domingo, 17 de maio de 2020

Governo paga novo lote da 1ª parcela do auxílio emergencial a partir de terça

Juliano Medeiros

Governo paga novo lote da 1ª parcela do auxílio emergencial dia 19. Foto: reprodução


A caixa informou que a partir de terça-feira ( 19) mais 8,3 milhões de pessoas vão receber a primeira parcela de R$600 do auxílio emergencial. O calendário de pagamento vai respeitar o mês de aniversário do beneficiário. Essas pessoas podem escolher sacar o dinheiro nas agências do banco ou nas lotéricas, ou se vão preferir depósito em conta.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou que não adianta ir para a fila quem não estiver no grupo autorizado a receber no dia específico. Haverá triagem nas filas, e quem não se enquadrar nas regras, terá de voltar para casa, e só retornar no dia certo de liberação do pagamento.

Segundo a Dataprev, ainda há 5,7 milhões de requerimentos referentes à primeira parcela que ainda não foram processados. Só depois que o sistema do governo liberar os cadastros é que a Caixa fará os depósitos.
Fonte:93 FM

SAÚDE É PRIMORDIAL EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA RJ




STF reconhece competência de estados, DF e municípios em regras de isolamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a competência de estados, municípios e Distrito Federal em ações para combater pandemia da covid-19. Governadores e prefeitos estão livres para estabelecer medidas como o isolamento social e o fechamento do comércio. A maioria dos ministros reconheceu também que a União pode legislar sobre o tema, mas garantindo a autonomia dos demais entes federados.

Fonte: Agência Senado

Protesto neste domingo contra lockdown em Campos

Promotora de Justiça solicitou que forças de segurança acompanhem
Foto: reprodução-Campos 24 Horas.

Uma manifestação seguida de carreata foi anunciada nas redes sociais para as 9h deste domingo (17), em Campos. A convocação foi feita por comerciantes para protestar contra o lockdown (aqui) anunciado pela prefeitura. A concentração será na Avenida Nilo Peçanha, no Parque Santo Amaro. Em decorrência da convocação, a promotora de Justiça Maristela Naurath emitiu recomendação à prefeitura e órgãos de segurança no sentido de que a manifestação seja acompanhada e que aglomerações sejam coibidas. (veja abaixo trecho da recomendação do MPRJ )

"RECOMENDAR ao MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, na pessoa de seu Prefeito Rafael Diniz e demais órgãos municipais com atribuição em segurança pública e correlatas, bem como às forças de segurança pública estaduais com atribuição no âmbito do Município – COMANDO DO 8º BPM e DELEGACIAS DA POLÍCIA CIVIL DE CAMPOS, que acompanhem a manifestação contra a adoção do lockdown pelo município de Campos dos Goytacazes programada para este domingo na Praça São Salvador, para que não haja em hipótese alguma aglomeração de pessoas (o que deve ser prontamente coibido), além de orientar os manifestantes a efetivar o seu direito à manifestação em redes sociais, de forma virtual, para preservar a saúde dos munícipes e demais usuários do Sistema Único de Saúde. 

Caso as orientações e advertências não sejam respeitadas pelos manifestantes, encaminhar os infratores à Delegacia de Polícia com a finalidade de registrar o fato e responder pela infração penal, apreendendo os instrumentos utilizados para a promoção da aglomeração que se deseja coibir".
Fonte: Campos 24 horas

Campos: cenário difícil e o drama do comércio, industria e prefeitura

IMPLICAÇÕES NA ECONOMIA– Veja os efeitos da pandemia em diversos setores do município

Fotomontagem: Campos 24 Horas.

Qual o tamanho do rombo que a crise do coronavírus vai provocar na economia local? A exemplo do que ocorre com o cenário de devastação da economia brasileira, em Campos empresários e analistas avaliam o quadro de incertezas e buscam respostas para o segundo semestre diante dos efeitos da Covid-19. Com as medidas de isolamento social e a maior parte do comércio de portas fechadas, o município se vê diante da aproximação de um quadro de grande recessão que atinge também segmentos importantes como a indústria do petróleo, a partir da desativação de plataformas na Bacia de Campos e o anúncio de milhares demissões pela Petrobras. A queda da atividade econômica também atinge brutalmente o setor público, já cambaleante com a queda de receitas de tributos e impostos. E os efeitos dessa crise: o agravante de que os efeitos no emprego devem ser maiores, com centenas de demissões.

De portas fechadas, os setores mais atingidos são bares, restaurantes, academias de ginástica, lojas de confecções, eletrodomésticos, brinquedos, presentes, papelarias, livrarias, salões de beleza, além de shoppings centers, serviços educacionais, logística e transporte. “É uma cadeia produtiva e geradora de empregos muito importante. A preocupação se multiplica porque com a paralisia destes setores, cai também a arrecadação do setor público que já vinha mal das pernas com a brutal queda da receita dos royalties”, disse o economista Ranulfo Vidigal.

Setores da indústria também patinam em números negativos. No primeiro trimestre de 2020, o volume de produção industrial da região Norte Fluminense (28,9 pontos) registrou redução atingindo o segundo menor valor da série - indicador abaixo de 50 pontos indica queda e acima de 50 pontos indica aumento. Nesse cenário de isolamento social causado pela pandemia, a baixa demanda por produto foi atendida pelos estoques (40 pontos) que também recuaram e ficaram bem abaixo do planejado (35,7 pontos).

CERÂMICAS E CONSTRUÇÃO CIVIL - As cerâmicas da Baixada Campista continuam operando com capacidade ociosa em razão do baixo índice de crescimento na construção civil. No início deste ano havia melhores perspectivas de retomada do aquecimento do setor com o crescimento do crédito imobiliário, juros mais baixos de financiamento e o bom desempenho do número de empregos gerados no setor.

“Já em 2019 havia sinais de ritmo lento na recuperação da economia, com um movimento ainda que tímido no setor da construção civil e a clara percepção de que o pior havia ficado para trás. Agora veio essa pandemia e desconstruiu nossas expectativas”, disse o presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica de Campos, Oziel Batista Crespo Junior. O setor chegou a empresas 6 mil pessoas, hoje abriga cerca entre 3,5 mil e 4 mil empregados.

EXCEÇÃO - Menos mal, mesmo diante da pandemia, a indústria sucroenergética se mantém com boas expectativas com um bom regime de chuvas e os preços do açúcar no mercado internacional e beneficiada pelo decreto federal que tornou a atividade essencial. O "boom" climático levou o setor a prolongar o período de safra em um mês.

“Choveu bem, a chuva chegou no momento certo e no volume certo. Este ano vamos produzir uma safra mais açucareira porque os preços do açúcar no mercado internacional estão favoráveis com a queda de produção na Tailândia devido a problemas climáticos naquele país”, disse o presidente da Coagro (Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro), Frederico Paes. A cotação da saca de 50 kg do açúcar é de R$ 74,00.

A expectativa é de moagem de até 800 mil toneladas de cana, um aumento de mais de 30% em relação a safra do ano passado, com 1,2 milhão de sacas de açúcar e 18 milhões de litros de álcool. A estimativa é de uma geração de 3 mil empregos diretos e indiretos na indústria ou no campo.

SETOR PÚBLICO - Por outro lado, o sentimento de apreensão quanto a queda de receitas no setor público faz sentido. A prefeitura de Campos amargou neste mês de abril uma queda de arrecadação de 40% de IPTU (Importo Predial e Territorial Urbano) e de 20% no ISS (Imposto Sobre Serviços). Já as receitas oriundas da produção de petróleo acumularam perdas de 64% este ano em comparação com as receitas do mesmo período do ano passado.

Em 2019, o município registrou perda de mais de R$ 200 milhões nestas receitas. Em fevereiro último, Campos recebeu o pior repasse da história em Participação Especial, em torno de R$ 5,8 milhões.

“É um quadro preocupante no setor público porque representa a interrupção de contratações de profissionais em diversas áreas feitas na forma de RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo). Ou seja, mais um baque violento na demanda agregada do consumo no já combalido comércio local”, afirmou.

O governo estadual também se encontra em situação delicada em suas finanças. A receita de R$ 69 bilhões projetada para 2020, que já não seria suficiente para cobrir a previsão de despesas de R$ 80 bilhões, ficou pior com a Covid-19: a Secretaria Estadual da Fazenda projeta uma arrecadação de R$ 54 bilhões após a pandemia.

Segundo estimativas do governo estadual, serão R$ 11 bilhões a menos de ICMS e R$ 4 bilhões a menos de royalties de petróleo. De acordo com a Firjan, quase 80% das indústrias fluminenses paralisaram ou reduziram a produção diante da pandemia do coronavírus.

A prefeitura emprega cerca de 15 mil trabalhadores. O governo estadual registra perto de 7 mil servidores lotados em Campos.

128 MIL CAMPISTAS RECEBEM AUXÍLIO - Diante do saldo negativo, as medidas emergenciais do governo federal servem para compensar a situação dos que estão em casa no isolamento social e aliviar o comércio campista, que nesses três meses terá uma injeção de cerca de R$ 250 milhões. Em Campos, mais de 128 mil pessoas serão beneficiadas pelos repasses do auxílio de R$ 600,00 ou R$ 1.200,00 para os beneficiários do Programa Bolsa Família, o dos Programas do CadUnico e ainda os trabalhadores e autônomos que ficaram sem trabalhar.

PRESERVAR EMPREGOS - Cuidar da sobrevivência da micro e pequena empresa será um dos desafios após a pandemia. É ela que segura o emprego e que tem maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esta crise.

O governo federal, por sua vez, já permite que as empresas cortem as jornadas de trabalho e os salários de seus funcionários pela metade para preservar o emprego.
Fonte:Campos 24 horas

Ladrões são atropelados, espancados e presos em Campos

Dois ladrões, que não tiveram os nomes divulgados pela polícia, foram atropelados, espancados por moradores e presos após roubarem o telefone celular de uma mulher em Campos. O crime aconteceu na rua José Bernardino, no bairro do Turfe Clube.

De acordo com a Polícia Militar, a dupla chegou a roubar o telefone de um motorista antes de roubar o da mulher. Os dois só não contavam que o motorista fosse persegui-los. Em dado momento, o condutor conseguiu alcançar a moto em que os criminosos estavam e atropelar os dois. Machucado, um não conseguiu fugir. Já o outro fugiu a pé, mas foi encontrado e capturado por moradores, que, ao saber que eram ladrões, não perdoaram e os espancaram.

Um vídeo publicado nas redes sociais do jornal Notícia Urbana mostra o que seria a mãe de um dos criminosos chorando junto de um deles. Com os dois foram encontrados dois telefones que eles haviam roubado e uma pistola de mentira.

Os dois foram levados para o Hospital Ferreira Machado, onde receberam atendimento, e, em seguida, conduzidos para a Delegacia do Centro, onde foram autuados e presos.

Fonte: Notícia Urbana

Ruas e avenidas de Campos contarão com barreiras durante lockdown

As primeiras informações foram divulgadas pelo vereador Cláudio Andrade em seu blog


Centro de Campos dos Goytacazes (Foto: Carlos Grevi/Arquivo)

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes publicou neste sábado (16) Decreto Municipal no Diário Oficial sobre as medidas de lockdown que passará a valer a partir de meia-noite de segunda-feira (18). O apresentador e vereador Cláudio Andrade teve acesso às primeiras informações sobre barreiras que serão utilizadas na cidade. Ele publicou em seu blog alguns endereços onde funcionarão as inspeções para coibir a circulação de pessoas no prazo de uma semana. O bloqueio de ruas e avenidas tem como finalidade atingir pelo menos 70% de isolamento social.

O setor de Vigilância e Saúde da Prefeitura de Campos identificou o centro da cidade como a área de maior incidência de contágio do Covid 19. O isolamento não passou de 40% no município e isso fez com que o gabinete de crise adotasse o lockdown.

Segue abaixo as ruas e avenidas que estarão bloqueadas.

Rua tenente Coronel Cardoso x Avenida José Alves de Azevedo

Avenida José Alves de Azevedo x Rua Saldanha Marinho

Rua Marechal Floriano x Rua Conselheiro Otaviano

Rua Saldanha Marinho x Rua Marechal Floriano

Rua 21 de Abril x Rua Carlos de Lacerda

Rua Governador Teotônio Ferreira de Araújo x Avenida 15 de Novembro

Rua Manoel Theodoro x Avenida Pelinca

Fonte: Blog Cláudio Andrade

Número de mortos por Covid-19 em Campos chega a 25 pessoas


São 317 casos confirmados da doença, segundo boletim da Vigilância em Saúde

Diretora da Vigilância em Saúde, Dra.Andreya Moreira (Foto:Carlos Grevi/Arquivo)

Seis novos casos de Coronavírus foram confirmados em Campos neste sábado (16) pelo Departamento de Vigilância em Saúde, entre eles, um óbito de um homem de 64 anos. Dos casos confirmados, duas são mulheres, uma de 58 anos sem comorbidades e a outra de 71, e mais três homens (64, 73 e 37 anos). Todos com comorbolidades. Ao todo, são 317 casos confirmados do novo coronavírus no município, com idades entre um mês e 91 anos.

Investigados – Estão sob investigação oito óbitos, 119 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e 590 de síndrome gripal (SG). Até o momento, 54 casos foram descartados e 102 pacientes recuperados.

Tratamento – A Prefeitura de Campos implantou o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus para atendimento a pacientes com a doença. Aqueles que apresentarem sintomas do novo coronavírus – tosse, febre, cansaço e dificuldade para respirar (em casos graves) – devem buscar orientação junto Central de Informações da Covid, através do 192.

BOLETIM CORONAVÍRUS – 16/05/2020

Confirmados – 317
Descartados – 54

Óbitos: 25 (17 confirmados e 8 em investigação)
Síndrome Gripal (SG) – 590
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – 119

Fonte:SupCom

Sem perspectiva de retorno breve, setores mais afetados se preparam para mudanças

Áreas como turismo, entretenimento, alimentação, atividade física e beleza arriscam projeções

Por Mariane Pessanha, Ocinei Trindade, Ulli Marques, Priscilla Alves, Bernardo Rust

Desde que a pandemia do novo coronavírus se espalhou pelo mundo, quase todos os setores da economia paralisaram suas atividades, parcial ou totalmente. É um período de enfrentamentos à doença Covid-19, além das dificuldades financeiras que acometem grande parte da população do planeta. Em Campos, os reflexos da crise sanitária, do desemprego e da falta de dinheiro para suprir necessidades básicas podem ser conferidos nas filas de agências bancárias ou nos depoimentos de pessoas que se manifestam em redes sociais.

A equipe de reportagem do Jornal Terceira Via se dividiu para ouvir trabalhadores e empreendedores de diferentes segmentos. Eles relatam a realidade que vivem neste período de quarentena e distanciamento social. Com seus negócios interrompidos, e sem saber quando e como poderão retornar à antiga normalidade, profissionais das áreas de turismo, entretenimento, festas, arte e cultura, alimentação, atividade física e beleza de Campos arriscam projeção de negócios para um futuro próximo. O otimismo nem sempre se revela.


Nélio Artiles | Esperança por vacina e regras para retomada

Em entrevista ao Sistema Terceira Via, o médico infectologista Nélio Artiles cogita que, quando as atividades econômicas forem liberadas pelos governantes, uma série de regras deve ser adotada. Ele defende atitudes de prevenção pela população. “O distanciamento social é aconselhável. Quando for permitida a volta ao trabalho, a higienização de mãos e uso de máscaras serão indispensáveis”, acredita.

Coisa de cinema

A pandemia de Covid-19 parece um filme de terror ou suspense. Ainda não se sabe sobre o futuro das salas de cinema de todo o país. Segundo a Agência Nacional de Cinema (Ancine), o Brasil conta com cerca de 3.500 salas de exibição. Por causa da aglomeração, estima-se que o público vai demorar a sentir confiança para voltar a frequentar os cinemas. Na China, por exemplo, algumas salas reabriram em março, mas o público não se animou e não compareceu.


Cinemas vazios durante pandemia

Campos conta com dez salas de projeção, além de três cineclubes. Foram programadas para até junho estreias de títulos de sucesso como “Velozes & Furiosos 9”, “Mulan” e “Mulher Maravilha”, além de filmes brasileiros. Administradores das salas de cinema não sabem mais quando serão lançados. A equipe do Terceira Via procurou pelas gerências dos cinemas de Campos, mas não obteve retorno. Nos sites das redes Kinoplex e Cine Araújo nenhum filme é mencionado. Há estreias programadas para julho, porém, é preciso aguardar confirmação.

Apoio aos artistas

Artistas em geral estão de mãos atadas em suas ocupações. As atividades culturais devem ser as últimas a serem retomadas após o fim da pandemia do novo coronavírus. Em Campos, a superintendência de Entretenimento e Lazer diz que busca viabilizar parceria público-privada para incentivar o segmento, mas não há condições financeiras para a realização. “Mesmo durante a pandemia trabalhamos para agilizar os processos existentes para pagamento dos cachês a profissionais que ainda não receberam. Este processo é acompanhado pela Secretaria de Fazenda”, afirma Fabiano Gomes.


Fundação Cultural estuda apoio aos artistas (Foto:Arquivo)

Para Cristina Lima, presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, toda crise traz algum aspecto positivo em seu bojo. “No caso da pandemia, constatamos como a cultura e as artes, em geral, nos salvam do tédio, do vazio, além de amenizar nossa melancolia”, destaca. Ela acredita que o setor vai sofrer, pois dependerá da retomada da economia para obter investimentos. Ela arrisca sobre o futuro das atividades.

“Vai ser uma vivência nova para todos nós: artistas, produtores, gestores e público. Os espaços culturais estão inseridos neste grande processo de mudança que o mundo está vivendo e sua utilização está vinculada à adequação a uma nova realidade. É bastante preocupante. O Conselho Municipal de Cultura mantém diálogo com a classe para buscar alternativas que amenizem o problema”, diz Cristina.

Último espetáculo


Katiana Rodrigues na única apresentação teatral em 2020 (Foto:Antônio Cruz)

A atriz Katiana Rodrigues foi a primeira e última artista campista a se apresentar no Teatro de Bolso este ano. O espetáculo “Traídas e traidoras: somos todas Capitu”, de Arlete Sendra, estava em cartaz de 12 a 15 de março quando o decreto estadual proibiu o funcionamento de cinemas e teatros por conta da aglomeração.

“Não tínhamos ideia do que realmente estava acontecendo. Informações desencontradas. Recebi mensagens de pessoas que não foram por medo. E recebi também mensagem de uma médica amiga pedindo para eu ficar quietinha em casa porque era tudo muito perigoso. Tantos projetos suspensos, nenhuma perspectiva de retorno. O mais importante agora é ficarmos seguros. Cada artista encontra uma forma de extravasar e exercitar sua arte, como vem acontecendo com as “lives”, comenta.


Diretor Fernando Rossi no Teatro de Bolso (Foto: Fernando Cerqueira)

Para o diretor do espetáculo e também do Teatro de Bolso, Fernando Rossi, há uma mutação em curso na cultura, pautada em objetivos financeiros e emergenciais ou no mero gesto criativo. “No momento, não temos a dimensão onde o giro viral das artes da cena nos levará provocado pelo Coronavírus. Há uma potência de reinvenção, de criatividade, de inovação, que estamos longe de prever”, explica.

Malas desfeitas


Empresário do setor de turismo Rildo Junior (Foto:Carlos Grevi)

O empresário e agente de viagens, Rildo Junior, afirma que a Covid-19 colocou o turismo em seu pior momento na história. No Brasil, o setor do lazer basicamente zerou a demanda por viagens, e o turismo de negócios, diminuiu cerca de 85%. “Nunca, antes, nenhuma situação causou tanta insegurança aos passageiros, nem mesmo guerras e atentados terroristas chegaram próximo ao momento que vivemos. É um momento de incertezas e desmotivação”, explica.

Rildo Junior salienta que o setor do turismo é o único que movimenta todos os outros setores, além dos agentes de viagens, hoteleiros, empresas aéreas, receptivos, atrações turísticas, o setor impulsiona os restaurantes, padarias, bares, lojas, táxis, construção civil. “Todos estão sendo afetados, sem dúvida. As empresas aéreas, hotéis e agências de viagens são as que estão sentindo mais intensamente nesse momento”, destaca.

De acordo com o empresário, a maior expectativa é que surja o quanto antes um tratamento eficaz ou uma vacina que imunize a população contra o vírus. “Viajar é uma necessidade para muitas pessoas, eficaz em tratamentos até em questões psicológicas. As pessoas não vão deixar de viajar. Nesse primeiro instante, terão que adotar medidas protetivas como máscaras e álcool em gel, além dos hábitos higiênicos como a lavagem das mãos”, defende.

Beleza, decreto, portas fechadas


Priscila Nogueira é empresária do setor de beleza (Foto:Divulgação)

Mesmo após a publicação do decreto do presidente da República que inclui academias, e o setor de beleza na lista de “serviços essenciais”, o que prevalece na prática é o entendimento dos estados e dos municípios que, no caso do Rio de Janeiro e de Campos, ainda determinam o fechamento desses estabelecimentos. Enquanto isso, empresários do ramo, como de muitos outros, têm tido de se reinventar para se manter no mercado e na cabeça das pessoas. Alguns preveem mudanças após o fim da pandemia.

A empresária Priscila Nogueira tem feito consultorias online durante o isolamento social. Entrega produtos nas casas dos clientes e investe no marketing digital para que a marca do salão não seja esquecida. “Para os clientes que já faziam procedimentos como coloração continuamente, fornecemos os produtos e orientações para que consigam aplicar em casa. Fazemos vídeos nas nossas redes sociais com dicas de hidratação, penteado. O objetivo é continuarmos presentes nas vidas das pessoas”, disse.

Quanto às perspectivas para o futuro, Priscila acredita que “as coisas não voltarão ao ‘normal’ porque as práticas rotineiras passarão por transformações.


Promoção de serviços do salão de cabeleireiro

“Sempre prezamos pela higiene e pelo cuidado, mas quando o salão reabrir, vamos contratar um profissional da área da saúde para que nos ensine como proceder com a higienização e métodos de proteção ainda mais eficazes. Afinal, os estabelecimentos voltarão a funcionar antes da vacina e o vírus continuará circulando. Precisaremos nos prevenir”, explicou. A empresária também pretende fazer um rodízio de profissionais para evitar a aglomeração no salão.

“Entendemos que as pessoas, quando voltarem para as ruas, estarão estressadas, assustadas e exaustas. Então a experiência no salão tem que ser única, especial e, sobretudo, segura”, afirmou.

Lives permanecem

Mesmo após a liberação dos shows, as lives devem durar. Pelo menos essa é a opinião do jornalista e produtor de eventos Cláudio Amaral. Ele ressalta que todos os grandes artistas têm lucrado muito com esses shows feitos ao vivo, mesmo com o intuito de ajudar o próximo e pode ser uma alternativa para os artistas que tiveram a renda reduzida ao máximo nos meses de pandemia.


Produtor de eventos Cláudio Amaral (Foto: Carlos Grevi)

“Os artistas e suas equipes precisam sobreviver. A realidade é que hoje ninguém mais vende CD´s ou DVD’s, e o YouTube paga muito bem de acordo com o número de visualizações. Dessa forma, certamente, as lives irão permanecer”.

Para Cláudio o retorno de eventos, como shows, deve acontecer de forma gradual, de acordo com a capacidade do local. Ele acredita que a liberação deve ocorrer primeiro para os locais de capacidade menor, em seguida os médios e, por último, os de grande capacidade.

Antes do isolamento social, Cláudio Amaral produzia cerca de 150 shows por ano. Agora, os que já estavam marcados foram adiados e sua renda reduzida. Para continuar trabalhando, ele faz assessoria de marketing e vendas on-line. “Um evento nacional gera, em média, 200 empregos, diretos e indiretos. Foi uma perda muito brusca para vários profissionais”, afirma o produtor.

Novos hábitos nas academias


Empresário do ramo fitness Diogo Martins (Foto:Carlos Grevi)

Aparelhos instalados a uma distância de 1,5 metros, álcool 70, que deverá ser utilizado na higienização do ambiente e no uso pessoal dos alunos, limite de pessoas por metro quadrado, e uso de máscara. De acordo com o empresário Diogo Martins, essas são algumas das medidas que os donos de academia deverão adotar na volta das atividades pós pandemia. As orientações são do Conselho Regional de Educação Física (Cref).

Para Diogo, as aulas on line, modalidade que surgiu durante o isolamento social, não devem continuar. “As pessoas gostam de interação, socialização e precisam ser motivadas a fazer atividade física, por isso, não acredito na continuidade desse mercado”, diz

Diogo Martins tem academia há nove anos e emprega diretamente 17 famílias direta e indiretamente. Ainda não houve demissão porque o empresário suspendeu os contratos de trabalho dos funcionários. Dessa forma, os salários têm sido pagos integralmente pelo Governo Federal. “Caso continue o isolamento social e a Medida Provisória chegue ao fim e não seja renovada, infelizmente, terei que demitir”, explica.

À espera de comemoração


Faride e Jacqueline Abdu Neme (Foto:Divulgação)

Jacqueline Aiex Abdu Neme é sócia do Buffet Abdu Neme, junto com a irmã, Faride. São 20 anos no mercado de festas e eventos. Para a empresária, serão necessárias várias mudanças para a volta dos eventos.

“Todas as festas foram adiadas para o final do ano ou para 2021. A gente vai sair disso tudo um pouco despedaçado, o país todo vai sofrer, mas temos esperança. Acredito que a volta será aos poucos e com algumas restrições. Quem trabalha com alimentação já tem uma série de hábitos de higiene, mas acho que isso vai ser ainda mais reforçado. Teremos que nos adaptar às máscaras e luvas. Acredito que até os garçons trabalharão assim. Estamos pensando nisso”.

A supervisora de vendas Ane Silva, da Casa de Vidro Supreme, um dos maiores espaços de festas de Campos, espera que os eventos voltem ainda este ano. Mas, segundo ela, os locais dos eventos também deverão se adequar, principalmente em relação ao distanciamento.


Supervisora de vendas da Casa de Vidro, Ane Silva

“Acredito que após a pandemia terão algumas restrições. Como a Casa de Vidro tem um espaço interno muito grande, com pista de dança e também mesas grandes, poderemos fazer os eventos com um distanciamento maior. Acredito em pessoas mais conscientes. Estou esperançosa que todas essas restrições não vão se estender até o final do ano. Creio que os eventos voltarão com menos pessoas. Nos resta esperar para ver o que vai acontecer. Estamos todos na mesma situação, ninguém tem controle”.

Outra área impactada nos eventos sociais é a de filmagem. Sem festas e shows, trabalhos foram interrompidos. Porém, a expectativa do filmmaker Max Farias, diretor de criação da Maximus Films, é que a área de vídeo seja ainda mais requisitada após a volta dos eventos.


Max Farias é filmmaker em Campos (Foto: Divulgação)

“No próximo ano, acredito que a gente ainda vá passar por muitas lutas, mas a expectativa é que será um novo começo. Pessoas não deixarão de dar valor ao que precisam. Neste período todos estão mais sensíveis, mais próximos dos seus familiares. Isso pode fazer do vídeo uma lembrança para sempre, acabará valorizando ainda mais a área”, conclui.
Fonte:Terceira Via

sábado, 16 de maio de 2020

SFI: novo decreto proíbe entrada de quem não mora ou não trabalhe no município

A prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI) vai publicar um novo decreto permitindo apenas a entrada de moradores e pessoas que comprovarem trabalhar no município. A medida, que visa reforçar as ações de combate à propagação do novo coronavírus (Covid-19), entrará em vigor à meia-noite desta segunda-feira (18).
“O objetivo é impedir o ingresso de moradores de outros municípios, já que por possuírem imóvel em SFI, acabam se deslocando para a nossa cidade como opção de lazer ou descanso. É preciso que todos tenham consciência e entendam a importância de seguir as recomendações de prevenção neste momento difícil”, justificou a prefeita.

No decreto atual (219/2020) estava permitido o ingresso das pessoas com a apresentação de algum comprovante de residência, porém, neste novo, para ingressar em SFI, será necessário comprovar a condição de morador, através da apresentação dos seguintes documentos: título de eleitor e documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, carteira nacional de habilitação, passaporte ou carteira de trabalho), ou ainda Cartão Nacional de Saúde e documento de identidade oficial com foto.
O novo decreto estabelece que não serão aceitos outros tipos de documentos, como por exemplo, contas de energia elétrica e de telefone, pois demonstram que a pessoa possui residência em SFI, mas não comprovam a condição de morador.

A prefeitura vai disponibilizar estrutura nas Barreiras Sanitárias instaladas nos acessos do município para emitir o Cartão Nacional de Saúde ao morador que não possuir o referido documento.
Trabalhadores - A pessoa, que não estando na condição de morador, mas que precise entrar em SFI por motivo de trabalho, deverá fazer comprovação exclusivamente pela apresentação dos seguintes documentos:
• Declaração de Trabalho emitida pelo empregador, emitida nos últimos 30 (trinta) dias, acompanhada de documento de identidade oficial com foto;
• Contracheque, no caso de servidor público, acompanhada de documento de identidade oficial com foto;
• Documento de identidade profissional, no caso de profissional da área de saúde, segurança pública, assistência social e demais atividades essenciais em SFI;
• Documento fiscal, quando se tratar de serviço de entrega de produtos/mercadorias de qualquer natureza em SFI.

Medidas preventivas - Desde o início da pandemia do novo coronavírus, SFI considerou as suas limitações estruturais e as características do seu território e da sua população, optando pelo trabalho voltado para a prevenção, com indicação e monitoramento precoce das pessoas com sintomas da doença. O município implantou o Serviço de Telemedicina, Sala de Monitoramento, aquisição de testes rápidos e capacitação dos profissionais da Rede Básica de Saúde.

Outras medidas também adotadas pela prefeitura foram: instalação de Barreiras Sanitárias, higienização sanitária nas vias públicas, colocação de tendas e cadeiras em frente à Caixa Econômica Federal (CEF) para manter o distanciamento mínimo entre os beneficiários do auxílio emergencial, publicação de decretos municipais objetivando reforçar as medidas de enfrentamento da propagação decorrente do novo coronavírus, distribuição de máscaras de proteção e álcool 70º.
Ascom SFI


SAÚDE É PRIMORDIAL EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA RJ