segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Homem é morto a tiros no Parque Santa Rosa

Crime aconteceu por volta das 14, na rua Dom Diniz, no conjunto habitacional popular do bairro


(Foto: Silvana Rust/Arquivo)

Um homem foi assassinado na tarde deste domingo, no Parque Santa Rosa, no subdistrito de Guarus, em Campos. Ninguém foi preso.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o crime aconteceu por volta das 14, na rua Dom Diniz, no conjunto habitacional popular do Parque Santa Rosa, conhecido como “Casinhas do Nolita”, em referência a Francio da Conceição Batista, o Nolita, que comandaria o tráfico na região e foi preso em março de 2018.

Até a última atualização desta reportagem, a vítima não havia sido identificada. Moradores ouvidos pelos policiais militares se limitaram a dizer que o homem não era morador da comunidade.

O corpo foi removido e enviado para o Instituto Médico Legal (IML), em Campos. O caso foi registrado na 146ª Delegacia Policial (DP), em Guarus.
Fonte:Terceira Via

Sete pessoas são baleadas em festa em Guarus

Eles não souberam falar sobre a autoria dos disparos; maioria das vítimas foi baleada nas pernas

Sete pessoas ficaram feridas após serem baleadas em uma festa no bairro Parque Novo Mundo, em Guarus, por volta das 23h deste domingo (20). Segundo informações da Polícia Militar, o caso foi na Rua Francisco Lobo da Costa. A polícia ficou sabendo da situação após o policial de plantão que fica no Hospital Ferreira Machado (HFM) informar sobre a chegada de sete pessoas baleadas no local. Muitas vítimas estavam com ferimentos de raspão nas pernas e nos pés.

Ainda segundo informações da Polícia Militar, as vítimas contaram que estavam em uma festa e ouviram disparos na frente do local. Foi então que algumas que estavam no interior da festa, saíram para olhar o que estava acontecendo e foram atingidas. Outras vítimas foram pessoas que estavam na entrada do local. A autoria dos disparos não foi informada.

O Hospital Ferreira Machado (HFM) divulgou informações sobre as vítimas:
R.G.M. – 26 anos, homem, perfuração por tiro na perna e abdomen, passou por cirurgia, estável mas inspira cuidados.
W.C.M. – 21 anos, homem, perfuração por tiro na perna direita, fez exames, estável em observação.
B.F.O. – 21 anos, mulher, perfuração por tiro na perna direita, fez exames, estável em observação.
H.A.S. – 20 anos, homem, perfuração por tiro na braço direito, fez exames, estável em observação.
L.P.S. – 30 anos, mulher, ferimentos leves, foi atendida e liberada.
A.J.S.F. – 24 anos, homem, ferimentos leves, foi atendido e liberado.
C.A.A.R.S. – 17 anos, homem, ferimentos leves, foi atendido e liberado.
Fonte:Terceira Via

Policiais do Setor Mike da 3ª Cia em São Francisco de Itabapoana, prende dois elementos com armas e munições


Policiais militares do setor Mike da 3ª Cia, quando em Patrulhamento neste domingo 20, por volta das 16 horas, depararam com dois elementos em uma moto em atitude suspeita. 

Foi dado ordem de parada e um deles pulou da motocicleta dispensando uma mochila e se evadiu a pé enquanto o outro evadiu com a motocicleta deixando uma mochila para trás, ao revista-lá foi encontrada uma pistola 9mm carregada com 15 munições e mais 20 munições de revólver cal. 38 e um aparelho celular motorola além de uma luva e a moto tudo ficou apreendido. De imediato pedimos apoio para realizar um cerco, em poucos minutos chegou as guarnições do PATAMO III e D/26, onde conseguimos capturar o elemento de iniciais A. M. L. T. 22 anos, em um loteamento próximo. Na rua do valão a moto da fuga foi encontrada. Após levantamentos realizados pelas guarnições conseguimos identificar o piloto da moto, que agora sabendo ser o de iniciais F. A. M, 19 anos. De posse dessas informações, as guarnições procederam até a residência desse último na Rua do Zezeca s/n, na Ilha dos Mineiros em São Francisco de Itabapoana, onde o mesmo foi localizado confessando ser o piloto da moto. Mediante os fatos procedemos a 147ª DP e posterior a 134ªDP onde ambos ficaram presos com base no artigo.

Lei nº 10.826 de 22 de Dezembro de 2003
Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), define crimes e dá outras providências.
Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa.


Fonte:Show Francisco

Caminhoneiro de Itapemirim morre em grave acidente na BR 101


Por Rafaela Thompson

Um grave acidente na noite deste domingo (20), na BR 101, em Itamaraju, na Bahia, ceifou a vida de um jovem motorista, morador de Itapemirim. Fábio, de 23 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu antes do socorro chegar, segundo a PRF.
Fabinho, como era chamado pelos amigos, conduzia um caminhão carregado com chapas de granito quando tombou em uma curva. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele não resistiu e morreu preso às ferragens.

O veículo, um Volkswagen bitruck, placa OCV 3863, de Rio Novo do Sul, ficou completamente destruído. O corpo do rapaz foi periciado e levado para o Serviço Médico Legal da região.
Fonte:Aqui

domingo, 20 de outubro de 2019

RIOCAP: Faz três pessoas premiadas neste domingo 20 em São Francisco de Itabapoana.

O 2° do Giro da Sorte é Gilquelha dos Santos de Santa Rita, o 6° do Giro da Sorte é Nikson Carlos do Macuco e o 9° do Giro da Sorte é Rogéria Mendes de Guaxindiba.
Continue acreditando o próximo pode ser você!

Caos em todo Rio de Janeiro com a partilha dos royalties


Falência do Rio
No dia 20 de novembro o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir o futuro do Estado do Rio de Janeiro. Está em pauta o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.917, na qual o Estado do Rio de Janeiro contesta o modelo de partilha dos royalties aprovado pelo Congresso Nacional na Lei 12.734/2012. Uma liminar da ministra Cármen Lúcia, de março de 2013, mantém a atual forma de distribuição. Políticos de diferentes bandeiras partidárias, com ou sem mandato, e analistas do cenário econômico são unânimes: se o STF autorizar a partilha dos royalties será a falência do Rio de Janeiro.

Aposta no adiamento
Existe a possibilidade de o julgamento ser adiado por 180 dias. Esse pedido foi protocolado no STF pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio no dia 9 de outubro. Na petição, assinada pelo governador Wilson Witzel (PSC), com apoio de outros cinco — do Amazonas, Wilson Miranda Lima (PSC); de Alagoas, Renan Filho (MDB); de Sergipe, Belivaldo Chagas Silva (PSD); de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL); e de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM). Presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) e prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania) aposta que a suspensão possa acontecer, dando fôlego aos produtores.

Prejuízo em números
O Estado do Rio de Janeiro seria o maior prejudicado com a perda de royalties e participações especiais. Segundo cálculos divulgados no mês passado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a estimativa é que entre 2020 e 2023 a administração estadual tenha uma perda de R$ 25,7 bilhões. Para os municípios produtores de petróleo, no mesmo período, a estimativa é de frustração na casa de R$ 30,1 bilhões. Diniz, em entrevista na página 2 desta edição, afirma que a redistribuição quebra financeiramente o Rio de Janeiro e todos os seus municípios, não só os produtores de petróleo.

Impactos
Ainda segundo dados da Firjan, a redistribuição privilegiando estados e municípios não produtores põe em risco o abastecimento de água para 95.931 pessoas, a manutenção de 566 mil alunos no sistema de ensino e a disponibilidade de mais de 4 milhões de atendimentos no sistema de saúde pública, entre 2020 e 2023. Em Campos, a queda na receita de royalties e participações especiais nos últimos anos já causou alguns episódios de alerta e com reflexos diretos nos serviços prestados ao povo. Como a greve da Saúde, que durou 23 dias, após o prefeito suspender temporariamente parte das gratificações aos profissionais da área.

Desperta
Diante de um cenário socioeconômico catastrófico e a letargia, com raras exceções, da sociedade civil organizada, surgiu em Campos o movimento Desperta Rio. A primeira reunião aconteceu na Folha, com representantes de entidades representativas de classe, na última segunda-feira. Já na sexta, o encontro foi na sede da Firjan no Norte Fluminense, reunindo também lideranças políticas e o público de maneira geral. Ficaram definidos alguns protestos. Uma manifestação acontece nesta quinta-feira, às 17h, na praça do Santíssimo Salvador. Sem datas definidas, protestos ocorrerão também na capital fluminense e em Brasília.

Corrupção
No início da década, quando o projeto para partilha estava em discussão no Congresso, muitas manifestações ocorreram. A liminar da ministra Cármen Lúcia deu estabilidade aos produtores em 2013. Desde lá, muitos casos de corrupção vieram à tona. O Rio chegou a ver presos todos os ex-governadores vivos e eleitos desde a redemocratização. Entre eles o casal Garotinho, que já comandou a Prefeitura de Campos, com Rosinha (Patri), no período dos maiores repasses de royalties. Entretanto, ficou a marca da dependência, obras desnecessárias, Venda do Futuro e escândalos revelados pelas operações Chequinho, Caixa d’Água e Secretus Domus.

Luta
Toda corrupção esviscerada nos últimos anos, talvez, justifique o fato de a sociedade civil não estar tão atenta aos riscos da partilha. Rafael alerta em entrevista não só como prefeito, mas na condição de presidente da Ompetro, que se a situação financeira não é das melhores, tende a ficar pior caso a partilha passe pelo STF em 20 de novembro. Diniz, como Witzel, acredita que o caminho é negociar com o Congresso. No entanto, sobre o descrédito da população quanto à luta pelas receitas da produção de petróleo, ele destaca que “o fato de terem usado mal o dinheiro dos royalties não significa que a gente deva abrir mão desses recursos”.

Charge do dia:
Fonte:Fmanhã


Campos corre risco de ter que devolver R$ 2,6 bilhões

JOSELI MATIAS


Cerca de R$ 2,6 bilhões. Esse é o valor que o município de Campos terá que devolver, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue constitucional, no dia 20 de novembro, a Lei 12.734/2012, que determina novas regras de partilha dos royalties do petróleo, com efeito retroativo a 2013, quando a norma foi sancionada. E o prejuízo não para por aí. Com a redistribuição dos recursos, os entes produtores terão uma fatia bem menor da que estavam acostumados. Para a maioria dos gestores e lideranças políticas do estado do Rio de Janeiro, as perspectivas são as piores possíveis.
A devolução dos valores excedentes, segundo a nova regra, pagos a estados e municípios produtores dependerá do entendimento do plenário do STF, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questiona as novas regras de distribuição dos royalties e participações especiais (PE). Pode ser que a nova lei passe pelo Supremo, mas sem efeito retroativo, levando produtores a perdas somente a partir da data da decisão. Mas o que os petrorrentistas esperam é que o STF reconheça a inconstitucionalidade da lei.

A alteração no modelo de partilha resultaria em impactos imediatos nos serviços básicos do Estado do Rio. A perda de receita estimada é de R$ 56 bilhões até 2023, sem falar nos cofres dos municípios petrorrentistas. A perspectiva é de que, se a partilha passar no STF, o total da perda na receita de Campos será de 35%. Municípios vizinhos, SJB perderia 39%; Quissamã, 35%, e Macaé, 24%.

Se o clima já estava tenso desde a confirmação da ADI na pauta do Supremo, em junho, a admissão da derrota no Judiciário pelo governador do Rio e ex-juiz federal, Wilson Witzel, durante reunião da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), em 10 de outubro, praticamente extinguiu as esperanças dos gestores de municípios produtores. Até então, Witzel apostava na vitória no julgamento do STF.

Presidente da Ompetro, o prefeito Rafael Diniz disse que todos saíram da reunião com Witzel muito preocupados. “Ninguém saiu confiante da reversão da situação no STF. Ficou definido na reunião que a articulação agora tem que ser no Congresso”.

Na tentativa de ganhar tempo para investir nas articulações políticas e negociar uma solução no Congresso, Witzel conseguiu as assinaturas de cinco governadores para endossar uma petição, protocolada em 9 de outubro, pedindo a suspensão, por seis meses, da tramitação da ADI e propondo uma audiência de conciliação entre estados e Distrito Federal. O pedido ainda não foi analisado pela relatora, ministra Cármen Lúcia. “A redistribuição dos royalties para todos não resolve o problema do Brasil, nem dos municípios, e afunda o Rio”, destaca Witzel.

O cientista social e doutor em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas José Luís Vianna também é taxativo: “Se passar pelo Supremo, a nova lei será desastrosa para todos os estados e municípios, porque vai pulverizar os recursos. O que cada um receberá não acrescentará quase nada aos orçamentos e a dependência e a dinâmica instável dos preços do petróleo se tornarão um problema, ou uma tragédia, nacional. Vão matar a galinha dos ovos de ouro”, afirmou José Luís, que acredita em um novo adiamento do julgamento.

— São dois os principais argumentos dos produtores contra a nova lei: o artigo 20 da Constituição deixa claro que as participações governamentais, como royalties e PEs, estão diretamente ligadas aos territórios onde a atividade ocorre; e o segundo argumento é o fato de a Constituição prever que os royalties também sirvam de compensação a estados produtores pelo fato de o ICMS dos combustíveis ser cobrado no lugar onde ele é consumido, e não onde é produzido, como acontece com todos os outros produtos. O prefeito Rafael tem trabalhado em conjunto com o governo estadual, a Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de Petróleo e a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (Freper). Mas, caso a lei seja considerada constitucional, os impactos negativos seriam catastróficos para os produtores. Se o efeito for retroativo a 2013, estimamos perdas da ordem de 80% da receita de royalties e PE já para 2020, para Campos. Caso não seja retroativo, estimamos perdas de 40% — analisa o diretor de Petróleo e Gás da superintendência de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campos, Diogo Manhães Henriques.

O deputado federal Christino Áureo, que preside a Freper, está confiante de que a Constituição vá prevalecer, e o STF decida a favor da ADI. “O Estado do Rio está em recuperação fiscal. Imagine se tivermos que devolver os R$ 32 bilhões a partir de 2012, e perder R$ 56 bilhões nos próximos cinco anos? É decretar a morte de um estado”.

“Desperta Rio” em defesa dos recursos

Representantes de entidades da sociedade civil de Campos deflagraram, no dia 14 de outubro, a mobilização “Desperta Rio”, em defesa da manutenção das atuais regras de repasse dos royalties. Um ato público na praça do Santíssimo Salvador no dia 24 de outubro, às 17h, vai ser o pontapé inicial de outras manifestações. Reunidos nessa sexta-feira (18) na sede regional da Firjan, as entidades de classe decidiram também que haverá mobilizações na Cinelândia e em Brasília, em frente à sede do STF, onde será entregue um manifesto aos ministros da Corte. O mesmo documento será encaminhado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Firjan faz alerta para os impactos sociais

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) emitiu, no dia 30 de setembro, nota técnica sobre os impactos para o estado e seus municípios com a redistribuição dos royalties e participações especiais. No texto, a Firjan alerta para a falta de recursos para várias áreas, caso o STF mantenha a Lei 12.734/2012.
“O estado do Rio e municípios terão impactos sociais substanciais, caso passe a vigorar a nova lei. A redistribuição dos recursos põe em risco o abastecimento de água para 95.931 pessoas, a manutenção de 566 mil alunos no sistema de ensino e a disponibilidade de mais de 4 milhões de atendimentos no sistema de saúde pública, entre 2020 e 2023. Para o estado, a distribuição pela nova lei gerará uma perda estimada equivalente a quatro anos de investimento na área de saúde, considerando o valor investido em 2018”, diz a nota.

— A perda de receita comprometerá seriamente o atendimento de serviços básicos à população, como saúde, segurança, educação, administração pública e judiciário — frisa Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan.

Segundo a nota, a atividade empresarial também será fortemente afetada.
Fonte: Fmanhã

Futuro do Fundeb no Congresso

Responsável por mais da metade do financiamento da educação básica da rede pública, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação ((Fundeb) vive um momento decisivo atualmente. Em vigor desde 2007 e com validade até 2020, propostas para sua manutenção, formado pela arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais, tramitam no Congresso Nacional. Ele foi criado auxiliar municípios com baixa arrecadação, como São Francisco de Itabapoana, no qual o valor recebi-do pelo fundo, em 2018, equivaleu a 77% do total utilizado na Educação, mas mesmo para Campos, que é um dos 50 municípios do Brasil com maior orçamento para educação, segundo levantamento da Frente Nacional dos Municípios (FNM), ele representou cerca de 62% dos recurso aplicados na pasta.
— O Fundeb é muito importante para todos os municípios que não têm uma arrecadação consistente de outras fontes, como IPTU ou royalties. O país muito desigual. A gente espera que haja uma ampliação para que possamos melhorar a educação — afirma a secretária de Educação e Cultura, Yara Cinthia de São Francisco de Itabapoana. A prefeitura de Campos informou, em nota que o Fundeb é a principal fonte de financiamento em Educação e fortalecer este instrumento permitiria promover melhorias. Os municípios de São João da Barra e Macaé foram procurados pela Folha, mas não responderam as demandas.

Atualmente, uma lei federal fundamenta o programa e cada estado tem um fundo próprio formado por recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados, Distrito Federal e municípios. O governo federal acrescenta o equivalente a 10% do total computado. A destinação dos investimentos é feita de acordo com o número de alunos da educação básica.

No Senado, tramitam as propostas de emenda constitucional PEC 65/2019 e PEC 33/2019, e na Câmara dos Deputados, a PEC 15-A/2015. Todas preveem a renovação do fundo e a necessidade de torná-lo permanente na Constituição, mas apontam diferentes caminhos para o aumento da contribuição da União. A PEC 65/19 fala em ampliar dos atuais 10% para 40% a complementação da União em 11 anos; a PEC 33/2019, aponta uma complementação de 30% em três anos; já a PEC 15/15 prevê um salto inicial da complementação para 15% e uma progressão até chegar a 30%, em dez anos.

A falta de consenso é um dos problemas para a aprovação de uma proposta. O ministro da educação, Abraham Weintraub, afirmou também que o governo é favorável à manutenção, mas propõe que parcela da União aumente em uma escala progressiva de 1 ponto percentual por ano até o percentual de 15%. Até o fechamento desta edição, nenhuma votação sobre o assunto estava marcada. (C.S.)

Fundo reflete na expansão da rede municipal
Um de seus principais efeitos do Fundeb, apontado em documento da FNM, foi o de estimular a municipalização das escolas de ensino fundamental, que se encontravam, em sua maio-ria, na rede estadual. “Em 1996, antes da adoção do Fundef, as redes estaduais de ensino respondiam por 62,8% do total de matrículas no ensino fundamental do sistema público, en-quanto que a presença dos municípios era de 37,1%. Em 2006, último ano de vigência do Fundef, essa configuração já se encontrava invertida, com os estados captando 39,7% do número de alunos no ensino fundamental e os municípios, 60,3%. Em 2018, essa participação chegou a 31,4% nos estados e a 68,5% nos municípios”, explica.
Especialista aponta que o fundo incentivou municípios e estados a cumprir suas responsabilidades e a expandir o atendimento na educação com segurança financeira. “É muito necessário e importante porque o objetivo principal do Fundeb é promover a distribuição dos recursos vinculados à educação para melhorar a qualidade educacional”, afirmou a pedagoga Carla Sarlo.

Quem está na ponta deste processo afirma que os desafios são muitos. “Tem a falta de in-vestimento adequado do governo, que não viabiliza a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do ensino. Falando do básico: ventiladores, programas de acessibilidade e inclusão. Além disso, a desvalorização dos professores continua enorme: baixa remuneração, sem planos de carreira atraentes e condizentes com a realidade da profissão. Além disso, a escola tem que estabelecer uma relação mais próxima com a comunidade”, argumenta a professora de história Larissa Valentim.
Fonte:Fmanhã

Campanha para cadastro de doação de medula encerrada com sucesso neste sábado

Cadastro de doadores (Foto: Genilson Pessanha)Cadastro de doadores (Foto: Genilson Pessanha)Cadastro de doadores (Foto: Genilson Pessanha)


A campanha “Campos, doe esperança. Doe medula” foi encerrada neste sábado (19) duas horas antes do previsto e superou a meta de mais de três mil cadastros efetuados, nos dois dias de mobilização. Até às 12h, 1.200 pessoas compareceram ao Ciep da Lapa para praticar o gesto de solidariedade. Ontem, foram contabilizados 1.700 cadastros. Diante das dificuldades para o cadastramento de doadores, a campanha, iniciada na sexta-feira (18), foi organizada por um grupo de mais de 200 voluntários. Devido a grande adesão, a expectativa é de que novas campanhas sejam promovidas na cidade.
De acordo com a organização da campanha, por volta das 14h, somente as pessoas que já estavam no interior da unidade de ensino puderam fazer o cadastro, cujo prazo inicialmente seria encerrado às 16h.
— O sucesso da campanha superou todas as expectativas da organização. A equipe do Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação (HLA) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) veio com profissionais e material para atender duas mil pessoas, o que já seria um número maravilhoso. Como só no primeiro dia foram 1.700 cadastros, a organização da campanha foi em busca de mais material. Foi então que conseguimos mais kits do próprio HLA, fomos ao Rio e buscamos nessa madrugada. Ainda conseguimos a doação de mais mil kits de suas empresas privadas em Campos que gentilmente nos fizeram a doação. Todo material foi esgotado. Agradecemos do fundo do coração a todos que vieram e aqueles que por esse ou outro motivo não puderam se cadastrar — disse a organização.
Em março, a professora Priscila Pixoline Eiras Costa, de 34 anos, iniciou um tratamento para combater a leucemia, em um hospital de Niterói. Desde então, ela faz parte da fila de pacientes que aguardam doação de medula óssea. “Se eu acordo todos os dias com a vitória na cabeça, é por causa dele, do meu filho”, declarou.
Após confirmada a hipótese de leucemia, que surgiu durante uma consulta de rotina com uma obstetra, Priscila disse que, ao descobrir a necessidade do transplante de medula, o irmão fez o teste de compatibilidade, com resultado de 50%. No entanto, o índice de rejeição é grande, o que levou a professora a entrar na fila de espera.
— A gente está nessa busca por doador de 80%, 90%, 100% compatível. Seria o ideal. A nossa é luta é diária. Por mais que eu possa ficar um tempo em casa, a gente ainda fica com receio de ter alguma coisa e voltar para o hospital. A medula, além de fabricar as células do sangue, ela também é responsável pelo sistema imunológico. Tem várias restrições quanto à alimentação, além de evitar aglomeração. Hoje eu estou aqui porque eu sei que é uma quadra, es-paço aberto. O risco é muito menor, mas existe. Eu estou abraçando todo mundo e não tem como me segurar, não tem como não receber esse carinho — declarou.
A professora, que tem um filho de um ano e dois meses, também enfrentou restrição quanto à amamentação. Para ela, o afastamento de casa, para tratamento, é um dos momentos mais difíceis:
— A primeira internação foi a mais difícil e a mais demorada também. Eu fiquei uns 30 dias no hospital. Parei de amamentar. Eu era mãe em tempo integral, tive que cortar a amamentação de um dia para o outro e foi muito difícil, porque meu filho não tinha acesso à chupeta, à mamadeira, nada disso. Estava começando na fase de introdução alimentar. Eu falo que nada que acontece comigo no hospital vai superar a dor da saudade. O tempo passa muito rápido. Duas semanas fora do hospital passam voando. No hospital, a gente fica contando as horas que não passam. Então, eu quero aproveitar sempre o máximo.
Um dos organizadores da campanha, o enfermeiro e professor Rafael dos Santos Batista, de 37 anos, disse estar se sentindo realizado com o número de doadores que compareceram ao Ciep. A quantidade foi além da esperada para as primeiras horas do cadastramento. Ele relatou que, para a realização da campanha, foram necessários aproximadamente quatro meses de organização, com auxílio de voluntários, igrejas e divulgações para conscientizar a população sobre a importância da doação.
— A campanha começou com o Fernando. Ele pediu autorização do HLA (Laboratório de His-tocompatibilidade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) para que eles pudessem vir aqui. Quando chegou a autorização, ele mobilizou os amigos. Aí, fizemos uma reunião na Igreja do Saco (Nossa Senhora do Rosário), com pouquíssimas pessoas. A mobilização começou ali. O mais interessante é que essa campanha ficou na mão da sociedade civil. Não tem dinheiro público aqui. São doações de pessoas que queriam ajudar. É uma campanha de voluntários. Ela aconteceu com a vontade das pessoas de Campos — relatou Rafael, destacando que, para efetuar o cadastro, os doadores tinham que ir até o Rio de Janeiro ou Vitória.
Para o enfermeiro, a campanha deste final de semana é o primeiro passo para que seja insta-lado um ponto de coleta no município. “Creio eu que nós vamos colher uns 1000 só hoje (sexta).
Além de campistas, o espaço de cadastramento reuniu moradores de outros municípios da região, como São João da Barra, São Francisco de Itabapoana e São Fidélis. “Tem ônibus para vir amanhã (sábado) de São Fidélis. Mobilizou muito porque a região viu a oportunidade de fazer algo. A gente só escuta coisas ruins sobre Campos. Então, foi uma oportunidade para o campista mostrar que tem força e pode fazer algo diferente sem depender do poder público. E eu agradeço muito a todos os voluntários que participaram dessa ação”, pontuou.
Para se cadastrar como doador, é necessário ter entre 18 e 54 anos, estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante e não precisa estar em jejum. É preciso apresentar documento oficial com foto. Pessoas que tenham tatuagens e piercings também podem realizar o cadastramento. A restrição para doação ocorre apenas em casos de doenças sanguíneas, imunológicas e pessoas que tenham feito tratamentos oncológicos.
Apoio à ação — Junto aos que compareceram para se cadastrar como doadores, diversas pessoas foram até o Ciep para apoiar a campanha nesta sexta-feira. Entre os apoiadores, estava a pequena Manuela Ribeiro de Morais, de 10 anos, acompanhada pelo pai, Júnior Ri-beiro, e pela médica Sandra Chalhub de Oliveira, que diagnosticou a leucemia na criança no ano passado. Diversas campanhas de doação de sangue foram realizadas em prol da menina. Atualmente, ela está em fase de remissão completa da doença, com consultas quinzenais para revisão.
Júnior relatou que, no dia 24 de outubro do ano passado, Manuela apresentou um quadro de febre. Os pais a levaram ao hospital, e surgiu a possibilidade de a menina estar com a doença. O diagnóstico foi confirmado dois dias depois, por Sandra. Logo depois, Manuela foi levada para o Rio de Janeiro, onde passou pelo tratamento. Para o pai, a participação na campanha de doação de medula é uma forma de incentivar a população sobre a importância do gesto.
— Na verdade, foi o que eu coloquei nas redes sociais: quando a gente se depara com o “precisar”, quando chega à nossa casa — mesmo que não tenha sido o caso dela (Manu), mas vimos, neste um ano de tratamento, como muitos necessitam —, vemos como é importante a doação de medula. No caso dela mesmo. Ela necessitou de infinitas transfusões de sangue, plaquetas e hemácias. Para nós, o doar é que é importante — afirmou.
Sandra se recordou dos primeiros momentos do diagnóstico de Manu e dos passos dados até a remissão da doença.
— Ela está na fase de remissão completa. Em criança, há uma chance muito grande de cura sem o transplante, dependendo da leucemia. No caso dela, foi uma possibilidade que conseguimos alcançar — contou, ressaltando acreditar que a campanha é o primeiro passo para se criar uma cultura de doação, tanto de medula quanto de sangue, em Campos e na região.

Fonte:Fmanhã

Festa para as crianças neste domingo no Jardim São Benedito


Supcom

Organizada pela Superintendência de Entretenimento e Lazer, evento terá como atração, a cantora campista Julia Ferreira, do The Voice Kids.Para marcar a passagem do Mês das Crianças, a Superintendência de Entretenimento e Lazer realiza neste domingo (20), às 11h, um evento para a garotada no Jardim São Benedito, no Centro. Como atração musical, vai se apresentar a cantora campista Julia Ferreira, participante da primeira temporada do The Voice Kids, da TV Globo.

— Vai ser um fim de manhã e início de tarde muito divertido para a criançada, que tem na cantora Julia Ferreira, uma verdadeira inspiração. Estão todos convidados ao Jardim São Benedito, para momentos de alegria e muita descontração — afirma o superintendente de Entretenimento e Lazer, Helio Nahim.

Fonte: Supcom

Policiais do DPO de Goitacazes apreendem grande quantidade de drogas na margem do Canal dos Coqueiros

Apreensão aconteceu no sábado após agentes receberem denúncia; ninguém foi preso


(Foto: Divulgação PM)

Policiais do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Goitacazes apreenderam grande quantidade de drogas no início da noite de sábado (19) na Margem do Valão, em Nova Goitacazes.

Segundo informações cedidas pelo 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM), os agentes receberam a informação de que homens envolvidos com o tráfico teriam escondido drogas nas margens do Canal dos Coqueiros.

A guarnição foi até o local e encontrou, então, 343 pinos de cocaína e 453 buchas de maconha. Ninguém foi preso.

O material apreendido foi levado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado e será investigado.
Fonte:Terceira Via

Campistas recorrem a tratamentos com maconha medicinal

Pacientes estão usando remédios à base da cannabis para combater diversas doenças como epilepsia e também para autismo
POR PRISCILLA ALVES


Fotos: Divulgação

“Quando a gente fala do uso medicinal da maconha, todo mundo tem preconceito. As pessoas não conhecem, mas só nós que realmente precisamos, sabemos da importância disso”. O relato é de Marta Valéria Hiath Trezena, mãe de K., de 17 anos, que tem síndrome de West (tipo raro de epilepsia), autismo e conseguiu bons resultados após o uso do óleo da cannabis (a planta da maconha). Embora haja um movimento pela legalização do uso medicinal da planta, pouco ainda se sabe e se discute sobre o assunto. Em Campos, um grupo tem se mobilizado há cerca de dois meses para falar sobre o tema, prestar atendimento gratuito para quem precisa e dar apoio aos pacientes.

O óleo extraído da cannabis pode ser utilizado, principalmente, para o tratamento de pacientes com epilepsia, autismo e dores crônicas. Atualmente, para ter acesso aos medicamentos à base das substâncias da cannabis, é necessário que o paciente ou o responsável tenha uma receita médica e faça uma solicitação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para, legalmente, importar os medicamentos feitos a partir da cannabis. Eles podem ser comprados de países como os Estados Unidos, Canadá e Holanda. Os preços variam de acordo com a demanda, mas podem custar em média R$ 2 mil. Entre outros motivos, o valor elevado e toda a burocracia para a importação deste medicamento, são alguns dos fatores importantes que provocaram a mobilização do grupo em Campos.

“O objetivo é incentivar as pessoas a cultivar a maconha não para ter fins lucrativos, mas para usar como uma medicação, assim como atualmente as pessoas usam o boldo e a erva-cidreira, por exemplo. Que as pessoas possam fazer sua horta e tenham consciência dos benefícios para a saúde. É uma planta medicinal”, contou C.R.A, que tem 52 anos e é uma das organizadoras do grupo em Campos. Ela faz o uso autorizado do óleo há cerca de dois anos devido a uma artrose cervical lombar que causava fortes dores. C.R.A. pediu para ser identificada apenas pelas iniciais nesta reportagem.

Em Campos

O grupo recém-surgido na cidade é um ‘braço’ da Associação Brasileira Para Cannabis (AbraCannabis), que tem parcerias com instituições como a Fiocruz e a UFRJ. O grupo conta ainda com a colaboração do médico Nathan Kamliot, especialista em Terapia Intensiva e em Saúde Pública e um dos diretores da AbraCannabis no RJ.

“Em Campos, tenho atendido estes pacientes uma vez por semana de forma voluntária. Cada caso é analisado. O que estamos fazendo na cidade é tentar continuar o que já é feito no Rio de Janeiro. É um trabalho inicial ainda, mas a perspectiva é muito boa. Este é um medicamento que ainda é de acesso difícil, pois não é todo médico que prescreve e o custo é muito alto. Uma das vantagens da cannabis é que o paciente geralmente não precisa usar outros medicamentos tão agressivos”, explicou.

O médico conta ainda que teve o interesse despertado pelo assunto após conhecer um caso de tratamento bem sucedido. “Há cinco anos um paciente que eu já conhecia, que tinha coreia de Huntington (doença rara e incurável em que as células nervosas se rompem), melhorou muito a partir do uso do óleo de cannabis. Então, eu passei a me interessar mais sobre o assunto. Além disso, me formei na França e, na Europa, a cannabis é utilizada como suplemento alimentar e é vendida em qualquer lugar”.


Pesquisadora da Uenf (Foto: Carlos Grevi)

Entre os principais componentes da cannabis usados na produção dos medicamentos, estão o canabidiol CBD e/ou tetrahidrocannabinol (THC). Aluna do segundo ano do Doutorado em Produção Vegetal, com ênfase em química dos produtos naturais, da Universidade Estadual Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Ingrid Trancoso trabalha atualmente em uma pesquisa sobre o manejo da planta. O objetivo é descobrir como alguns fatores do manejo interferem na produção destes componentes utilizados nos medicamentos, para assim descobrir realmente qual é a melhor forma de produzi-los.

“Os compostos da planta apresentam uma variação muito grande e tudo pode influenciar isso. A planta tem uma gama terapêutica ampla e isso é o que mais me chama atenção. Além disso, existe uma demanda que não é atendida. São pouquíssimas pesquisas com a cannabis aqui no Brasil e acredito que a minha pode ajudar muitas pessoas. Eu sozinha não faço nada, mas em parceria com outros profissionais posso ajudar”, comentou.

A Marta Valéria, citada no início desta reportagem, é um dos casos de pessoas que vivem na esperança de que o uso legal destes medicamentos seja de acesso mais fácil. A mãe do K. já estava há mais de dois meses sem conseguir dormir, por causa das crises convulsivas do filho, que aconteciam entre 7 e 9 vezes durante o dia e também de madrugada. Foi então que, após seu outro filho falar sobre os benefícios do óleo da cannabis, ela buscou ajuda.

“No início, meu esposo não queria aceitar por causa do preconceito, mas o K. ultimamente estava muito agitado e tinha ainda mais crises. Eu o levei em um neurologista e o médico disse que não havia mais o que fazer, porque ele já tinha tentado várias alternativas. A solução sugerida por ele foi a gente se revezar aqui em casa para ficar acordado vigiando o K. Mas ele só piorava… Então, depois de tentar de tudo, resolvemos buscar ajuda e testar o óleo”, lembrou. A família, que mora no Espírito Santo, veio a Campos para o atendimento com o Dr. Nathan Kamliot, que aconteceu no último dia 12. Os resultados já são celebrados.

“Logo após a consulta, ele começou a fazer o uso do óleo com uma amostra que recebemos. No mesmo dia, eu já percebi uma melhora. Desde então, ele está muito mais calmo. Ele não precisa ficar mais com a mão amarrada, como ficava antes para evitar que se batesse, e as crises convulsivas diminuíram consideravelmente. O óleo fez um bem para meu filho que a medicina tradicional não conseguiu. Eu já tive preconceito e digo que as pessoas precisam perder essa visão deturpada que alguns ainda têm”.


(Foto: Arquivo pessoal)

Evolução celebrada Alice Mothé é mãe dos gêmeos I. e B., de oito anos, que têm autismo e deficiências metabólicas. Ela também é uma das organizadoras do ‘braço’ da AbraCannabis em Campos. Até os seis anos de idade, antes do início deste tratamento, os gêmeos tinham dificuldade de comunicação e outros problemas.

“Antes do uso do óleo, eles eram crianças hiperativas, com déficit de atenção, dificuldades na fala e ficavam regularmente doentes, porque o sistema imunológico deles era muito frágil. Outro problema é que o uso dos antibióticos alopáticos nunca fez bem a eles. Eles passavam muito mal com as drogas convencionais, não tinham respostas e isso debilitava muito os dois”, relatou. Depois que conheceu os benefícios do óleo da cannabis, Alice buscou o tratamento para os filhos, que já dura dois anos. O custo do tratamento é de R$ 3 mil em média por mês para os dois.

“Atualmente eles são crianças reguladas, aprenderam a ler e a escrever, se comunicam muito bem e falam perfeitamente. A atenção e a hiperatividade melhoraram muito também. Eles não conseguiam ficar parados em uma única atividade, mas hoje estão mais concentrados e os resultados médicos na saúde deles também evoluíram. São gotinhas pingadas na língua que melhoraram muito a qualidade de vida deles. Hoje eu vejo meus filhos com um desenvolvimento típico, de acordo com a idade cronológica deles. Além disso, estão se desenvolvendo muito bem nos estudos também.


Dra. Isabela, psiquiatra (Foto: Carlos Grevi)

Opinião de especialista

Apesar de muitos benefícios relatados por quem defende a causa, o uso da cannabis para tratamento médico causa opiniões divergentes. Recentemente, a Anvisa, responsável por autorizar o paciente a importar o óleo, adiou a decisão que poderia regulamentar a produção, plantio e transporte da maconha medicinal pelas empresas farmacêuticas e sobre o registro de medicamentos produzidos à base de cannabis.

Para a psiquiatra Gabriela Dal Molin, que atende jovens e também é professora da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), o tema é atual e delicado. Ela nunca prescreveu o uso da maconha medicinal, mas demonstra preocupação sobre o uso da maconha comum.

“O uso medicinal tem critérios a serem seguidos e pode favorecer certo alívio, tais como: náuseas causadas pelo câncer, esclerose, anorexia e convulsões. Porém, o uso da maconha comum ainda demonstra preocupação em particular, principalmente em relação aos jovens. Questiona-se se a liberação para o uso medicinal estaria contribuindo para passar a ideia de que a maconha é uma substância inofensiva, mesmo com estudos que mostram seu potencial prejuízo ao desenvolvimento. É importante salientar que maconha tradicional pode causar surto psicótico devido a componentes alucinógenos e transtorno de ansiedade”, pontuou.
Fonte:Terceira Via

Lavrador é atingido por golpes de punhal na varanda de casa em distrito de Mimoso do Sul


Por Guilherme Gomes

Um lavrador de 51 anos foi atingido por golpes de punhal, na tarde desta sexta-feira (18), na varanda de sua residência, no distrito de Conceição do Muqui, em Mimoso do Sul.

Segundo informações da mãe da vítima, dois homens se aproximaram da residência do lavrador José Márcio, e o chamaram para fora da casa, onde desferiram os golpes em seu abdômen. A mãe da vítima conta que seu filho sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há pouco mais de um ano, mas que não tinha problemas com ninguém da região. A motivação da tentativa de homicídio ainda não foi descoberta.

José Márcio foi socorrido por um morador da localidade e levado para o Hospital Apóstolo Pedro, em Mimoso do Sul. Após os atendimentos iniciais, foi transferido para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim e seu estado de saúde é estável.
Fonte:Aqui