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domingo, 8 de março de 2020
Não aceitar fim de relação é causa de 33% das agressões a mulheres

Por Redação
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro analisou 107 processos em tramitação nos tribunais do júri fluminense, que julgam casos de atentado contra a vida. Mulheres entre 21 e 40 anos, atacadas em casa, à noite ou de madrugada, a faca ou a tiros, pelo companheiro ou ex-companheiro, é o perfil mais comum das vítimas de tentativa de feminicídio. A pesquisa traçou um panorama dos assassinatos de mulheres no estado. O levantamento foi divulgado hoje (6) para marcar o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no domingo (8).
Segundo a pesquisa, uma em cada três agressões é atribuída, pelo autor do crime, à dificuldade em aceitar o fim do relacionamento. Outros motivos foram discussão por razões diversas, vingança, ciúme, estupro e recusa da vítima em manter relação sexual.
A maior parte dos crimes ocorreu entre pessoas que namoravam, estavam casadas ou vivendo em união estável (40%) ou tinham uma relação anterior (42%), sendo que 62% dos relacionamentos eram de até cinco anos. Quase todas as mulheres foram submetidas a episódios anteriores, registrados ou não em delegacia, de violência doméstica. Segundo o estudo, muitas não denunciaram os agressores por medo ou porque foram coagidas por eles.
A maioria dos crimes ocorreu de noite (39%) ou de madrugada (34%). Juntos, observa-se que 73% dos crimes foram praticados no período de descanso. Além disso, em 72% dos casos, a agressão ocorreu na residência da vítima. Os autores utilizam, em 44% dos casos, uma faca para cometer o crime, seguida da arma de fogo (17%).
Violência anterior
O trabalho consistiu na leitura e análise documental de processos sobre o assunto. Dos 107 processos estudados, ajuizados entre 1997 e 2019, 40 foram julgados, dos quais 31 terminaram em condenação. No total, 69 contêm relatos de violência doméstica anterior, apenas 23 dos quais anotados na folha de antecedentes criminais do autor.
“O que chama a atenção é que vários processos têm relatos de violência doméstica anterior, mas em muito poucos foi acionada a polícia ou houve o registro de ocorrência dessas violências anteriores. A gente tem que procurar entender por que tantas mulheres ainda vivenciam o ciclo da violência, mas não se socorrem das medidas protetivas de todo o sistema que a Lei Maria da Penha oferece para prevenir um fato mais grave”, disse a coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, Flavia Nascimento.
De acordo com a defensora pública, é preciso investir mais na qualificação e sensibilização dos profissionais que atuam na rede de proteção à mulher nos sistemas de justiça e de segurança pública para as questões de gênero.
Segundo Flavia, a dificuldade em intimar o réu é um dos motivos para o atraso nos julgamentos, mas a maior demora para a conclusão dos casos ocorre ainda na fase de inquérito policial. “Isso contribui para que a mulher desacredite no sistema de justiça como uma das alternativas para a solução do seu problema de violência doméstica”, acredita.
Para a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso à Justiça, Carolina Haber, coordenadora da pesquisa, o ciclo de violência atinge principalmente mulheres muito vulneráveis, vivendo em áreas carentes, com forte relação de dependência econômica com o agressor.
“O que o poder público tem que fazer é dar condições para que a mulher se sinta acolhida num primeiro momento. Se ela não chega a fazer registro na delegacia é porque, de fato, ela não vê o Estado como passível de prover uma política pública que dê acolhimento”.
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro analisou 107 processos em tramitação nos tribunais do júri fluminense, que julgam casos de atentado contra a vida. Mulheres entre 21 e 40 anos, atacadas em casa, à noite ou de madrugada, a faca ou a tiros, pelo companheiro ou ex-companheiro, é o perfil mais comum das vítimas de tentativa de feminicídio. A pesquisa traçou um panorama dos assassinatos de mulheres no estado. O levantamento foi divulgado hoje (6) para marcar o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no domingo (8).
Segundo a pesquisa, uma em cada três agressões é atribuída, pelo autor do crime, à dificuldade em aceitar o fim do relacionamento. Outros motivos foram discussão por razões diversas, vingança, ciúme, estupro e recusa da vítima em manter relação sexual.
A maior parte dos crimes ocorreu entre pessoas que namoravam, estavam casadas ou vivendo em união estável (40%) ou tinham uma relação anterior (42%), sendo que 62% dos relacionamentos eram de até cinco anos. Quase todas as mulheres foram submetidas a episódios anteriores, registrados ou não em delegacia, de violência doméstica. Segundo o estudo, muitas não denunciaram os agressores por medo ou porque foram coagidas por eles.
A maioria dos crimes ocorreu de noite (39%) ou de madrugada (34%). Juntos, observa-se que 73% dos crimes foram praticados no período de descanso. Além disso, em 72% dos casos, a agressão ocorreu na residência da vítima. Os autores utilizam, em 44% dos casos, uma faca para cometer o crime, seguida da arma de fogo (17%).
Violência anterior
O trabalho consistiu na leitura e análise documental de processos sobre o assunto. Dos 107 processos estudados, ajuizados entre 1997 e 2019, 40 foram julgados, dos quais 31 terminaram em condenação. No total, 69 contêm relatos de violência doméstica anterior, apenas 23 dos quais anotados na folha de antecedentes criminais do autor.
“O que chama a atenção é que vários processos têm relatos de violência doméstica anterior, mas em muito poucos foi acionada a polícia ou houve o registro de ocorrência dessas violências anteriores. A gente tem que procurar entender por que tantas mulheres ainda vivenciam o ciclo da violência, mas não se socorrem das medidas protetivas de todo o sistema que a Lei Maria da Penha oferece para prevenir um fato mais grave”, disse a coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, Flavia Nascimento.
De acordo com a defensora pública, é preciso investir mais na qualificação e sensibilização dos profissionais que atuam na rede de proteção à mulher nos sistemas de justiça e de segurança pública para as questões de gênero.
Segundo Flavia, a dificuldade em intimar o réu é um dos motivos para o atraso nos julgamentos, mas a maior demora para a conclusão dos casos ocorre ainda na fase de inquérito policial. “Isso contribui para que a mulher desacredite no sistema de justiça como uma das alternativas para a solução do seu problema de violência doméstica”, acredita.
Para a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso à Justiça, Carolina Haber, coordenadora da pesquisa, o ciclo de violência atinge principalmente mulheres muito vulneráveis, vivendo em áreas carentes, com forte relação de dependência econômica com o agressor.
“O que o poder público tem que fazer é dar condições para que a mulher se sinta acolhida num primeiro momento. Se ela não chega a fazer registro na delegacia é porque, de fato, ela não vê o Estado como passível de prover uma política pública que dê acolhimento”.
Fonte: Aqui Notícia
Aeroporto de Campos terá voos para São Paulo
Foto: Reprodução.

O município de Campos começa a colher os frutos dos investimentos que a Prefeitura de Campos vem realizando no Aeroporto Bartolomeu Lisandro, através da concessão da administração da unidade à iniciativa privada. Além dos voos que já são realizados diariamente entre Campos e a cidade do Rio de Janeiro, será inaugurada até o final deste mês, a rota Campos-São Paulo, através de duas empresas. Os preços são a partir de R$ 199,99.
Após comunicado de que a VoePass Linhas Aéreas (Passaredo) vai fazer o trecho entre Campos e a capital paulista, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras também anunciou voo diário, de segunda-feira a sexta-feira, a partir do dia 30 deste mês. Com voo também aos domingos, a VoePass inicia as atividades um dia antes.
— Finalmente Campos está tendo um aeroporto à altura da sua importância. E, com um aeroporto maior e mais moderno, vamos gerar mais empregos, incentivar o turismo e trazer mais desenvolvimento para nossa cidade. Com responsabilidade e seriedade, desde quando assumimos em 2017, regularizamos a situação e realizamos o processo de concessão, através do qual a empresa vem investindo na ampliação da estrutura — ressaltou o prefeito Rafael Diniz.
Após comunicado de que a VoePass Linhas Aéreas (Passaredo) vai fazer o trecho entre Campos e a capital paulista, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras também anunciou voo diário, de segunda-feira a sexta-feira, a partir do dia 30 deste mês. Com voo também aos domingos, a VoePass inicia as atividades um dia antes.
— Finalmente Campos está tendo um aeroporto à altura da sua importância. E, com um aeroporto maior e mais moderno, vamos gerar mais empregos, incentivar o turismo e trazer mais desenvolvimento para nossa cidade. Com responsabilidade e seriedade, desde quando assumimos em 2017, regularizamos a situação e realizamos o processo de concessão, através do qual a empresa vem investindo na ampliação da estrutura — ressaltou o prefeito Rafael Diniz.
Fonte:Campos24horas
Homens com drogas e arma apreendidos em Campos e SJB
Foto: Divulgação.



A Polícia Militar registrou na madrugada deste domingo (08), duas apreensões de drogas e armas em locais distintos: Em Campos no Parque Santa Helena e em São João da Barra na praia de Grussaí, em uma das ruas do local, sendo três homens presos.
CAMPOS - Durante incursão pelo bairro Parque Santa Helena, policiais do 8º BPM observaram que alguns rapazes correram ao serem avistados na Travessa Natanael, s/nº, um deles deixando para trás uma sacola com drogas e arma. Trata-se de um revólver calibre 38, com 06 munições intactas e uma sacola contendo 61 pinos de cocaína, 63 buchas de maconha e 06 munições calibre 38 intactas. Os homens não foram localizados e o material foi conduzido para 146ª DP/Guarus, onde o fato foi apresentado.
SÃO JOÃO DA BARRA - Em Grussaí o caso aconteceu na rua Santo Amaro, quando em patrulhamento, policiais do 8º BPM viram A.L. e F.M.A. (sem antecedentes criminais) em local conhecido como ponto de venda de entorpecentes, juntamente com E.G.C. (sem antecedentes criminais) e S.H.H. (sem antecedentes criminais), Próximo a eles foi abordado um casal J.M.D. (sem antecedentes criminais) e R.C.G.V. (sem antecedentes criminais). Foi encontrada 01 bucha de maconha e, ao serem indagados, confessaram ter comprado de um outro homem, abordado mais a diante com 01 aparelho celular e R$ 190,00 em espécie, além de 14 buchas de maconha enterradas perto. Todos envolvidos foram levado à 145ª, sendo encaminhado para 134ª DP/Campos para registro. Três ficaram presos.
CAMPOS - Durante incursão pelo bairro Parque Santa Helena, policiais do 8º BPM observaram que alguns rapazes correram ao serem avistados na Travessa Natanael, s/nº, um deles deixando para trás uma sacola com drogas e arma. Trata-se de um revólver calibre 38, com 06 munições intactas e uma sacola contendo 61 pinos de cocaína, 63 buchas de maconha e 06 munições calibre 38 intactas. Os homens não foram localizados e o material foi conduzido para 146ª DP/Guarus, onde o fato foi apresentado.
SÃO JOÃO DA BARRA - Em Grussaí o caso aconteceu na rua Santo Amaro, quando em patrulhamento, policiais do 8º BPM viram A.L. e F.M.A. (sem antecedentes criminais) em local conhecido como ponto de venda de entorpecentes, juntamente com E.G.C. (sem antecedentes criminais) e S.H.H. (sem antecedentes criminais), Próximo a eles foi abordado um casal J.M.D. (sem antecedentes criminais) e R.C.G.V. (sem antecedentes criminais). Foi encontrada 01 bucha de maconha e, ao serem indagados, confessaram ter comprado de um outro homem, abordado mais a diante com 01 aparelho celular e R$ 190,00 em espécie, além de 14 buchas de maconha enterradas perto. Todos envolvidos foram levado à 145ª, sendo encaminhado para 134ª DP/Campos para registro. Três ficaram presos.
Fonte:Campos 24 horas/PM
Jovem assassinado a tiros dentro de bar em São Francisco de Itabapoana RJ
Foto: Reprodução.
Evandro Santana Lemos, 22 anos, foi assassinado a tiros na noite deste sábado (07), na localidade de Aldeia, distrito de Praça João Pessoa, em São Francisco de Itabapoana.
Segundo a polícia, Leandro estava em um bar conhecido por Bar da Loira quando dois homens chegaram em uma moto e fizeram vários disparos.
O resgate da saúde do município foi até o local mas, foi contatado que o jovem já estava sem vida.
O perito esteve no local e contatou que o rapaz foi morto com 04 tiros, um no olho esquerdo, 02 no peito e 01 no braço esquerdo.
Ele foi alvejado por dois elementos que chegaram numa biz, ambos estavam de capacete.
A motivação do crime, drogas.
Evandro Santana Lemos, 22 anos, foi assassinado a tiros na noite deste sábado (07), na localidade de Aldeia, distrito de Praça João Pessoa, em São Francisco de Itabapoana.Segundo a polícia, Leandro estava em um bar conhecido por Bar da Loira quando dois homens chegaram em uma moto e fizeram vários disparos.
O resgate da saúde do município foi até o local mas, foi contatado que o jovem já estava sem vida.
O perito esteve no local e contatou que o rapaz foi morto com 04 tiros, um no olho esquerdo, 02 no peito e 01 no braço esquerdo.
Ele foi alvejado por dois elementos que chegaram numa biz, ambos estavam de capacete.
A motivação do crime, drogas.
Rio Paraíba segue baixando em São João da Barra

Reprodução
Cota neste sábado chegou a 6,35 metros e ações continuam sendo realizadas pela força-tarefa do Gabinete de Crise.
O nível do Rio Paraíba do Sul segue baixando em São João da Barra. Na última medição, na tarde deste sábado, a cota estava em 6,35 metros. Na sexta-feira a medição chegou a 6,65 metros. As ações prosseguem na tentativa de amenizar os problemas relacionados ao acúmulo de água.
Na localidade de Cajueiro, a água oriunda do rompimento do Dique São João foi desviada em direção às comportas para desaguar na lagoa de Grussaí, evitando que chegasse à BR-356. Caminhões de areia foram utilizados para obstruir a água em alguns pontos.
No Bairro de Fátima, na sede do município, segue o monitoramento realizado pela força-tarefa do Gabinete de Crise, assim como em Cajueiro, sendo disponibilizada toda ajuda necessária às famílias, caso haja necessidade.
Até o momento, permanece o número de quatro famílias desalojadas - três na área rural e uma na área urbana, em Barcelos. Na SB-02, ainda interditada, a água começa a ceder, se deslocando para a Fazenda do Poço.
A Defesa Civil segue de plantão pelos telefones 2741-8370 e199 e as atividades serão retomadas neste do domingo, no início da manhã.
O município está em Situação de Emergência, decretada na última sexta-feira, 6, em razão da cheia do Paraíba do Sul é do rompimento do Dique São João; na quarta-feira, 4, já havia sido instalado o Gabinete de Crise, composto pelas secretarias de Segurança Pública - por meio da Defesa Civil e Guarda Civil Municipal -, Meio Ambiente e Serviços Públicos, Agricultura, Obras e Serviços e Assistência Social e Direitos Humanos com o intuito de implementar ações emergenciais em resposta aos danos causados pela cheia.
O nível do Rio Paraíba do Sul segue baixando em São João da Barra. Na última medição, na tarde deste sábado, a cota estava em 6,35 metros. Na sexta-feira a medição chegou a 6,65 metros. As ações prosseguem na tentativa de amenizar os problemas relacionados ao acúmulo de água.
Na localidade de Cajueiro, a água oriunda do rompimento do Dique São João foi desviada em direção às comportas para desaguar na lagoa de Grussaí, evitando que chegasse à BR-356. Caminhões de areia foram utilizados para obstruir a água em alguns pontos.
No Bairro de Fátima, na sede do município, segue o monitoramento realizado pela força-tarefa do Gabinete de Crise, assim como em Cajueiro, sendo disponibilizada toda ajuda necessária às famílias, caso haja necessidade.
Até o momento, permanece o número de quatro famílias desalojadas - três na área rural e uma na área urbana, em Barcelos. Na SB-02, ainda interditada, a água começa a ceder, se deslocando para a Fazenda do Poço.
A Defesa Civil segue de plantão pelos telefones 2741-8370 e199 e as atividades serão retomadas neste do domingo, no início da manhã.
O município está em Situação de Emergência, decretada na última sexta-feira, 6, em razão da cheia do Paraíba do Sul é do rompimento do Dique São João; na quarta-feira, 4, já havia sido instalado o Gabinete de Crise, composto pelas secretarias de Segurança Pública - por meio da Defesa Civil e Guarda Civil Municipal -, Meio Ambiente e Serviços Públicos, Agricultura, Obras e Serviços e Assistência Social e Direitos Humanos com o intuito de implementar ações emergenciais em resposta aos danos causados pela cheia.
Fonte: Ascom SJB
Dia D contra sarampo atinge marca de 1 milhão de vacinados desde o início da campanha
Secretaria de Estado de Saúde alerta que a meta é imunizar mais 2 milhões

Reprodução.
Em 2020, foram confirmados 196 casos de sarampo no estado do Rio de Janeiro, distribuídos em alguns municípios .
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu neste sábado (07/03) o segundo Dia D de vacinação da campanha “RJ contra o Sarampo” com o objetivo de mobilizar a população e aumentar a cobertura vacinal do estado. Os caminhões volantes da SES estiveram no Leme, São Gonçalo, Japeri e Arraial do Cabo. Além deles, milhares de unidades de saúde nos 92 municípios também abriram as portas. Desde o início da campanha, em 13/01, 1 milhão de pessoas foram imunizadas. No entanto, o número representa apenas um terço da meta do governo estadual, de 3 milhões.
A faixa etária recomendada para a vacinação é de 6 meses de idade até 59 anos, mas as crianças fazem parte do grupo mais vulnerável. Dos 658 casos no estado desde o ano passado, 412 foram registrados em crianças com até 9 anos, representando 62,6%. O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, aponta que quem se vacina, garante a própria proteção e de quem não pode se vacinar.
“A vacinação é uma responsabilidade de todos nós, é uma questão de cidadania. No caso do sarampo, a vacina é a única forma de prevenir a doença, então não podemos abrir mão dessa proteção. Também é importante que outras doenças, como o coronavírus, não desviem a atenção devida ao sarampo. Enquanto o Covid-19 registra apenas casos importados no estado, sem transmissão local, o sarampo é um perigo muito mais próximo, altamente contagioso e que fez a primeira vítima depois de vinte anos”, alerta o secretário Edmar.
Confira vídeo do Dia D da campanha "RJ contra o Sarampo" em http://bit.ly/DiaDcontraoSarampo0703 ou https://we.tl/t-rCvg7u4XOu.
Vacinação móvel
Para ampliar a oferta e acesso à vacina, desde janeiro a SES estaciona seus caminhões volantes perto da população, nos municípios mais sensíveis quanto a casos ou cobertura vacinal, como Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Japeri, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Itaboraí, Maricá, Araruama, Cabo Frio e Arraial do Cabo.
Entre os dias 10 e 13 de março, os caminhões chegam a Mangaratiba, Angra dos Reis, Valença, Resende, Três Rios, Paraíba do Sul, Nova Friburgo e Petrópolis.
Além da vacinação itinerante, os pontos fixos na capital, em locais de grande circulação de pessoas, continuam disponíveis na próxima semana: Praça XV, Metrô Carioca, Central do Brasil, Aeroporto Santos Dumont e Iaserj Maracanã.
Sobre o sarampo
O sarampo é transmitido por meio da fala, da tosse e do espirro. Os principais sintomas são mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde e está disponível gratuitamente nos postos de saúde municipais.
Em 2020, foram confirmados 196 casos de sarampo no estado do Rio de Janeiro, distribuídos nos municípios de Armação de Búzios (1), Barra do Piraí (1), Belford Roxo (14), Duque de Caxias (34), Maricá (1), Mesquita (2), Nilópolis (4), Niterói (21), Nova Friburgo (9), Nova Iguaçu (25), Paty do Alferes (1), Petrópolis (3), Queimados (2), Rio Bonito (2), Rio de Janeiro (54), São João de Meriti (16) e Teresópolis (6). No ano passado, foram registrados 462 casos da doença.
Contraindicações da vacina
No caso de pessoas que apresentam doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoveu neste sábado (07/03) o segundo Dia D de vacinação da campanha “RJ contra o Sarampo” com o objetivo de mobilizar a população e aumentar a cobertura vacinal do estado. Os caminhões volantes da SES estiveram no Leme, São Gonçalo, Japeri e Arraial do Cabo. Além deles, milhares de unidades de saúde nos 92 municípios também abriram as portas. Desde o início da campanha, em 13/01, 1 milhão de pessoas foram imunizadas. No entanto, o número representa apenas um terço da meta do governo estadual, de 3 milhões.
A faixa etária recomendada para a vacinação é de 6 meses de idade até 59 anos, mas as crianças fazem parte do grupo mais vulnerável. Dos 658 casos no estado desde o ano passado, 412 foram registrados em crianças com até 9 anos, representando 62,6%. O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, aponta que quem se vacina, garante a própria proteção e de quem não pode se vacinar.
“A vacinação é uma responsabilidade de todos nós, é uma questão de cidadania. No caso do sarampo, a vacina é a única forma de prevenir a doença, então não podemos abrir mão dessa proteção. Também é importante que outras doenças, como o coronavírus, não desviem a atenção devida ao sarampo. Enquanto o Covid-19 registra apenas casos importados no estado, sem transmissão local, o sarampo é um perigo muito mais próximo, altamente contagioso e que fez a primeira vítima depois de vinte anos”, alerta o secretário Edmar.
Confira vídeo do Dia D da campanha "RJ contra o Sarampo" em http://bit.ly/DiaDcontraoSarampo0703 ou https://we.tl/t-rCvg7u4XOu.
Vacinação móvel
Para ampliar a oferta e acesso à vacina, desde janeiro a SES estaciona seus caminhões volantes perto da população, nos municípios mais sensíveis quanto a casos ou cobertura vacinal, como Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Japeri, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Itaboraí, Maricá, Araruama, Cabo Frio e Arraial do Cabo.
Entre os dias 10 e 13 de março, os caminhões chegam a Mangaratiba, Angra dos Reis, Valença, Resende, Três Rios, Paraíba do Sul, Nova Friburgo e Petrópolis.
Além da vacinação itinerante, os pontos fixos na capital, em locais de grande circulação de pessoas, continuam disponíveis na próxima semana: Praça XV, Metrô Carioca, Central do Brasil, Aeroporto Santos Dumont e Iaserj Maracanã.
Sobre o sarampo
O sarampo é transmitido por meio da fala, da tosse e do espirro. Os principais sintomas são mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde e está disponível gratuitamente nos postos de saúde municipais.
Em 2020, foram confirmados 196 casos de sarampo no estado do Rio de Janeiro, distribuídos nos municípios de Armação de Búzios (1), Barra do Piraí (1), Belford Roxo (14), Duque de Caxias (34), Maricá (1), Mesquita (2), Nilópolis (4), Niterói (21), Nova Friburgo (9), Nova Iguaçu (25), Paty do Alferes (1), Petrópolis (3), Queimados (2), Rio Bonito (2), Rio de Janeiro (54), São João de Meriti (16) e Teresópolis (6). No ano passado, foram registrados 462 casos da doença.
Contraindicações da vacina
No caso de pessoas que apresentam doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.
Fonte: Ascom
Curso Livre de Teatro abre inscrição para novas turmas na segunda (9)

Supcom
Prazo segue até 27 de março na sede do Teatro de Bolso. Interessados devem ter idade a partir de 15 anos.
A Prefeitura de Campos, através da FCJOL (Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima) abre, nesta segunda-feira (9), inscrições para o Curso Livre de Teatro. Os interessados devem se dirigir à recepção do Teatro Trianon, localizado na rua Marechal Floriano, 211, Centro, das 9h às 17h, e preencher a ficha cadastral.
Podem se inscrever pessoas com idade a partir de 15 anos e não é exigida experiência. Em caso de menores, é necessária a presença do responsável no ato da inscrição. As aulas serão ministradas às segundas e terças-feiras, das 18h às 22h, no Teatro de Bolso Procópio Ferreira, na Av. Quinze de Novembro, 35, Centro.
Dividido em quatro blocos, as aulas serão seguidas por Interpretação, com Rosangela Queiroz; Voz, com Léo Júnior; Corpo, Luciano de Paula; e Poéticas, com Artur Gomes. O curso terá ainda o apoio de estudantes da Licenciatura em Teatro do IFF (Instituto Federal Fluminense), que foram selecionados no Projeto Viva Ciência — desenvolvido pela Prefeitura de Campos — e que fazem estágio no Curso Livre de Teatro e tratam da caracterização e indumentária.
O Curso tem duração de dois anos e possui os módulos iniciante e iniciados, praticando dois exercícios cênicos por ano. Para o Gerente de Artes e Ofício, o Curso Livre de Teatro é um sucesso e sempre recebe inúmeras inscrições oportunizando os interessados na arte.
- Temos um respeito enorme por nossos alunos, pois sabemos da importância em alimentar o fazer teatral em nossa cidade. Vejo vários ex-alunos mobilizados e levantando a bandeira do teatro, formando novos grupos e resistindo. Minha gratidão à gestão do prefeito Rafael Diniz por proporcionarem a continuidade desse curso tão importante para o município - finalizou Pedro Fagundes.
A Prefeitura de Campos, através da FCJOL (Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima) abre, nesta segunda-feira (9), inscrições para o Curso Livre de Teatro. Os interessados devem se dirigir à recepção do Teatro Trianon, localizado na rua Marechal Floriano, 211, Centro, das 9h às 17h, e preencher a ficha cadastral.
Podem se inscrever pessoas com idade a partir de 15 anos e não é exigida experiência. Em caso de menores, é necessária a presença do responsável no ato da inscrição. As aulas serão ministradas às segundas e terças-feiras, das 18h às 22h, no Teatro de Bolso Procópio Ferreira, na Av. Quinze de Novembro, 35, Centro.
Dividido em quatro blocos, as aulas serão seguidas por Interpretação, com Rosangela Queiroz; Voz, com Léo Júnior; Corpo, Luciano de Paula; e Poéticas, com Artur Gomes. O curso terá ainda o apoio de estudantes da Licenciatura em Teatro do IFF (Instituto Federal Fluminense), que foram selecionados no Projeto Viva Ciência — desenvolvido pela Prefeitura de Campos — e que fazem estágio no Curso Livre de Teatro e tratam da caracterização e indumentária.
O Curso tem duração de dois anos e possui os módulos iniciante e iniciados, praticando dois exercícios cênicos por ano. Para o Gerente de Artes e Ofício, o Curso Livre de Teatro é um sucesso e sempre recebe inúmeras inscrições oportunizando os interessados na arte.
- Temos um respeito enorme por nossos alunos, pois sabemos da importância em alimentar o fazer teatral em nossa cidade. Vejo vários ex-alunos mobilizados e levantando a bandeira do teatro, formando novos grupos e resistindo. Minha gratidão à gestão do prefeito Rafael Diniz por proporcionarem a continuidade desse curso tão importante para o município - finalizou Pedro Fagundes.
Fonte: Supcom
Uma adolescente morre em acidente no município de São João da Barra
Uma adolescente, ainda não identificada, morreu em uma colisão registrada, na noite deste sábado (07), em Chapéu do Sol, São João da Barra, no norte fluminense.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a colisão envolveu uma motocicleta e um veículo, com o impacto da batida, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ainda não se sabe as causas do acidente e se houve outras vitimas.
O corpo da vitima após pericia será removido pelo rabecão do 5º Grupamento de Bombeiros Militar para o Instituto Médico Legal de Campos. E o acidente será registrado na 145ª Delegacia de São João da Barra.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a colisão envolveu uma motocicleta e um veículo, com o impacto da batida, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ainda não se sabe as causas do acidente e se houve outras vitimas.
O corpo da vitima após pericia será removido pelo rabecão do 5º Grupamento de Bombeiros Militar para o Instituto Médico Legal de Campos. E o acidente será registrado na 145ª Delegacia de São João da Barra.
Etanol tem variação de 19% nos postos de Campos
Gasolina Aditivada apresenta preço médio de R$ 5,11, segundo pesquisa do Procon

(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)
O Etanol teve variação de 19% nos postos de Campos e o preço médio atual é de R$4,09. O dado está na pesquisa feita por fiscais da Superintendência Municipal do Procon/Campos, entre os dias 17 e 18 de fevereiro, e divulgada nesta semana. Já a Gasolina Aditivada apresentou preço médio de R$ 5,11. Os dados estão sujeitos a alteração, conforme a data da compra, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções.
No total, 25 estabelecimentos foram visitados com objetivo de oferecer referência de preço à população. Foram coletados os custos dos seguintes combustíveis: Gasolina, Gasolina Aditivada, Etanol, Diesel e Diesel S-10. O segundo produto com maior variação foi o Diesel S-10 (8%), sendo comercializado com preços que variam entre R$ 3,59 e R$ 3,89. O preço da gasolina comum apresentou uma variação de 6%, sendo o maior valor encontrado R$ 5,09 e o menor, de R$ 4,81, com uma média de R$ 4,93.
A Superintendência explica que a política de preço da Petrobras define o custo da gasolina e do diesel através do valor do petróleo no mercado internacional. Já o valor do Etanol é determinado de acordo com as safras e as entressafras da cana-de-açúcar.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou que, no mês de fevereiro, os valores médios para o estado do Rio de Janeiro foram de: 5,01 (Gasolina); R$ 4,24 (Etanol); R$ 3,72 (Diesel) e R$ 3,83 (Diesel S-10). Já os valores médios em todo o território Nacional foram de: R$ 4,55 (Gasolina); R$ 3,24 (Etanol); R$ 3,71 (Diesel) e R$ 3,79 (Diesel S-10).

(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)
O Etanol teve variação de 19% nos postos de Campos e o preço médio atual é de R$4,09. O dado está na pesquisa feita por fiscais da Superintendência Municipal do Procon/Campos, entre os dias 17 e 18 de fevereiro, e divulgada nesta semana. Já a Gasolina Aditivada apresentou preço médio de R$ 5,11. Os dados estão sujeitos a alteração, conforme a data da compra, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções.
No total, 25 estabelecimentos foram visitados com objetivo de oferecer referência de preço à população. Foram coletados os custos dos seguintes combustíveis: Gasolina, Gasolina Aditivada, Etanol, Diesel e Diesel S-10. O segundo produto com maior variação foi o Diesel S-10 (8%), sendo comercializado com preços que variam entre R$ 3,59 e R$ 3,89. O preço da gasolina comum apresentou uma variação de 6%, sendo o maior valor encontrado R$ 5,09 e o menor, de R$ 4,81, com uma média de R$ 4,93.
A Superintendência explica que a política de preço da Petrobras define o custo da gasolina e do diesel através do valor do petróleo no mercado internacional. Já o valor do Etanol é determinado de acordo com as safras e as entressafras da cana-de-açúcar.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou que, no mês de fevereiro, os valores médios para o estado do Rio de Janeiro foram de: 5,01 (Gasolina); R$ 4,24 (Etanol); R$ 3,72 (Diesel) e R$ 3,83 (Diesel S-10). Já os valores médios em todo o território Nacional foram de: R$ 4,55 (Gasolina); R$ 3,24 (Etanol); R$ 3,71 (Diesel) e R$ 3,79 (Diesel S-10).
Fonte:Terceira Via
Novos métodos de prevenção ao HIV
Em Campos, a média é de 1.500 testes rápidos feitos anualmente para diagnóstico da doença
POR LETÍCIA NUNES

O paciente é atendido por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e demais profissionais (Foto: Divulgação)
O preservativo continua sendo o maior meio de evitar as doenças infectoparasitárias (como o vírus HIV), as hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). Contudo, em casos específicos, podem ser utilizados outros métodos de prevenção. Em Campos, o programa Dst/Aids e Hepatites Virais oferece alternativas do conjunto de estratégias da Prevenção Combinada do Ministério da Saúde. Anualmente, segundo dados do órgão, são realizados na cidade cerca de 1.500 testes rápidos para diagnóstico do HIV, sífilis e hepatites B e C. Somente no passado, foram diagnosticados na cidade 252 pacientes com o vírus da Aids.
A mais recente estratégia de prevenção ao HIV começou a ser utilizada no município em maio do ano passado, a chamada Prevenção Pré-Exposição (PrEP). É um tratamento com medicação que impede o desenvolvimento do vírus no organismo, antes mesmo de a pessoa ter o contato. O PrEP começa a fazer efeito em um período de 7 a 20 dias.
“Em 2019, foram 57 casos de PrEP no programa. Qualquer pessoa pode tomar? Existe um grupo de risco: homens que fazem sexo com homens, moradores de rua, profissionais do sexo, e pessoas que podem estar expostas ao vírus HIV. É importante ressaltar que esse método não protege de outras infecções sexualmente transmissíveis. Toda pessoa indicada ao PrEP passa por uma avaliação para verificarmos a real necessidade”, explica o coordenador de Enfermagem do programa, Rodrigo Rodrigues de Azevedo.
Outra forma é a Prevenção Pós Exposição (PEP). Também utiliza medicamentos para reduzir o risco de infecções, só que em casos de violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional.
“Existe um período de 72 horas após um episódio de risco para que o paciente inicie o processo. O índice de infecção nesses casos é de menos de 1%. No programa, as medicações em casos de PrEP ou PEP são fornecidas gratuitamente”, esclarece.

Coordenador de Enfermagem do programa, Rodrigo Rodrigues de Azevedo (Foto: Carlos Grevi)
Número de casos de HIV
O programa Dst/Aids e Hepatites Virais acompanha atualmente mais de 5 mil pacientes com vírus HIV na cidade. Segundo o coordenador de Enfermagem, o número expressivo de assistidos tem uma explicação: como a Aids não tem cura, esse paciente não recebe alta e por isso os casos vão se somando anualmente. O espaço também recebe para tratamento pessoas diagnosticadas com as demais infecções. Em 2019, foram 111 casos de hepatite B e C, 329 de doenças infectoparasitárias, como toxoplasmose, e mais 392 registros de pacientes com infecções sexualmente transmissíveis (IST). A maioria dos diagnósticos era de sífilis.
“Em casos de HIV, a regularidade com que este paciente vai precisar retornar ao programa para avaliação mensal é em média a cada quatro meses, além de ter que vir buscar a medicação a cada trinta dias”, diz.
Aumento após o carnaval
Muito se fala no aumento do número de casos, principalmente de HIV, após o carnaval. Rodrigo explica que em anos anteriores, a procura pela realização de testes rápidos no programa nesse período realmente aumentava.
“Hoje, há uma descentralização, pois todas as unidades básicas de saúde fazem a testagem. E mesmo com o aumento na procura pelo teste, isso não quer dizer que o índice de diagnósticos teve uma alta. São em média 20 casos mensais. Existe um grupo de risco, logo a maioria dos casos são de pessoas que fazem parte dele. O que tem crescido bastante são casos envolvendo jovens e aí entra o reforço de campanhas para o uso do preservativo”, revela Rodrigo
Preconceito
O programa também conta com um serviço de busca ativa dentro do Hospital Ferreira Machado. De lá, muitos pacientes são encaminhados para o diagnóstico. A equipe também atua na realização de campanhas de conscientização e na capacitação de profissionais para a realização de testes rápidos nas unidades de saúde do município. Mesmo com muito avanço do tempo, a resistência da sociedade em falar sobre o assunto é grande e essa questão é uma das inúmeras razões para que muitos abandonem o programa. De acordo com Rodrigo, o índice de má adesão é grande, cerca de 50%.
“Alguns não retornam porque escondem o problema da família. No programa, todas as informações sobre qualquer pessoa são mantidas em sigilo. Nós incentivamos o paciente a contar para algum parente ou amigo, mas é uma opção dele. Aqueles que mantêm o tratamento de forma correta têm uma qualidade de vida como qualquer outra pessoa. Lidamos diariamente com crianças, jovens, adultos e idosos. Pessoas de todos os tipos. Apesar de existir muita informação disponível, falta justamente essa disseminação. O preconceito ainda está presente e o paciente sente isso na pele”, completa.
POR LETÍCIA NUNES

O paciente é atendido por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e demais profissionais (Foto: Divulgação)
O preservativo continua sendo o maior meio de evitar as doenças infectoparasitárias (como o vírus HIV), as hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). Contudo, em casos específicos, podem ser utilizados outros métodos de prevenção. Em Campos, o programa Dst/Aids e Hepatites Virais oferece alternativas do conjunto de estratégias da Prevenção Combinada do Ministério da Saúde. Anualmente, segundo dados do órgão, são realizados na cidade cerca de 1.500 testes rápidos para diagnóstico do HIV, sífilis e hepatites B e C. Somente no passado, foram diagnosticados na cidade 252 pacientes com o vírus da Aids.
A mais recente estratégia de prevenção ao HIV começou a ser utilizada no município em maio do ano passado, a chamada Prevenção Pré-Exposição (PrEP). É um tratamento com medicação que impede o desenvolvimento do vírus no organismo, antes mesmo de a pessoa ter o contato. O PrEP começa a fazer efeito em um período de 7 a 20 dias.
“Em 2019, foram 57 casos de PrEP no programa. Qualquer pessoa pode tomar? Existe um grupo de risco: homens que fazem sexo com homens, moradores de rua, profissionais do sexo, e pessoas que podem estar expostas ao vírus HIV. É importante ressaltar que esse método não protege de outras infecções sexualmente transmissíveis. Toda pessoa indicada ao PrEP passa por uma avaliação para verificarmos a real necessidade”, explica o coordenador de Enfermagem do programa, Rodrigo Rodrigues de Azevedo.
Outra forma é a Prevenção Pós Exposição (PEP). Também utiliza medicamentos para reduzir o risco de infecções, só que em casos de violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional.
“Existe um período de 72 horas após um episódio de risco para que o paciente inicie o processo. O índice de infecção nesses casos é de menos de 1%. No programa, as medicações em casos de PrEP ou PEP são fornecidas gratuitamente”, esclarece.

Coordenador de Enfermagem do programa, Rodrigo Rodrigues de Azevedo (Foto: Carlos Grevi)
Número de casos de HIV
O programa Dst/Aids e Hepatites Virais acompanha atualmente mais de 5 mil pacientes com vírus HIV na cidade. Segundo o coordenador de Enfermagem, o número expressivo de assistidos tem uma explicação: como a Aids não tem cura, esse paciente não recebe alta e por isso os casos vão se somando anualmente. O espaço também recebe para tratamento pessoas diagnosticadas com as demais infecções. Em 2019, foram 111 casos de hepatite B e C, 329 de doenças infectoparasitárias, como toxoplasmose, e mais 392 registros de pacientes com infecções sexualmente transmissíveis (IST). A maioria dos diagnósticos era de sífilis.
“Em casos de HIV, a regularidade com que este paciente vai precisar retornar ao programa para avaliação mensal é em média a cada quatro meses, além de ter que vir buscar a medicação a cada trinta dias”, diz.
Aumento após o carnaval
Muito se fala no aumento do número de casos, principalmente de HIV, após o carnaval. Rodrigo explica que em anos anteriores, a procura pela realização de testes rápidos no programa nesse período realmente aumentava.
“Hoje, há uma descentralização, pois todas as unidades básicas de saúde fazem a testagem. E mesmo com o aumento na procura pelo teste, isso não quer dizer que o índice de diagnósticos teve uma alta. São em média 20 casos mensais. Existe um grupo de risco, logo a maioria dos casos são de pessoas que fazem parte dele. O que tem crescido bastante são casos envolvendo jovens e aí entra o reforço de campanhas para o uso do preservativo”, revela Rodrigo
Preconceito
O programa também conta com um serviço de busca ativa dentro do Hospital Ferreira Machado. De lá, muitos pacientes são encaminhados para o diagnóstico. A equipe também atua na realização de campanhas de conscientização e na capacitação de profissionais para a realização de testes rápidos nas unidades de saúde do município. Mesmo com muito avanço do tempo, a resistência da sociedade em falar sobre o assunto é grande e essa questão é uma das inúmeras razões para que muitos abandonem o programa. De acordo com Rodrigo, o índice de má adesão é grande, cerca de 50%.
“Alguns não retornam porque escondem o problema da família. No programa, todas as informações sobre qualquer pessoa são mantidas em sigilo. Nós incentivamos o paciente a contar para algum parente ou amigo, mas é uma opção dele. Aqueles que mantêm o tratamento de forma correta têm uma qualidade de vida como qualquer outra pessoa. Lidamos diariamente com crianças, jovens, adultos e idosos. Pessoas de todos os tipos. Apesar de existir muita informação disponível, falta justamente essa disseminação. O preconceito ainda está presente e o paciente sente isso na pele”, completa.
Fonte:Terceira Via
Mulheres em Campos ainda à espera do CEAM
Apesar do trabalho realizado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, vítimas carecem de apoio

Patrícia Santana relata que em 2018, após um desentendimento, o ex-companheiro a agrediu cuspindo em seu rosto, e depois com tapas e empurrões (Fotos: Carlos Grevi)
Por CÍNTIA BARRETO e ULLI MARQUES
Sororidade. Por definição, trata-se do afeto, companheirismo entre mulheres. Um vocábulo originado do latim “sóror” que significa “irmãs” e expressa a prática do apoio mútuo entre aquelas que partilham a mesma posição social. Juntas, tornamo-nos mais fortes: o conceito pressupõe que uma rede formada por iguais tem mais resistência perante os golpes da vida, sobretudo quando esse golpe é literal. Dizer que mulheres vítimas de violência precisam de acolhimento e suporte parece óbvio, mas, neste domingo (8 de março), Dia Internacional da Mulher, faz-se necessário reiterar, uma vez que o município de Campos, apesar dos diversos casos de ameaça, agressão e feminicídio que aqui ocorrem, ainda não possui um Centro Especializado em Atendimento à Mulher (CEAM) — órgão público pressuposto na Lei 11.340 de 07/08/2006 (Lei Maria da Penha) que deveria cumprir o papel de amparar e confortar aquelas que precisam desse abraço.
O CEAM é de extrema importância para a região — principalmente para um município que possui mais de 500 mil habitantes como Campos — pois é uma instituição que garante não só um atendimento humanizado, mas também faz o acompanhamento completo para as mulheres que foram vítimas de violência ao disponibilizar um suporte social, psicológico e jurídico em um momento tão difícil como este em que a mulher sente-se fragilizada, sozinha e perdida.
Na falta desse Centro e a necessidade de haver um grupo de apoio e luta em prol dos direitos das mulheres, foi criado pela formanda em Direito, Rafaelly Galossi, em 2018, o Coletivo Nós por Nós, uma organização não governamental que começou com apenas cinco mulheres voluntárias no WhastApp. “Eu ouvia diversos relatos de diferentes mulheres com quase sempre as mesmas demandas e angústias, como medo de sofrerem algum tipo de violência, relacionamentos abusivos, entre outros. Com isso, percebi que poderíamos unir nossas demandas e lutar por nossos direitos, além de compartilharmos experiências e sermos um grupo de apoio umas às outras. Assim nasceu o Coletivo, e o nome não poderia ser mais representativo que este: somos Nós Por Nós, em uma sociedade e com um governo que insistem em nos silenciar e marginalizar”, contou Rafaelly.
O Coletivo ganhou força e hoje conta com 135 integrantes, sendo que 35 são advogadas, psicólogas e assistentes sociais voluntárias. O grupo faz o trabalho de um CEAM: acompanha as vítimas desde o registro de ocorrência até às ações judiciais posteriores, também oferecem o apoio que essas mulheres e seus filhos precisam. Além disso, o Coletivo Nós por Nós também realiza com frequência rodas de conversa e palestras em instituições públicas e privadas, com o intuito de informar e conscientizar a população.
Patrícia Cardoso, 26 anos, é uma das mulheres atendidas pelo Coletivo. Ela foi agredida no final de 2018 pelo companheiro na época. Segundo Patrícia, as primeiras agressões foram as verbais aliadas à pressão psicológica. “Eu estava errada em todas as brigas. Ele me humilhava e fazia com que eu me sentisse culpada, mexia muito com o meu psicológico. Até que um dia, depois de uma discussão, ele deu um tapa no meu rosto. Eu fiquei indignada com a situação e fui atrás dele. Ele me empurrou e eu bati com a cabeça na parede, fiquei desacordada. Depois, só sabia chorar e ele, ainda com muita raiva, deu um soco na minha direção, mas atingiu a parede e quebrou o dedo.”
Em outra briga, Patrícia relatou que o ex-companheiro cuspiu nela. “As nossas discussões sempre acabavam com ele me humilhando. Certo dia, após um desentendimento, ele começou a cuspir no meu rosto, depois no cabelo, no corpo todo. Eu não sei de onde saia tanta saliva para me cuspir tanto. Eu nunca fui tão humilhada na vida, perdi toda minha dignidade naquele dia. Tenho marcas profundas disso em mim, o que me segurou foi o apoio do coletivo”, confessou Patrícia, abalada.
A necessidade da criação de um Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Campos vem sendo discutida há anos e, até hoje, parece ficar apenas no papel. A Prefeitura de Campos informou, em nota, que “não existe recusa ou negativa por parte do município para a implantação do CEAM”. O poder público municipal acrescentou que “está em diálogo com o Estado, buscando caminhos para a efetiva implementação do Centro Especializado, o que deve acontecer assim que todos os trâmites burocráticos forem cumpridos”.
Embora não haja um CEAM na cidade, a prefeitura diz que oferece todos os serviços que competem a esse órgão, entre eles o atendimento jurídico, que é prestado por meio da Superintendência de Justiça e Assistência Judiciária. Além disso, ainda de acordo com a nota, também é garantido atendimento especializado nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social, os CREAS. A prefeitura complementa que o município dispõe, ainda, da Casa Benta Pereira, que oferece serviço de acolhimento às mulheres vítimas de violência e com medida protetiva, “resguardando sua integridade física e prestando apoio psicológico e social à vítima”. A unidade possui, entre outros serviços, parcerias para reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho.
Entretanto, segundo o Coletivo Nós por Nós, os tipos de serviços disponibilizados pela prefeitura estão longe de ser suficientes para atender às mulheres vítimas de violência de forma adequada. “Além de não ofertar um atendimento específico para elas, não há um acompanhamento contínuo como prevê a Lei Maria da Penha. Além disso, ainda causa uma sobrecarga nos CREAS, pois são centros que atendem toda a população com diversas necessidades”, frisou Rafaelly. Ela salienta que há uma sentença expedida em 10 de dezembro de 2018, pela 1ª Vara Cível de Campos, exigindo que Município e Estado, em conjunto, implementassem um CEAM até dezembro de 2019, mas ambas as partes ainda não cumpriram a determinação.
Críticas ao atendimento policial
Sabe-se que o primeiro passo a ser dado em casos de violência é a denúncia. É imprescindível que seja feito um registro de ocorrência em uma delegacia para que o processo judicial seja iniciado e o autor da agressão seja autuado e, posteriormente, preso. Em relação à violência contra a mulher, essa denúncia deve ser feita, preferencialmente, em uma delegacia especializada, a DEAM. Em Campos, esse órgão da Polícia Civil existe desde 2014 e, após prestar atendimento a milhares de vítimas na cidade, em 2019, a qualidade desse serviço público foi o tema da pesquisa acadêmica desenvolvida pela coordenadora do Coletivo Nós por Nós, Rafaelly Galossi.
Um ano após o Coletivo ser instituído na cidade, Rafaelly, decidiu servir-se dos depoimentos de vítimas de violência de gênero para construir sua pesquisa final do curso superior em Direito. Com o título “Violência contra a mulher e a co-culpabilidade do Estado: a percepção das vítimas acerca do atendimento realizado na DEAM de Campos”, tal pesquisa se baseia nas histórias contadas por 80 mulheres agredidas que procuraram ou não o serviço policial.
Dentre as entrevistadas no trabalho acadêmico que buscaram o atendimento, 84,7% afirmaram não se sentirem seguras para denunciar a violência que sofreram na DEAM-Campos; 80,6% disseram que não receberam informações claras e satisfatórias na delegacia sobre o que fazer e como agir em casos de agressão; e 38,8% declararam que não conseguiram registrar suas ocorrências por recusa dos inspetores sob a alegação de falta de provas.
Segundo Rafaelly, esses números explicam o alto índice de mulheres que não registram a ocorrência. “Diversas mulheres relataram assédio, coação, humilhação e até mesmo questionamento de suas vestimentas e comportamentos pelos inspetores dentro da delegacia e muitas ainda tiveram seus relatos questionados e relativizados. Segundo o estudo, essas denúncias demonstrariam negligência estatal frente à realidade vivida pelas mulheres de Campos. Meu objetivo com a pesquisa não foi criticar por criticar e o Coletivo, ao buscar respostas, não quer desmotivar as mulheres a procurarem a delegacia, mas pressionar o poder público porque entendemos que somente assim melhorias acontecem”, pontuou a pesquisadora e coordenadora do Coletivo.

Delegada Ana Paula Carvalho, responsável pelo DEAM-Campos
Resposta da Delegada — A fim de buscar um posicionamento a respeito desses números e dos depoimentos apresentados na referida pesquisa, a equipe de reportagem do Jornal Terceira Via conversou com a delegada titular da DEAM-Campos, Ana Paula Carvalho, que garantiu que medidas já foram implementadas para mudar esse cenário. Desde o ano passado, após a visita da diretora da coordenadoria geral das DEAMs, Juliana Emerick, que veio ao município após pressão do próprio Coletivo Nós por Nós, treinamentos e reuniões bimestrais vêm sendo realizadas junto aos inspetores para uniformizar a abordagem às vítimas, mas, ainda de acordo com a delegada de Campos, “não há serviço público que funcione com 100% de excelência”.
Ana Paula afirmou que casos específicos já estão sendo investigados pelo Ministério Público, mas também esclareceu que a DEAM é um órgão policial que objetiva ouvir a vítima, registrar a ocorrência, buscar provas e encaminhar os autos para o sistema judiciário. “Temos plena consciência da responsabilidade do nosso trabalho, sabemos a dificuldade que essas mulheres enfrentam para subir essa escada, mas é importante lembrar que nós não somos um órgão de assistência. E, muitas vezes, precisamos explicar minuciosamente como o processo ocorre porque as mulheres chegam aqui sem saber o que vieram fazer e algumas perguntas feitas pelos inspetores têm o objetivo de compreender os pormenores e obter as provas necessárias para validar o processo. Muitas vezes elas acreditam que sairão da delegacia com uma medida protetiva, outras vezes querem registrar uma agressão física, mas não querem que os seus parceiros sejam presos. Todos os detalhes precisam ser elucidados, esse é o nosso papel no momento do registro da ocorrência”, declarou.
A delegada ainda pontuou o risco acerca dessa postura que ela chamou de “contrária à DEAM”: “Sei que temos nossas limitações, mas tenho certeza que não somos a pior delegacia do mundo. Eu, que estou aqui todos os dias, sei o quanto nos esforçamos para dar conta de todos os casos que acontecem na cidade de Campos e cumprirmos o nosso papel da maneira mais eficaz e eficiente possível. Mas quando o Coletivo divulga na imprensa que o atendimento não funciona, as mulheres se perguntam: ‘Vou na delegacia para quê? Para ser maltratada?’, e essa postura é extremamente danosa porque, sem o registro da ocorrência, o agressor permanecerá impune”.
E acrescenta: “Muitos casos, quando vão para o Judiciário, acabam sendo relativizados e até mesmo esquecidos, porque as pessoas só lembram da ação policial. No entanto, as decisões judiciais são o cerne de uma condenação. Alguns criminosos permanecem soltos, não por descaso dos inspetores e da delegada, mas porque o juiz não leu o processo, porque a audiência não foi marcada. Antes de criticar o trabalho policial, é preciso compreender que somos apenas uma peça de um grande e complexo processo”, explicou.
A delegada disse ainda que, até o final de 2019, as mulheres vítimas de violência em Campos sequer eram acompanhadas por um defensor público nas audiências com os autores do crime. Somente o agressor tinha esse direito garantido. “Sobre isso, ninguém comenta”. Ana Paula também elucidou que, ao contrário do que muitos pensam, autores de crimes de violência de gênero têm, sim, direito à fiança. “Somente em caso de violação da medida protetiva, ele não pode ser liberado da sede policial. No entanto, quando o acusado vai para a audiência de instrução, ele sai de lá sem, sequer, pagar por isso. Essa é uma das inúmeras brechas da lei que dificultam o trabalho policial”.
Números — Em todo o ano de 2019, a DEAM-Campos efetuou 1.612 registros de ocorrência, sendo cumpridos 150 autos de prisão e 48 mandados. Já em 2020, somente até o dia 5 de março foram realizados 250 registros policiais, uma média de 3,8 por dia no município.
De acordo com dados mais recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, mais de 21 mil mulheres foram vítimas de agressões físicas no primeiro semestre de 2019, aproximadamente 4 mulheres por dia.

Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida (Foto: Divulgação)
Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida
A Polícia Militar possui desde agosto de 2019 uma viatura exclusiva para acompanhar e monitorar mulheres que possuem medidas protetivas de urgência deferidas pelo judiciário. É composta por quatro policiais, sendo dois homens e duas mulheres, que se revezam na escala. Todos esses profissionais fizeram um treinamento específico para atuarem nessa função.
Desde quando foi criada, a Patrulha Maria da Penha já realizou 212 atendimentos no total em Campos e região e atualmente assiste 147 mulheres. Além desse trabalho, a equipe também desenvolve atividades de prevenção em parceria com outros órgãos públicos e entidades privadas.
Vale ressaltar que esse trabalho não substitui a atuação emergencial dos Setores de Radiopatrulha através do serviço 190, mas poderá atuar em apoio a estes. A Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida funciona de 08 às 18h, de segunda a sábado.
Medidas Protetivas e Botão do Pânico
Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) em fevereiro de 2020 mostram que, nos últimos dois anos, o número de mulheres que buscam na Justiça uma proteção contra um agressor aumentou 42%. Em 2018, foram 26.767 medidas expedidas; em 2017, 22.034. Em 2019, foram proferidas 31.341 medidas protetivas de urgência, o que representa uma média de 85 ordens por dia.
Nove dessas mulheres vítimas de violência no Estado do Rio de Janeiro que buscaram uma medida protetiva na Justiça receberam, no segundo semestre de 2019, um dispositivo chamado “botão do pânico” que alerta caso os agressores se aproximem além do permitido pelas medidas e aciona a central de monitoramento. A ferramenta é conectada a uma tornozeleira eletrônica que é usada pelo agressor. De acordo com o Tribunal de Justiça, qualquer vítima de violência doméstica com processo aberto pode entrar com um pedido, que é analisado segundo critérios não divulgados.

Patrícia Santana relata que em 2018, após um desentendimento, o ex-companheiro a agrediu cuspindo em seu rosto, e depois com tapas e empurrões (Fotos: Carlos Grevi)
Por CÍNTIA BARRETO e ULLI MARQUES
Sororidade. Por definição, trata-se do afeto, companheirismo entre mulheres. Um vocábulo originado do latim “sóror” que significa “irmãs” e expressa a prática do apoio mútuo entre aquelas que partilham a mesma posição social. Juntas, tornamo-nos mais fortes: o conceito pressupõe que uma rede formada por iguais tem mais resistência perante os golpes da vida, sobretudo quando esse golpe é literal. Dizer que mulheres vítimas de violência precisam de acolhimento e suporte parece óbvio, mas, neste domingo (8 de março), Dia Internacional da Mulher, faz-se necessário reiterar, uma vez que o município de Campos, apesar dos diversos casos de ameaça, agressão e feminicídio que aqui ocorrem, ainda não possui um Centro Especializado em Atendimento à Mulher (CEAM) — órgão público pressuposto na Lei 11.340 de 07/08/2006 (Lei Maria da Penha) que deveria cumprir o papel de amparar e confortar aquelas que precisam desse abraço.
O CEAM é de extrema importância para a região — principalmente para um município que possui mais de 500 mil habitantes como Campos — pois é uma instituição que garante não só um atendimento humanizado, mas também faz o acompanhamento completo para as mulheres que foram vítimas de violência ao disponibilizar um suporte social, psicológico e jurídico em um momento tão difícil como este em que a mulher sente-se fragilizada, sozinha e perdida.
Na falta desse Centro e a necessidade de haver um grupo de apoio e luta em prol dos direitos das mulheres, foi criado pela formanda em Direito, Rafaelly Galossi, em 2018, o Coletivo Nós por Nós, uma organização não governamental que começou com apenas cinco mulheres voluntárias no WhastApp. “Eu ouvia diversos relatos de diferentes mulheres com quase sempre as mesmas demandas e angústias, como medo de sofrerem algum tipo de violência, relacionamentos abusivos, entre outros. Com isso, percebi que poderíamos unir nossas demandas e lutar por nossos direitos, além de compartilharmos experiências e sermos um grupo de apoio umas às outras. Assim nasceu o Coletivo, e o nome não poderia ser mais representativo que este: somos Nós Por Nós, em uma sociedade e com um governo que insistem em nos silenciar e marginalizar”, contou Rafaelly.
O Coletivo ganhou força e hoje conta com 135 integrantes, sendo que 35 são advogadas, psicólogas e assistentes sociais voluntárias. O grupo faz o trabalho de um CEAM: acompanha as vítimas desde o registro de ocorrência até às ações judiciais posteriores, também oferecem o apoio que essas mulheres e seus filhos precisam. Além disso, o Coletivo Nós por Nós também realiza com frequência rodas de conversa e palestras em instituições públicas e privadas, com o intuito de informar e conscientizar a população.
Patrícia Cardoso, 26 anos, é uma das mulheres atendidas pelo Coletivo. Ela foi agredida no final de 2018 pelo companheiro na época. Segundo Patrícia, as primeiras agressões foram as verbais aliadas à pressão psicológica. “Eu estava errada em todas as brigas. Ele me humilhava e fazia com que eu me sentisse culpada, mexia muito com o meu psicológico. Até que um dia, depois de uma discussão, ele deu um tapa no meu rosto. Eu fiquei indignada com a situação e fui atrás dele. Ele me empurrou e eu bati com a cabeça na parede, fiquei desacordada. Depois, só sabia chorar e ele, ainda com muita raiva, deu um soco na minha direção, mas atingiu a parede e quebrou o dedo.”
Em outra briga, Patrícia relatou que o ex-companheiro cuspiu nela. “As nossas discussões sempre acabavam com ele me humilhando. Certo dia, após um desentendimento, ele começou a cuspir no meu rosto, depois no cabelo, no corpo todo. Eu não sei de onde saia tanta saliva para me cuspir tanto. Eu nunca fui tão humilhada na vida, perdi toda minha dignidade naquele dia. Tenho marcas profundas disso em mim, o que me segurou foi o apoio do coletivo”, confessou Patrícia, abalada.
A necessidade da criação de um Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Campos vem sendo discutida há anos e, até hoje, parece ficar apenas no papel. A Prefeitura de Campos informou, em nota, que “não existe recusa ou negativa por parte do município para a implantação do CEAM”. O poder público municipal acrescentou que “está em diálogo com o Estado, buscando caminhos para a efetiva implementação do Centro Especializado, o que deve acontecer assim que todos os trâmites burocráticos forem cumpridos”.
Embora não haja um CEAM na cidade, a prefeitura diz que oferece todos os serviços que competem a esse órgão, entre eles o atendimento jurídico, que é prestado por meio da Superintendência de Justiça e Assistência Judiciária. Além disso, ainda de acordo com a nota, também é garantido atendimento especializado nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social, os CREAS. A prefeitura complementa que o município dispõe, ainda, da Casa Benta Pereira, que oferece serviço de acolhimento às mulheres vítimas de violência e com medida protetiva, “resguardando sua integridade física e prestando apoio psicológico e social à vítima”. A unidade possui, entre outros serviços, parcerias para reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho.
Entretanto, segundo o Coletivo Nós por Nós, os tipos de serviços disponibilizados pela prefeitura estão longe de ser suficientes para atender às mulheres vítimas de violência de forma adequada. “Além de não ofertar um atendimento específico para elas, não há um acompanhamento contínuo como prevê a Lei Maria da Penha. Além disso, ainda causa uma sobrecarga nos CREAS, pois são centros que atendem toda a população com diversas necessidades”, frisou Rafaelly. Ela salienta que há uma sentença expedida em 10 de dezembro de 2018, pela 1ª Vara Cível de Campos, exigindo que Município e Estado, em conjunto, implementassem um CEAM até dezembro de 2019, mas ambas as partes ainda não cumpriram a determinação.
Críticas ao atendimento policial
Sabe-se que o primeiro passo a ser dado em casos de violência é a denúncia. É imprescindível que seja feito um registro de ocorrência em uma delegacia para que o processo judicial seja iniciado e o autor da agressão seja autuado e, posteriormente, preso. Em relação à violência contra a mulher, essa denúncia deve ser feita, preferencialmente, em uma delegacia especializada, a DEAM. Em Campos, esse órgão da Polícia Civil existe desde 2014 e, após prestar atendimento a milhares de vítimas na cidade, em 2019, a qualidade desse serviço público foi o tema da pesquisa acadêmica desenvolvida pela coordenadora do Coletivo Nós por Nós, Rafaelly Galossi.
Um ano após o Coletivo ser instituído na cidade, Rafaelly, decidiu servir-se dos depoimentos de vítimas de violência de gênero para construir sua pesquisa final do curso superior em Direito. Com o título “Violência contra a mulher e a co-culpabilidade do Estado: a percepção das vítimas acerca do atendimento realizado na DEAM de Campos”, tal pesquisa se baseia nas histórias contadas por 80 mulheres agredidas que procuraram ou não o serviço policial.
Dentre as entrevistadas no trabalho acadêmico que buscaram o atendimento, 84,7% afirmaram não se sentirem seguras para denunciar a violência que sofreram na DEAM-Campos; 80,6% disseram que não receberam informações claras e satisfatórias na delegacia sobre o que fazer e como agir em casos de agressão; e 38,8% declararam que não conseguiram registrar suas ocorrências por recusa dos inspetores sob a alegação de falta de provas.
Segundo Rafaelly, esses números explicam o alto índice de mulheres que não registram a ocorrência. “Diversas mulheres relataram assédio, coação, humilhação e até mesmo questionamento de suas vestimentas e comportamentos pelos inspetores dentro da delegacia e muitas ainda tiveram seus relatos questionados e relativizados. Segundo o estudo, essas denúncias demonstrariam negligência estatal frente à realidade vivida pelas mulheres de Campos. Meu objetivo com a pesquisa não foi criticar por criticar e o Coletivo, ao buscar respostas, não quer desmotivar as mulheres a procurarem a delegacia, mas pressionar o poder público porque entendemos que somente assim melhorias acontecem”, pontuou a pesquisadora e coordenadora do Coletivo.

Delegada Ana Paula Carvalho, responsável pelo DEAM-Campos
Resposta da Delegada — A fim de buscar um posicionamento a respeito desses números e dos depoimentos apresentados na referida pesquisa, a equipe de reportagem do Jornal Terceira Via conversou com a delegada titular da DEAM-Campos, Ana Paula Carvalho, que garantiu que medidas já foram implementadas para mudar esse cenário. Desde o ano passado, após a visita da diretora da coordenadoria geral das DEAMs, Juliana Emerick, que veio ao município após pressão do próprio Coletivo Nós por Nós, treinamentos e reuniões bimestrais vêm sendo realizadas junto aos inspetores para uniformizar a abordagem às vítimas, mas, ainda de acordo com a delegada de Campos, “não há serviço público que funcione com 100% de excelência”.
Ana Paula afirmou que casos específicos já estão sendo investigados pelo Ministério Público, mas também esclareceu que a DEAM é um órgão policial que objetiva ouvir a vítima, registrar a ocorrência, buscar provas e encaminhar os autos para o sistema judiciário. “Temos plena consciência da responsabilidade do nosso trabalho, sabemos a dificuldade que essas mulheres enfrentam para subir essa escada, mas é importante lembrar que nós não somos um órgão de assistência. E, muitas vezes, precisamos explicar minuciosamente como o processo ocorre porque as mulheres chegam aqui sem saber o que vieram fazer e algumas perguntas feitas pelos inspetores têm o objetivo de compreender os pormenores e obter as provas necessárias para validar o processo. Muitas vezes elas acreditam que sairão da delegacia com uma medida protetiva, outras vezes querem registrar uma agressão física, mas não querem que os seus parceiros sejam presos. Todos os detalhes precisam ser elucidados, esse é o nosso papel no momento do registro da ocorrência”, declarou.
A delegada ainda pontuou o risco acerca dessa postura que ela chamou de “contrária à DEAM”: “Sei que temos nossas limitações, mas tenho certeza que não somos a pior delegacia do mundo. Eu, que estou aqui todos os dias, sei o quanto nos esforçamos para dar conta de todos os casos que acontecem na cidade de Campos e cumprirmos o nosso papel da maneira mais eficaz e eficiente possível. Mas quando o Coletivo divulga na imprensa que o atendimento não funciona, as mulheres se perguntam: ‘Vou na delegacia para quê? Para ser maltratada?’, e essa postura é extremamente danosa porque, sem o registro da ocorrência, o agressor permanecerá impune”.
E acrescenta: “Muitos casos, quando vão para o Judiciário, acabam sendo relativizados e até mesmo esquecidos, porque as pessoas só lembram da ação policial. No entanto, as decisões judiciais são o cerne de uma condenação. Alguns criminosos permanecem soltos, não por descaso dos inspetores e da delegada, mas porque o juiz não leu o processo, porque a audiência não foi marcada. Antes de criticar o trabalho policial, é preciso compreender que somos apenas uma peça de um grande e complexo processo”, explicou.
A delegada disse ainda que, até o final de 2019, as mulheres vítimas de violência em Campos sequer eram acompanhadas por um defensor público nas audiências com os autores do crime. Somente o agressor tinha esse direito garantido. “Sobre isso, ninguém comenta”. Ana Paula também elucidou que, ao contrário do que muitos pensam, autores de crimes de violência de gênero têm, sim, direito à fiança. “Somente em caso de violação da medida protetiva, ele não pode ser liberado da sede policial. No entanto, quando o acusado vai para a audiência de instrução, ele sai de lá sem, sequer, pagar por isso. Essa é uma das inúmeras brechas da lei que dificultam o trabalho policial”.
Números — Em todo o ano de 2019, a DEAM-Campos efetuou 1.612 registros de ocorrência, sendo cumpridos 150 autos de prisão e 48 mandados. Já em 2020, somente até o dia 5 de março foram realizados 250 registros policiais, uma média de 3,8 por dia no município.
De acordo com dados mais recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, mais de 21 mil mulheres foram vítimas de agressões físicas no primeiro semestre de 2019, aproximadamente 4 mulheres por dia.

Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida (Foto: Divulgação)
Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida
A Polícia Militar possui desde agosto de 2019 uma viatura exclusiva para acompanhar e monitorar mulheres que possuem medidas protetivas de urgência deferidas pelo judiciário. É composta por quatro policiais, sendo dois homens e duas mulheres, que se revezam na escala. Todos esses profissionais fizeram um treinamento específico para atuarem nessa função.
Desde quando foi criada, a Patrulha Maria da Penha já realizou 212 atendimentos no total em Campos e região e atualmente assiste 147 mulheres. Além desse trabalho, a equipe também desenvolve atividades de prevenção em parceria com outros órgãos públicos e entidades privadas.
Vale ressaltar que esse trabalho não substitui a atuação emergencial dos Setores de Radiopatrulha através do serviço 190, mas poderá atuar em apoio a estes. A Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida funciona de 08 às 18h, de segunda a sábado.
Medidas Protetivas e Botão do Pânico
Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) em fevereiro de 2020 mostram que, nos últimos dois anos, o número de mulheres que buscam na Justiça uma proteção contra um agressor aumentou 42%. Em 2018, foram 26.767 medidas expedidas; em 2017, 22.034. Em 2019, foram proferidas 31.341 medidas protetivas de urgência, o que representa uma média de 85 ordens por dia.
Nove dessas mulheres vítimas de violência no Estado do Rio de Janeiro que buscaram uma medida protetiva na Justiça receberam, no segundo semestre de 2019, um dispositivo chamado “botão do pânico” que alerta caso os agressores se aproximem além do permitido pelas medidas e aciona a central de monitoramento. A ferramenta é conectada a uma tornozeleira eletrônica que é usada pelo agressor. De acordo com o Tribunal de Justiça, qualquer vítima de violência doméstica com processo aberto pode entrar com um pedido, que é analisado segundo critérios não divulgados.
Fonte:Terceira Via
sábado, 7 de março de 2020
Estados e municípios podem integrar sistemas de compras locais à União

Ferramenta ajudará a universalizar pregão eletrônico
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília
Em transição para adotarem o pregão eletrônico, os estados e os municípios que operam convênios com a União ou recebem transferências voluntárias do governo federal poderão integrar os sistemas de compras locais à plataforma de prestação de contas do Ministério da Economia. Lançada na última sexta-feira (6), a ferramenta também pode ser usada por organizações da sociedade civil que recebem recursos federais.
Atualmente, todos os entes locais e organizações da sociedade podem usar e registrar as aquisições com recursos de transferências voluntárias diretamente no Sistema de Compras do Governo Federal (Comprasnet). No entanto, os entes que quisessem continuar a usar os sistemas próprios de compra tinham de registrar as operações posteriormente na Plataforma +Brasil, criada em setembro do ano passado para informatizar a prestação de contas de transferências federais voluntárias recebidas pelos entes locais.
Com a integração, as compras poderão ser feitas nos sistemas próprios e passam a ser instantaneamente registradas na Plataforma +Brasil. Segundo a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, a integração não apenas agiliza o trabalho dos gestores públicos, como diminui a burocracia e aumenta o combate à corrupção, porque todas as transações passam a ser registradas automaticamente de forma eletrônica.
Desde outubro do ano passado, os estados que recebem recursos da União estão obrigados a aderirem ao pregão eletrônico. A exigência foi estendida aos municípios com mais de 50 mil habitantes em fevereiro e será aplicada aos municípios de 15 mil a 50 mil habitantes em 6 de abril.
Em junho, será a vez de as cidades com até 15 mil moradores adotarem o sistema. O cronograma foi estabelecido pela Instrução Normativa 206, editada em outubro do ano passado, pelo Ministério da Economia.
De acordo com o Ministério da Economia, o pregão eletrônico aumenta a economia de recursos públicos de duas maneiras. A primeira é a ampliação da concorrência, ao permitir a participação de empresas de todo o país nas licitações. Caso um fornecedor distante do município vença a licitação, caberá à empresa oferecer o frete mais barato e o menor preço. A segunda é a ampliação da transparência, por meio da prestação eletrônica de contas, com informações que podem ser acompanhadas pelo cidadão na internet.
Fonte:Agência Brasil
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