domingo, 8 de março de 2020

Dia D contra sarampo atinge marca de 1 milhão de vacinados desde o início da campanha

Secretaria de Estado de Saúde alerta que a meta é imunizar mais 2 milhões

Reprodução.

Em 2020, foram confirmados 196 casos de sarampo no estado do Rio de Janeiro, distribuídos em alguns municípios .

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu neste sábado (07/03) o segundo Dia D de vacinação da campanha “RJ contra o Sarampo” com o objetivo de mobilizar a população e aumentar a cobertura vacinal do estado. Os caminhões volantes da SES estiveram no Leme, São Gonçalo, Japeri e Arraial do Cabo. Além deles, milhares de unidades de saúde nos 92 municípios também abriram as portas. Desde o início da campanha, em 13/01, 1 milhão de pessoas foram imunizadas. No entanto, o número representa apenas um terço da meta do governo estadual, de 3 milhões.

A faixa etária recomendada para a vacinação é de 6 meses de idade até 59 anos, mas as crianças fazem parte do grupo mais vulnerável. Dos 658 casos no estado desde o ano passado, 412 foram registrados em crianças com até 9 anos, representando 62,6%. O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, aponta que quem se vacina, garante a própria proteção e de quem não pode se vacinar.

“A vacinação é uma responsabilidade de todos nós, é uma questão de cidadania. No caso do sarampo, a vacina é a única forma de prevenir a doença, então não podemos abrir mão dessa proteção. Também é importante que outras doenças, como o coronavírus, não desviem a atenção devida ao sarampo. Enquanto o Covid-19 registra apenas casos importados no estado, sem transmissão local, o sarampo é um perigo muito mais próximo, altamente contagioso e que fez a primeira vítima depois de vinte anos”, alerta o secretário Edmar.

Confira vídeo do Dia D da campanha "RJ contra o Sarampo" em http://bit.ly/DiaDcontraoSarampo0703 ou https://we.tl/t-rCvg7u4XOu.

Vacinação móvel
Para ampliar a oferta e acesso à vacina, desde janeiro a SES estaciona seus caminhões volantes perto da população, nos municípios mais sensíveis quanto a casos ou cobertura vacinal, como Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Japeri, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Itaboraí, Maricá, Araruama, Cabo Frio e Arraial do Cabo.

Entre os dias 10 e 13 de março, os caminhões chegam a Mangaratiba, Angra dos Reis, Valença, Resende, Três Rios, Paraíba do Sul, Nova Friburgo e Petrópolis.

Além da vacinação itinerante, os pontos fixos na capital, em locais de grande circulação de pessoas, continuam disponíveis na próxima semana: Praça XV, Metrô Carioca, Central do Brasil, Aeroporto Santos Dumont e Iaserj Maracanã.

Sobre o sarampo
O sarampo é transmitido por meio da fala, da tosse e do espirro. Os principais sintomas são mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde e está disponível gratuitamente nos postos de saúde municipais.

Em 2020, foram confirmados 196 casos de sarampo no estado do Rio de Janeiro, distribuídos nos municípios de Armação de Búzios (1), Barra do Piraí (1), Belford Roxo (14), Duque de Caxias (34), Maricá (1), Mesquita (2), Nilópolis (4), Niterói (21), Nova Friburgo (9), Nova Iguaçu (25), Paty do Alferes (1), Petrópolis (3), Queimados (2), Rio Bonito (2), Rio de Janeiro (54), São João de Meriti (16) e Teresópolis (6). No ano passado, foram registrados 462 casos da doença.

Contraindicações da vacina
No caso de pessoas que apresentam doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.

Fonte: Ascom

Curso Livre de Teatro abre inscrição para novas turmas na segunda (9)


Supcom

Prazo segue até 27 de março na sede do Teatro de Bolso. Interessados devem ter idade a partir de 15 anos.

A Prefeitura de Campos, através da FCJOL (Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima) abre, nesta segunda-feira (9), inscrições para o Curso Livre de Teatro. Os interessados devem se dirigir à recepção do Teatro Trianon, localizado na rua Marechal Floriano, 211, Centro, das 9h às 17h, e preencher a ficha cadastral.

Podem se inscrever pessoas com idade a partir de 15 anos e não é exigida experiência. Em caso de menores, é necessária a presença do responsável no ato da inscrição. As aulas serão ministradas às segundas e terças-feiras, das 18h às 22h, no Teatro de Bolso Procópio Ferreira, na Av. Quinze de Novembro, 35, Centro.

Dividido em quatro blocos, as aulas serão seguidas por Interpretação, com Rosangela Queiroz; Voz, com Léo Júnior; Corpo, Luciano de Paula; e Poéticas, com Artur Gomes. O curso terá ainda o apoio de estudantes da Licenciatura em Teatro do IFF (Instituto Federal Fluminense), que foram selecionados no Projeto Viva Ciência — desenvolvido pela Prefeitura de Campos — e que fazem estágio no Curso Livre de Teatro e tratam da caracterização e indumentária.

O Curso tem duração de dois anos e possui os módulos iniciante e iniciados, praticando dois exercícios cênicos por ano. Para o Gerente de Artes e Ofício, o Curso Livre de Teatro é um sucesso e sempre recebe inúmeras inscrições oportunizando os interessados na arte.

- Temos um respeito enorme por nossos alunos, pois sabemos da importância em alimentar o fazer teatral em nossa cidade. Vejo vários ex-alunos mobilizados e levantando a bandeira do teatro, formando novos grupos e resistindo. Minha gratidão à gestão do prefeito Rafael Diniz por proporcionarem a continuidade desse curso tão importante para o município - finalizou Pedro Fagundes. 

Fonte: Supcom

Uma adolescente morre em acidente no município de São João da Barra

Uma adolescente, ainda não identificada, morreu em uma colisão registrada, na noite deste sábado (07), em Chapéu do Sol, São João da Barra, no norte fluminense.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a colisão envolveu uma motocicleta e um veículo, com o impacto da batida, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ainda não se sabe as causas do acidente e se houve outras vitimas.

O corpo da vitima após pericia será removido pelo rabecão do 5º Grupamento de Bombeiros Militar para o Instituto Médico Legal de Campos. E o acidente será registrado na 145ª Delegacia de São João da Barra.

Etanol tem variação de 19% nos postos de Campos

Gasolina Aditivada apresenta preço médio de R$ 5,11, segundo pesquisa do Procon


(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

O Etanol teve variação de 19% nos postos de Campos e o preço médio atual é de R$4,09. O dado está na pesquisa feita por fiscais da Superintendência Municipal do Procon/Campos, entre os dias 17 e 18 de fevereiro, e divulgada nesta semana. Já a Gasolina Aditivada apresentou preço médio de R$ 5,11. Os dados estão sujeitos a alteração, conforme a data da compra, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções.

No total, 25 estabelecimentos foram visitados com objetivo de oferecer referência de preço à população. Foram coletados os custos dos seguintes combustíveis: Gasolina, Gasolina Aditivada, Etanol, Diesel e Diesel S-10. O segundo produto com maior variação foi o Diesel S-10 (8%), sendo comercializado com preços que variam entre R$ 3,59 e R$ 3,89. O preço da gasolina comum apresentou uma variação de 6%, sendo o maior valor encontrado R$ 5,09 e o menor, de R$ 4,81, com uma média de R$ 4,93.

A Superintendência explica que a política de preço da Petrobras define o custo da gasolina e do diesel através do valor do petróleo no mercado internacional. Já o valor do Etanol é determinado de acordo com as safras e as entressafras da cana-de-açúcar.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou que, no mês de fevereiro, os valores médios para o estado do Rio de Janeiro foram de: 5,01 (Gasolina); R$ 4,24 (Etanol); R$ 3,72 (Diesel) e R$ 3,83 (Diesel S-10). Já os valores médios em todo o território Nacional foram de: R$ 4,55 (Gasolina); R$ 3,24 (Etanol); R$ 3,71 (Diesel) e R$ 3,79 (Diesel S-10).
Fonte:Terceira Via

Novos métodos de prevenção ao HIV

Em Campos, a média é de 1.500 testes rápidos feitos anualmente para diagnóstico da doença

POR LETÍCIA NUNES


O paciente é atendido por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e demais profissionais (Foto: Divulgação)

O preservativo continua sendo o maior meio de evitar as doenças infectoparasitárias (como o vírus HIV), as hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). Contudo, em casos específicos, podem ser utilizados outros métodos de prevenção. Em Campos, o programa Dst/Aids e Hepatites Virais oferece alternativas do conjunto de estratégias da Prevenção Combinada do Ministério da Saúde. Anualmente, segundo dados do órgão, são realizados na cidade cerca de 1.500 testes rápidos para diagnóstico do HIV, sífilis e hepatites B e C. Somente no passado, foram diagnosticados na cidade 252 pacientes com o vírus da Aids.

A mais recente estratégia de prevenção ao HIV começou a ser utilizada no município em maio do ano passado, a chamada Prevenção Pré-Exposição (PrEP). É um tratamento com medicação que impede o desenvolvimento do vírus no organismo, antes mesmo de a pessoa ter o contato. O PrEP começa a fazer efeito em um período de 7 a 20 dias.

“Em 2019, foram 57 casos de PrEP no programa. Qualquer pessoa pode tomar? Existe um grupo de risco: homens que fazem sexo com homens, moradores de rua, profissionais do sexo, e pessoas que podem estar expostas ao vírus HIV. É importante ressaltar que esse método não protege de outras infecções sexualmente transmissíveis. Toda pessoa indicada ao PrEP passa por uma avaliação para verificarmos a real necessidade”, explica o coordenador de Enfermagem do programa, Rodrigo Rodrigues de Azevedo.

Outra forma é a Prevenção Pós Exposição (PEP). Também utiliza medicamentos para reduzir o risco de infecções, só que em casos de violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional.

“Existe um período de 72 horas após um episódio de risco para que o paciente inicie o processo. O índice de infecção nesses casos é de menos de 1%. No programa, as medicações em casos de PrEP ou PEP são fornecidas gratuitamente”, esclarece.


Coordenador de Enfermagem do programa, Rodrigo Rodrigues de Azevedo (Foto: Carlos Grevi)

Número de casos de HIV
O programa Dst/Aids e Hepatites Virais acompanha atualmente mais de 5 mil pacientes com vírus HIV na cidade. Segundo o coordenador de Enfermagem, o número expressivo de assistidos tem uma explicação: como a Aids não tem cura, esse paciente não recebe alta e por isso os casos vão se somando anualmente. O espaço também recebe para tratamento pessoas diagnosticadas com as demais infecções. Em 2019, foram 111 casos de hepatite B e C, 329 de doenças infectoparasitárias, como toxoplasmose, e mais 392 registros de pacientes com infecções sexualmente transmissíveis (IST). A maioria dos diagnósticos era de sífilis.

“Em casos de HIV, a regularidade com que este paciente vai precisar retornar ao programa para avaliação mensal é em média a cada quatro meses, além de ter que vir buscar a medicação a cada trinta dias”, diz.

Aumento após o carnaval
Muito se fala no aumento do número de casos, principalmente de HIV, após o carnaval. Rodrigo explica que em anos anteriores, a procura pela realização de testes rápidos no programa nesse período realmente aumentava.

“Hoje, há uma descentralização, pois todas as unidades básicas de saúde fazem a testagem. E mesmo com o aumento na procura pelo teste, isso não quer dizer que o índice de diagnósticos teve uma alta. São em média 20 casos mensais. Existe um grupo de risco, logo a maioria dos casos são de pessoas que fazem parte dele. O que tem crescido bastante são casos envolvendo jovens e aí entra o reforço de campanhas para o uso do preservativo”, revela Rodrigo

Preconceito
O programa também conta com um serviço de busca ativa dentro do Hospital Ferreira Machado. De lá, muitos pacientes são encaminhados para o diagnóstico. A equipe também atua na realização de campanhas de conscientização e na capacitação de profissionais para a realização de testes rápidos nas unidades de saúde do município. Mesmo com muito avanço do tempo, a resistência da sociedade em falar sobre o assunto é grande e essa questão é uma das inúmeras razões para que muitos abandonem o programa. De acordo com Rodrigo, o índice de má adesão é grande, cerca de 50%.

“Alguns não retornam porque escondem o problema da família. No programa, todas as informações sobre qualquer pessoa são mantidas em sigilo. Nós incentivamos o paciente a contar para algum parente ou amigo, mas é uma opção dele. Aqueles que mantêm o tratamento de forma correta têm uma qualidade de vida como qualquer outra pessoa. Lidamos diariamente com crianças, jovens, adultos e idosos. Pessoas de todos os tipos. Apesar de existir muita informação disponível, falta justamente essa disseminação. O preconceito ainda está presente e o paciente sente isso na pele”, completa.
Fonte:Terceira Via

Mulheres em Campos ainda à espera do CEAM

Apesar do trabalho realizado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, vítimas carecem de apoio


Patrícia Santana relata que em 2018, após um desentendimento, o ex-companheiro a agrediu cuspindo em seu rosto, e depois com tapas e empurrões (Fotos: Carlos Grevi)

Por CÍNTIA BARRETO e ULLI MARQUES

Sororidade. Por definição, trata-se do afeto, companheirismo entre mulheres. Um vocábulo originado do latim “sóror” que significa “irmãs” e expressa a prática do apoio mútuo entre aquelas que partilham a mesma posição social. Juntas, tornamo-nos mais fortes: o conceito pressupõe que uma rede formada por iguais tem mais resistência perante os golpes da vida, sobretudo quando esse golpe é literal. Dizer que mulheres vítimas de violência precisam de acolhimento e suporte parece óbvio, mas, neste domingo (8 de março), Dia Internacional da Mulher, faz-se necessário reiterar, uma vez que o município de Campos, apesar dos diversos casos de ameaça, agressão e feminicídio que aqui ocorrem, ainda não possui um Centro Especializado em Atendimento à Mulher (CEAM) — órgão público pressuposto na Lei 11.340 de 07/08/2006 (Lei Maria da Penha) que deveria cumprir o papel de amparar e confortar aquelas que precisam desse abraço.

O CEAM é de extrema importância para a região — principalmente para um município que possui mais de 500 mil habitantes como Campos — pois é uma instituição que garante não só um atendimento humanizado, mas também faz o acompanhamento completo para as mulheres que foram vítimas de violência ao disponibilizar um suporte social, psicológico e jurídico em um momento tão difícil como este em que a mulher sente-se fragilizada, sozinha e perdida.

Na falta desse Centro e a necessidade de haver um grupo de apoio e luta em prol dos direitos das mulheres, foi criado pela formanda em Direito, Rafaelly Galossi, em 2018, o Coletivo Nós por Nós, uma organização não governamental que começou com apenas cinco mulheres voluntárias no WhastApp. “Eu ouvia diversos relatos de diferentes mulheres com quase sempre as mesmas demandas e angústias, como medo de sofrerem algum tipo de violência, relacionamentos abusivos, entre outros. Com isso, percebi que poderíamos unir nossas demandas e lutar por nossos direitos, além de compartilharmos experiências e sermos um grupo de apoio umas às outras. Assim nasceu o Coletivo, e o nome não poderia ser mais representativo que este: somos Nós Por Nós, em uma sociedade e com um governo que insistem em nos silenciar e marginalizar”, contou Rafaelly.

O Coletivo ganhou força e hoje conta com 135 integrantes, sendo que 35 são advogadas, psicólogas e assistentes sociais voluntárias. O grupo faz o trabalho de um CEAM: acompanha as vítimas desde o registro de ocorrência até às ações judiciais posteriores, também oferecem o apoio que essas mulheres e seus filhos precisam. Além disso, o Coletivo Nós por Nós também realiza com frequência rodas de conversa e palestras em instituições públicas e privadas, com o intuito de informar e conscientizar a população.

Patrícia Cardoso, 26 anos, é uma das mulheres atendidas pelo Coletivo. Ela foi agredida no final de 2018 pelo companheiro na época. Segundo Patrícia, as primeiras agressões foram as verbais aliadas à pressão psicológica. “Eu estava errada em todas as brigas. Ele me humilhava e fazia com que eu me sentisse culpada, mexia muito com o meu psicológico. Até que um dia, depois de uma discussão, ele deu um tapa no meu rosto. Eu fiquei indignada com a situação e fui atrás dele. Ele me empurrou e eu bati com a cabeça na parede, fiquei desacordada. Depois, só sabia chorar e ele, ainda com muita raiva, deu um soco na minha direção, mas atingiu a parede e quebrou o dedo.”

Em outra briga, Patrícia relatou que o ex-companheiro cuspiu nela. “As nossas discussões sempre acabavam com ele me humilhando. Certo dia, após um desentendimento, ele começou a cuspir no meu rosto, depois no cabelo, no corpo todo. Eu não sei de onde saia tanta saliva para me cuspir tanto. Eu nunca fui tão humilhada na vida, perdi toda minha dignidade naquele dia. Tenho marcas profundas disso em mim, o que me segurou foi o apoio do coletivo”, confessou Patrícia, abalada.

A necessidade da criação de um Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Campos vem sendo discutida há anos e, até hoje, parece ficar apenas no papel. A Prefeitura de Campos informou, em nota, que “não existe recusa ou negativa por parte do município para a implantação do CEAM”. O poder público municipal acrescentou que “está em diálogo com o Estado, buscando caminhos para a efetiva implementação do Centro Especializado, o que deve acontecer assim que todos os trâmites burocráticos forem cumpridos”.

Embora não haja um CEAM na cidade, a prefeitura diz que oferece todos os serviços que competem a esse órgão, entre eles o atendimento jurídico, que é prestado por meio da Superintendência de Justiça e Assistência Judiciária. Além disso, ainda de acordo com a nota, também é garantido atendimento especializado nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social, os CREAS. A prefeitura complementa que o município dispõe, ainda, da Casa Benta Pereira, que oferece serviço de acolhimento às mulheres vítimas de violência e com medida protetiva, “resguardando sua integridade física e prestando apoio psicológico e social à vítima”. A unidade possui, entre outros serviços, parcerias para reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho.

Entretanto, segundo o Coletivo Nós por Nós, os tipos de serviços disponibilizados pela prefeitura estão longe de ser suficientes para atender às mulheres vítimas de violência de forma adequada. “Além de não ofertar um atendimento específico para elas, não há um acompanhamento contínuo como prevê a Lei Maria da Penha. Além disso, ainda causa uma sobrecarga nos CREAS, pois são centros que atendem toda a população com diversas necessidades”, frisou Rafaelly. Ela salienta que há uma sentença expedida em 10 de dezembro de 2018, pela 1ª Vara Cível de Campos, exigindo que Município e Estado, em conjunto, implementassem um CEAM até dezembro de 2019, mas ambas as partes ainda não cumpriram a determinação.

Críticas ao atendimento policial

Sabe-se que o primeiro passo a ser dado em casos de violência é a denúncia. É imprescindível que seja feito um registro de ocorrência em uma delegacia para que o processo judicial seja iniciado e o autor da agressão seja autuado e, posteriormente, preso. Em relação à violência contra a mulher, essa denúncia deve ser feita, preferencialmente, em uma delegacia especializada, a DEAM. Em Campos, esse órgão da Polícia Civil existe desde 2014 e, após prestar atendimento a milhares de vítimas na cidade, em 2019, a qualidade desse serviço público foi o tema da pesquisa acadêmica desenvolvida pela coordenadora do Coletivo Nós por Nós, Rafaelly Galossi.

Um ano após o Coletivo ser instituído na cidade, Rafaelly, decidiu servir-se dos depoimentos de vítimas de violência de gênero para construir sua pesquisa final do curso superior em Direito. Com o título “Violência contra a mulher e a co-culpabilidade do Estado: a percepção das vítimas acerca do atendimento realizado na DEAM de Campos”, tal pesquisa se baseia nas histórias contadas por 80 mulheres agredidas que procuraram ou não o serviço policial.

Dentre as entrevistadas no trabalho acadêmico que buscaram o atendimento, 84,7% afirmaram não se sentirem seguras para denunciar a violência que sofreram na DEAM-Campos; 80,6% disseram que não receberam informações claras e satisfatórias na delegacia sobre o que fazer e como agir em casos de agressão; e 38,8% declararam que não conseguiram registrar suas ocorrências por recusa dos inspetores sob a alegação de falta de provas.

Segundo Rafaelly, esses números explicam o alto índice de mulheres que não registram a ocorrência. “Diversas mulheres relataram assédio, coação, humilhação e até mesmo questionamento de suas vestimentas e comportamentos pelos inspetores dentro da delegacia e muitas ainda tiveram seus relatos questionados e relativizados. Segundo o estudo, essas denúncias demonstrariam negligência estatal frente à realidade vivida pelas mulheres de Campos. Meu objetivo com a pesquisa não foi criticar por criticar e o Coletivo, ao buscar respostas, não quer desmotivar as mulheres a procurarem a delegacia, mas pressionar o poder público porque entendemos que somente assim melhorias acontecem”, pontuou a pesquisadora e coordenadora do Coletivo.


Delegada Ana Paula Carvalho, responsável pelo DEAM-Campos

Resposta da Delegada — A fim de buscar um posicionamento a respeito desses números e dos depoimentos apresentados na referida pesquisa, a equipe de reportagem do Jornal Terceira Via conversou com a delegada titular da DEAM-Campos, Ana Paula Carvalho, que garantiu que medidas já foram implementadas para mudar esse cenário. Desde o ano passado, após a visita da diretora da coordenadoria geral das DEAMs, Juliana Emerick, que veio ao município após pressão do próprio Coletivo Nós por Nós, treinamentos e reuniões bimestrais vêm sendo realizadas junto aos inspetores para uniformizar a abordagem às vítimas, mas, ainda de acordo com a delegada de Campos, “não há serviço público que funcione com 100% de excelência”.

Ana Paula afirmou que casos específicos já estão sendo investigados pelo Ministério Público, mas também esclareceu que a DEAM é um órgão policial que objetiva ouvir a vítima, registrar a ocorrência, buscar provas e encaminhar os autos para o sistema judiciário. “Temos plena consciência da responsabilidade do nosso trabalho, sabemos a dificuldade que essas mulheres enfrentam para subir essa escada, mas é importante lembrar que nós não somos um órgão de assistência. E, muitas vezes, precisamos explicar minuciosamente como o processo ocorre porque as mulheres chegam aqui sem saber o que vieram fazer e algumas perguntas feitas pelos inspetores têm o objetivo de compreender os pormenores e obter as provas necessárias para validar o processo. Muitas vezes elas acreditam que sairão da delegacia com uma medida protetiva, outras vezes querem registrar uma agressão física, mas não querem que os seus parceiros sejam presos. Todos os detalhes precisam ser elucidados, esse é o nosso papel no momento do registro da ocorrência”, declarou.

A delegada ainda pontuou o risco acerca dessa postura que ela chamou de “contrária à DEAM”: “Sei que temos nossas limitações, mas tenho certeza que não somos a pior delegacia do mundo. Eu, que estou aqui todos os dias, sei o quanto nos esforçamos para dar conta de todos os casos que acontecem na cidade de Campos e cumprirmos o nosso papel da maneira mais eficaz e eficiente possível. Mas quando o Coletivo divulga na imprensa que o atendimento não funciona, as mulheres se perguntam: ‘Vou na delegacia para quê? Para ser maltratada?’, e essa postura é extremamente danosa porque, sem o registro da ocorrência, o agressor permanecerá impune”.

E acrescenta: “Muitos casos, quando vão para o Judiciário, acabam sendo relativizados e até mesmo esquecidos, porque as pessoas só lembram da ação policial. No entanto, as decisões judiciais são o cerne de uma condenação. Alguns criminosos permanecem soltos, não por descaso dos inspetores e da delegada, mas porque o juiz não leu o processo, porque a audiência não foi marcada. Antes de criticar o trabalho policial, é preciso compreender que somos apenas uma peça de um grande e complexo processo”, explicou.

A delegada disse ainda que, até o final de 2019, as mulheres vítimas de violência em Campos sequer eram acompanhadas por um defensor público nas audiências com os autores do crime. Somente o agressor tinha esse direito garantido. “Sobre isso, ninguém comenta”. Ana Paula também elucidou que, ao contrário do que muitos pensam, autores de crimes de violência de gênero têm, sim, direito à fiança. “Somente em caso de violação da medida protetiva, ele não pode ser liberado da sede policial. No entanto, quando o acusado vai para a audiência de instrução, ele sai de lá sem, sequer, pagar por isso. Essa é uma das inúmeras brechas da lei que dificultam o trabalho policial”.

Números — Em todo o ano de 2019, a DEAM-Campos efetuou 1.612 registros de ocorrência, sendo cumpridos 150 autos de prisão e 48 mandados. Já em 2020, somente até o dia 5 de março foram realizados 250 registros policiais, uma média de 3,8 por dia no município.

De acordo com dados mais recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, mais de 21 mil mulheres foram vítimas de agressões físicas no primeiro semestre de 2019, aproximadamente 4 mulheres por dia.


Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida (Foto: Divulgação)

Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida

A Polícia Militar possui desde agosto de 2019 uma viatura exclusiva para acompanhar e monitorar mulheres que possuem medidas protetivas de urgência deferidas pelo judiciário. É composta por quatro policiais, sendo dois homens e duas mulheres, que se revezam na escala. Todos esses profissionais fizeram um treinamento específico para atuarem nessa função.

Desde quando foi criada, a Patrulha Maria da Penha já realizou 212 atendimentos no total em Campos e região e atualmente assiste 147 mulheres. Além desse trabalho, a equipe também desenvolve atividades de prevenção em parceria com outros órgãos públicos e entidades privadas.

Vale ressaltar que esse trabalho não substitui a atuação emergencial dos Setores de Radiopatrulha através do serviço 190, mas poderá atuar em apoio a estes. A Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida funciona de 08 às 18h, de segunda a sábado.

Medidas Protetivas e Botão do Pânico

Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) em fevereiro de 2020 mostram que, nos últimos dois anos, o número de mulheres que buscam na Justiça uma proteção contra um agressor aumentou 42%. Em 2018, foram 26.767 medidas expedidas; em 2017, 22.034. Em 2019, foram proferidas 31.341 medidas protetivas de urgência, o que representa uma média de 85 ordens por dia.

Nove dessas mulheres vítimas de violência no Estado do Rio de Janeiro que buscaram uma medida protetiva na Justiça receberam, no segundo semestre de 2019, um dispositivo chamado “botão do pânico” que alerta caso os agressores se aproximem além do permitido pelas medidas e aciona a central de monitoramento. A ferramenta é conectada a uma tornozeleira eletrônica que é usada pelo agressor. De acordo com o Tribunal de Justiça, qualquer vítima de violência doméstica com processo aberto pode entrar com um pedido, que é analisado segundo critérios não divulgados.
Fonte:Terceira Via

sábado, 7 de março de 2020

RIOCAP: A SORTE VAI SORRIR PRA VOCÊ NESTE DOMINGO 08.

Fique ligado nessa programação!


Estados e municípios podem integrar sistemas de compras locais à União


Ferramenta ajudará a universalizar pregão eletrônico
 
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília

Em transição para adotarem o pregão eletrônico, os estados e os municípios que operam convênios com a União ou recebem transferências voluntárias do governo federal poderão integrar os sistemas de compras locais à plataforma de prestação de contas do Ministério da Economia. Lançada na última sexta-feira (6), a ferramenta também pode ser usada por organizações da sociedade civil que recebem recursos federais.

Atualmente, todos os entes locais e organizações da sociedade podem usar e registrar as aquisições com recursos de transferências voluntárias diretamente no Sistema de Compras do Governo Federal (Comprasnet). No entanto, os entes que quisessem continuar a usar os sistemas próprios de compra tinham de registrar as operações posteriormente na Plataforma +Brasil, criada em setembro do ano passado para informatizar a prestação de contas de transferências federais voluntárias recebidas pelos entes locais.

Com a integração, as compras poderão ser feitas nos sistemas próprios e passam a ser instantaneamente registradas na Plataforma +Brasil. Segundo a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, a integração não apenas agiliza o trabalho dos gestores públicos, como diminui a burocracia e aumenta o combate à corrupção, porque todas as transações passam a ser registradas automaticamente de forma eletrônica.

Desde outubro do ano passado, os estados que recebem recursos da União estão obrigados a aderirem ao pregão eletrônico. A exigência foi estendida aos municípios com mais de 50 mil habitantes em fevereiro e será aplicada aos municípios de 15 mil a 50 mil habitantes em 6 de abril.

Em junho, será a vez de as cidades com até 15 mil moradores adotarem o sistema. O cronograma foi estabelecido pela Instrução Normativa 206, editada em outubro do ano passado, pelo Ministério da Economia.

De acordo com o Ministério da Economia, o pregão eletrônico aumenta a economia de recursos públicos de duas maneiras. A primeira é a ampliação da concorrência, ao permitir a participação de empresas de todo o país nas licitações. Caso um fornecedor distante do município vença a licitação, caberá à empresa oferecer o frete mais barato e o menor preço. A segunda é a ampliação da transparência, por meio da prestação eletrônica de contas, com informações que podem ser acompanhadas pelo cidadão na internet.
Fonte:Agência Brasil

SAÚDE É PRIMORDIAL EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA RJ




"Farra dos atestados": PreviCampos vai estabelecer novas regras de concessão


PreviCampos vai mudar regras para concessão de atestados / Divulgação - Supcom

Após denúncias sobre a “farra dos atestados” na Saúde Pública de Campos, apresentada pela Inter TV, do Grupo Folha, na noite da última segunda-feira (2), e depois que a 3ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Campos informar, na quarta (4), que reunirá as informações disponíveis para instaurar inquérito com o objetivo de apurar eventual ato de improbidade administrativa, a Prefeitura informou, nesta sexta (6), que o procedimento para apresentação de atestados médicos do funcionalismo público ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Campos (PreviCampos) passará por uma série de mudanças estratégicas. A reportagem revelou a ausência de 16% dos médicos concursados no ano passado, percentual que aumentou 40%, em comparação ao ano de 2018. Os médicos da rede municipal de Saúde estão em greve desde o dia 18 de fevereiro.

Segundo a Prefeitura, os médicos denunciados esta semana por supostas irregularidades já foram identificados e serão encaminhados à comissão de sindicância da Fundação Municipal de Saúde para que seja aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A mudança, ainda conforma o município, tem o objetivo de tornar o processo ainda mais rápido e eficiente e, para isto, será publicada, nos próximos dias, uma portaria modificando procedimentos para apresentação do atestado e realização de perícia na PreviCampos.

Auditoria interna - Além disso, a secretaria municipal da Transparência e Controle irá instaurar auditoria interna para apurar possíveis irregularidades em atestados apresentados. Dentro do conjunto de ações realizadas neste contexto, será aberta, ainda, uma sindicância interna para apurar conduta das perícias realizadas no PreviCampos.

- A nova portaria vai, de certa forma, tornar mais rígidas as regras do procedimento dos atestados justamente visando inibir quaisquer tipos de intercorrências que possam vir a acontecer - esclarece a diretora presidente do PREVICAMPOS, Thais de Maria Ramos
Para definição das estratégias estiveram reunidos, quinta-feira (5), além da diretora-presidente do PreviCampos, o procurador-geral do Município, José Paes Neto; o secretário de Gestão Pública, André de Oliveira; a subsecretária da Transparência e Controle, Gisely Moço e a subsecretaria Administrativa de Recursos Humanos, Lara Valentim.
— Recebemos denúncias graves e é obrigação do poder público apurar com o maior rigor possível. A orientação do prefeito é que seja feito da forma minuciosa porque, caso confirmadas estas denúncias, estará caracterizado prejuízo muito grave aos cofres públicos. Recursos estes que, num momento de crise, poderiam ser utilizados para melhorias que o município tanto precisa — explica o procurador-geral do Município, José Paes Neto.

A apresentação de atestado médico pelos servidores públicos da Administração Direta é regulamentada pela portaria nº 440/2017 e a Prefeitura de Campos segue as diretrizes que constam nesta portaria. Atualmente, se comprovada qualquer irregularidade, seja através de análise dos Departamentos Pessoais, de Recursos Humanos ou através de denúncia, é instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Desde 2017, a Prefeitura vem criando mecanismos para controle da efetividade do funcionalismo público, como um todo. Prova disso é a própria implementação do ponto biométrico. A população também pode atuar caso sejam identificados indícios e irregularidades. Denúncias podem ser feitas através do Portal da Transparência, Ouvidoria ou através do setor da Comissão de Inquérito, vinculado à secretaria de Gestão Pública.

Denúncia - Conforme a matéria exibida no RJ 2ª Edição, de segunda-feira (2), alguns médicos apresentaram atestados na rede publica municipal de saúde e continuaram com atendimento na particular. Na terça (3), a Prefeitura de Campos e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informaram que iriam abrir sindicância para apuração do caso. Na quarta-feira (4), o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo, declarou repúdio à denúncia intitulada como “farra dos atestados” e a qualificou como maldosa.
Fonte:Fmanhã

Nível do Paraíba segue baixando neste sábado em Campos, diz Defesa Civil


   A Defesa Civil informou na manhã deste sábado (07), que o nível do do Rio Paraíba do Sul, em Campos, segue baixando. A medição feita nesta manhã registra a cota de 9,55 metros, após ter chegado 9,92 m. A cheia do rios na região segue sendo monitorada. Uma das cidades mais afetadas nos últimos dias foi Santo Antônio de Pádua, onde o rio Pomba transbordou e causou transtornos.

O coordenador da Defesa Civil de Campos, major Edison Pessanha, afirmou agora pela manhã que a tendência é que o Paraíba volte à sua cota normal nos próximos dias, visto que a vazão na Ilha dos Pombos diminuiu e não há previsão de chuva.

No páreo, radialistas e políticos experientes que tentam voltar à Câmara

Fim das coligações para cargos legislativos deve impulsionar número de candidatos em Campos

Fotomontagem: Campos 24 Horas.

Em Campos, figuras que estiveram no plano principal do palco da política local e comunicadores planejam retornar à cena nestas eleições de 2020 buscando uma vaga na Câmara Municipal, como Barbosa Lemos, Nildo Cardoso, Edson Batista, Rui Ruy Uhlmann e Fernando Leite. No caso do dono da Rádio Difusora, Barbosa Lemos, tenta pela primeira vez tenta uma vaga no Legislativo, depois de ter sido deputado estadual por três mandatos e prefeito de São Francisco de Itabapoana.

“Quero sair da eleição bem votado para tentar junto aos meus colegas a presidência da Câmara. Se eles acharem que sou merecedor da confiança, ótimo. Caso contrário, vamos buscar outro caminho. O mais importante é a responsabilidade de nós, da classe política com o futuro desta cidade, deste município, que vive um momento muito difícil”, analisa Barbosa.

Outro que já manifestou intenção de participar da disputa eleitoral é o ex-deputado estadual Fernando Leite Fernandes. Poeta, jornalista e radialista, Fernando Leite começou a carreira no teatro e na política ao lado do ex-governador Anthony Garotinho, mas ambos romperam politicamente há anos.

Outro radialista que entra no páreo para disputar uma vaga na Câmara é Ruy Uhlmann, da Rádio 97 FM, também com presença atuante nas redes sociais.

O ex-vereador Nildo Cardoso é outro que entra na disputa por uma vaga para retornar à Câmara. O empresário já participa de um programa semanal numa rádio comunitária e tem trabalhado bastante sua imagem de empresário empreendedor nas redes sociais. Sua principal bandeira é reativar a antigo entreposto da Ceasa em Campos.

Na atual gestão municipal, com o nome de Ceascam, o processo de retomada do espaço esteve nas mãos de Nildo, como superintendente Municipal de Agricultura, mas saiu do governo após entrar em rota de colisão com o prefeito Rafael Diniz e alguns de seus auxiliares.

O ex-vereador Jorge Magal, outro que tenta voltar à Câmara, está impossibilitado de disputar o pleito, por problemas judiciais. Deve apoiar seu filho Luan na disputa de uma cadeira no Legislativo. O nome do jovem tem sido trabalhado num programa semanal de rádio que ambos ocupam na rádio Difusora.

O médico e ex-vereador Edson Batista, que presidiu a Câmara por dois mandatos, é outro que já anunciou sua pré-candidatura pelo grupo de Garotinho.

Para quem tem mandato - Começou na quinta-feira a “janela partidária”, período no qual vereadores que pretendem concorrer à reeleição ou ao cargo de prefeito em outubro poderão mudar de partido sem correr o risco de perder o mandato eletivo. O prazo para troca de legenda encerra-se no dia 3 de abril, seis meses antes da realização do primeiro turno da eleição. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou em 4 de abril a data-limite para que os candidatos estejam com a filiação aprovada pelo partido e tenham domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam concorrer.
Fonte:Campos 24 horas

Governo emite alerta de tempestades no Espírito Santo, Minas e Bahia


Reprodução

Chuvas intensas podem provocar enchentes, alagamentos e deslizamentos.

O governo federal emitiu hoje (6) alerta para possibilidade de tempestades nos estados da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais neste final de semana. De acordo com os órgãos envolvidos no monitoramento do tempo, as chuvas intensas podem provocar enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra nos dois estados do Sudeste e no sul e litoral baianos.

As informações do alerta foram remetidas para as Defesas Civis dos estados, que deverão tomar as providências preventivas cabíveis, como alertar pessoas que vivem em áreas de risco de desabamento sobre rotas de fuga e como buscar pontos seguros no caso de confirmação de desastres.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a Defesa Civil tem um serviço de alerta de desastres naturais que funciona por meio de mensagens SMS no celular e mensagens nos canais de TV por assinatura.

Para fazer o cadastro, é preciso enviar um SMS com CEP do local para o número 40199. Em seguida, o cidadão receberá outro SMS com a confirmação do cadastro. Nas TVs, a mensagem aparecerá automaticamente na tela do aparelho. O serviço é grátis.

O monitoramento das chuvas é realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), além de mais dois órgãos que analisam riscos de desastres naturais. 
Fonte: Agência Brasil

Paixão de Cristo em Campos é ensaiada para a Páscoa

Voluntários podem se candidatar para atuarem como figurantes na montagem sacra


Elenco com atores e figurantes ensaiam no Trianon (Foto: Antônio Filho)

A encenação da “Paixão de Cristo” iniciou no Teatro Trianon os ensaios de sua 39ª apresentação. Os interessados em atuar na figuração de forma voluntária podem se inscrever, até o próximo dia 12, de terça a quinta-feira, a partir das 18h40, no próprio teatro. A Superintendência de Entretenimento e Lazer da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), dará suporte logístico ao evento mais uma vez.

A apresentação deste ano foi intitulada como “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. A Via Sacra interpretada pelo Grupo de Teatro Sacro Dom Carlos Alberto Navarro, terá uma hora de duração. A direção geral é de Pedro Carneiro. A montagem deve reunir 70 atores e figurantes. O único requisito para se inscrever, na figuração, é ser maior de 18 anos.

“Desde novembro, a coordenação vem fazendo reuniões. Entre janeiro e fevereiro, o grupo definiu figurinos, trilha sonora e projetou o cronograma de atividades. Iniciamos os ensaios, mantendo viva a tradição criada por nosso saudoso bispo diocesano, Dom Carlos Alberto Navarro”, explica Pedro Carneiro.

No dia 20 de maio de 2015, o Grupo de Teatro Sacro tornou-se Patrimônio Cultural e Imaterial do Município de Campos dos Goytacazes. Em 2018, a Câmara de Vereadores concedeu ao grupo a Medalha Cidade de Campos, reconhecendo sua importância.
Fonte:Terceira Via

CDL distribui flores e PM conscientiza no calçadão em ação pelo Dia da Mulher

Banda da PM também se apresentou em homenagem às mulheres
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos promoveu um evento, na tarde desta sexta-feira (6), em homenagem ao Dia Internacional de Mulher, que acontece neste domingo, dia 8 de março. No evento, no Boulevard Francisco de Paula, houve distribuição de mil rosas vermelhas para as mulheres, apresentação da banda do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM), e ainda a presença de policiais femininas que atuam na viatura da Maria da Penha e distribuíram panfletos durante a ação.

“Esse é o evento que fazemos anualmente homenageando as mulheres. Como no dia 8 de março será feriado, antecipamos para hoje. As mulheres são muito importantes nas nossas vidas. Já fazemos este evento há uns cinco anos e todos prestigiam”, contou o gerente da CDL Nilton Miranda.

Presente no evento, a sargento Lenilda, que atua na viatura da Maria da Penha, comentou sobre a importância da mulher na polícia.

“Nossa atuação é fundamental, principalmente nós da patrulha da Maria da penha, porque há casos que dependem de uma atuação feminina, porque às vezes as vítimas não se sentem tão à vontade para se abrir com um homem. Então a gente como mulher tem uma sensibilidade maior. É muito importante esse acolhimento da vítima e a gente sabe o que elas estão sentindo, porque a gente também é mulher”, informou a policial.

A dona de casa Ana Lúcia Ferreira passava pelo calçadão do Centro, quando foi surpreendida pala ação. “Achei esse evento muito bacana. Eu estava passando por aqui e parei para ouvir um pouco a música e adorei a iniciativa da distribuição de flores. Sem contar que isso nos aproxima mais da polícia”, contou Ana Lúcia Ferreira, dona de casa.
Fonte:Terceira Via