domingo, 14 de junho de 2020

Vidas negras importam

Reportagem especial analisa a opressão sistemática que um povo sofre apenas em função de sua cor


Simone Pedro. (Foto: Carlos Grevi)/Por Ulli Marques e Priscilla Alves

“Vidas negras importam”. Essa frase parece óbvia. Afinal de contas, toda vida humana deveria ter importância e ser preservada. Mas esse ideal igualitário só existe perante à lei. Na prática cotidiana, distinções são frequentes, sobretudo quando se trata da relação entre brancos e negros. O racismo existe e não é observável apenas em discursos de ódio ou em repressões violentas, como as que preencheram os noticiários do Brasil e do mundo nas últimas semanas. Faz apenas 132 anos que os escravos foram libertos no país, sem qualquer garantia de direitos básicos. Do ponto de vista histórico, isso foi ontem. Esses últimos acontecimentos que motivaram protestos nas redes sociais e também nas ruas não são, portanto, episódios isolados: são a culminação de uma opressão sistemática.

Em um contexto de pandemia, quando as autoridades de saúde orientam que a população permaneça em suas casas, os atos antirracistas que ocorreram após a morte de George Floyd, nos EUA, e do menino João Pedro e do jovem João Vitor, no Rio de Janeiro — os três assassinados pela força policial em maio de 2020 — foram alvo de controvérsias. No entanto, para aqueles que são as víti- mas da desigualdade e da violência decorrente do preconceito racial, tais atos são o resultado de um acúmulo de situações que acontecem há séculos e que chegaram ao limite.

“A cor da pele assusta e afasta, mas, quando se trata de uma abordagem policial, atrai”, pontou a professora doutora e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UENF, Maria Clareth Gonçalves Reis. “Os atos e manifestações estabelecidos nas últimas semanas reúnem um conjunto de angústias e revoltas silenciadas historicamente. Com o lema ‘vidas negras importam’, estas vozes querem ser ouvidas e respeitadas. RacismoQuerem, acima de tudo, o direito à vida”.

Embaixador do Conselho Pan-Africano no Brasil, o jornalista Rogério Soares acredita que as mani- Últimos acontecimentos que motivaram protestos nas redes sociais e também nas festações antirracistas são importantes porque mostram a dimensão da condição do negro e dão ruas não são episódios isolados, são a culminação de uma opressão sistemática amplitude às suas demandas desse grupo. “É preciso romper com essas estruturais, chacoalhar a sociedade, a começar pelos políticos que montam essa engrenagem e fazem com que ela funcione”, apontou.

Números

Essas declarações vão ao encontro dos números. Os negros (pretos e pardos) correspondem a 56,10% da população brasileira, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE. E eles são maioria não somente no número de habitantes, mas também no quantitativo de pessoas analfabetas (9,1% são negros e 3,9% são brancos), desempregadas (64,2%), subocupadas (66,1%), encarceradas (61,6%) e assassinadas (75,5%) no Brasil. Em contrapartida, os negros estão em menor número quando se trata de posições de liderança no mercado de trabalho, de acordo com pesquisa de 2018 do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, e em representatividade na política e no magistratura (IBGE). Recentemente, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) também divulgou resultados de uma pesquisa que mostra que a letalidade da Covid-19 é maior entre os pretos e pardos (55%) do que entre os brancos (38%), uma vez que aqueles se encontram em situações mais precárias de moradia e acesso a serviços de saúde.


Protesto | Campos aderiu às manifestações que ganharam o mundo

Sistema racista

As estatísticas mostram que o racismo não se configura por meio de ações isoladas. Trata-se de um sistema institucionalizado, de acordo com a socióloga e cantora Simone Pedro.

“A necessidade de ir às ruas vem do fato de que a simples declaração de que ‘não é racista’ não é suficiente para mudar esse quadro de desigualdade, segregação e violência. Precisamos nos colocar principalmente perante instituições que corroboram com essa prática. A Polícia Militar, por exemplo, é a expressão do Estado que, por sua vez, expressa a vontade da sociedade, ou pelo menos das classes dominantes. Quando o racismo é manifestado em uma ação violenta, trata-se do remate de uma série de pensamentos que se faz a respeito de um grupo, um povo, uma cultura, uma religiosidade”.
Essa definição do racismo como “opressão sistemática”, inclusive, será inserida no verbete do Merriam-Webster, dicionário de referência dos Estados Unidos, após uma jovem negra entrar em contato com a instituição que publica os dicionários desde 1847 para sugerir uma atualização. Segundo ela, o racismo não é simplesmente um ato discriminatório. O diretor editorial do Merriam-Webster, Peter Sokolowski, confirmou que a definição será modificada e pediu desculpas “pelos danos que causamos por não ter feito antes”.

Educação é a saída


Para os entrevistados desta reportagem, somente a educação mostra-se eficaz para promover a equidade entre brancos e negros. “Mas não se trata de uma educação escolar, a não ser que haja uma mudança efetiva nos planos pedagógicos. A Lei 10.639 obriga as escolas a ensinarem a história da Africa e a cultura Afrobrasileira na Educação Básica, mas, na prática, isso não é cumprido. Há um sentimento coletivo de que isso não é importante”, destacou Simone Pedro.

A coordenadora do NEABI-UENF, Maria Clareth, reitera a importância das ações afirmativas que visam inserir o negro em espaços sociais que há pouco tempo lhes eram relegados, como a política de cotas. “Essas ações têm resultados positivos, mais ainda há muito a ser feito para alcançarmos a tão sonhada equidade”, disse.

Valendo-se da circunstância da pandemia, Simone compara o racismo a um vírus: “É preciso entender o tamanho que ele tem, onde se esconde e onde ele ataca para que a gente possa começar a combatê-lo. Por isso é importante explicar para as pessoas o que é o racismo e mostrar, seja por meio de protestos, seja por meio de uma verdadeira revolução pedagógica, que ele não se mostra em ações isoladas, mas está sedimentado em nossas estruturas sociais”, afirmou.

Racismo em Campos

Campos é uma cidade de notória importância para a história do país e muito do sucesso de sua produção se deu devido à força do trabalho escravo. Simone Pedro pontua que o número de pessoas escravizadas no território que hoje compreende o município era desproporcional ao número de pessoas livres, sobretudo dos brancos, que os tinham como propriedade.
“Considerando o fato de que esses negros não foram plenamente inseridos na sociedade, não é de se estranhar que os pretos e pardos ainda são maioria, encontram-se sobretudo nas periferias da cidade, vivendo em situações precárias e são os que têm menos acessos aos serviços e bens públicos”, destacou. Contudo, segundo ela, esse fato não significa que o preconceito advém da condição socioeconômica dos negros.
“Mesmo pessoas pretas que pertencem a classes sociais mais favorecidas sofrem atos discriminatórios na cidade”, afirmou.


Ação desproporcional | PM dispersou manifestantes com gás lacrimogêneo

Reação da PM repercute

Nos últimos dias, Campos teve dois protestos antirracistas sendo que o primeiro deles ganhou notoriedade, principalmente, pela repressão da Polícia Militar que, em ação truculenta, jogou gás lacrimogêneo em cerca de 15 manifestantes que protestavam seguindo as recomendações de afastamento e com máscaras para prevenção contra o coronavírus. O caso teve ampla repercussão e foi repudiado por instituições.

O advogado Jorge de Assis, presidente da Comissão da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campos emitiu uma nota de repúdio, em nome da OAB, em que chamou a ação da polícia de “desproporcional, desnecessária, inconstitucional e inconvencional”.

“O ato foi brutalmente reprimido pela polícia sem a menor razão de ser. Os policiais desafiaram, a Constituição, no artigo 5º, inciso 16, que diz que todos podem se reunir pacificamente sem armas em locais aberto ao público, independente de autorização. O cidadão tem o direito de protestar e expressar sua ideia. Aquilo que aconteceu é inadmissível e nós, da OAB, vamos enviar uma notícia ao Ministério Público para que apure e que os autores sejam punidos”, falou.

O segundo ato, ocorrido na última quarta-feira (10), na Praça São Salvador, reuniu cerca de 100 pessoas e também teve a presença da Polícia Militar. Porém, os policiais não interferiram. “Hoje, os policiais estão aqui para garantir a nossa segurança, o que deveria ter acontecido da primeira vez”, comentou Totinho.

Para o jornalista e embaixador do Conselho Pan-Africano no Brasil, Rogério Siqueira, é preciso que apolícia se retrate pelas ações no primeiro ato.
“A polícia está tomando partido, o que não deveria acontecer. Tivemos outras manifestações em Campos no período da quarentena e, em comparação, percebemos que a polícia deu tratamento desigual. A gente quer tratamento igualitário e que os limites da função da polícia sejam respeitados. É necessário que a PM se retrate por meio do seu comando e admita que errou. É óbvio que a gente reconhece as contribuições que o 8º BPM dá à nossa segurança pública, mas quando erra, tem que reconhecer e pedir desculpas à sociedade e aos negros e negras que estavam ali e sofreram uma violência desproporcional”, comentou.

A reportagem questionou, por email, o comando da Polícia Militar em Campos sobre a ação policial durante o primeiro ato. Por meio de nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que “os policiais militares estão instruídos a priorizar a conscientização e o diálogo no contato com os cidadãos” e ainda que “os manifestantes não obedeceram a ordem de dispersar e foi necessário o uso de armamento de menor potencial ofensivo para que a determinação fosse cumprida”, informou a nota. A reportagem perguntou novamente o motivo das agressões, já que os manifestantes eram poucos e mantiveram a distância, mas não recebeu resposta.

Aqui, todos têm sangue negros

Por Aloysio Balbi

Que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão, em 1888, isso é fato. Que Campos foi a última cidade a cumprir a lei, isso é fake. A historiadora Silvia Paes afirma que essa informação não tem fundamento.

Segundo ela, essa versão não encaixa com o movimento abolicionista de Campos, que tinha à época entidades denominadas “Liras”, que tinham como objetivo angariar recursos para comprar a alforriados negros. Ao mesmo tempo, antes da abolição, muitos senhores libertaram seus escravos espontaneamente.

A história de que Campos teria sido a última das cidades a manter os negros sob o ferro do suplício se descaminha ao seguirmos os rastros do jornalista negro José do Patrocínio, o Tigre da Abolição, que era campista e um dos principais ativistas da causa.

“O fato é que, em Campos, hoje, mesmo os que têm cabelos loiros e olhos azuis, têm sangue negro correndo em suas veias. A miscigenação aqui foi bem acentuada. Mas é importante salientar que a miscigenação não impede que haja o preconceito racial em nossa sociedade”, disse a historiadora.
Em se tratando de personagens negros, a história de Campos não se limita a José do Patrocínio. Existem outros vultos em áreas diversas: na política, Nilo Peçanha, que era negro, chegou à presidência da República. Nas artes, Mercedes Batista foi a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio; incluem-se aí os sambistas Wilson Batista, Roberto Ribeiro e a atriz Zezé Mota. No futebol, dois bicampeões — 1956 e 1956 — Amarildo e Didi. Uma galeria acima de qualquer cor.

MINHA EXPERIÊNCIA COM O PRECONCEITO


Simone Pedro, socióloga e cantora

“Uma das expressões mais claras do racismo cotidiano pode ser observada no comércio. Quando entro em um shopping, sou seguida por seguranças. Essa é uma prática comum. A relação vendedor-comprador também marca muito. Diversas vezes entrei em lojas em que o produto comercializado não era barato e o vendedor me perguntou o que eu ‘fazia da vida’. Eles estranham uma mulher como eu comprar um produto com preço mais alto. Esse estranhamento, que é tamanho a ponto de se manifestar em uma pergunta, é um sinalizador de uma sociedade racista. Também é corriqueiro os seguranças de estabelecimentos de entretenimento me dizerem que a ‘casa já está cheia’. Mas essa situação não é uma exclusividade de Campos. Sempre que entramos em ambientes que não foram feitos para pessoas como nós, passamos por situações de desconfiança e impedimento de ir e vir”.


Rogério Soares, jornalista e embaixador do Conselho Pan-Africano no Brasil

“Eu teria vários episódios para relatar, mas, como sou jornalista, os acontecimentos que envolvem a minha cabeça porque me marcaram. Ao longo da minha carreira, por muitas vezes, em diversas situações, ou não acreditavam que eu era jornalista, ou, se acreditavam, não acreditavam na minha capacidade, simplesmente pelo fato de eu ser negro. Isso acontece nos meios de comunicação de maneira muito severa, ainda que a profissão de jornalista seja tão sagrada à democracia e tão atacada em tempos de intolerância. Vejo isso acontecer comigo e com outros colegas negros que, inclusive, também têm dificuldade para se inserir no mercado de trabalho. Esse é um reflexo de uma sociedade em que a pobreza e as condições de miséria têm um recorte racial”.


Maria Clareth Gonçalves Reis, professora doutora e coordenadora do NEABI-UENF

“Como mulher negra, sinto o racismo e os racistas batendo em minha porta cotidianamente. Certa vez, fiz uma compra e o entregador surpreendeu-me com a seguinte questão: “Bom dia, onde está a patroa?”. Eu o respondi com outra pergunta: “Toda mulher negra teria que ter uma patroa? Eu sou a ‘patroa’. Só por eu ser uma mulher negra eu teria que ocupar a função de doméstica e ter uma patroa branca?”. Reagi naquele momento dizendo que ele estava sendo racista ao julgar uma pessoa pelo fenótipo. Este tipo de atitude já se naturalizou na sociedade. Por que as mulheres negras não podem ocupar outros lugares na sociedade? A minha presença como mulher negra professora, doutora, concursada e servidora de uma universidade pública ainda surpreende”.


Renato Chagas, psicólogo

“Exercendo a profissão de psicólogo, já sofri racismo por muitas vezes. Uma dessas ocasiões me tocou bastante. No começo da minha carreira, um dos meus primeiros pacientes, após receber alta do tratamento, me abraçou e chorou copiosamente por um bom tempo. Perguntei o motivo das lágrimas e ele me pediu desculpas. Disse que chorava porque, no início, ele não acreditava na minha eficácia profissional pelo simples fato de eu ser negro. Ele justificou esse sentimento dizendo que nunca havia visto um psicólogo como eu. Essa é uma prova de que o racismo estrutural existe e persiste em vários âmbitos sociais. E exercendo a profissão de psicólogo, também ouço histórias de outras pessoas que são vítimas de racismo e percebo os diferentes danos que ele pode causar”.


Vinícius Faria, administrador público

“Nós, aqui no Brasil, temos essa questão racial um pouco camuflada e alguns atos que podem parecer brincadeiras, no fundo estão cheios de preconceito. A gente aceita o negro no futebol, no pagode, e fazendo atividades de cunho popular, mas quando o negro ocupa posições sociais majoritariamente ocupadas por brancos, isso é colocado em xeque.Você não vê muitos negros como médicos ou juízes. Eu já sofri preconceito dentro da escola em uma época em que isso não era muito discutido. Um professor me chamou na frente da turma, olhou pra mim e disse “isso aqui é pra vocês verem como a coisa fica quando fica negra”. Os alunos riram e eu fiquei muito constrangido. Eu tinha mais ou menos 12 anos e não contei nem pra minha mãe. Lógico que até hoje sofremos preconceitos de forma velada, mas esse foi o que mais me marcou.”


Totinho Capoeira, presidente do Conselho Municipal de Igualdade Racial

“Uma vez fui para um evento em uma universidade em Ilhéus, na Bahia, e fiquei hospedado em um resort com minha companheira. Nesse resort, não tinha ninguém preto, nem para servir comida, nem para limpar chão. Os pretos estavam todos na cozinha ‘trancados’, quando eu passava, eles me olhavam pela porta da cozinha para ver quem era, porque ali não tinha circulação de pretos. Quando fomos encerrar a hospedagem, a recepcionista perguntou à minha esposa de qual banda ela era dançarina e eu falei que éramos dois professores. Quando a gente saiu, teve funcionário negro que pediu para tirar foto com a gente, porque não era comum negro hospedado ali. Isso pramim foi muito triste. Eu e minha esposa saímos de lá chorando”.


Jorge de Assis, presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB Campos

“Os descendentes do povo africano cotidianamente sofrem as agruras do racismo, que é muito doloroso do ponto de vista emocional. Não importa a posição que a pessoa ocupa, todos da pirâmide sofrem, independente se estão na base ou no topo. Há alguns anos, eu estava na Praça São Salvador, aguardando o ônibus da OAB. Eu estava na frente, mas quando o ônibus chegou, eu cedi a vez para uma colega e para um advogado já mais idoso, como um ato de cavalheirismo. Eles subiram e quando eu fui subir, o motorista me perguntou se eu era advogado mesmo. Eu estava de terno e gravata, com um broche da OAB na lapela do terno e ainda assim ele me questionou. Aparentemente é uma pergunta boba, mas os outros que estavam na frente, a nenhum foi perguntado se era advogado”.


Stella Tó Freitas, comunicóloga

“Pela nuance da minha pele, o racismo chega muito superficialmente, mas eu o sinto de várias formas. Seja em não ser respeitada como profissional, seja de pessoas que julgam meu cabelo, seja de pessoas que simplesmente ignoram minha presença ou fala em alguns lugares. São situações constantes. As pessoas não-negras precisam estar abertas ao diálogo. Ouvir é fundamental. O Brasil tem pouco mais de 500 anos e 300 deles foram de escravidão da população negra. Há muitos anos estamos falando, gritando e muitas pessoas sequer param para nos ouvir. O estado ataca, agride e reprime pessoas negras, não é de hoje. Em uma cidade conservadora como Campos, que aplaude o discurso do executivo federal, é preciso ter muita cautela e estratégia”.
Fonte Terceira Via

sábado, 13 de junho de 2020

SAÚDE É PRIMORDIAL EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA RJ







Força Tarefa de Combate ao Coronavírus volta a atuar em Lagoa de Cima


Reprodução

O CISP registrou mais de 1400 denúncias.

Equipes da Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP) voltaram a atuar na localidade de Lagoa de Cima, nesta quinta-feira (11). No local, conhecido como prainha, foi constatada a presença de banhistas em aglomeração, além de bares e restaurantes com atendimento ao público, descumprindo as medidas do Decreto Municipal nº 126/2020 que determina o lockdown parcial em todo território do município.

A ação, que teve origem em denúncias recebidas pelo Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), teve o apoio do Grupamento de Operações Especiais, da Guarda Civil Municipal (GCM), devido ao grande número de pessoas no local. Os banhistas e donos de restaurantes foram orientados e, imediatamente, a aglomeração foi dispersada e estabelecimentos comerciais, inclusive um que já havia sido notificado no início da semana pela Superintendência de Posturas, fechados.

As equipes só deixaram o local, após a saída por completo dos banhistas. Na manhã desta sexta-feira (12), retornaram à lagoa sendo constatado o cumprimento das determinações sem qualquer presença de banhistas.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública coordena os trabalhs da Força-Tarefa de Combate ao Coronavírus que conta com Superintendência de Posturas, Guarda Civil Municipal, Vigilância Sanitária e o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) e, quando necessário, tem o apoio das Polícias Militar e Civil. Para denúncia, a população deve entrar em contato com o telefone 9981752058. O CISP já registrou mais de 1.400 denúncias
Fonte: Supcom

Governo do Rio aprova protocolo médico e votação vai definir retorno do Carioca


Divulgação

Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) irá marcar nos próximos dias uma nova reunião

O Governo do Estado do Rio de Janeiro aprovou, nesta sexta-feira, (12/06) o protocolo médico proposto pelos clubes da Série A do Campeonato Carioca. Após análises dos números de casos e mortes da covid-19 no estado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) irá marcar nos próximos dias uma nova reunião para votação da data de retorno do torneio.

Os treinos com restrições foram liberados pelo prefeito Marcelo Crivella no início deste mês, seguindo as orientações de sua comissão científica, que faria uma nova reunião na segunda quinzena de junho para definir o início dos jogos. Tudo iria depender da curva da pandemia.

Na terça-feira, o Rio teve 1.402 novos casos de coronavírus, com 225 mortes. De quarta para quinta-feira, houve aumento de 1.8% no total de casos confirmados e 3.1% no total de mortes. A taxa de letalidade no estado é de 9.72%.

A Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca, foi paralisado em março, na terceira rodada. Restam dois jogos para definir os classificados para as semifinais.
Fonte: O Dia

Novo saque do FGTS começa dia 15 e seguirá modelo adotado pelo auxílio emergencial

Valores estarão disponíveis até 31 de dezembro



Reprodução
Para evitar filas em agências, trabalhadores receberão crédito em conta e terão que esperar alguns dias para sacar recursos em dinheiro

A Caixa Econômica Federal vai adotar a mesma sistemática de pagamento do auxílio emergencial na nova rodada do saque imediato do FGTS — que será de R$ 1.045 por cotista. Os trabalhadores vão receber o crédito em conta e terão que esperar alguns dias para sacar os recursos em espécie. O saque valerá para cotistas com saldo nas contas ativas e inativas no fundo, em uma medida que prevê a injeção de R$ 36,2 bilhões na economia neste ano.

Segundo o presidente da Caixa, o objetivo é evitar filas nas agências durante a pandemia. O banco deve anunciar o cronograma na próxima semana. De acordo com a medida provisória que autorizou o saque do FGTS, os valores estarão disponíveis a partir de 15 de junho até 31 de dezembro.

Caixa: Com monopólio do pagamento do auxílio emergencial, banco avança no digital

— O FGTS tem o mesmo racional (do auxílio). Faremos o depósito e o saque acontecerá alguns dias depois. Isso vai permitir com que haja uma minimização das filas — disse Guimarães, em transmissão na rede social.

Segundo ele, dos 60 milhões de trabalhadores com direito ao saque do FGTS, 20 milhões não têm conta em banco e, nestes casos, vão receber o crédito em conta digital. O calendário de pagamento do FGTS também será ordenado por mês de nascimento.

Guimarães disse ainda que o cronograma de pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial, previsto para ser anunciado na próxima semana, vai começar com os beneficiários do Bolsa Família, a partir da segunda quinzena de junho.

Os trabalhadores informais terão o crédito em conta digital e poderão pagar contas de concessionárias e realizar compras pelo aplicativo do celular. Para sacar o dinheiro ou fazer transferências para outras contas será preciso esperar 10 dias.

— O cronograma do Bolsa Família não será alterado e será em dinheiro, como foi na primeira e segunda parcela. Para as demais pessoas, faremos um deposito antes. Esse depósito antes do saque em espécie é muito importante para o equilíbrio entre pagar o mais rápido possível e minimizar as filas. Vamos depositar rápido e fazer o pagamento em espécie de forma organizada, de acordo com o mês de nascimento — explicou Guimarães.

Fonte: O Globo

Sebrae e Caixa assinam acordo para atender empreendedores e Acic apóia iniciativa


Presidente da instituição ressalta que será um impulso para os empresários campistas que vivem uma das piores crises econômicas

Presidente da Acic, Leonardo Abreu (Foto: divulgação)

O Sebrae e a Caixa Econômica assinaram na última semana uma parceria que visa liberar R$ 7,5 bilhões para fomentar diversos segmentos de indústria, inclusive agroindustriais, comércio e serviços da economia brasileira, formada por micro e pequenos empreendedores. A linha de crédito poderá ser amortizada entre 24 a 36 meses, após 9 a 12 meses de carência com empréstimos que variam de R$ 12,5mil a R$ 125 mil. A medida tem o apoio do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (FAMPE).

A medida é vista com bons olhos pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos- ACIC- Leonardo Castro de Abreu, que ressalta que o setor vive uma das piores crises da economia brasileira, agravada com a pandemia da Covid 19, que obrigou os empresários campistas, principalmente do comércio, serviços e indústrias a suspender o atendimento ao público há mais de 80 dias. Os prejuízos já ultrapassam R$ 300 milhões, além de causar demissões e fechamentos de empresas que não tiveram capital de giro para arcar com as despesas. “Será mais uma boa oportunidade para que os empresários possam ter um reequilíbrio financeiro após este desastre econômico, provocado pela pandemia” ressaltou.
Para ter acesso a essa nova linda de crédito, o empresário deverá acessar a página do Sebrae (www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/creditoassistido) onde terá acesso as informações para obter o empréstimo.

A instituição também estará oferecendo cursos online específicos orientando a organizar melhor a vida financeira da empresa. Os empreendedores serão acompanhados ao longo de todas as fases da operação. Maiores informações também poderão ser obtidas pelo SAC 0800 726 0101.

Vale ressaltar que os CNPJ devem estar pelo menos 12 meses de faturamento, não haver nenhuma restrição nem de CPF nem de CNPJ e que estão condicionados à avaliação de risco da Caixa, em consonância com as práticas de mercado. A nova linda é especial, já que conta com taxas e prazos diferenciados.

*Ascom

Coronavírus: Campos tem mais três mortes e 80 casos confirmados

Número de pessoas infectadas chega a 1.217 e 370 já foram recuperados


Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (Foto: Carlos Grevi)

O município de Campos registrou nesta sexta-feira (11) mais três óbitos e 80 novos casos confirmados no município. Ao todo, o Campos contabiliza 1.217 casos confirmados de Covid-19 e 370 recuperados. Campos foi pioneiro ao instalar, em março, o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus para atendimento a pacientes com a doença. Atualmente, com a ampliação de leitos para outras unidades, o município disponibiliza 154 leitos dedicados ao tratamento da Covid-19.

Estão sendo investigados 3.475 casos de Síndrome Gripal (SG) e 207 de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). São 71 óbitos confirmados e 16 investigados.

Depois de ampliar do número de leitos de UTI, que passaram de 19 para 29, e de leitos clínicos, de 40 para 60 para tratamento de Covid, recentemente, a Prefeitura abriu, mais uma vez, novos leitos clínicos e de UTI que já estão em funcionamento na Unidade Pré-Hospitalar São José, Hospital Ferreira Machado, Hospital Geral de Guarus e Santa Casa de Misericórdia.

Aqueles que apresentarem sintomas do novo coronavírus — tosse, febre, cansaço e dificuldade para respirar (em casos graves) — devem buscar orientação junto à Central de Informações da Covid, através do 192.

Outra medida adotada pelo município foi através de parceria com a implantação do Laboratório Regional do Hospital Geral de Guarus (HGG), que recebeu do estado autorização para atuar como referência na análise de exame de detecção por PCR para Covid-19 é uma parceria entre a prefeitura e a Uenf. Com a iniciativa, resultado dos exames, que estavam levando em média 15 dias para saírem, passam para até 48h.

BOLETIM CORONAVÍRUS – 11/06/2020

Confirmados – 1.217
Recuperados – 370

Óbitos: 87 (71confirmados e 16 em investigação)
Síndrome Gripal (SG) – 3.475
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – 207

Fonte: Prefeitura de Campos dos Goytacazes

Porto do Açu recebe embarcação que ficará atracada por 25 anos

Unidade será responsável por regaseificar o gás que vai abastecer as térmicas da companhia

Conforme o Jornal Terceira Via anunciou em primeira mão, na última semana, a GNA, joint venture entre a Prumo Logística, a BP e a Siemens, realizou nesta sexta-feira, (12), a atracação da FSRU BW MAGNA no Terminal GNL, no Porto do Açu. Com tecnologia de ponta, a embarcação tem capacidade de regaseificar 21 milhões de m³ de gás natural por dia e foi construída para atender exclusivamente às usinas UTE GNA I (1.338 MW) e UTE GNA II (1.672 MW), além de futuras expansões. As usinas, juntamente com o Terminal de GNL, compõem o maior Complexo Termelétrico a Gás Natural da América Latina, com 3 GW de capacidade instalada, e somam mais de R$ 8,5 bilhões de investimentos.

A operação de manobra, que envolveu práticos e rebocadores, durou aproximadamente três horas e contou com a participação das equipes da GNA, BW, Acciona e KN. Agora, a BW MAGNA vai passar pela fase de interligação dos sistemas entre a embarcação e a térmica e depois para a fase de teste a frio.

“A chegada da FSRU BW MAGNA é um dos grandes marcos do projeto da GNA. Quando em operação, nosso parque termelétrico será capaz de produzir energia equivalente a 17% da geração térmica a gás natural do Brasil, contribuindo para a segurança do Sistema Integrado Nacional. Estamos muito orgulhosos com a conclusão dessa importante etapa de nosso projeto, afirma Bernardo Perseke, Diretor- Presidente da GNA.
Fonte Terceira Via


Leitos de UTI estão quase esgotados e Hospital de Campanha tem inauguração adiada mais uma vez

Por enquanto, não há previsão de nova data; esta é a 5ª vez que a inauguração é adiada


Hospital de Campanha (Foto: JTV)

Pela quinta vez o Hospital de Campanha do Governo do Estado para receber pacientes com coronavírus tem a inauguração adiada em Campos. Caso a última previsão fosse cumprida, a unidade seria inaugurada nesta sexta-feira (12). A estrutura, que está montada na Avenida 28 de Março, no espaço da antiga Vasa, desde o mês de abril, ainda não recebeu pacientes e não há uma nova data prevista. Enquanto isso, os números de vítimas do novo coronavírus aumentam cada vez mais e a rede pública de saúde já sofre o impacto. Segundo as últimas informações divulgadas pela Prefeitura de Campos, são 1.137 casos confirmados e 93% dos leitos de UTI estão ocupados.

A montagem do Hospital de Campanha começou em 11 de abril, foi concluída em poucos dias e a previsão inicial era de entrega no dia 30 de abril. A data foi adiada para 23 de maio, depois para 25 de maio e por último 12 de junho, que seria nesta sexta.


Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (Foto: Carlos Grevi)

Enquanto isso, município tem leitos de UTI quase esgotados
No mês de março, a Prefeitura de Campos instalou o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus para atendimento a pacientes com a doença. Segundo a prefeitura, atualmente, com a ampliação de leitos para outras unidades, o município disponibiliza 154 leitos dedicados ao tratamento da Covid-19, que estão em funcionamento também na Unidade Pré-Hospitalar São José, Hospital Ferreira Machado, Hospital Geral de Guarus e Santa Casa de Misericórdia.

No entanto, nesta sexta-feira (12), o membro do Gabinete de Crise para Enfrentamento ao Coronavírus, Felipe Quintanilha, alegou que os leitos de UTI preparados para a Covid-19 estão quase se esgotando e que seria necessário que o Hospital de Campanha do Governo do Estado fosse inaugurado com urgência.

“A situação em campos ainda é bastante complicada e o número de casos e de óbitos ainda está em uma crescente. Isso implica em um número de leitos próximo da sua ocupação máxima. Hoje, aproximadamente 93% dos leitos de UTI estão ocupados, mas isso varia. Os leitos de UTI são para pacientes gravíssimos e que na maioria das vezes precisam de respiração mecânica”, comentou Quintanilha.

O secretário ainda lamenta a falta de apoio do governo estadual. “A gente fica muito triste com a notícia de mais uma falta de previsão do estado porque a gente precisa do aumento de leitos de UTI. Nós não recebemos nem uma máscara do Governo do Estado. A gente precisa que o governo amplie os leitos aqui em Campos. Tudo o que o município está podendo fazer, estamos fazendo, mas ainda é muito crítica a situação”, lamentou.

Sem previsão para Hospital de Campanha do Estado
Questionada sobre a situação, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, por meio de nota, que “os engenheiros da Infraestrutura e Obras (SEINFRA) já realizaram vistorias em todos os hospitais e, com base nos dados técnicos coletados, será feito um cronograma real com as datas de conclusão das obras. A SES informa ainda que na próxima semana técnicos da secretaria estarão nos hospitais de campanha de São Gonçalo e Nova Iguaçu para nova avaliação e definição de datas para a entrega das unidades. Além disso, após entregar os hospitais de campanha de São Gonçalo e Nova Iguaçu, concentrará esforços nas demais unidades, o que ocorrerá numa segunda etapa, conforme planejamento”, informou a nota.

VEJA VÍDEO

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Auxílio emergencial: calendário 3 ª parcela só a partir de 15/06

O prazo para a divulgação era 08/06. Depois, passou para 10/06. Agora, previsão é só a partir de 15/06

Até a data do último dia 10, não fora divulgado o calendário de pagamentos da 3 ª parcela do auxílio emergencial, conforme o governo federal prometeu. O prazo para a divulgação, a princípio, era dia 08/06, depois, a pedido do governo, a data limite foi transferida para 10/06.

No entanto, nessa sexta-feira (12/06), fontes oficiais dos órgãos responsáveis pelo calendário informaram que apenas a partir da próxima semana, ou seja, a partir do dia 15/06 é que a relação dos pagamentos referente a 3 ª parcela do auxílio emergencial estará disponível. Ainda, não foi informada uma data exata para a divulgação do calendário.
Posição da Caixa Econômica Federal
Embora o banco não tenha responsabilidade pela operacionalização das datas de pagamento do auxílio emergencial e nem da divulgação dos calendários, a Caixa Econômica Federal se posicionou sobre a 3 ª parcela.

O banco explicou que não haverá diferenças na forma de repasse da 3 ª parcela, em relação às anteriores. Os pagamentos deverão obedecer o mês de nascimento dos cidadãos. Ainda, serão repassados para a conta virtual do aplicativo “Caixa Tem”.

Enquanto isso, o beneficiário pode movimentar o recurso pelo aplicativo, fazendo pagamentos de boletos. As transferências e os saques, porém, ficam na dependência do calendário oficial.

Calendário auxílio emergencial do Bolsa Família


Vale lembrar que o calendário divulgado na semana passada referente a 3 ª parcela do benefício só contempla os cidadãos que também recebem o Bolsa Família. Para esses, o ordem do pagamento obedece o último algarismo do NIS ( Número de Identificação Social).

O calendário para quem recebe o Bolsa Família é:
1 – recebimento dia 17 de junho
2 – recebimento dia 18 de junho
3 – recebimento dia 19 de junho
4 – recebimento dia 22 de junho
5 – recebimento dia 23 de junho
6 – recebimento dia 24 de junho
7 – recebimento dia 25 de junho
8 – recebimento dia 26 de junho
9 – recebimento dia 29 de junho
0 – recebimento dia 30 de junho.
Fonte Brasil 123

Cirurgias pediátricas de cardiopatia congênita têm déficit de 50%

Com a pandemia de covid-19, o déficit chega a 70% em todo o país


(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Nesta sexta-feira (12) é comemorado o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, mas, segundo o presidente do Departamento de Cirurgia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), Andrey Monteiro, a situação é de preocupação em função da pandemia do novo coronavirus.

Segundo Monteiro existe um déficit acumulado de cirurgias cardíacas pediátricas não realizadas no país, que já era de 50% antes da pandemia. “Existe um número de cirurgias que é realizado mensalmente e só contempla 50% dos casos. Esse número foi reduzido entre 70% e 80%, em todo o país [com a crise da covid-19]”. A queda ocorreu tanto no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), como na rede privada. O cardiologista imagina que, a curto prazo, o déficit acumulado poderá aumentar ainda mais. “Quanto mais tempo isso [pandemia] durar, maior será o déficit”, conclui.

Protocolos de segurança

De maneira geral, no Brasil, só têm sido feitos casos de urgência, quando há risco iminente. A situação varia de acordo com o porte do hospital, observou Monteiro. No Hospital Pro Criança Cardíaca, instituição médico-social fundada há 23 anos para cuidar da criança cardíaca carente, o atendimento dos pacientes vem sendo mantido, operando-se casos com maior risco de morte e com cuidados redobrados, seguindo todos os protocolos clínicos de segurança, como a testagem do paciente, familiares e equipe médica, destacou Andrey Monteiro. Por ser um hospital pediátrico, não há tanta pressão de adultos internando no local, como ocorre em um hospital geral, por exemplo, que teve de ceder leitos pediátricos para internar adultos, explicou.

O cardiologista admitiu, entretanto, que houve uma redução no movimento de cirurgias cardíacas pediátricas para todos os hospitais, em média entre 70% e 80%. “Uns reduziram menos, outros mais, outros até pararam o movimento cirúrgico. Cada centro tem um cenário”. Segundo o especialista, o déficit é maior nas regiões Norte e Nordeste e menor no Sul e Sudeste brasileiro. Deixou claro, porém, que em relação à queda do movimento de cirurgias pediátricas, a perda ocorreu em todo o país.
Gravidade da situação

Andrey Monteiro afirmou que o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita é um motivo a mais para que a população e os profissionais de saúde compreendam a gravidade da situação para a população infantil. “O problema não é só da rede assistencial. Neste momento, por conta da preocupação em não se contaminar, a verdade é que as pessoas sequer estão buscando tratamento para outros problemas de saúde. As famílias, muitas vezes, não querem levar o paciente para tratamento porque acham que vão se expor”.

Monteiro destacou o número crescente de enfartes registrado dentro das casas, desde o início da pandemia, porque as pessoas sequer procuram o hospital. “Passa a haver uma série de problemas e não só por causa da rede assistencial. Isso também passa pela preocupação das pessoas e, de certa forma, pela desinformação”. É preciso, disse Monteiro, que outros centros pediátricos voltem a operar, priorizando os pacientes mais graves.

A data nacional de conscientização é oportuna para divulgar o número que já era deficitário antes da pandemia, mas também para incentivar os profissionais e os familiares que a assistência tem que continuar e que se deve ir retomando a vida normal com os protocolos clínicos e as cidades mantendo as orientações de segurança, recomendou.

Sequelas

A cardiopatia congênita envolve desde uma apresentação simples, que pode ser notada como um sopro cardíaco, até alterações externas, como a criança ficar arroxeada, com baixa oxigenação no sangue. Essas cardiopatias podem provocar sequelas nas crianças, dependendo do nível de gravidade do caso. Andrey Monteiro esclareceu que o não tratamento no momento adequado aumenta a chance de deixar sequelas mesmo nos pacientes tratados. “Isso vai variar de acordo com o nível da cardiopatia, com o nível de comprometimento do coração, até se o momento em que houve o tratamento foi adequado ou não”. As cardiopatias mais complexas, em casos extremos, têm chance de gerar problemas em outros órgãos além do coração, como pulmão, fígado e rins.

Andrey Monteiro informou que os procedimentos eletivos de baixo risco não têm sido realizados no Hospital Pro Criança Cardíaca. O volume global de cirurgias para pacientes de convênios de planos de saúde foi bastante reduzido desde março, quando teve início o isolamento social decretado para evitar a disseminação da covid-19. Por outro lado, não houve interrupção nas cirurgias efetuadas nas crianças com cardiopatia congênita atendidas pela instituição tradicionalmente, que se mantiveram no volume histórico de quatro procedimentos mensais.

Subnotificação

Apesar de estudos iniciais demonstrarem que as crianças são menos suscetíveis à covid-19, com uma incidência em torno de 4%, acredita-se que há uma subnotificação da doença na população pediátrica, já que a maioria é assintomática ou pouco sintomática.

A diretora médica do Hospital Pro Criança Cardíaca, Isabela Rangel, ressaltou que, recentemente, foi evidenciada uma nova apresentação clínica em crianças e adolescentes associada à covid-19, denominada Síndrome Inflamatória Multissistêmica, com manifestação clínica e alterações laboratoriais similares às observadas na Síndrome de Kawasaki (doença infantil rara que causa inflamação nas paredes de alguns vasos sanguíneos do corpo) ou na Síndrome de Choque Tóxico (complicação rara e potencialmente fatal de certas infecções bacterianas).

O Hospital Pro Criança Cardíaca foi fundado pela cardiologista pediátrica Rosa Célia. No ano passado, a médica recebeu o Prêmio de Personalidade do Ano na Área da Saúde, concedido pela Hospitalar, plataforma que gera negócios e promove o desenvolvimento do setor.

Fonte: Agência Brasil

Dia Mundial contra o Trabalho Infantil nesta sexta-feira


SupcomCom o slogan ?Covid-19: agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil?

O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil é celebrado em 12 de junho. A campanha esse ano visa alertar para o risco de crescimento do trabalho infantil motivado pelos impactos da pandemia do novo coronavírus. Com o slogan “Covid-19: agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”, a campanha nacional está alinhada à iniciativa global proposta pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para diminuir as estatísticas relacionadas ao trabalho irregular de crianças e adolescentes, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) reforçou os canais de comunicação disponíveis para denúncias e também os contatos para orientação e acompanhamento.

A secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Pryscila Marins, informou que, em caso de violação dos direitos desses indivíduos, a população deve fazer a denúncia em um dos cinco polos do Conselho Tutelar (CT) do município; no Ministério Público do Trabalho (MPT); Conselho Municipal de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMPDCA) ou pelo Disque 100, de qualquer lugar do Brasil.

Veja AQUI os telefones de contato de cada um desses órgãos.

"Temos equipes de abordagem orientando a população diariamente em diversos pontos da cidade. Quando nossos profissionais identificam algum caso, direcionam para um dos nossos 3 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) para referenciar e fazer o acompanhamento daquela família. Mas, se a população em geral identificar alguém nessa situação e desejar denunciar, pode também procurar a nossa Secretaria de Desenvolvimento Humano, pelo telefone (22) 98175-1350, e faremos os devidos encaminhamentos", explicou Pryscila.

Segundo a diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) Anne Caroline Cardoso, o PETI e os demais programas do Departamento visam acompanhar os casos e superar as violações de direitos dos indivíduos e suas famílias que vivenciam situações como essa.

"As crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil notificadas pelas equipes de abordagem social são acompanhadas com seus responsáveis pelos CREAS para que o direito de ser criança e ter infância seja garantido. A Diretoria da Proteção Social Especial realizou reuniões, grupo de trabalho com os Conselhos Tutelares e capacitações dos profissionais que atuam nessa violação, buscando a erradicação dos casos. Também elaboramos o fluxo de atendimento da abordagem social e o apresentamos ao Ministério Público e Conselheiros Tutelares. Acreditamos que o trabalho realizado em rede alcança resultados significativos", acrescentou Anne.

A coordenadora do PETI, Bianca Firmino, explicou que o MPT, o CT e o CMPDCA são órgãos fiscalizadores e responsáveis por receber as denúncias. "Eles averiguam e encaminham para o PETI que atua como órgão de apoio e acompanhamento. Os CREAS não funcionam como canal de denúncia, mas integram a rede de atendimento e acompanhamento, após a identificação dos casos", disse Bianca.

CASOS EM 2020 - Os 3 CREAS realizaram 1.066 abordagens sociais de janeiro a abril deste ano e identificou 55 situações de trabalho

infantil. "Esses casos identificados estão sendo monitorados e acompanhados pelos CREAS. Quando há reincidência de casos e recusa por parte dos pais em garantir os direitos das crianças, fazemos a interação com os demais órgãos do sistema de garantia de direitos, como Ministério Público e Conselho Tutelar. Temos um trabalho articulado para garantir o bem estar dessas crianças", explicou Anne.
Fonte: Supcom

SAÚDE É PRIMORDIAL EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA RJ









Sobe para 151 o números de infectados pelo coronavírus em SJB


Divulgação
Boletim foi divulgado nesta quinta

São João da Barra confirmou nesta quinta-feira, (11/06), mais um caso de coronavírus, totalizando agora 151. Estão incluídos nesses números 94 pessoas que já se recuperaram da doença, sendo uma nas últimas 24h, e sete óbitos.

O município possui 93 casos suspeitos, aguardando resultado de exames laboratoriais.

Todos os casos confirmados e suspeitos são monitorados pelas equipes de saúde pública do município. Os pacientes que não estão internados seguem em isolamento domiciliar.
Fonte: Ascom