segunda-feira, 19 de julho de 2021

Morre em Campos o ex-radialista Roberto Azevedo

Ele tinha 72 anos e faleceu de causas naturais, segundo amigos próximos; corpo foi levado para o Cemitério do Caju

O radialista Roberto Azevedo (Foto: Reprodução)

Morreu neste domingo (18), em Campos, o radialista aposentado Roberto Azevedo. Ele tinha 72 anos e era irmão do radialista Elias Azevedo, já falecido. Causa natural seria o motivo da morte, segundo amigos próximos. A notícia foi compartilhada em redes sociais pelo jornalista Alexandre Paiva. O sepultamento foi marcado para acontecer no fim da tarde de domingo, no Cemitério do Caju.

Roberto Azevedo trabalhou durante muitos anos na emissora radiofônica Campos Difusora. Ele foi apresentador de programas de grande audiência como “Hora H”, o “Noticiário Plantão Difusora”, entre outras atrações.

“Que Deus conforte o coração dos familiares e demais amigos neste momento de profunda dor”, disse Alexandre. Paiva.

Outras pessoas também se solidarizaram aos familiares e amigos de Roberto Azevedo nas redes sociais. “E o nosso rádio vai ficando cada dia mais pobre”, lamentou o internauta Edmilson Costa.
Fonte Terceira Via

Beneficiários do Bolsa Família recebem auxílio emergencial nesta segunda

O recebimento dos recursos segue o calendário regular do programa social

Beneficiários na Caixa Econômica de Campos (Ilustração)

Os beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 1 recebem nesta segunda-feira (19) a quarta parcela do auxílio emergencial 2021. Os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, por quem recebe pela conta poupança social digital, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou do Cartão Cidadão.

Com o depósito, a Caixa Econômica Federal inicia o pagamento da segunda parcela para os participantes do Bolsa Família. O recebimento dos recursos segue o calendário regular do programa social, pago nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os pagamentos são feitos a cada dia, conforme o dígito final do NIS.

Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial.
Calendário de pagamento das parcelas do programa social – Arte/Agência Brasil
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150. O programa se encerraria neste mês, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.

Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

Quem recebe na poupança social digital, pode movimentar os recursos pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele, é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas. A conta é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil.

Fonte: Agência Brasil

Serviços essenciais de Atenção Básica são retomados pela Saúde de Campos

Retorno conta com reabertura de UBSs e reestrutura de equipes da Estratégia Saúde da Família

Diretor de Atenção Básica, Rodrigo Carneiro (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Saúde, através da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), está retomando os serviços essenciais de Atenção Básica no município, a partir da reabertura das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), fechadas no governo anterior. Isso, com readequação e aumento das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e implementação de programas e ações voltadas para as necessidades de saúde da população.

O diretor de Atenção Básica, Rodrigo Carneiro, disse que, quando a atual gestão assumiu, encontrou a atenção básica em situação caótica. “O governo anterior transformou os atendimentos em terra arrasada. Não houve investimentos em pessoal e nem em recursos. E o mais grave, que foi deixar de arrecadar muita verba junto aos programas federais”.

Ele explicou que a nova gestão precisou reconfigurar todas as ESF junto ao Ministério da Saúde, além de cadastrar 45 Equipes de Atenção Primária (EAPs), que não existiam no sistema do Ministério. “Regularizamos também o cadastro dos munícipes em suas respectivas unidades e bairros. A ampliação dos cadastros abre possibilidade do município ampliar o quadro de médicos pelo programa Mais Médicos”, disse.

Ainda segundo o médico infectologista, a nova gestão está trabalhando para ampliar e regularizar o cadastramento da população, obrigatório para todos os municípios e que não foi realizado na gestão anterior, ao mesmo tempo em que faz o trabalho de vacinação contra a Covid-19 e regularização dos cadastros dos munícipes através de uma equipe voltada, exclusivamente, para a resolução dessa nova demanda, que recaiu também sobre essa gestão.

Reaberturas
Entre as UBSs reabertas pelo atual governo estão a do Parque Santa Rosa, de São Sebastião, de Lagoa de Cima e a de Dores de Macabu, no último dia 17. Já a UBS Jamil Ábido, no bairro da Pecuária, fechada em 2019 pela gestão anterior, está em obras para também ser reaberta. Para a unidade de Custodópolis, a prefeitura doou uma ambulância.

Rodrigo explicou que a Atenção Básica ou Atenção Primária é a principal ‘porta de entrada’ dos usuários nos sistemas de saúde. “Podemos dizer que é o atendimento inicial recebido pelas pessoas, por meio de visitas domiciliares feitas pelos agentes comunitários de saúde, que orientam sobre a prevenção de doenças, como hipertensão e diabetes, acompanham a evolução do tratamento e encaminham, quando necessário, para os postos de saúde”, explicou ele, destacando que os atendimentos prestados pelo médico da família reduzem em torno de 80% os problemas de saúde.

Integração
Ele citou ainda alguns programas que integram a atenção básica. Um deles é o Consultório na Rua, que amplia o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde. “Tem também o programa de tuberculose, hanseníase e atendimento aos portadores do vírus HIV e hepatites virais, através do Programa Municipal DST/Aids e Hepatites Virais – Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (CDIP)”.

Em breve, segundo o médico infectologista, o município vai implantar a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP). O objetivo do programa é garantir à população carcerária o acesso a uma saúde de qualidade. O atendimento médico ocorre dentro das penitenciárias, evitando que os detentos saiam para consultas.

Fonte: SubCom/PMCG

Aula presencial liberada nas universidades

Apesar do aval, Universidade Estadual do Norte Fluminense só receberá estudantes no ano que vem

POR GIRLANE RODRIGUES
Instituto Federal Fluminense (Arquivo)

A Prefeitura de Campos autorizou, por meio de decreto, o retorno das atividades presenciais nas instituições de Ensino Superior de Campos com a ressalva de 50% da capacidade máxima e 21 dias após a vacinação dos professores de cada universidade. Também defendendo o retorno de aulas presenciais no ensino superior, o Ministério Público Federal (MPF) move uma ação civil pública exigindo o retorno presencial das aulas nas universidades federais até o dia 18 de outubro sob pena de multa diária de R$ 30 mil. O processo gerou nota de repúdio das Instituições de Ensino e Pesquisa do Rio de Janeiro.

Apesar da permissão do Município e recomendação do MPF, as aulas presenciais não devem começar agora. A maior universidade da Região Norte Fluminense, por exemplo, a Uenf, deve abrir as portas para os alunos somente em 2022.

O motivo, explicado pelo reitor Raul Palacio, é que grande parte dos estudantes mora em regiões remotas do Brasil em que a vacinação ainda não está em estágio avançado. Além disso, Palacio lembra que a faixa etária da maioria dos alunos – de 18 a 21 anos – não começou a ser vacinada nem em Campos.
Reitor da Uenf, Raul Palacio

“A previsão é de que o retorno presencial aconteça paulatinamente, a partir do início do ano que vem, pois não podemos colocar nossos alunos em risco, já que a maioria deles ainda não se vacinou. Nossos professores, porém, estão quase todos imunizados, visto que a maioria tomou a vacina de dose única. Outra parte dos professores e funcionários receberá a segunda dose do imunizante nos próximos meses”, completou.

Palacio afirma, no entanto, que a decisão da Prefeitura de Campos em autorizar o retorno do Ensino Superior por meio de decreto foi uma boa iniciativa. “Isto demonstra avanço no controle da Covid-19 em nossa cidade. É uma boa notícia, mas a Uenf, em particular, tem este impedimento de ter alunos de várias partes do país onde a vacina ainda não chegou”. Ele relembra que as aulas práticas em laboratórios estão acontecendo e que o Hospital Veterinário deve reabrir para atendimento nas próximas semanas.
Entrada do Campus da Uenf (Arquivo)

A Uenf, porém, se uniu a outras universidades públicas, principalmente federais, para manifestar preocupação sobre a ação civil pública proposta pelo MPF. As Instituições de Ensino e Pesquisa do Rio de Janeiro (IEPRJ) afirmam que a pretensão do MPF é “arbitrária e violadora da autonomia universitária nas dimensões administrativa, financeira e didático-científica”. A ação do MPF vale para as universidades federais situadas no Estado do Rio de Janeiro.
Reitor do IFF, Jefferson Azevedo

IFF
As aulas presenciais para estudantes do Instituto Federal Fluminense (IFF) devem começar em outubro deste ano, de acordo com o reitor Jefferson Azevedo. Segundo ele, o instituto já vinha se preparando para o retorno das atividades presenciais para este segundo semestre. “Há uma grande possibilidade de que em outubro comecem as atividades práticas com estudantes, com toda segurança, como determina a comissão de biossegurança do IFF. Em setembro, possivelmente, teremos atividades presenciais só com os servidores, preparando a instituição e as atividades para os alunos”.
Reitor da UFF, Roberto Rosendo

UFF
A Universidade Federal Fluminense (UFF/Campos) ainda não tem previsão de retorno presencial das aulas, segundo informou o diretor Roberto Rosendo. “Com o avanço da vacinação no Estado do Rio de Janeiro, a UFF Campos entra na fase de discussão e planejamento do retorno presencial com segurança de algumas de suas atividades e setores”.
A administração central da UFF criou um grupo de especialistas composto por pesquisadores ligados à área de saúde, que auxilia no planejamento e na definição de protocolos para o retorno gradual e com segurança às atividades presenciais em suas diferentes unidades de ensino, incluindo a UFF Campos.

FMC
A Faculdade de Medicina de Campos informou que o retorno pleno das atividades práticas será no dia 2 de agosto de 2021, com obediência às restrições do decreto municipal e cumprindo os protocolos de biossegurança com as normas recomendadas.

Candido Mendes
Por meio de nota, a Universidade Candido Mendes informou que os protocolos de segurança para retorno das aulas estão prontos. “Faremos mais uma rodada de pesquisa com alunos para entender a disposição para o retorno e poder realizar o melhor planejamento possível para que isso aconteça de forma tranquila”.

Universo
A Universo Campos informou que haverá agendamento de aulas práticas laboratoriais após o retorno do ano letivo, já que a instituição está em férias. “Os estudantes da instituição estão de férias até o dia 2 de Agosto. A partir desta data, a princípio, iremos manter as aulas teóricas de forma remota, para garantir a segurança e comodidade dos alunos. As aulas práticas laboratoriais serão agendadas pelos professores, respeitando o limite de 50% de capacidade, e observando as normas de afastamento, além do uso de máscara e álcool 70%. Quaisquer outras mudanças serão informadas aos alunos ao longo do semestre”.

Isecensa
A instituição está em recesso e não vai se pronunciar sobre o retorno presencial das aulas neste momento, segundo assessoria de imprensa.

Uniflu

Segundo a instituição, aulas retornam dia 2 de agosto.
Fonte Terceira Via

Estelionatários recrutam jovens de classe média do RJ e SP para atuar nas centrais de telemarketing da quadrilha

 Anna Carolina e Rayane em fotos de redes sociais Foto: Reprodução/Carolina Heringer

Quadrilhas de estelionatários como a das cinco jovens presas no último dia 7, no Recreio dos Bandeirantes, têm aperfeiçoado sua atuação para enganar o maior número possível de vítimas. Investigações da Polícia Civil do Rio apontam que esses grupos criam centrais de telemarketing do crime, nas quais mulheres de classe média recrutadas atuam para praticar golpes, principalmente em idosos. A região do Recreio dos Bandeirantes e da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, é uma das que mais tem atraído essas quadrilhas para montar as suas bases.

Na central estourada no Recreio, havia uma organização de como o trabalho funcionaria no intuito de dar ainda mais veracidade ao golpe para roubar dados bancários das vítimas. Duas das acusadas — Anna Carolina de Sousa Santos e Rayane Silva Sousa — eram as responsáveis por fazer o primeiro contato com os alvos ao telefone, alegando ser da central telefônica do banco. Elas diziam que passariam a ligação para outro setor, deixando que entrassem em cena as outras três acusadas, que se revezavam. O trio — Yasmin Navarro, Mariana Serrano e Gabriela Silva Vieira — finalizavam o golpe, fazendo com que a pessoa revelasse seus dados bancários para a quadrilha.

O grupo tinha integrantes de outros núcleos, com funções distintas, que também estão sendo investigados. Os mais altos na hierarquia do bando são os responsáveis por recrutar as jovens e os demais integrantes do grupo, além de escolher o local de atuação. São eles os que mais lucram com o esquema. Em um caderno encontrado no apartamento no Recreio, os policiais encontraram anotações indicando o pagamento de R$ 416 mil para uma pessoa identificada como Junior no período de 15 dias. Há suspeitas de que o homem seja um dos chefes do bando.

No grupo de WhatsApp batizado de Apto 302 Recreio, número do apartamento onde funcionava a central, interagia com as cinco jovens presas uma pessoa identificada apenas como JN, que era avisado sobre os golpes que tinham dado certo e os dados bancários que elas conseguiam extrair das vítimas. O grupo era usado exclusivamente para tratar da rotina do trabalho criminoso na central.

A polícia já identificou que esses chefes têm recrutado jovens paulistas, além das cariocas para atuar nas centrais de telemarketing. Das cinco presas trabalhando no apartamento no Recreio, três são de São Paulo e duas, do Rio.

O grupo conta ainda com dois outros núcleos — o de motoboys que ficam responsáveis por recolher os cartões das vítimas em suas residências em determinadas situações e os “laranjas”, pessoas que cedem suas contas bancárias para que valores obtidos de forma ilícita sejam depositados nelas.

Apesar de baseada no Rio, a quadrilha faz vítimas país afora. Na planilha com 10 mil nomes encontrados pelos investigadores no apartamento, havia pessoas de São Paulo e de Santa Catarina. Um idoso de Balneário Camboriú, cujo nome estava marcado de verde no documento, confirmou à polícia que tinha sido vítima do bando.

As mulheres recrutadas pela quadrilha para trabalhar na central de telemarketing do crime têm entre 20 e 32 anos. À exceção de Anna Carolina, a mais velha do grupo, todas declararam, ao serem presas, que possuem ensino superior incompleto. Anna, que é carioca, disse ser administradora. No seu perfil no Instagram, ela afirmava ser “influenciadora da vida real” e dona de uma marca de acessórios Outras duas — Yasmin e Mariana — afirmaram serem auxiliares administrativas. Já Rayane disse que é estudante e Gabriela, assistente comercial. As jovens são todas de classe média.

Levantamento feito pelo GLOBO revela que as cinco mulheres pediram auxílio emergencial, benefício pago pelo governo federal em razão da pandemia da Covid-19. Elas receberam, no ano passado, valores em torno de R$ 3 mil. Apenas Yasmin, de 25 anos, teve o benefício negado e não recebeu nada.

Um dos próximos passos da investigação conduzida pela 40ª DP (Honório Gurgel) é pedir a quebra do sigilo bancário das mulheres para identificar suas movimentações financeiras. Nas redes sociais, algumas delas ostentavam e gostavam de posar em locais paradisíacos.

Jovens de classe média do Rio e de São Paulo, nenhuma das presas possuía antecedentes criminais. Os advogados das jovens já entraram com pedidos para que elas sejam soltas, nos quais negam envolvimento delas com a quadrilha. No entanto, ao fornecerem seus dados para a realização da audiência de custódia, três delas admitiram que usavam os números de celular que constam no grupo de WhatsApp usado para falar sobre golpes. Os pedidos de liberdade feito pela defesa das jovens não foram julgados ainda.
Fonte Extra

Ex-candidato a prefeito de Campos, Cláudio Rangel, é vítima de assalto

O empresário foi rendido por dois homens em uma motocicleta quando chegava à sua casa, no Parque Tamandaré; joias foram levadas

Empresário e ex-candidato a prefeito de Campos, Cláudio Rangel (Foto: Arquivo)

O empresário Cláudio Rangel, ex-candidato a prefeito de Campos dos Goytacazes em 2020 pelo PMN, conversou por telefone com a reportagem do Terceira Via neste domingo (18). Ele foi vítima de um assalto no sábado (17), na porta de casa, por dois homens armados, no bairro Parque Tamandaré. Os bandidos levaram joias e o relógio. “Foi um susto muito grande. Mas, graças a Deus, não fizeram nada com minha vida”, contou.

De acordo com o empresário, ele voltava para a casa pouco antes do meio-dia de sábado. Ao parar para guardar o carro na residência, foi supreendido por dois homens em uma moto. “Foi tudo muito rápido. Eles estavam de capacete e de máscaras. Muito difícil reconhecer. Fiquei assustado. Eles pediram as joias que gosto de usar e eu entreguei”, disse. Foram levados pelos criminosos um relógio, dois anéis, três pulseiras, dois cordões e uma aliança, todos de ouro.

O empresário não confirmou o valor dos bens furtados, mas estima-se que chegariam a R$50 mil. “Eu não costumo andar com dinheiro em grande quantidade. Apesar do susto, consegui dormir tranquilo. Voltei à minha rotina de trabalho normalmente. Tenho 73 anos, quero me cuidar e seguir adiante”, disse.

O assalto foi registrado em boletim de ocorrência na 134ª Delegacia de Polícia Civil, no Centro. De acordo com a investigação, imagens de câmeras de segurança da residência, do endereço da vítima e das ruas vizinhas serão analisadas para tentar identificar os criminosos.
Fonte Terceira Via

Vacinação contra a gripe é retomada em Campos nesta segunda

O atendimento acontece em 14 postos distribuídos pela cidade, no horário de 9h às 15h

Vacinação na cidade (Foto: Reprodução/Ascom)

Será retomada nesta segunda-feira (19) a vacina contra gripe para toda a população acima de seis meses de idade em Campos. Para receber o imunizante, o interessado deve comparecer a um dos 14 postos distribuídos pela cidade, no horário das 9h 15h. A campanha de vacinação contra influenza começou no dia 19 de abril para grupos prioritários e foi ampliada para livre demanda pelo Ministério da Saúde, com objetivo de reduzir os casos graves de gripe que também pressionam o sistema de saúde.

No ato da vacinação é necessária a apresentação da identidade, CPF, comprovante de residência e cartão da vacina. No caso das gestantes, o cartão pré-natal. A Secretaria da Saúde (SMS) reforça que a população deve fazer a vacina contra a gripe Influenza, que está disponível diariamente nos postos de imunização.

“A vacina contra a gripe é tão importante quanto a da Covid-19, porque ajuda na prevenção dos casos graves e óbitos no período de maior incidência da doença e, por isso, é importantíssimo que as pessoas procurem um dos postos para tomar vacina”, esclarece o diretor de Atenção Básica, Rodrigo Carneiro.

Rodrigo Carneiro alerta para a importância de respeitar o intervalo mínimo de 15 dias entre uma vacina e outra. Já quem teve diagnóstico positivo para Covid-19 deve esperar 30 dias, a contar da data do início dos sintomas, para tomar a vacina.

Pessoas que fazem parte de grupos prioritários em que as datas das etapas já passaram, também podem comparecer ao posto de vacinação mais próximo. São eles: idosos acima de 60 anos; trabalhadores da saúde e da educação; gestantes; puérperas; crianças de 5 anos, 11 meses e 29 dias; integrantes das Forças Armadas; de segurança e de salvamento; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário passageiros urbanos e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do Sistema de Privação de Liberdade; população privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas.

CONFIRA OS LOCAIS DE VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE:

GESTANTES, PUÉRPERAS E CRIANÇAS DE SEIS MESES A 6 ANOS, 11 MESES E 29 DIAS (EXCLUSIVAMENTE)

CIDADE DA CRIANÇA

PÚBLICO EM GERAL

IFF GUARUS
USB BALEEIRA
UBS PARQUE IMPERIAL
UBSF FELIX MIRANDA
UBSF MORRO DO COCO
UBSF SANTOS DUMONT
UBSF SANTO EDUARDO
UBSF SANTO AMARO
UBSF PARQUE RODOVIÁRIO
UBSF SÃO SEBASTIÃO
UBSF SATURNINO BRAGA
CENTRO DE SAÚDE DE GUARUS
UPH DE TRAVESSÃO

Fonte: SubCom/PMCG

Porto do Açu vai começar 2022 gerando 2 mil empregos em uma obra de R$2,5 bi

A ampliação inclui a construção de 45 km de oleodutos e um Parque de Tancagem com capacidade para 5,7 milhões de barris de petróleo

POR ALOYSIO BALBI


A Açu Petróleo já tem previsão para início das obras de expansão do terminal de óleo no Porto Açu. Será para o começo de 2022.

A ampliação inclui a construção de 45 km de oleodutos e um Parque de Tancagem com capacidade para 5,7 milhões de barris de petróleo, podendo ser ampliado para 11 milhões, volume fundamental para absorver a produção do pré-sal estimada para os próximos anos.

O investimento previsto é de até R$ 2,5 bilhões. As obras para implantação devem gerar até dois mil empregos no Norte Fluminense.
Fonte Coluna do Balbi

domingo, 18 de julho de 2021

Grande quantidade de drogas apreendidas pelo Polícia Militar em praia de Gargaú São Francisco de Itabapoana RJ



Na tarde deste sábado, 17, por volta das 16:30hs o plantão da 3ª Cia de Polícia Militar de São Francisco de Itabapoana, recebeu denúncia de Tráfico de drogas  na Rua Projetada s/nº no Parque Prudêncio em praia de Gargaú, local conhecido como " Boca do Ângelo", denúncia frisava o envolvimento de mulheres na venda de drogas. A Guarnição procedeu até o local onde surpreenderam uma das suspeitas e no bolso dela a quantia de R$116,00 reais em dinheiro trocado resultado da venda de entorpecente. 

Após varredura nas imediaçoes conseguimos localizar os locais de guarda das drogas, enterrado a poucos metros da suspeita, 24 Pinos Pó branco cheios, 2.000 Pinos (ependorf) novos para endolaçao. 

Foi dado voz de prisão a suspeita de iniciais T. de O.N, 24 anos que foi conduzida então a local apropriado para que a mesma passasse por revista pessoal por agente de segurança feminina e em seguida encaminhada a 147ªDP. 

A acusada então foi autuada por Tráfico ílicito de drogas e ficará presa. 

Ainda em praia de Gargaú 

Quando em patrulhamento a guarnição recebeu a informação por volta das 17 horas deste sábado, 17, de que um elemento estaria traficando drogas num local conhecido por Invação da Lagoa do Prudêncio na Rua Projetada s/nº na praia de Gargaú em São Francisco de Itabapoana. 

Uma vez que o elemento de iniciais M.C.S, 35 anos e conhecido das guarnições por oprimir moradores e ameaçar transeuntes com palavras de apologia a facção além de portar armas, Policiais procederam de forma estratégica onde lograram êxito em surpreender o elemento e encontrar no seu bolso 03 pinos de cocaína e a quantia de 06 reais. Diante disso os policiais procederam a residência do mesmo com a autorização devidamente filmada e lograram êxito em encontrar vasto material para endolação. 

Com o material e o acusado procedemos a 147ª DP onde foi feito contato com a Delegado Polícia de plantão que avaliou o fato e foi  determinado a condução do elemento para a 146ª DP para registrar o flagrante. 

Ocorrência em andamento.
Fonte PM


Acesso à ponte fechado em ‘jogo de empurra’

Rua Lindolfo Fraga interditada e mão dupla na Ponte General Dutra seriam medidas provisórias que ainda perduram

POR ULLI MARQUES
Acesso fechado à Rua Lindolfo Fraga (Fotos: Carlos Grevi)

Muitos não sabem por que o trânsito na Ponte General Dutra (próximo ao Hospital Ferreira Machado) tem operado em mão dupla, causando retenção e acidentes. Antes, apenas veículos que seguiam pela BR-101, em direção a Guarus, passavam por ali. A mudança aconteceu há sete meses, quando foram iniciadas obras de reconstrução de rede de drenagem na Rua Lindolfo Fraga, que faz o acesso da BR 101 à Ponte Alair Ferreira, a fim de conter os constantes alagamentos no local. Contudo, essas obras foram concluídas em dezembro de 2020 e, ainda assim, a via continua alagando e o tráfego de veículo nas duas pontes não foi normalizado. O motivo: moradores fecharam a referida rua para impedir que a passagem de veículos de grande porte continue a deteriorar a pista e a causar novos problemas.
Ponte General Dutra

Recentemente, a concessionária que administra a BR-101, Arteris Fluminense, e a Prefeitura de Campos ajustaram a sinalização na descida e subida da Ponte General Dutra. Isso aconteceu após acidentes serem registrados no local, embora nenhum tenha sido grave. Mas no horário de pico, no início da manhã e final da tarde, ainda é comum haver congestionamento, principalmente em dias de chuva.

O assistente administrativo Maicon Santos passa pela ponte diariamente. Ele mora em Travessão e trabalha no Centro. Segundo ele, o tráfego em mão dupla na General Dutra é um empecilho perigoso. “A melhoria na sinalização ajudou, mas não resolveu. Para que haja fluidez no trânsito, as duas pontes precisam voltar com o fluxo em mão única”, afirmou.

Pendência
Para entender o que está ocorrendo, é necessário voltar no tempo. Há aproximadamente 10 anos, os moradores da Rua Lindolfo Fraga, no bairro Fundão, viviam tranquilamente. Segundo eles, tudo mudou em 2012, quando a Prefeitura de Campos decidiu que o fluxo da Ponte Alair Ferreira deveria funcionar em mão única e receber o tráfego da BR-101, no sentido Vitória/Rio. Para que isso acontecesse de forma adequada, o ideal seria que os veículos passassem pela Avenida Estilac Leal, no Parque Santa Helena, mas um “ferro-velho” situado no local impediria a passagem de caminhões de grande porte. Foi solicitada, então, a desapropriação desse terreno na Justiça e, provisoriamente, a Avenida Souza Motta e a Rua Lindolfo Fraga foram utilizadas como alternativa para os veículos terem acesso à ponte.
Wellington Soares é morador do bairro

Assim teve fim a tranquilidade da população dessas duas vias. Sem estrutura para receber os veículos que trafegam pela BR-101, o calçamento e a rede de drenagem da Rua Lindolfo Fraga foram destruídos, causando alagamentos. Os moradores denunciam que o constante tráfego de caminhões também ocasionou rachaduras nos muros das casas, muita poeira, além de acidentes de trânsito. “A nossa qualidade de vida acabou”, disse o policial militar reformado Wellington Soares, que passou toda a sua vida morando nessas imediações.

Rua fechada
Foi Wellington Soares quem, em dezembro, após o fim das últimas obras, colocou barricadas para impedir a passagem de carros e caminhões na Rua Lindolfo Fraga. Então a Ponte General Dutra continuou a fluir em mão dupla e a Ponte Alair Ferreira ficou subutilizada.

“Como diz a música, ‘não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso’. Dizem que manter a Ponte General Dutra em mão dupla é um retrocesso, mas não buscam entender àqueles que são diretamente atingidos. Perdemos nosso direito ao sossego, à propriedade e à segurança”, afirmou o policial, que já acionou o Ministério Público Estadual e Federal.
Rua interditada

Segundo ele, o que falta é “governo”. “Por que a desapropriação do ferro-velho da Rua Estilac Leal ainda não foi feita? Está embargada? Qual o motivo? É por essa rua que deveriam passar os caminhões da BR-101. Ela, sim, tem estrutura para isso. A passagem pela Avenida Souza Motta e pela Rua Lindolfo Fraga deveria ter sido temporária, mas isso já faz quase 10 anos. Antes, não sofríamos com alagamento. Agora, mais uma obra foi concluída, mas sabemos que basta o tráfego retornar para que os problemas também retornem”, declarou.

Em relação aos alagamentos, Wellington explicou que, mesmo após a restauração da rede de drenagem, a rua ainda enche, mas essa água é escoada em poucas horas, o que não acontecia antes da intervenção concluída no fim do mandato de Rafael Diniz. Nota-se, ainda, que, mesmo sem a passagem de caminhões, o calçamento recém refeito já apresenta alguns danos.


Respostas
A reportagem do Jornal Terceira Via buscou, junto à Prefeitura, respostas para os moradores e também para aqueles que trafegam pela Ponte General Dutra. Quanto aos alagamentos na Rua Lindolfo Fraga, a Subsecretaria de Mobilidade esclareceu que foi feito um novo ramal de drenagem em direção ao cisternão do Parque Santa Helena, que, ocasionalmente, apresenta deficiência no sistema de bombeamento para o Rio Paraíba do Sul, mas que outra rede alternativa já está sendo estudada.

A reportagem também questionou a respeito do restabelecimento do fluxo em mão única na General Dutra e sobre o antigo projeto de passagem dos veículos pela Rua Estilac Leal. No entanto, a Subsecretaria informou apenas que, para restabelecer o trânsito na ponte, a Concessionária Arteris Fluminense teria de assegurar a manutenção da Rua Lindolfo Fraga, e que o desvio do tráfego é responsabilidade do Governo Federal: “Cabe à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) tomar as medidas necessárias no trecho, em conjunto com a concessionária que administra a rodovia”.
A concessionária, por sua vez, afirmou que “realizou as melhorias na sinalização na cabeceira sul da Ponte General Dutra, km 63 da BR-101, que faz parte do traçado original da rodovia, visando melhor ordenação do tráfego” em comum acordo com a Prefeitura.

Em relação à manutenção da Rua Lindolfo Fraga, a Arteris declarou que “a gestão e manutenção do acesso à Ponte Alair Ferreira está fora da faixa de domínio do trecho sob concessão da BR-101 e não faz parte do escopo de obras da Arteris Fluminense” e que “demandas locais que exijam a alteração do contrato de concessão podem ser encaminhadas para a ANTT”.
Fonte Terceira Via

Campos pode ganhar um novo parque municipal

Cidade é carente de área verde para lazer; enquanto algumas estão abandonadas, outras nem saíram do papel

POR PRISCILLA ALVES
Moradoras de Guarus pescam no Parque da Lagoa do Vigário (Fotos: Silvana Rust)

Com seus mais de 4 mil km², Campos dos Goytacazes é o maior município em extensão territorial de todo o Estado do Rio de Janeiro, mas, apesar do tamanho, a cidade é carente de áreas verdes preservadas como opção de prática de esportes, contemplação da natureza e lazer. Atualmente, alguns locais poderiam cumprir esta função: o Parque Municipal da Lagoa do Vigário – que apesar de já ter estrutura para oferecer à população, está com aspecto de abandono; o Parque Natural Municipal do Taquaruçu, que mesmo com sua rica flora com remanescentes da Mata Atlântica, não emplacou desde 2004; e o Parque Ecológico Municipal, localizado na Arthur Bernardes e que também ainda não saiu do papel. Junto a estes, um quarto espaço a ser disponibilizado aos campistas é o antigo pátio da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), que pode ser cedido ao município e deve ter uma parte transformada em uma grande área de lazer.

Parque Municipal da Lagoa do Vigário
Dentre os quatro locais citados, o Parque Municipal da Lagoa do Vigário é o único já apto a receber visitantes. Localizado no Jardim Carioca, em Guarus, o espaço foi inaugurado em 2016 pela então prefeita Rosinha Garotinho com pista para caminhada, academia ao ar livre, parque infantil, banheiros e espaços para pescaria. Porém, no local atualmente há lixo, banheiros sujos e até cavalos pastando entre fezes.
Lagoa do Vigário em Guarus

“Aqui está pouco cuidado. As pessoas jogam lixo, bicho morto. Já há anos presenciamos esse abandono. Há alguns dias, meu filho limpou, colocou o lixo no carro dele e levou no lixão. Aqui, se fosse bem cuidado, a gente aproveitaria muito”, desabafou a doméstica Helena Moço.
Lixo e abandono na Lagoa do Vigário

A aposentada Penha Fidélis estava pescando na lagoa com a neta e também falou sobre a falta de cuidado. “Eu gosto de vir pescar. Pra mim, é uma terapia. É claro que se o local estivesse mais cuidado, seria melhor. Sempre que eu venho aqui, vejo alguma sujeira”, comentou.

Em nota, a Prefeitura informou que a Secretaria de Obras e Infraestrutura está estudando formas de recuperar o espaço e que a equipe da Subsecretaria de Limpeza Pública tem atuado para isso. “A pasta pede o apoio da população, evitando o descarte de lixo em locais inadequados. A Guarda Municipal também voltará a atuar no espaço”, informou.

Parque Natural Municipal do Taquaruçu
Parque Natural Taquaruçu em Guarus com acesso inviável

O Parque Natural Municipal do Taquaruçu foi criado em 2004 pelo ex-prefeito Arnaldo Vianna e fica na mata de Bom Jesus, a cerca de 15 minutos da Ponte da Lapa, em Guarus. Com 65 hectares, o objetivo do espaço era “assegurar a preservação do remanescente florestal da Mata Atlântica, estimular o turismo ecológico, além de preservar espécies nativas da região”, segundo publicação no site oficial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental de Campos. Porém, na prática, o espaço resume-se a uma área verde de mata fechada sem qualquer tipo de estrutura.
Taquaruçu fica no entorno da Usina São João, em Guarus: abandono

“A ideia era que esse parque ecológico funcionasse como é o Itaóca hoje, cuidado pelo poder público e com acesso para visitantes. Ali, é possível a prática de contemplação da natureza, arvorismo, trilhas e ainda prática de atividades radicais. Há uns dez anos, chegaram a fazer uma portaria lá e eu até já visitei o espaço com alguns alunos para pesquisas. Depois, o parque foi abandonado de vez”, explicou o arquiteto e urbanista Renato Siqueira, que também integra o Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento Municipal e Regional (GPIDMR).

Ainda segundo Renato, as esperanças não estão perdidas, já que o parque consta como objeto de interesse do Plano Diretor Municipal de 2020 de Campos. “A área protege remanescente de floresta da Mata Atlântica, que foi praticamente dizimada na nossa região”.
Reprodução de Mapa em Guarus

Sobre o espaço, a Prefeitura de Campos informou que, de acordo com a Subsecretaria de Ambiente, o Parque Natural Municipal do Taquaruçu foi criado em uma área de assentamento e há um conflito com o Incra que deve ser resolvido antes da Prefeitura poder investir na área.

Parque público no pátio da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA)
A área que compreende o pátio da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) tem 104 mil m² e fica na margem da Avenida 28 de Março, no bairro Parque São Caetano. O espaço pode ser transformado em um grande parque público verde aberto para visitação e lazer da população no que depender das negociações entre a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) – atualmente gestores do local –, a deputada federal Clarissa Garotinho e o prefeito Wladimir Garotinho. O município pede a cessão patrimonial do terreno e dos imóveis sob gestão desses órgãos federais para, além da criação do parque, instalar no local o Centro Administrativo da Prefeitura, levando para lá sedes de várias secretarias.
Área da antiga Rede Ferroviária é reivindicada para criação de parque e sede administrativa municipal

“Visitei esse espaço, que está praticamente abandonado. É uma área que pode ser bem usada pela Prefeitura e pela população com a criação de uma área de lazer e a instalação de órgãos públicos importantes. A Prefeitura de Campos arcaria com a manutenção, e só isso já traria um grande ganho”, disse a deputada Clarissa Garotinho.

O subsecretário de Planejamento Urbano, Mobilidade e Meio Ambiente, Sérgio Mansur, está confiante de que a Prefeitura vai conseguir a autorização para cuidar do espaço. “Nós queremos implantar áreas de lazer para a população, mas é difícil falar em previsão, porque a gente ainda não sabe como vai ser esse processo de cessão. O que posso garantir é que há uma grande boa vontade de todos os lados. Quando tivermos a posse, a nossa secretaria de Planejamento irá implementar os projetos em toda a área de lazer”, adiantou.

A Prefeitura de Campos informou que a forma como o espaço será aproveitado está em fase de estudos. “O espaço da RFSSA, que está sendo negociado com o apoio da deputada Clarissa Garotinho, é de interesse do prefeito. A deputada sugere o uso da área aberta para a criação de um parque público para estimular o turismo”.

Parque Ecológico Municipal, na Arthur Bernardes
Em uma das margens da Arthur Bernardes, entre a rotatória da BR-101 e a Avenida José Alves de Azevedo (Beira-Valão), o Parque Ecológico Municipal foi instituído pelo ex-prefeito Rafael Diniz. O espaço tem 320 mil m² e o início da primeira etapa da construção foi publicado no Diário Oficial em 21 de maio de 2019 e orçado em R$ 214.267,44. Apesar disso, de já ter um projeto pronto e da área ter sido marcada e cercada, nada mais foi feito.
O autor do projeto, o arquiteto Aristides Marques, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Isecensa e que doou o projeto para a instituição, deu detalhes de como seria o parque.
Área destinada a parque na Avenida Artur Bernardes

“A criação desse espaço foi uma ideia da falecida Irmã Suraya, que me pediu que fizesse o projeto. Ele engloba a construção de um lago com 100 m², duas grandes ruas laterais para não congestionar a Avenida Arthur Bernardes, espaço para eventos ao ar livre, centro de convenções, restaurante e ainda a recuperação da mata. Enfim, seria uma grande área verde de lazer perto do centro urbano”, explicou Aristides.

Segundo o arquiteto, embora o projeto não tenha saído do papel, o fato dele ter sido incluído no Plano Diretor Municipal garante sua instalação, ainda que não haja um prazo determinado. Além disso, ele afirmou que o governo municipal atual já demonstrou interesse em dar continuidade ao projeto. “Foi um ganho muito grande para a população. Lá ainda vai ser esse parque, a gente só não sabe quando, mas vai ser. Tivemos evoluções com o novo governo, que nos informou estar buscando recursos para colocá-lo em prática”, explicou.

Segundo o secretário de Planejamento Urbano, Mobilidade e Meio Ambiente, Cláudio Valadares, atualmente a implantação do parque está em fase de estudo preliminar.
Avenida Artur Bernardes em Campos

“Temos uma parceria nossa com o curso de Arquitetura do Isecensa no que tange um estudo conceitual e preliminar apresentado por eles e aceito por nós como proposta inicial. Esse estudo contempla um terço do espaço de Mata Atlântica e ainda outras áreas de lazer para a população. Ou seja, um espaço que proporcionará mais qualidade de vida para população”, explicou.

Além do secretário, a Subsecretaria de Comunicação Social também foi questionada sobre outros detalhes a respeito deste parque – assim como nos outros citados – mas o órgão não enviou resposta até o fechamento desta reportagem.
Fonte Terceira Via