e dos Direitos Trabalhistas, convocado pela CUT e pela FUP (Federação Única dos Petroleiros).
O Sindipetro-NF e outras entidades dos movimentos sociais, entre elas o MST, lotaram 28 ônibus e 11 vans em Campos e dois ônibus, um micro ônibus e duas vans em Macaé.
A manifestação no Rio está prevista para começar com concentração às 15h, na Cinelândia, seguida de uma marcha em direção à sede da Petrobrás às 17h.
O Sindipetro-NF e outras entidades dos movimentos sociais, entre elas o MST, lotaram 28 ônibus e 11 vans em Campos e dois ônibus, um micro ônibus e duas vans em Macaé.
A manifestação no Rio está prevista para começar com concentração às 15h, na Cinelândia, seguida de uma marcha em direção à sede da Petrobrás às 17h.
Campos 24 Horas/Show Francisco
Petróleo barato pode mudar o mundo
Um dos principais motivos pelos quais o impacto do declínio do preço tem sido até agora subestimado é que ninguém sabe por quanto tempo ele vai durar. E, de fato, as últimas movimentações de preços dão uma pequena pista a este respeito. Quando os preços despencaram em 2008, eles voltaram a subir quase instantaneamente e mais rápido do que os especialistas pudessem classificar com um “novo normal”; após a queda de 1986-1987, os preços permaneceram baixos para uma década e meia.
Desta vez, a trajetória de preço parece estar determinada por um novo jogador no jogo da energia: o óleo de xisto. O custo marginal de produção do óleo de xisto (a despesa de continuar a bombear um poço existente) varia de 55 a 70 dólares por barril. Adicione uma margem de lucro de 5%, e a curva de oferta de petróleo agora tem um segmento extenso e quase horizontal na faixa de cerca 60-75 dólares por barril. Independentemente da demanda, esta será a faixa de acomodação natural para o preço do petróleo – a chamada “prateleira de xisto” – e provavelmente permanecerá em vigor por um período prolongado.
Petrobras: exploração de petróleo será reduzida ao ‘mínimo necessário’
Esse fato dá algumas dicas sobre a decisão da OPEP em novembro passado para não reduzir a oferta. A Arábia Saudita corretamente argumentou que cortar o fornecimento não aumentaria os preços, mas simplesmente cederia espaço para a entrada de novos atores que pegariam uma parte do mercado.
Obviamente, esse padrão poderia ser interrompido se, digamos, uma guerra ou grande conflito em uma região exportadora de petróleo restringisse o abastecimento de tal maneira a fazer com que os preços ultrapassassem a prateleira de xisto. Mas, na ausência de um grande choque inesperado, as companhias de petróleo permanecerão sob pressão para continuar a vender a commodity, mesmo a preços baixos, à medida que elas se esforçam para honrar as grandes dívidas que assumiram sobre os investimentos, quando os preços do petróleo estavam em alta. Esta pressão é precisamente o que levou os preços do petróleo para baixo em dezembro e janeiro.
Diante disso, é razoável esperar que o fornecimento de petróleo se mantenha abundante e os preços permaneçam moderados até 2016 – uma tendência que vai impulsionar o crescimento global em 0,5 ponto porcentual neste período. O impacto será grande especialmente em países como a Índia e a Indonésia, onde a conta de importação de petróleo chega a quase 7.5% do PIB. Na verdade, pode ser que o saldo comercial da Índia, que tem estado em déficit por anos, apresente um superávit este ano.
Isso cria uma oportunidade única para a reforma da política energética. Em muitos países, o combustível é muito subsidiado, esticando os orçamentos públicos e incentivando o consumo exagerado. Os baixos preços do petróleo oferecem uma abertura ideal para reduzir os subsídios, liberando, assim, recursos que os governos podem gastar em serviços básicos e programas de assistência social que contribuem para a redução da pobreza.
Mas aconselhar os países a simplesmente reduzir subsídios é muitas vezes inexpressivo. Em países onde o governo dita o preço da gasolina – como Índia e Indonésia fizeram até recentemente (e, em certo ponto, continuam a fazer) – preços de mercado mais baixos reduziriam a subvenção automaticamente. É por isso que manter subsídios é inadequado para esses países.
O objetivo deve ser a mudança de um sistema de preço fixo, com reajustes decretados pelo governo ocasionalmente, a um regime de preço baseado no mercado, em que o governo assume um compromisso confiável não para limitar preços, com exceção de circunstâncias extremas pré-definidas. Enquanto tal medida teria um efeito insignificante sobre preços agora, ela proporcionaria aos países uma enorme vantagem durante as futuras flutuações de preços do petróleo, porque os consumidores e fornecedores de varejo já não seriam excluídos de indicações de preços.
Em meio à boa notícia, destacam-se duas graves preocupações. No curto prazo, os preços do petróleo em queda criam graves desafios para aqueles que, tendo investido na expansão de produção quando os preços estavam altos, agora enfrentam grandes custos e quebra de empresas. Mais problemáticos, os baixos preços do petróleo encorajam o consumo excessivo – cujo impacto ambiental no longo prazo vai ser agravado pelo incentivo de enfraquecimento para investir em fontes alternativas de energia.
Os legisladores devem reconhecer esses riscos e implementar políticas para atenuá-los. Especificamente, os governos devem direcionar o dinheiro que eles economizam com petróleo e subsídios para programas concebidos para ajudar as pessoas a sair da pobreza, e eles poderiam incorporar incentivos à inovação e ao investimento em energia limpa a seus regimes fiscais.
Com a abordagem correta, a volatilidade do preço do petróleo de hoje pode vir a ser um ponto decisivo e fundamental no caminho em direção a um futuro mais sustentável, caracterizado pela prosperidade compartilhada e verdadeiro progresso na redução da pobreza. A direção a seguir é clara.
Kaushik Basu, vice-presidente sênior e economista chefe do Banco Mundial, é professor de Economia na Universidade Cornell. Sri Mulyani Indrawati, diretor executivo e diretor de Operações do Banco Mundial, é ex-ministro das finanças da Indonésia.
Campos 24 Horas/Show Francisco
STJ recebe pedido para investigar Pezão
O ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), recebeu nesta quinta-feira (12) do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a lista com pedidos de abertura de investigação contra dois governadores citados no esquema do petrolão: Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, e Tião Viana (PT), do Acre. Relator dos processos do petrolão na corte, Salomão decidirá ainda nesta quinta-feira se aceita que os dois sejam investigados. É praxe, porém, concordar com os pedidos da Procuradoria Geral da República para aprofundar apurações.
Segundo o Radar on-line, a lista também inclui o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) – embora não tenha mandato, o Ministério Público Federal aponta conexão entre as acusações feitas contra ele e as que recaem sobre Pezão, seu sucessor.
Desde o mês passado, citações aos nomes de Pezão e Viana já estavam no STJ, mas agora o procurador-geral da República encaminhou novas considerações sobre os dois governadores. O STJ é o foro competente para que governadores sejam julgados. No Supremo Tribunal Federal (STF) estão os inquéritos contra 22 deputados e doze senadores suspeitos de terem recebido propina do esquema de fraudes e corrupção na Petrobras, entre eles o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que depõe nesta quinta na CPI da Petrobras.
De acordo com depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, a campanha de Sérgio Cabral e de seu então vice, Pezão, recebeu 30 milhões de reais em caixa dois de empresas do chamado Clube do Bilhão.
A afirmação foi feita em um dos depoimentos prestados pelo ex-diretor no âmbito de acordo de delação premiada, pelo qual ele se comprometeu a colaborar com as investigações da Operação Lava Jato em troca de futura redução da pena. Costa disse que fez contatos e “solicitou” que as empresas fizessem doações para o “caixa dois” da campanha de Cabral. Cerca de 15 milhões de reais foram doados pelo consórcio Conpar, formado por Odebrecht, OAS e UTC. O restante foi doado por Skanska e Alusa. Todas as empreiteiras são prestadoras de serviços da Petrobras e são investigadas na Operação Lava Jato. Os peemedebistas negam as acusações. Sergio Cabral não é mais governador, mas por conexão com as suspeitas que recaem sobre Pezão, poderia ter o caso analisado pelo STJ.
No caso do petista Tião Viana, Paulo Roberto Costa informou que ele recebeu 300.000 reais do “caixa da propina” da Petrobras. O dinheiro foi repassado na campanha eleitoral de 2010, quando Viana ainda era senador pelo PT – e retirado da cota de 1% que o Partido Progressista (PP) recolhia a partir de fraudes em contratos fraudados na diretoria de Abastecimento da estatal. O nome do governador aparece na agenda de anotações de Costa registrado como “Tvian 0,3″
Campos 24 Horas/Show Francisco
Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas/arquivo
Morre bebê que caiu em rio após acidente de carro em Resende, RJ
Informação é do Hospital Samer, onde menino de 11 meses estava internado.
Morreu nesta sexta-feira (13) o bebê que estava no carro que caiu no Rio Paraíba do Sul, em Resende, no Sul do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta manhã pela direção do Hospital Samer, onde o menino de 11 meses estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
O bebê, a mãe, a avó e a tia dele estavam no veículo, que caiu de ré no rio. O acidente aconteceu na tarde de quinta-feira (12), na Avenida Beira Rio, no Centro, perto da entrada do bairro Surubi. Populares pularam na água para ajudar, e duas mulheres conseguiram sair antes que o carro ficasse submerso. O Corpo de Bombeiros tirou, já sem vida, Teresa Cristina Figueiredo Xavier, de 30 anos — tia do menino. A família havia saído para que ela fizesse uma tomografia.
O bebê teria ficado aproximadamente 10 minutos embaixo d'água. Ele foi socorrido pelos bombeiros (veja acima o vídeo do resgate) e recebeu os primeiros atendimento da UTI móvel do carro da corporação. O menino foi encaminhado ao Hospital de Emergência, de onde foi transferido para o Hospital Samer. A unidade informou que, na quinta, ele sofreu pelo menos duas paradas cardiorrespiratórias.
"A vida da gente muda assim... Tava tudo bem, gente. Brinquei com a criança agora à tarde", disse o avô do menino, Edson Xavier, em entrevista ao RJTV 2ª edição de quinta-feira.
Enterro nesta sexta-feira
O corpo de Teresa Cristina será enterrado às 15h desta sexta, no Cemitério Municipal Alto dos Passos. O velório é realizado na Capela Mortuária. As informações são do Instituto Médico Legal (IML), para onde o cadáver foi encaminhado na quinta-feira.
Do G1 Sul do Rio e Costa Verde/Show Francisco
Morreu nesta sexta-feira (13) o bebê que estava no carro que caiu no Rio Paraíba do Sul, em Resende, no Sul do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta manhã pela direção do Hospital Samer, onde o menino de 11 meses estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
O bebê, a mãe, a avó e a tia dele estavam no veículo, que caiu de ré no rio. O acidente aconteceu na tarde de quinta-feira (12), na Avenida Beira Rio, no Centro, perto da entrada do bairro Surubi. Populares pularam na água para ajudar, e duas mulheres conseguiram sair antes que o carro ficasse submerso. O Corpo de Bombeiros tirou, já sem vida, Teresa Cristina Figueiredo Xavier, de 30 anos — tia do menino. A família havia saído para que ela fizesse uma tomografia.
O bebê teria ficado aproximadamente 10 minutos embaixo d'água. Ele foi socorrido pelos bombeiros (veja acima o vídeo do resgate) e recebeu os primeiros atendimento da UTI móvel do carro da corporação. O menino foi encaminhado ao Hospital de Emergência, de onde foi transferido para o Hospital Samer. A unidade informou que, na quinta, ele sofreu pelo menos duas paradas cardiorrespiratórias.
"A vida da gente muda assim... Tava tudo bem, gente. Brinquei com a criança agora à tarde", disse o avô do menino, Edson Xavier, em entrevista ao RJTV 2ª edição de quinta-feira.
Enterro nesta sexta-feira
O corpo de Teresa Cristina será enterrado às 15h desta sexta, no Cemitério Municipal Alto dos Passos. O velório é realizado na Capela Mortuária. As informações são do Instituto Médico Legal (IML), para onde o cadáver foi encaminhado na quinta-feira.
Do G1 Sul do Rio e Costa Verde/Show Francisco
Polícia Militar prende suspeito de matar ajudante de padeiro em Campos
Carlos Grevi / Arquivo
Mandado de prisão em desfavor de Robson Souza Gomes foi expedido nesta quinta
Foi preso no início da noite desta quinta-feira (12/03) Robson de Souza Gomes, 32 anos. Ele estava na própria residência na Rua Atanagildo de Freitas, no Parque Bandeirantes, subdistrito de Guarus, em Campos.
Para Robson havia um mandado de prisão expedido, nesta quinta-feira, pela juíza Meissa Pires Vilela, da 1ª Vara Criminal. Ele é acusado de matar o ajudante de padeiro Grégory de Oliveira Monteiro, de 26 anos. O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de junho de 2014.
Segundo a Polícia Militar, ao receberem o mandado de prisão os policiais procederam até o endereço e chamaram pelo acusado que, ao atender, recebeu voz de prisão. Ele foi autuado no artigo 121, inciso II, do Código Processual Penal (CPP).
O CRIME
O suspeito, Robson de Souza Gomes, chegou a ser detido seis dias depois do crime. Na ocasião, a Polícia Militar informou que a motivação teria sido uma discussão em que a vítima e a esposa do suspeito teriam se envolvido, dias antes do assassinato.
À época, Robson também teria deixado o sistema penitenciário há cerca de 20 dias depois de cumprir dois anos da pena de onze que foi condenado por tráfico de drogas.
Postado por: VALQUÍRIA AZEVEDO Fonte: URURAU/Show Francisco
Comitê libera verba para construção de poço artesiano em SJB
Ururau / Divulgação
Previsão é que a obra do poço seja iniciada em um prazo de 90 dias
A maré alta que resulta na entrada de água salgada, a chamada língua salina, fez com que o município de São João da Barra fosse contemplado com a construção de um poço artesiano pelo Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap).
A água salgada entra pela foz do Paraíba do Sul e segue até a estação de captação e tratamento de água da Companhia de Águas e Esgotos (Cedae), responsável pelo abastecimento de água no município.
Segundo a vice-presidente do Ceivap, Vera Lúcia Teixeira, a liberação foi discutida em uma reunião do GTOH (Grupo Técnico de Operações Hidráulicas) do Comitê, na cidade do Rio. Na reunião, o grupo avaliou os prejuízos que a redução na vazão irá trazer para as cidades e ficou decidido o repasse de recursos próprios do comitê para os municípios que correm risco de ficar sem água.
A quantia, segundo o órgão, será utilizada principalmente na compra de bombas flutuantes e anfíbias, o que vai garantir o melhor fornecimento de água nas cidades e a manutenção do abastecimento após nova redução da vazão do Rio Paraíba do Sul, que pode passar de 140 para 110 m³/s.
De acordo com o secretário de Planejamento de São João da Barra, Sidney Salgado,“a população será beneficiada tendo em vista que a captação de água e consequentemente a distribuição não será interrompida em função da salinização”, comentou Sidney, ressaltando que os municípios de Barra do Piraí, Vassouras, Sapucaia e São Fidélis também foram contemplados com obras emergenciais para a melhoria da captação de água.
PREJUÍZOS DA SECA
O município de São João da Barra sofreu muitos prejuízos provocados pela loga estiagem, principalmente no que se refere À alimentação do gado de corte e leiteiro. Produtores rurais e a Prefeitura tiveram que buscar alimentos em outros Estados, para minimizar a seca e a morte de animais.
Cerca de 64 toneladas de ração foram distribuídas para os nove produtores que se uniram para comprar o produto. Silagem de milho, Ração volumosa e a Azévem foram os tipos de alimentos que chegaram do Paraná em dois caminhões.
Postado por: LAILA NUNES Fonte: REDAÇÃO / ASCOM/Show Francisco
Crise instaurada no Brasil afeta região pela dependência do petróleo
Ururau/Arquivo/Reprodução
Queda do preço do barril acarretou em demissões em massa e cortes no salário
Enquanto no Rio de Janeiro 50 mil trabalhadores perderam emprego com o escândalo da Petrobras, nos municípios produtores da região Norte Fluminense como Campos, São João da Barra, Macaé, Quissamã e Carapebus, a crise na indústria petrolífera mediante a queda do preço do barril de petróleo, acarretou em demissões em massa e cortes no salário.
A perda de arrecadação com royalties e participações especiais com a produção de petróleo é hoje estimada em 2,6 bilhões. Já a queda com a arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é estimado em cerca de R$ 2,4 bilhões. Só aí são R$ 5 bilhões que se somam às dívidas e às dificuldades de buscar alternativas de receitas.
De acordo com o economista, mestre e doutor em Engenharia de Produção, Alcimar das Chagas Ribeiro, a crise instaurada no Brasil afeta fortemente a região pela dependência do petróleo.
“O primeiro ponto da crise é inerente a própria corrupção, é o que está acontecendo com o Rio, onde várias empresas que tinham contratos com a Petrobras foram forçadas a demitir seus funcionários e isso evoluiu para uma série de desempregos nos últimos meses. O outro ponto da crise é oriunda dos royalties e é nesse sentido que entra a nossa região, pois com a queda do barril, as receitas dos municípios dependentes do petróleo começaram a sofrer fortemente”, avaliou o economista.
Chagas revelou que a crise mediante dos orçamentos dos royalties e das participações especiais, é de médio prazo e não vai terminar logo, visto que, a Petrobras já teria declarado que irá reduzir seus investimentos em 30%, afetando com isso, toda a cadeia que é dependente da estatal.
Outra consideração é que o preço do barril de petróleo vem despencando gradativamente nos últimos meses, cerca de 50%, tendo em vista que em julho do ano passado o barril custava em torno de US$ 115 e hoje não chega aos US$ 50.
“Essa crise é internacional e enquanto tiver uma oferta grande de petróleo no mundo, os preços do barril continuarão em baixa. A expectativa é de que dois ou três anos os preços do petróleo não se recupere, isso é ruim pra gente porque somos exportadores e se o preço está baixo, então nossa receita é menor”, pontuou o professor esclarecendo que 82% do petróleo produzido no Brasil está na Bacia de Campos e em decorrência disso, o Rio recebe royalties e participações especiais.
RIO DE JANEIRO EM CRISE
Para o professor e engenheiro, Roberto Moraes, a situação orçamentária e fiscal do Estado do Rio de Janeiro é complicada. Segundo ele, são muitas dívidas e cortar os investimentos não é suficiente. Além disso, o quadro de pessoal do estado é o que compromete o menor percentual do orçamento entre todos os 27 estados da federação.
O caso é ainda mais complicado porque não apenas o setor de petróleo, mas, a tríade petróleo-porto-indústria naval, com forte base na economia fluminense, acabam afetados. Foi o que aconteceu no início de fevereiro, quando cerca de 400 trabalhadores metalúrgicos do consórcio Integra, que presta serviços ao Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra (SJB), foram demitidos.
A Integra, que chegou a ter 700 funcionários e hoje trabalha com 100, abrange a antiga OSX e a Mendes Júnior, citada no esquema do mensalão.
“Uma das poucas distinções entre o estado e as prefeituras é que as últimas não possuem o peso das extraordinárias dívidas do governo estadual, embora esse possua alternativas de gerar receitas que os municípios não têm às mãos. É tempo de reconhecer o que significa ter e viver numa economia tão impactada globalmente e por manipulações geopolíticas. No mínimo devemos aprender a interpretar as questões estruturais, quase sempre vinculadas ao ‘andar superior’”, analisou Roberto Moraes.
Ururau/Show Francisco
quinta-feira, 12 de março de 2015
Novas cores identificam itinerários dos novos ônibus
O novo sistema do transporte público que começa a ser implementado em Campos tem como ponto de partida os novos e modernos ônibus, com novo layout, nas cores predominantes amarela, verde e azul. As cores definem os consórcios de empresas que operam o novo sistema em implantação na cidade e no interior e vão ajudar os usuários a identificar as regiões por onde circulam. O sistema está sendo operado por dois consórcios de empresas de ônibus (Planície e União) que venceram o processo licitatório através do edital 001/13.
O novo programa para o transporte coletivo prevê uma frota de 383 novos veículos. Os ônibus na cor predominante verde integram o Consórcio Planície, formado pelas empresas Viação São João e Jacarandá. Os ônibus na cor predominante amarela integram o Consórcio União, formado pelas empresas Cordeiro, Siqueira, São Salvador e Turisguá. A Viação Rogil, que opera as linhas do Lote 3, definidas no edital, são padronizados na cor predominante azul.
O presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Álvaro Oliveira, destaca que os novos veículos são mais silenciosos, ágeis, com mais estabilidade, e todos dotados de plataformas hidráulicas, que permitem descer até o nível do solo, para embarque de cadeiras de rodas e pessoas que fazem uso de muletas por exemplo.
Outro benefício é que 35% dos veículos têm eficiente sistema de ar condicionado, maior percentual em frota urbana no interior do Brasil, inclusive com percentual maior que na capital, Rio de Janeiro.
Conforme o edital, o lote 1, vencido pelo Consórcio Planície, contempla toda região da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, que compreende todos os bairros de Guarus e os distritos de localidades de toda a região Norte do município.
O lote 2, vencido pelo Consórcio União, compreende os bairros Bela Vista, Jóquei Clube, Penha, IPS, Bandeirantes e bairros adjacentes na região de Guarus. Já o lote 3, vencido pela Viação Rogil, abrange os bairros da região do Shopping Estrada, Tapera, Lagoa de Cima e região Serrana de Campos.
Parte da frota (85 ônibus) foi financiada pelo Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), no valor de aproximadamente R$ 24 milhões. As empresas tomaram empréstimos também com instituições financeiras da rede privada, como Itaú e outros bancos para financiar os demais veículos. Do total de mais de 100 novos ônibus, todos estão saindo da fábrica com acessibilidade (plataformas hidráulicas) para facilitar a vida dos passageiros com deficiência física, principalmente os cadeirantes.
– O aporte financeiro do Fundecam representa redução no custo do investimento para as empresas, porque elas vão pagar juros de apenas 0,5% ao mês, bem diferente das taxas praticadas no mercado pelas instituições financeiras (bancos). Mas é bom deixar claro que, de forma alguma o empréstimo junto ao Fundecam representa risco para o município, tendo em vista que os veículos ficam alienados fiduciariamente – enfatiza o presidente do Fundecam, Otavio Amaral.
O contrato das empresas com o Fundecam compreende carência de um ano, com início em março deste ano. As parcelas vão ser amortizadas mensalmente, em 48 parcelas, deduzidas dos repasses que a Prefeitura faz regularmente do Programa Cartão Cidadão, referentes às complementações das passagens, tendo em vista que os passageiros pagam apenas R$ 1,00 e a diferença paga por cada passageiro é complementada com recursos dos royalties do petróleo do município.
O novo programa para o transporte coletivo prevê uma frota de 383 novos veículos. Os ônibus na cor predominante verde integram o Consórcio Planície, formado pelas empresas Viação São João e Jacarandá. Os ônibus na cor predominante amarela integram o Consórcio União, formado pelas empresas Cordeiro, Siqueira, São Salvador e Turisguá. A Viação Rogil, que opera as linhas do Lote 3, definidas no edital, são padronizados na cor predominante azul.
O presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Álvaro Oliveira, destaca que os novos veículos são mais silenciosos, ágeis, com mais estabilidade, e todos dotados de plataformas hidráulicas, que permitem descer até o nível do solo, para embarque de cadeiras de rodas e pessoas que fazem uso de muletas por exemplo.
Outro benefício é que 35% dos veículos têm eficiente sistema de ar condicionado, maior percentual em frota urbana no interior do Brasil, inclusive com percentual maior que na capital, Rio de Janeiro.
Conforme o edital, o lote 1, vencido pelo Consórcio Planície, contempla toda região da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, que compreende todos os bairros de Guarus e os distritos de localidades de toda a região Norte do município.
O lote 2, vencido pelo Consórcio União, compreende os bairros Bela Vista, Jóquei Clube, Penha, IPS, Bandeirantes e bairros adjacentes na região de Guarus. Já o lote 3, vencido pela Viação Rogil, abrange os bairros da região do Shopping Estrada, Tapera, Lagoa de Cima e região Serrana de Campos.
Parte da frota (85 ônibus) foi financiada pelo Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), no valor de aproximadamente R$ 24 milhões. As empresas tomaram empréstimos também com instituições financeiras da rede privada, como Itaú e outros bancos para financiar os demais veículos. Do total de mais de 100 novos ônibus, todos estão saindo da fábrica com acessibilidade (plataformas hidráulicas) para facilitar a vida dos passageiros com deficiência física, principalmente os cadeirantes.
– O aporte financeiro do Fundecam representa redução no custo do investimento para as empresas, porque elas vão pagar juros de apenas 0,5% ao mês, bem diferente das taxas praticadas no mercado pelas instituições financeiras (bancos). Mas é bom deixar claro que, de forma alguma o empréstimo junto ao Fundecam representa risco para o município, tendo em vista que os veículos ficam alienados fiduciariamente – enfatiza o presidente do Fundecam, Otavio Amaral.
O contrato das empresas com o Fundecam compreende carência de um ano, com início em março deste ano. As parcelas vão ser amortizadas mensalmente, em 48 parcelas, deduzidas dos repasses que a Prefeitura faz regularmente do Programa Cartão Cidadão, referentes às complementações das passagens, tendo em vista que os passageiros pagam apenas R$ 1,00 e a diferença paga por cada passageiro é complementada com recursos dos royalties do petróleo do município.
Foto: Campos 24 Horas/Show Francisco
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